quinta-feira, 4 de setembro de 2014

AINDA OS MEIOS TURNOS

Exmo. Sr. Enfermeiro Germano Couto Bastonário da Ordem dos Enfermeiros,



José Luís Pires dos Santos, Enfermeiro, Cédula Profissional Nº 5-E-27497, solicita esclarecimento ao oficio N/Refª:SRS/CDR/AT/sg 002744 de 25 de Junho de 2014,


Depois de ver na SIC Notícias a reportagem da visita do Sr. Bastonário ao CHLN-HSM,


em que fala da carência de 140 Enfermeiros nos CHLN, destes 140 Enfermeiros uma percentagem será carência de Enfermeiros no SUC do CHLN? Penso que fez estas afirmações sustentadas nos cálculos efectuados pela Norma das Dotações Seguras da Ordem dos Enfermeiros? O Sr. Bastonário afirmou e muito bem na minha opinião, que a carência destes 140 Enfermeiros coloca em causa a segurança, a qualidade dos cuidados de Enfermagem prestados ás centenas de utentes que diariamente usufruem dos cuidados prestados pelos Enfermeiros do CHLN.

Necessito que o Sr. Bastonário esclareça:

- Sabendo o Sr. Bastonário que o SUC do CHLN, tem o sector dos verdes/azuis encerrado desde o dia 13 de Junho por falta de Enfermeiro (que por vezes está a funcionar só com médicos e assistente operacional, sem a presença física de um Enfermeiro, os doentes deslocam-se ao sector dos amarelos para fazer medicação e outros procedimentos de Enfermagem), mesmo com este sector encerrado há recurso a horas extraordinárias para os Enfermeiros do SUC, que devido ao excesso de turnos extra e ao cansaço extremo acumulado por estes profissionais a grande maioria destes turnos extraordinários está a ser efectuado por enfermeiros de ORL, Oftalmologia, Psiquiatria, Consultas Externas, e outros serviços (estamos a falar de Enfermeiros que nunca trabalharam no SUC, não conhecem as normas de funcionamento, as rotinas, os circuitos dos doentes, nunca trabalharam com a aplicação informática ALERT, nunca tiveram uma integração no SUC, ficam assegurar sectores do SUC sozinhos), em que os horários do SUC não respeitam a regra das 40 horas semanais, por saírem já com turnos extraordinários programados (basta observar a quantidade de horas positivas existente nos horários);

- No oficio em questão o Sr. Presidente da SRSul da OE reconhece que, Citando o Ponto 11 do respectivo oficio " A equipa do SU do CHLN..., seria necessário reforçar a equipa a equipa com mais enfermeiros... recorrendo a horas extraordinárias."

- No oficio em questão o ponto 17 refere "Não foram reportadas situações de falta de segurança, perda de qualidade, ou interferências para os cidadãos, decorrentes desta medida de gestão operacional."


Para mim é urgente o Sr. Bastonário esclarecer o seguinte:

- A norma das dotações seguras é para cumprir, e a OE vai monitorizar o respeito da mesma no terreno, com consequências disciplinares para os enfermeiros chefes e a direcções de Enfermagem que permitem dotações inseguras de Enfermeiros?

- Existe relatório sobre a visita efectuada ao SUC do CHLN?

- Quando será revelado publicamente o relatório da visita do Sr. Presidente do CD da SR Sul da OE ao SUC do CHLN?

- Com que Enfermeiros do SUC o Sr. Presidente do CD do SR Sul da OE esclareceu os pontos da denúncia que efectuei?

- Uma vez que fui eu o denunciante, porque nunca fui ouvido pelo CD ou CE da SR Sul do OE?

- Se o Sr. Presidente da SR Sul, reconhece que no SUC do CHLN há enfermeiros a menos pelos cálculos da norma das dotações seguras (ler ponto 11), não será por si só uma prova factual de que há situações de falta de segurança, perda de qualidade dos cuidados prestados?

- Que provas factuais tem o Sr. Presidente da SR Sul da OE em como o número de Enfermeiros no SUC é suficiente (não há menção a nada para sustentar as afirmações descritas neste oficio), depois de afirmar no ponto 11 que "...pelo calculo da norma das dotações seguras há falta de Enfermeiros...", e de tudo o que foi anteriormente descrito no inicio deste texto, basta fazer uma visita ao SUC do CHLN, consultar horário, horas extraordinárias, SISQUAL, etc.

- Se já iniciamos os turnos com menos Enfermeiros escalados (de acordo com a norma para o calculo das dotações seguras), como é possível o Sr. Presidente da SR Sul, afirmar que a saída diária de um, dois ou três enfermeiros, ás 4 horas do turno da Noite, não representa "... situações de falta de segurança, perda de qualidade, ou interferências para os cidadãos..."? Quando iniciamos todos os turno com situações de falta de segurança, perda de qualidade, ou interferências para os cidadãos, devido à grave carência de Enfermeiros (apoiado nos cálculos da norma das dotações seguras).

- As dotações seguras são calculadas turno a turno? De quatro em quatro horas? Ou de hora a hora?


Exmo. Sr. Bastonário parece-me haver no oficio supra citado grandes contradições com as suas palavras na comunicação social sobre a falta de Enfermeiros no CHLN e mais especificamente no SUC.

Aproveito ainda para afirmar neste e-mail que a OE foi antecipadamente alertada por mim para a grave carência de Enfermeiros no CHLN, mais especificamente no SUC.

Se acontecer uma situação de erro, ou quase-erro, se o SUC do CHLN estiver a funcionar com o número de Enfermeiros abaixo da Norma de Dotações Seguras, podem os Enfermeiros ser exonerados de responsabilidades, sendo as mesmas atribuídas às chefias intermédias (que permitiram dotações inseguras de Enfermeiros) e ao Conselho de Administração (que consentiu dotações inseguras de Enfermeiros)?




Pelo exposto, peço a vossa excelência que se digne a tomar as medidas que achar necessárias.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

ESCLARECIMENTO SUPLEMENTAR A MARIA ANTUNES

{Pois assim estamos. Em breve será um qualquer gestor de recursos humanos ou de qualquer outra área a fazer os horários dos Enfermeiros o que será certamente melhor pois terá maiores competências do que o Enfª Chefe, maior poder negocial com a administração, maior sensibilidade para lidar com os Enfermeiros como pessoas, saberá melhor o número de horas de cuidados necessárias, fará melhor gestão dos cuidados de enfermagem, garantirá melhor os recursos materiais. Excelente será certamente. O Enfºs Chefe acabarão em breve e a Enfermagem ficará muito melhor, não duvidem. MORTE A TDOS OS ENFERMEIROS CHEFE, OS ENFERMEIROS ADORAM DAR TIROS NOS PÉS...MAIS UM. em Parafraseando o L.F.Scolari: E O BURRO SOU EU...SOU EU!?}
Há uma pequena história, que tem um cheiro "sui generis", que não agrada, porque regra geral, cheira mal e, há quem não o suporte.
Não obstante, e correndo o risco, pela segunda vez, de não agradar a todos, nem é esse o nosso objectivo, lá vai o título; «Nem todos os que te põem na merda são teus inimigos; nem todos os que te tiram dela, são necessariamente, teus amigos».
A história é simples e relata a desgraça de um passarito, que ficou enregelado, na neve.
O pastor, que pastoreava as suas vacas, ao ver o passarinho, naquele estado, aproveitou a bosta recente duma vaca, quente e macia e, meteu nela, o pobre passarinho.
Naquele ambiente, recuperou energias e a alegria de viver e, para dar largas à sua alegria, pôs-se a cantar.
O lobo esfaimado, que procurava alimento, abeirou-se dele e comeu-o.
Por isso, o título, que podia ser "nem tudo o que parece é", porque, se fosse, não parecia: era.
Escolhi aquele.
Moral da história: quem o colocou na merda, foi amigo; quem o tirou e comeu, foi inimigo.
Esta história vem a propósito da leitura, que Maria Antunes fez do que se escreveu do mau chefe, que não sabe ultrapassar dificuldades, que foi coisa que se esqueceu de pôr, no rol do  rol de caterísticas do seu comentário, que não se rejeitam...
Mas criticar um chefe, que não sabe o que anda a fazer, não é apoiar a destruição das chefias de Enfermagem. Considero-as essenciais, se cumprirem o cargo com zelo e competência.
Mas, cuidado com as generalizações; os chefes não estão isentos de críticas, só porque são chefes, quando agem mal. Poupá-los à critica oportuna e fundamentada, como é o caso, porque não entendem que administrar é carregar nos ombros o peso das dificuldades e responsabilidades do serviço, que administra e não pô-las nos ombros dos seus subordinados, é má prática. E não ter os Enfermeiros para fazer escalas adequadas, é pôr a sua responsabilidade, nos subordinados.
Quem destroi as chefias não é quem as critica, com motivo; 
quem as destroi são os que demonstram a sua inutilidade, alapados no gabinete, em cima dos problemas, que outros têm de resolver.
Posso dar-lhe um pequeno exemplo:
Chefiei o Serviço de Urtgência dos Hospital de São João de 1966 a 1976.
Criei um sistema de horário que se aguentou décadas e a chave era: 2 tardes de 8 horas (16-24 horas); 2  manhãs (8h-16) e 2 noites, (0 -8 horas); 2 folgas a que seguiam as 2 tardes.
As equipas eram 4, homogéneas e 7 ou 8 Enfermeiros cada uma.
O 3 dias e meio que estavam ausentes do serviço era o sinal do respeito que o chefe tinha por eles e pela sua condição humana.
Portanto, aqui, o Zé, sabe do que fala e nunca permitiu que outros resolvessem os problemas, fáceis ou dificeis, da sua responsabilidade de chefe.
Ainda hoje, há quem me chame chefe, que são as pessoas que trabalharam comigo essa aventura, em tempos bem mais difíceis e exigentes, que os de hoje.

Portanto, não se trata de dar tiros nos pés, trata-se de tirar as maçãs podres do cesto, para que a Enfermagem, não seja apodrecida por elas, não lhe parece, Maria Antunes. Nem tudo que aparece, é!
Com amizade e compreensão,
José Azevedo
em 30-08-2014

OS NÃO IDENTIFICADOS

{Vi isto no site a "Enfermagem e as Leis".

O SE tem conhecimento disto?
Só foi ouvido o SEP?
Não se correrá o risco de ser uma "nomeação" em massa de Enfermeiros associados no SEP em vez de "concursos internos" nas instituições?
Como se chegou ao número de 5500 Enfermeiros?
Não existe a obrigação de pronúncia do SE sobre esta situação?}

Claro que não, digo eu.
Convém ler a nossa resposta ao projecto de portaria sobre concursos, em 29 de Agosto, neste blogue.
É uma categoria a que não se ascende por encomenda. Apesar de tudo tem regras.
Isto não quer dizer que não seja usado por sindicalistas desonestos para associarem mais sócios, nem que tenham de os ir roubar ao SE.
Mas a verdade vem sempre à tona.
È óbvio que não se trata de um brinde ao SEP pelas greves que promoveu para aquecer o verão frio.
Ainda hoje pusemos a cópia da breve carta que enviámos ao ministério e solicitar a continuidade das negociações.
Para começar a notícia, apesar de vir na coluna das 24h não tem carimbo de origem e, nos tempos que correm, temos de duvidar da própria dúvida.
Não obstante, se ler o que escrevemos, propusemos acabar com as limitações dos concursos, mantendo livre e acessível a qualquer Enfermeiro que reúna as condições para concorrer.
Mesmo que haja esforços desesperados para manter a Enfermagem sob o controlo da CGTP/PCP, como diz Henri Bergson, o "elan vital" duma Profissão Universalista e Humanista, jamais o permitirá.
É que o "comunismo não é um humanismo", logo a incompatibilidade é natural e ôntica.
Qualquer avanço é apenas aparência.

DL 248/09
Artigo 18.º
Funções de direcção e chefia

1 - Os trabalhadores integrados na carreira especial de enfermagem podem exercer
funções de direcção e chefia na organização do Serviço Nacional de Saúde, desde
que sejam titulares da categoria de enfermeiro principal ou se encontrem nas
categorias que, por diploma próprio, venham a ser consideradas subsistentes, desde
que cumpram as condições de admissão à categoria de enfermeiro principal.
2 - Constituem critérios cumulativos de nomeação:
a) Competências demonstradas no exercício de funções de coordenação e gestão de
equipas;
b) Mínimo de 10 anos de experiência efectiva no exercício da profissão;
c) Formação em gestão e administração de serviços de saúde.
3 - Em caso de inexistência de enfermeiros principais que satisfaçam todos os
requisitos previstos no número anterior, podem ainda exercer as funções previstas no
número anterior os demais titulares da categoria de enfermeiro principal que
satisfaçam apenas alguns desses requisitos, bem como os enfermeiros detentores do
curso de estudos superiores especializados de administração de serviços de
enfermagem, criado pela Portaria n.º 239/94, de 16 de Abril, e iniciado até à data de
entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 412/98, de 30 de Dezembro.
4 - Transitoriamente, e a título excepcional, em caso de inexistência de titulares da
categoria de enfermeiro principal, podem exercer as funções previstas no n.º 1 os
titulares da categoria de enfermeiro, detentores do título de enfermeiro especialista,
aplicando-se os critérios previstos n.º 2.
5 - Sem prejuízo do disposto em lei especial, e de acordo com a organização interna e
conveniência de serviço, o exercício de funções de direcção e chefia na organização
do Serviço Nacional de Saúde é cumprido mediante nomeação pelo órgão de
administração, sob proposta da direcção de enfermagem, em comissão de serviço
com a duração de três anos, renovável por iguais períodos, sendo a respectiva
remuneração fixada em diploma próprio.
6 - Os nomeados para as comissões de serviço previstas no número anterior devem
submeter à aprovação dos seus superiores hierárquicos, no prazo de 30 dias
contados da data de início de funções, um programa de acção para a organização a
dirigir ou chefiar.
7 - A renovação da comissão de serviço está dependente da apresentação de um
programa de acção futura de continuidade, a apresentar até 60 dias antes do seu
termo, o qual carece de apreciação obrigatória do nível de cumprimento de objectivos,
a efectuar pelos superiores hierárquicos, até 30 dias após a sua recepção.
8 - A comissão de serviço cessa, a todo o tempo, por iniciativa da entidade
empregadora pública ou do trabalhador, com aviso prévio de 60 dias, mantendo-se o
seu titular em exercício efectivo de funções até que se proceda à sua substituição. 9 - O exercício das funções referidas nos números anteriores não impede a
manutenção da actividade de prestação de cuidados de saúde por parte dos
enfermeiros, mas prevalece sobre a mesma

EXPRESSO DE 30 DE AGOSTO DE 2014


terça-feira, 2 de setembro de 2014

O CERCO APERTA-SE

NB: Como é do vosso conhecimento estamos a pressionar há algum tempo os ministérios da Saúde e Finanças para darem continuidade ao processo de negociações que foi interrompido unilateralmente.
Não vamos para de insistir até tomarmos outras medidas se for caso disso.
Temos o Estado como Pessoa de Bem.
Mas nós também somos isso.

Com amizade,
José Azevedo
o cerco aperta-se < clique>

TABELAS REMUNERATÓRIAS



Um estudo científico

Publicado ontem

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Macedo pagará à copeira mais do que paga a uma enfermeira? Objectivo - Pretende o autor testar a hipótese de presentemente, em Portugal, já não compensar tirar um curso superior. Para tanto, socorre-se do valor/hora pago em Lisboa por um ofício não diferenciado, bem como da remuneração/hora auferida por uma classe profissional cuja arte exige um curso superior.
Material e métodos - Comparou-se o valor/hora pago a empregadas domésticas da região de Lisboa, com a remuneração/hora auferida por enfermeiros do SNS. A questão - "qual o valor/hora pago a uma empregada doméstica em Lisboa?" - foi colocada a 17 amigos do autor, residentes na capital. A partir das 10 respostas válidas obtidas foi calculado o valor/hora médio. Do mesmo modo, foi solicitada uma cópia do talão de vencimento a 9 enfermeiros do SNS, a partir dos quais foi calculada a remuneração/hora, utilizando a fórmula: RH=(vencimento base x 12 meses)/(52 semanas x n.° horas semanais).
Resultados - Os dados obtidos encontram-se reunidos nas tabelas 1 e 2.
Tabela 1 - Profissão do inquirido e valor/hora pago.
1 - Jornalista - paga 7euro/h
2 - Escritor - 7,5euro
3 - Editor - 8euro
4 - Editor - 7euro
5 - Médico - 8euro
6 - Jornalista - 7euro
7 - Jornalista - 7euro
8 - Ex-assessor do Governo - 6,5euro
9 - Médica - 6euro
10 - Escritor - 9euro
Tabela 2 - Vencimento do enfermeiro e remuneração/hora auferida.
1 - 1.020,06euro/35h - aufere 6,7euro/h
2 - 1.162,87euro/40h - 6,7euro
3 - 1.162,87euro/40h - 6,7euro
4 - 1.369,03euro/40h - 7,8euro
5 - 1.162,87euro/40h - 6,7euro
6 - 1.201,48euro/40h - 6,9euro
7 - 1.201,48euro/40h - 6,9euro
8 - 1.201,48euro/40h - 6,9euro
9 - 1.162,87euro/40h - 6,7euro
A amostra revela que o valor/hora pago por um ofício não diferenciado (como é o digníssimo ofício de empregada doméstica) é, em Lisboa, em média - e muito bem! - de 7,3euro líquidos. Por seu turno, a remuneração/hora dos enfermeiros inquiridos oscila entre 6,7 e 7,8euro/hora, taxados em sede de IRS, em média, a 25%, dispondo os licenciados de cerca de 5 a 5,85euro líquidos/hora.
Discussão - A prática de enfermagem pressupõe uma diferenciação que é incompatível com este tipo de vencimentos. O autor espanta-se que o ministro da Saúde não tenha vergonha de só lhes pagar isto! Não está a ver, o autor, como é possível motivar alguém - que inclusive labora a horas nocturnas - recompensando-o com 1.020,21euro líquidos/mês, como é o caso do enfermeiro n.° 5.
Vamos dar-lhe um nome (não fictício): o enfermeiro Luís - que não acumula "na privada", andando portanto exausto exclusivamente "da pública" - gastará este mês 450euro com a prestação da casa, 250euro (prestação do carro), 150euro (gasolina), 60euro (gás e electricidade), 49euro (telefone, TV, Internet), 25euro (água), 38euro (condomínio) e 300euro (mercearia e drogaria). Os 301,79euro a mais brotarão do vencimento da esposa que também é enfermeira. Trata-se portanto de um casal rico, de classe alta. Quase banqueiros.
Ora, a legítima expectativa deste casal sem filhos - que teve mérito suficiente para escapar à mediania ao tirar um curso superior - é a de que o país que decidiram ajudar a construir lhes devolva uma qualidade de vida consentânea com a complexidade do trabalho que desempenham. Contudo - e à semelhança do que sucede com tantas outras profissões em Portugal - por mais brio, persistência e altruísmo que demonstrem, a mensagem que o Governo lhes passa é a de que não compensa licenciarem-se: é mais barato ficar em casa!
O SNS carece de centenas de enfermeiros. Os que resistem cumprem turnos a dobrar. As horas extraordinárias não são pagas e as folgas não são gozadas. Há bancos de horas com milhares de horas que nunca serão pagas nem gozadas, e trabalhar assim - de graça - é indigno porque em pouco se distingue de trabalho escravo.
Conclusões - O autor recomenda aos enfermeiros que fujam deste país ou, em alternativa, que tentem evoluir para trabalhadores domésticos. Isto enquanto o ministro não compreender que aumentar a remuneração/hora faz crescer a economia, ou enquanto permitir que se pague mais a uma copeira do que ele paga a uma enfermeira

{NB:É desta que o Sr. Ministro vai corar de vergonha e puxar pelos cordões à bolsa?}
José Azevedo

A BOMBA DE VARADERO

Polícia Federal descobre que Cubanos usam Diploma falso, nunca se formaram em Medicina

A Polícia Federal descobriu grande quantidade de diplomas falsos entre médicos cubanos do “Mais Médicos”, programa eleitoreiro do PT na tentativa de eleger o Alexandre Padilha a governador de SP. Alexandre Padilha é aquele que comprou viagra superfaturado no MS com o dinheiro do SUS.
   
Esses falsos médicos descobertos não cursaram medicina alguma! Existem “médicos” inscritos no programa que nunca sequer cursaram medicina!

A Polícia Federal deflagrou a operação contra um esquema de fraude na emissão de diplomas falsos de medicina que eram revalidados para o exercício da profissão no Brasil e participação no programa Mais Médicos.
De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a Universidade Federal do Mato Grosso entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que entre os inscritos no programa de revalidação, 41 nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.
Na análise dos documentos, a Polícia Federal constatou que desses 41 inscritos, 29 foram representados por advogados ou despachantes que fizeram a inscrição dos supostos médicos no Programa Revalida. Ainda de acordo com a PF, os acusados vão ser intimados a prestar esclarecimentos e poderão ser responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica.
Perguntado sobre a operação, após participar do programa Bom Dia, Ministro, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse não ter conhecimento da operação, mas considerou positiva qualquer atitude para coibir fraudes. “Uma ação como essa é muito bem-vinda”, frisou.
“Quando o ministério recebe a documentação do Mais Médicos, ele repassa a lista para a Polícia Federal para que ela faça algum tipo de checagem e não só da documentação, mas dos antecedentes das pessoas que procuram se inscrever. Essa checagem feita pela Polícia Federal e também uma operação como essa podem contribuir fortemente para que não exista qualquer tipo de fraude ou tentativa de inscrição no programa de profissionais que não seja médicos. Estamos sendo muito rigorosos”, acrescentou o ministro.

NB: Alguém trocou os embrulhos e os activistas políticos do Alentejo que está a ficar muito CDS vieram na embalagem dos Médicos e os os Médicos foram para o Brasil.
Alguns ainda levavam tinta do carimbo na testa que os examinadores da Ordem dos Médicos, directamente em Cuba, puseram para não haver enganos.
Certamente foram fazer esse serviço em Varadero que é o país mais próximo de Cuba e baralharam tudo. O ambiente presta-se a isso.
José Azevedo alerta

Comunicado: Contratação de médicos cubanos pelo Serviço Nacional de Saúde


Por Gabinete de Comunicação Social
2014-8-19
Na sequência das declarações do senhor Bastonário da Ordem dos Médicos, Dr. José Manuel Silva, o presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, Luís Gomes, emite a seguinte posição pública:
1. O Bastonário da Ordem dos Médicos ignora o resultado global da parceria dos médicos cubanos a exercer funções no Serviço Nacional de Saúde, bem como os benefícios que isso trouxe para a população portuguesa;
2. Só em 2014, os médicos cubanos a exercer funções em Portugal efetuaram mais de 131 mil consultas. Se recorrermos ao histórico, desde 2009 foram efetuadas pelos médicos cubanos mais de 1,5 milhões de consultas;
3. É sintomático que o Bastonário da Ordem dos Médicos não comente os contratos de prestação de serviços sistematicamente mantidos pelo Serviço Nacional de Saúde com algumas empresas que agenciam médicos, esses sim com preços absolutamente pornográficos e com resultados e desempenho desconhecidos;
4. É igualmente estranho que o Bastonário fale dos contratos efetuados com os serviços médicos cubanos e em momento algum os compare aos contratos que o Estado mantém com as empresas que agenciam médicos a preços exorbitantes;
5. É lamentável que o Bastonário se refira, de uma forma deselegante, aos médicos cubanos, quando os mesmos estão a exercer funções em locais onde os médicos portugueses não querem estar. Prova disso são os concursos abertos para zonas como o Algarve terem vagas por preencher e não merecerem qualquer comentário do senhor Bastonário;
6. É não menos estranho que o Bastonário defenda a possibilidade de as vagas não ocupadas nos concursos do SNS poderem vir a ser preenchidas por médicos reformados, o que nos leva também a lamentar o facto de a Ordem dos Médicos não abrir mais vagas ou concursos de medicina no país, impedindo o acesso de jovens com excelentes médias às carreiras médicas;
7. As declarações do Bastonário em relação aos médicos cubanos revelam, por isso, um sindicalismo de vão de escada baseado em interesses ocultos que em nada têm a ver com o bem-estar da saúde da população portuguesa;
8. Como presidente da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António e autarca que contactou com outros municípios que têm médicos cubanos ao seu serviço, posso atestar a elevada qualidade dos clínicos e a satisfação dos serviços prestados, o que levou outros autarcas e as próprias populações a solicitar a vinda de mais clínicos;
9. É lamentável que o Bastonário crie um divisionismo entre a classe médica tendo por base a sua proveniência geográfica, considerando as múltiplas nacionalidades de médicos que atualmente exercem funções no Serviço Nacional de Saúde. 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

PSD Algarve desafia PPCoelho a intervir na saúde

PSD/Loulé pede a Passos Coelho que «intervenha pessoalmente» na saúde do Algarve

Presidente do PSD Loulé Rui CristinaO líder do PSD/Loulé Rui Cristina quer que o Primeiro-Ministro Pedro Passos Coelho «intervenha pessoalmente no sentido de assegurar, em tempo útil, que o concelho de Loulé, bem como o Algarve, não deixarão de ter os meios necessário para dar as respostas de saúde adequadas aos cidadãos nacionais e estrangeiros que aqui vivem e ou nos visitam».
O social-democrata Louletano aproveitou o seu discurso na Festa do Pontal, que teve lugar na passada sexta-feira no Calçadão de Quarteira, para fazer o apelo. Dirigindo-se ao Primeiro-Ministro, presente no evento de reentré política do PSD, Rui Cristina defendeu que «a saúde é um bem precioso para todos nós, mas esta questão é de enorme importância para o motor da nossa economia, o turismo».
O pedido, explicou, está mais ligado ao efeito que «todas as notícias sobre este assunto tão sensível» têm sobre o turismo, podendo influenciar «os bons resultados que apresenta a atividade turística no Algarve e em particular no concelho de Loulé».
Rui Cristina disse ter ficado «tranquilizado» com as garantias dadas pelo presidente da Administração Regional de Saúde do Algarve acerca do funcionamento do Serviço de Urgência Básica de Loulé, uma vez que desde que estas foram dadas, não teve «conhecimento de falhas significativas nesses serviços».
«Porém, é público e não tem sido negado pelos responsáveis, que a Urgência Básica e o Centro de Saúde de Loulé, bem como as demais extensões de saúde do concelho, e mesmo outros serviços de saúde no Algarve, padecem da falta de recursos humanos, essenciais para que essas unidades de saúde possam responder às solicitações, com os padrões de qualidade que merecem os louletanos e todos os cidadãos, nacionais e estrangeiros que nos visitam», acrescentou.