quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

ENFERMEIRO TRAVA VMER, EIS UMA HISTÓRIA MAL CONTADA

Enfermeiro trava VMER Socorro a um homem em paragem cardiorrespiratória foi posto em causa e vítima morreu. Por José Carlos Eusébio, Rui Pando Gomes A Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) de Albufeira esteve parada nas manhãs dos dias 4 e 5 de janeiro. No segundo dia, ao que o CM apurou, o socorro a um homem em paragem cardiorrespiratória foi colocado em causa devido à paragem deste meio do INEM e a vítima acabou por morrer. A paragem da VMER, ao que o CM apurou, está relacionada com a recusa de um enfermeiro em cumprir as escalas de serviço que estavam estipuladas. O profissional de saúde, colocado no Centro de Saúde de Albufeira, recusou prestar o serviço de VMER a partir de dia 1. A Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve terá sido informada no início do ano. Se o problema não for resolvido, amanhã à noite poderá haver novamente recusa da parte do enfermeiro. No caso da morte de um homem, de 50 anos, foi chamada a VMER de Faro que está a mais de 50 quilómetros da Guia, onde o socorro teve de ser prestado pelos Bombeiros de Silves. Contactada pelo CM, a ARS-A que diz que o caso não é da sua responsabilidade. 

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/nacional/sociedade/detalhe/2015_01_06_enfermeiro_trava_vmer.html


NB: Para já, ó seus falaciosos apalermados da treta, não enganem o povo e digam-lhe que as paragens cardiorrespiratórias são as formas mais normais de morrer, que se conhecem, pois são condição "sine qua non" , e que, como diria La Palisse, só acontecem aos vivos, dão três escassos minutos, para recuperação, sem deixarem rasto, inibidor do recuperado, quando o conseguem.
Voltem-se para o ignorante ou malvado que faz as escalas de assistência enfermeira, à VMER e que tem a noção de que os Colegas são escravos e que não têm direito aos merecidos repousos, que a lei lhes confere.
E digam também ao Povo que, em cada momento, está a morrer gente, que nunca tinha morrido e a nascer gente, que nunca tinha nascido, porque são estas as regras da Natureza que a VMER não resolve, certo, correcto?

Sejam honestos; deixem de ser sabujos!
Ou desmentem a notícia ou então vou ter de demonstrar a vossa incapacidade para fazer escalas de serviço, com o respeito pelos direitos, que os Enfermeiros têm, ao repouso. Alguém, de boa-fé, acredita que um hipotético Enfermeiro deixaria de assistir um moribundo, por moto próprio?
Ou foi o partido que vos mandou caluniar um Enfermeiro para arranjarem sucedâneos tipo TAE?
Sejam honestos, enquanto essa qualidade não estiver sujeita a imposto vermelho.

Com tristeza,
José Azevedo

QUANDO NÃO HÁ SOLUÇÃO É O PROBLEMA QUE ESTÁ MAL EQUACIONADO

O Zé Valentim, que nos ofereceu aquele relato da sua ida, na companhia duma cólica renal, às urgências, serve para demonstrar o seu poder de observação, plasmada na fotografia humana, duma reacção humana, de quem precisa da mão de outro, para morrer em paz, porque tem medo de morrer só, é um exemplo que os Enfermeiros não ignoram.
Mas a sua observação demonstra, também quão absurda e qual é a inadequação das consultas médicas, às situações de urgência. Não é por acaso que os países mais evoluídos e endinheirados, já não têm médicos, em presença física, nas urgências, mas sim Enfermeiros a funcionarem com protocolos tipificados, segundo os diagnósticos.
Peguemos na sua cólica renal, a título de exemplo.
Pelo seu relato, deduz-se que, além de lhe aliviarem a dor, também lhe tiraram sangue, para análise:
de quê?
para quê?
Se a minha memória não falha, os cálculos renais (pedras - pop.) têm a sua origem na acumulação de pó de uratos, fosfatos, ou de outra natureza, resultantes da combustão interna e que o rim devia eliminar, mas que, por várias circunstâncias, se vão acumulando, formando areias cada vez maiores, que, ao tentarem sair dos cálices onde se formaram, provocam dores, vómitos, mal estar, porque não cabem, nos espaços ou tubos, que saem dos ditos cálices, mas são mais finos que o tamanho dos calhaus.

Numa consulta de urgência inteligente, feita por inteligentes, após a triagem, feita pelo Enfermeiro de acordo com o algoritmo gravado, no computador, onde está, ou devia estar o sintoma patognomónico, que diferencia o diagnóstico, isto é; se a cólica é de origem renal, irradia-se para a árvore urinária, acabando na uretra;
se a cólica tem origem, no fígado, irradia-se para a omoplata, pois que aquele, também forma pedras, na vesícula (de quem ainda a tem, dado que, agora, é moda substituir as operações, às amígdalas, das crianças, até terem descoberto que essa prática causava mais prejuízos do que benefícios e passou a ser crime retirá-las, dada a sua função de sentinelas e passou a ser a extracção da vesícula, essa excrescência supérflua, que a natureza criou para nos sacrificar... ). E então depois que passou a ser extraída por espreitoscopia, por quem tem habilidade para espreitar pelos buracos das fechaduras: é só facturar. Depois, as digestões das gorduras, é facilitada com um passeio, após as refeições, como acontece com um hipocondríaco, que eu conheço. Isto parece brincadeira, para não assustar, mas é coisa séria.   

Feito isto, ou seja; o diagnóstico correcto, é só medicar com medicamentos, que todos conhecem, e nem há outros e dar alta, porque, em bom rigor, já não há mais nada a fazer, ali, nas urgências, avisando a vítima que a dor vai passando e, tanto faz esperar ali, como em casa, onde não tem filmes de terror, a não ser na televisão, que pode desligar.
Com um pouco de sorte, a vasodilatação, que a droga provoca, até pode permitir a deslocação da pedra, para local, onde não provoque dor. Às vezes acontece isso.
Pergunta estúpida: Tirar sangue para quê?
Fazer radiografias (urografias) para quê?
Esse trabalho, se não for feito para angariar mais um cliente para a privada, como acontecia naqueles hospitais que, ao fundirem as urgências num ficaram menos de metade, que a soma dos dois, ou para causar boa impressão, ao cliente, deve ser feito noutro local, público ou privado, mas não ali. Aliviada a dor ou, em vias disso; "go out" ou "olho da rua" se preferirem.
A fanfarra, que se monta, à volta do funil das urgências, em que os Médicos, que percebem tanto de urgências, como eu, de espremer azeitonas, a frio, em lagar de azeite, até permitem ao seu Bastonário, nas televisões de interesse PÚBLICO, dizer umas quantas lérias, em que já nem ele acredita, pois de dia para dia, nota-se a convicção a afrouxar, caem no mesmo erro que os incompatibilizou para fazer triagens bem feitas, tentando retirar esse papel, talhado para o formato Enfermeiro.
Mas a coisa ainda vai piorar, avisa.
Somente não piorou, ainda, porque a DGS está a estudar o catálogo das gripes e a tentar adaptar o vírus, à vacina da gripe, a encomendar, mas indicada para os velhos dos mais velhos e crianças para adopção, visto que a primeira tentativa falhou, porque o laboratório enganou-se e mandou uma vacina para um vírus fora de uso, tetraneto do vírus da pneumónica de 1918. Continuando...
Quando começavam a fazer a triagem, em vez de irem directos ao tal sintoma patognomónico (que é o que diferencia os diagnósticos prováveis) punham-se, logo, a fazer a consulta, como os mestres lhes ensinaram, há cem anos, passados. E a fila crescia, crescia e continuava a crescer tanto, na admissão e triagem das várias situações, que acabaram por se incompatibilizar, com os Médicos, que não conseguiram adaptar-se. (Tenho um bom lote de fotos caricaturais destas incompatibilidades e das filas enormes, que estão a ser, agora, replicadas, depois de feita a triagem.). Passaram, as ditas triagens, a ser feitas, com sucesso, pelos Enfermeiros, não sem algumas pedradas dos radicais.
E o entupimento era normal, nessas falsas triagens, porque não sabem o que, verdadeiramente, se pretende com elas, como é, hoje, no mau uso que é feito das urgências, por incapacidade dos médicos, em discernir o que podem e devem fazer nas situações de urgências.
Houve até, quem os baptizasse de "emergencistas", com boas intenções, acreditando na renovação do método de fazer consultas, segundo as várias situações, no caso, de urgência.

Trabalhei como Enfermeiro Chefe, durante 10 anos, nas Urgências do Hospital de São João e podia ilustrar o que afirmo com uma boa meia dúzia de situações anedóticas, para tornar a coisa mais simples e clara de entender, quando garanto que o que se está a passar com as urgências é propositado e os culpados destas e de outras situações semelhantes, são os que vergam a cerviz, perante o Médico, considerando-o um detentor da infalibilidade, que até ao Papa, só é concedida, quando fala "ex-cátedra" ...
A solução do problema das urgências, só não existe, porque a problemática está ma equacionada, por incapacidade dos Médicos, que são directores de todos os Serviços de Assistência, incompreensivelmente, logo directamente responsáveis.
Não venham com a laracha de que estou contra os Médicos, porque não é isso. O que está em causa é o verdadeiro interesse do público e não o que "as forças do mal", que não são uma ficção de Matthias Rath, como os milhões que o Estado gasta em burlas, das detectadas, por serem mal enquadradas em situações fictícias e não tenho complexos, nem compromissos para poder dizer a verdade, que só não a vê quem não quer ou quem quer e não pode. Não é o caso meu.
Com amizade,
José Azevedo



quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

AINDA HÁ OLHOS QUE VÊEM


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[ Ontem tive o infortúnio de ter de recorrer a uma urgência hospitalar do nosso país. Tinha uma cólica renal e estava com dores intensas, agonizantes e não tive outro remédio.
O Hospital da minha área de residência é o Hospital de São Sebastião em Santa Maria da Feira.
Por motivos não muito benéficos para a sua imagem publica este Hospital e o seu serviço de urgência tem sido um dos que têm vindo a publico com noticias de doentes que morrem pelos corredores enquanto esperam por serem atendidos, de tempos de espera escandalosamente elevados para um serviço que é de Urgência, etc...

Posso relatar o que tive oportunidade de experiênciar enquanto utente.
Passei inicialmente pela triagem e perante a intensidade das minhas dores foi-me atribuída uma pulseira cor de laranja. Pensei que estaria quase quase a ser observado e a ver-me livre de tão imenso sofrimento. Puro engano! Estive uma hora e trinta e cinco minutos para ser observado por um médico! 
Esperei por corredores sobrelotados de doentes que vomitavam, urinavam... e sim... que defecavam pelos cantos. Havia doentes em pé pois não havia lugares para se sentarem, deitados no chão, etc. Eram umas 100 pessoas num local que seria adequado para menos de um terço. Tive tempo para contar os lugares sentados da sala/corredor de espera - tinha 30 lugares. A maior parte tinha pulseira amarela e pelo que fui ouvindo diziam que esperavam já há mais de 6 horas e que hoje até era um dia bom pois já houve muitos dias com tempos de espera para os amarelos de 12 e mais horas! Eram doentes que pelo que me apercebi recorriam frequentemente a este serviço pelas doenças crónicas de que padeciam e que por isso sabiam do que estavam a falar. 
As pessoas berravam para serem atendidas, entravam em consultórios médicos desesperadas enquanto outros doentes lá estavam a ser observados. Os médicos iam chamando doentes e sempre que o faziam eram ameaçados por alguns que estavam à espera: "se o meu familiar morrer você é o responsável", "ou me atende já ou eu perco a cabeça", "é preciso eu morrer para ser atendido?", "isto não é um hospital é um matadouro"... 
Não vi qualquer segurança ou autoridade a impor ordem pública naquele local. Pondo-me do outro lado não deve ser nada fácil trabalhar neste ambiente de pressão e ameaça constante. Apesar de estar a desesperar por ser atendido com dores agonizantes compreendi a impotência dos médicos em ver tantos doentes que estavam à espera e outros tantos que estavam a ser tratados lá dentro. Não gostaria nada de estar do lado daqueles profissionais e percebi porque "fogem" os médicos a trabalhar nas urgências.
Eu estava em sofrimento mas lá tive de aguentar e olhando para o panorama geral fiquei estupefacto... Serviço de urgência com estas condições?! Não pensei que uma urgência de um Hospital pudesse ser assim... O aspecto daquele corredor era o de um filme de terror! 
Nos enormes ecrãs LCD estavam a falar dos serviços de urgência de todo o país. No dia anterior tinha falecido um doente nos corredores deste hospital enquanto esperava para ser atendido e essa era a noticia de abertura. De acordo com o jornalista segundo a administração do hospital os tempos de espera já estariam normalizados... Como?! Eu e alguns dos utentes que estavam a ver a tal reportagem olhámos estupefactos uns para os outros. Não foi preciso dizer nada os nossos olhares falavam. O normal deste serviço de urgência pelos vistos era aquilo!! 
A administração deste hospital deve ser a imagem do nosso governo, está tudo bem enquanto toda a gente vê o barco a afundar.

Chegou a minha vez de ser atendido. O clinico que me observou disse-me o que eu já imaginava e que me tinha sido dito pelo Enfermeiro da triagem. Estava com uma cólica renal e em principio ficaria bem melhor após fazer medicação.
Fui levado pela médica para uma sala de tratamento onde me seria administrada uma injecção e colheria sangue para análises.
Se a sala de espera era um pesadelo então esta sala de tratamento nem existem palavras para a descrever! Eram doentes uns em cima dos outros, em macas, em cadeirões, em bancos, etc. Tudo o que era espaço estava ocupado! Tenho a certeza trouxe ou dois virus comigo pois controlo de infecções naquele local é impossível! Doentes a expectorarem para cima do doente ao lado, a vomitarem para os pés uns dos outros, a urinarem em cadeirões que eram ocupados logo de seguida sem sequer serem limpos. Estavam uns 50 doentes a serem tratados numa sala que teria condições para uns 15 - e isto não é nenhum exagero! Juro que nunca pensei ver nada assim! Pelo que percebi aquele era apenas um sector do serviço de urgência e era o sector mais pequeno, nem imagino como estariam os restantes. 
Os enfermeiros desesperavam por macas para colocarem doentes... Não havia mais diziam os maqueiros! 

Enquanto estava a fazer a medicação e aguardava pelo resultado das analises fui observando o funcionamento daquele serviço. No tempo em que ali estive existiam dois enfermeiros que não paravam por um minuto. Devem ter tratado de uns 50 doentes nas 3 horas em que lá estive. Era admirável a produtividade daqueles profissionais. Não pensem que era trabalho fácil, tipo dar um comprimido. A maior parte dos doentes que ali estavam eram doentes muito idosos e muito débeis. Tinham que colher analises em veias que não existiam, fazer imensa medicação, tinham que ser algaliados, trocadas fraldas, etc. Depois havia muitos doentes com falta de ar com necessidade de fazer oxigénio e como não existiam saídas de oxigénio para tanto doente iam sendo espalhadas botijas por tudo o que era canto. Havia apenas uns 4 monitores que eram repartidos pelos doentes mais instáveis. Os enfermeiros iam fazendo o seu trabalho com uma ginástica incrível pois quase nem tinham espaço para se movimentarem! Auxiliares parece que havia uma para dois sectores - como é possível?!

Nas macas que estavam umas em cima das outras havia dois velhinhos numa posição muito caricata e que chamou a atenção de muitos que ali estavam. Sem que os enfermeiros se apercebessem - pois sabia que o que estava a fazer não deveria ser legal - tirei uma foto dos dois. Era uma imagem de tão grande beleza no meio daquele caos de doenças e de sofrimento que não podia deixar de a registar...
Estes dois velhinhos desorientados, cada um na sua maca, permaneceram de mão dada durante mais de uma hora. Estavam tranquilos.
Um deles tinha de ir fazer Rx e o maqueiro veio busca-lo.
Passados uns minutos um dos enfermeiros virou-se para o outro e disse-lhe discretamente, anda vamos levar este senhor para o outro sector pois o estado dele piorou...
Ninguém naquela sala se apercebeu mas eu reparei... o velhinho faleceu naquela maca. Deixou de respirar logo depois do "amigo" ter ido embora. Morreu numa sala sobrelotada e ninguém deu por ela, nem sequer o "amigo" que lhe dava a mão quando regressou do Rx...

Saí da urgência sem dores mas com aquela imagem na minha cabeça e na alma... 


Parabéns a todos os profissionais daquela urgência! Fazem um trabalho notável com tão poucas condições! Triste do país e da população que não vos valorize!...]

 NB: Eu não diria mais bem.
Por isso; fica demonstrado que ainda há quem veja que os Doentes morrem, nas urgências, à espera dos Enfermeiros, que não os deixem morrer ao abandono, pois os Médicos, nos gabinetes ou nos dormitórios (sabem que é obrigatório os hospitais terem dormitórios para os médicos de serviço às urgências e eu já fui multado pelo tribunal de Águeda, por dizer essa verdade, perante um juiz, que recorria muitas vezes aos pareceres dos Médicos, que dormiam, neste caso. E nem sempre as verdades se podem dizer, muito menos escrever).

Vejam a quantos anos de iluminação nós estamos cegos; anda o ministro da Saúde a "engodar"(?) a dona do tesouro e finanças para contratar Médicos, que iludam os que estão doentes, os que pensam que estão doentes, e todos os outros, que entopem as urgências.
Infelizmente, o Ministro e quem o rodeia, não vêem que, embora não seja tão lucrativa para alguns, a estratégia correcta é contratar, mais, muitos mais Enfermeiros, que possam vigiar e acompanhar, de perto, os que estão ou pensar vir a estar a morrer, nas urgências, em vez de lhes dar doutorice subordinada à táctica do funil: os doutores escrevem e prescrevem, mas faltando os executores Enfermeiros, o funil não dá saída, percebem!?
Com amizade e paciência,
José Azevedo

ESTADO ATUAL DA CLASSE SEGUNDO A OE

O que está bem feito, merece o nosso aplauso.
Um punhado de Colegas Enfermeiros, com a lição bem estudada, deram algumas perspectivas de salvação da Profissão através de alternativas saudáveis, para contrariar os rodasnepervil, s, tipo Camilo Lourenço, a dizer bacoquices provavelmente bem pagas, quando dizemos que os doentes morrem e esperam nas urgências, não por falta de Médicos mas por falta de Enfermeiros.
Os Enfermeiros que na ária dos Cuidados Primários não tiveram capacidade demonstrada para desenvolverem as "Metas de Saúde para Todos no Ano 2000", 38 ao todo, na primeira fornada e se deixaram afogar pelos idiotas, mais ou menos ideologizados, com as bençãos dos Correias de Campos, que foram adaptando as leis, até conseguirem um sistema perfeito de "inventores de doenças", que promovem "hipocondríacos saudáveis", (os que têm a mania que são pássaros "com dor"), através da fábrica mais conhecida por Médicos de Família agrupados, em USF de curto alcance.
O mais bem que posso dizer do texto é que está tão bem feito, que nem parece adequado ao que a OE nos habituou. (A propósito do "mais bem", não me voltem a dizer que é "melhor" e não "mais bem", porque "melhor" é comparativo de superioridade de BOM, que chega a ÓPTIMO, no superlativo absoluto simples; mas BEM  é um adverbio que não se conjuga, nesta qualidade. Pode até ser substantivado, quando se fala de "o bem" e de os bens").
Mas este pequeno reparo não é para dissuadir alguém de me corrigir, porque errar é humano e eu pertenço a esse grupo.
Com amizade,
José Azevedo


STATUS QUO DA CLASSE - OE < clique >

ORÇAMENTO DO ESTADO 2015

ORÇAMENTO ESTADO 2015 < clique aqui >

domingo, 4 de janeiro de 2015

EMIGRAÇÃO DOS ENFERMEIROS, MAS NÃO SÓ...

06 Enfermeiros emigram em cada dia que Deus dá ao Mundo;

10700 emigraram, nos últimos 5 anos, nesta modalidade criada, por razões cada vez mais evidentes.

E a revolta germina em movimento uniformemente acelerado para o que tem contribuído muito o SE-Sindicatos dos Enfermeiros, em união com o SIPE - Sindicato Independente dos Profissionais de Enfermagem (FENSE).
Não é preciso nomeá-los para lhes fazer publicidade gratuita junto dos inocentes, que nem se dão conta que sem Sindicatos Livres e actuantes não há Estados Democráticos Livres.
Ontem falei, a convite da RTP 2, no Jornal das 21 horas, a cargo de Daniel Catalão, acerca das causas da emigração.
No fundo, o grande culpado  é o governo e as pessoas que escolhe, para os comandos, na área da Saúde, que ainda não perceberam que, paradoxalmente, a solução que propõem para resolver os problemas é a fonte de muitos deles, que inventam para alimentarem o curso da água que lhes mata a sede.
Temos que ir ao fundo da razão última da emigração de Enfermeiros, cada vez mais qualificados.
Os autóctones dos países, ditos mais desenvolvidos, não aderem facilmente, a profissões com a dureza da Enfermeira. Não é por acaso que uma grande quantidade das Enfermeiras alemãs seja de origem Turca; que uma boa  quantidade das Enfermeiras dos EUA, seja de origem Filipina e sul-americana.
Naturalmente, que os nativos têm outras oportunidades profissionais, em áreas, onde o seu trabalho é mais dignificado, pois os ataques ao valor do trabalho Enfermeiro, não são exclusivos de Portugal: uns decorrem dos próprios doentes, que, quando têm um braço livre e actuante, usam-no para darem um soco, nos Enfermeiros, que os salvam dos problemas; outros dos seus vários colegas de trabalho, desde os mais próximos, na enfermaria, aos mais distantes, na secretaria.
Depois, temos de ir à procura das jogadas ocultas que há, entre os que banalizam tudo o que é Enfermeiro, desde as greves, ao trabalho e sua qualidade eficiente e eficaz, mas a baixo preço e grande precariedade e insegurança.
Outro ponto, não despiciendo, é saber quem são os que controlam as Escolas excedentes de Enfermagem, em Portugal, que, quando as inauguraram, já sabiam que  iam produzir profissionais para os países que recebem os nossos Enfermeiros, pelas razões acima referidas. E muitos destes alunos enfermeiros, também fazem as suas opções voluntárias, ao obterem formação técnica, numa área, que tem emprego garantido e mais bem remunerado, lá fora. Sabem os riscos que correm.
Outro dos erros, e este é o de consequências mais graves para os Enfermeiros: sendo os Enfermeiros os principais suportes estruturais do SNS, é sobre eles, que recai a maior quantidade de problemas, quer na sua organização e na do seu trabalho (os outros passam, os Enfermeiros estão), quer nas exigências para assistir os Doentes, que são exclusivamente enfermeiras; não obstante, a sua administração é entregue, agora, ou a rapaces  oportunistas ou a ignorantes convictos, que só abandalham a administração dos serviços de Enfermagem. Até, pasme-se,  já o pessoal de secretaria, nos Centros de Saúde, está a voltar ao tempo das Caixas de Previdência, intrometendo-se, no serviço dos Enfermeiros, querendo substituir os chefes, que já não têm, mas sem as vantagens destas Caixas, que alguns recordam com saudade, assim como aos Médicos, que os tratavam lá, mesmo contratados a tempo parcial.
Claro está, que não nos vai ser fácil, nem rápido, desmontar esta máquina infernal, cujas origens temos devidamente identificadas, que não estão distantes, dos que empatam os doentes, nos serviços de urgência, que é, onde os irritam mais e dão mais nas vistas públicas. De um lado, têm os que tocam, como gado, dos Centros de Saúde, onde não lhes resolvem os problemas demasiado simples, para as urgências, onde outros, da mesma gesta, os fazem esperar, para os que têm amigos  e avençados, na comunicação social empolem as situações, sobretudo a espera, em situações não urgentes e, começamos a duvidar se não são pessoas, do mesmo grupo, feitas para esperar a notícia.
Duas regras muito simples:

1ª reduzir a influência dos médicos na administração dos serviços, para exercerem a profissão, onde o Estado gastou muito dinheiro e para que estão formados, aumentando, por outro lado, a eficácia da mesma administração, com uma maior participação dos Enfermeiros, que na sua quota parte de serviços sãos os mais operativos, e que nem precisam de sair dos teatros de operações. Basta reduzir a figura do Médico administrador à sua expressão mais simples, para se obterem ganhos mais eficazes e custos mais razoáveis, imediatamente.

2ª - Ver quantas horas de serviço prestam os Enfermeiros, na continuidade ininterrupta de cuidados e comparar essas horas com as de outros, para se saber se 26.544 Médicos, não serão de mais;
Ou se 38.937 Enfermeiros não são muito poucos, para a cobertura, que fazem ao sistema, excessivamente burocratizado e medicalizado?!
Apesar das capacidades matemáticas, que atribuem ao Ministro da Saúde, na contagem dos €€, parece não dar indícios de perceber que a proporcionalidade dos tempos que estes dois sectores (enfermagem e Medicina) prestam nos respectivos serviços. É que ter muitos Médicos e não ter que concretize com cuidados adequados as suas prescrições, com métodos de Enfermeiro é estar a perpetuar o subaproveitamento dos Médicos.
Estas são as duas mais gordas que até os cegos palpam.

Finalmente, o projecto do DL 62/79  foi feito pelo SE-Sindicato dos Enfermeiros e presente ao Secretário de Estado da Saúde, Dr. Mário Marques, cardiologista em Lisboa, que exclamou: que bom projecto para aplicar aos Médicos!
O Sr. Secretário vai é aplicá-lo a todos os funcionários, na altura, só dos hospitais, visto que as Caixas de Previdência ainda não estavam integradas.
Será que este Ministério da Saúde está a embarcar na farsa da urgências sem nos dar ouvidos às soluções alternativas que temos para resolver, de vez, essa farsa, e vai aumentar as horas extraordinárias dos Médicos com base na farsa das horas de espera?
Cuidado com isto!

Com amizade e muita garra, vamos caminhando para a hora zero,
José Azevedo


Portugal perdeu 350 milhões de euros com emigração de enfermeiros

Exportam-se enfermeiros de qualidade a custo zero
"Estes países estão a receber mão-de-obra qualificada, na qual não tiveram de investir nada na sua formação", diz o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros. Reino Unido é o principal destino. "Oferecemos de mão beijada a alguns países da Europa um milhão e quatrocentos mil euros", diz coordenador do curso no Porto.
17-07-2013 6:56 por Marília Freitas
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Pelo menos cinco mil jovens enfermeiros saíram do país à procura de trabalho nos últimos três anos e meio. Durante o mesmo período, o Estado investiu mais de 350 milhões de euros na formação desses profissionais, que agora estão a ser exportados para hospitais estrangeiros, a custo zero. ‬

Os dados são da Ordem dos Enfermeiros, com base no número de profissionais que pediram a Declaração das Directivas Comunitárias, documento necessário para exercer a profissão na União Europeia.‪‪ Os números são apenas relativos à emigração para outros países da UE, uma vez que a Ordem não tem maneira de contar a saída de profissionais para fora do espaço europeu.‬‬ ‬

‪O Reino Unido é o principal destino. "Estes países estão a receber mão-de-obra qualificada e na qual não tiveram de investir nada na sua formação", afirma o vice-presidente da Ordem dos Enfermeiros, Bruno Noronha.

"Os portugueses investiram através dos seus impostos, num activo de futuro que nunca vão ter, porque quando está apto para trabalhar emigra", sustenta.‬

‪E o investimento feito pelo Estado português na formação dos profissionais de enfermagem é grande. Desde o primeiro ciclo até ao final da licenciatura, cada aluno custou mais de 66 mil euros.

‪"Estamos a investir, com o dinheiro dos nossos impostos, em formação de alta qualidade que oferecemos a outros países que supostamente terão mais possibilidades do que nós para fazer essa formação", lamenta ‪o coordenador da Licenciatura em Enfermagem da Escola Superior de Enfermagem do Porto, Luís Carvalho.

"Se nós dissermos que cada estudante custa 20 mil euros e que, dos que terminaram o curso em Julho do ano passado, emigraram à volta de 70, estamos a dizer que oferecemos de mão beijada a alguns países da Europa um milhão e quatrocentos mil euros. E este é o dado da nossa escola", acrescenta.‬

‪Mas é a emigração que permite que as estatísticas de empregabilidade na área ainda sejam positivas. "Os dados que temos apontam para uma empregabilidade de 50% dos estudantes. Cerca de 50% destes que estão a trabalhar, estão no estrangeiro, sobretudo em Inglaterra e França", afirma Luís Carvalho.‬



Médicos vão recuperar cortes nas horas extras


sábado, 3 de janeiro de 2015

IMPOR AS COMPETÊNCIAS DOS ENFERMEIROS, É O CAMINHO...




O caminho é alargar as competências dos enfermeiros

Três perguntas a Germano Couto, bastonário da Ordem dos Enfermeiros.
Germano Couto NUNO FERREIRA SANTOS
O bastonário da Ordem dos Enfermeiros classifica a saída em massa destes profissionais como “assustadoramente elevada” e contrapõe que o país vai precisar destes enfermeiros mais tarde. A solução, defende Germano Couto, passa por alargar os cuidados prestados pelos profissionais de enfermagem, assegurando que isso também se traduz em melhores resultados.
Que leitura faz da emigração de enfermeiros que se acentuou nos últimos três anos, tendo em consideração que os nossos serviços têm carências mas que, ao mesmo tempo, também formamos profissionais a mais nesta área?
Os dados da emigração dos enfermeiros parecem estar a estabilizar nos 1900 a 2000 enfermeiros por ano que pedem a declaração das directivas europeias à Ordem dos Enfermeiros que lhes permite ver reconhecidas as suas qualificações profissionais fora de Portugal. É um valor assustadoramente elevado. O Ministério da Educação e Ciência e as entidades de formação de enfermeiros em Portugal já assumiram intrinsecamente, embora tenham vergonha de o afirmar em público, que estão a formar para a Europa e para o mundo. E daqui não vinha mal, se o país fosse capaz de estimular uma emigração circular onde as competências e conhecimentos adquiridos no estrangeiro fossem aproveitados posteriormente em Portugal.
Que tipo de profissionais estamos a perder e que consequências antevê para o país?
Estamos a perder fundamentalmente recém-licenciados e enfermeiros especialistas altamente diferenciados. A curto prazo, os serviços de onde os enfermeiros saem perdem profissionais competentes e colocam muitas vezes em risco a segurança dos doentes. A médio prazo, o défice coloca dificuldades no desenvolvimento dos enfermeiros. Quando os enfermeiros que estão disponíveis para prestar cuidados gerais são insuficientes, os enfermeiros especialistas são retirados de funções especializadas para assegurar o défice nos cuidados gerais. É o que se chama um planeamento baseado na tesouraria – poupamos hoje, sem pensar nos ganhos/perdas para o cidadão, nem na eficiência do sistema.
A longo prazo, temos consequências significativas para uma sociedade envelhecida que está a expulsar a sua população jovem e activa. Cada vez mais será difícil suportar os custos com a Segurança Social. Não se percebe o motivo pelo qual se pondera dar estímulos à natalidade se quando as pessoas chegam à idade contributiva o país lhes pede para emigrarem. O melhor estímulo é promover condições de trabalho estáveis e projectos profissionais adequados às pessoas.
Que medidas deveriam ser tomadas no imediato para inverter a saída de enfermeiros de que precisamos, mas que estejam também de acordo com os constrangimentos económicos e financeiros do país?
 Deve assumir-se os conselhos dados pela maioria da comunidade científica – reforçar o papel dos enfermeiros. Esta é uma medida de eficiência recomendada pela Organização Mundial de Saúde, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico e até recentemente pelo relatório da Fundação Calouste Gulbenkian – The Future for Health – Everyone Has a Role to Play. Se a evidência científica é consensual a afirmar que o investimento nos enfermeiros, nos enfermeiros especialistas e no alargamento das suas competências é uma medida de eficiência, qual o motivo que justifica que o Estado português continue apenas a gerir tesouraria?
<//>
Nota do Sindicato dos Enfermeiros - SE:
Mais uma ajuda nossa para orientação dos efeitos da derrocada da Profissão Enfermeira.
Pelos nossos cálculos parece que estão todos à espera, ou não, dos efeitos da táctica da ferrugem, que temos estado a usar, com a prestimosa colaboração do SIPE, onde reside memória suficiente do que deve ser o futuro Enfermeiro e o futuro da Profissão Enfermeira.
Quando o outro, que não merece que o nomeemos, nem mesmo para dizer da sua responsabilidade nos crimes, que cometeu, contra os Enfermeiros, quando dizia, eufórico e vitorioso: «Os enfermeiros, esses já os comi», num ambiente ministerial, em que a Ministra era uma santa, ou santinha, ou santarrona, quando o deixou cometer as atrocidades, que são, hoje, bem visíveis, a nossa razão e voz eram pouco escutadas pelos próprios Enfermeiros, iludidos pelo barulho dos confusionistas militantes, que abusaram do poder que tinham, nas mãos e não souberam usar, para os fins, que o criámos (não esquecer que a  dirigente máxima da Ordem dos Enfermeiros, durante longos e desperdiçados 15 anos, promoveu uma greve sindical, no Sindicato a que presidia, opondo-se à publicação do DL 437/91, sendo Ministro da Saúde, o Dr.Arlindo de Carvalho e Secretário o Dr. Jorge Pires). Não admira, pois que as mesmas entidades a tenham destruído, com a colaboração que encontraram no governo de 2009.
Temos andado a tentar discernir se o fizeram por estupidez, malvadez ou ingenuidade, ou as 3. Estes três indicadores aparecem; umas vezes mais evidentes uns, outras vezes, mais evidentes, os outros. No entanto, ainda nos faltam os resultados de alguns estudos, para sabermos qual deles foi mais influente e qual a força exterior que o comandou.
As empresas que recrutam Enfermeiros para trabalharem noutros países e ao pataco, cá dentro, não podem estar fora da nossa pesquisa; nem quanto aos constituintes, nem quanto aos objectivos.
Certo, certíssimo é que o resultado da sua acção ou inacção disfarçada está, cada vez mais visível, e a rotura do sistema começa a despontar, com mais vigor.
Os responsáveis mais directos, só não viram, porque estão virados para o lado contrário e a visão dorsal não é panorâmica, portanto não pode captar, ainda, a rotura do Serviço Enfermeiro. Quando se voltarem decisivamente para os Enfermeiros, o maior problema que o SNS enfrenta, para a sua continuidade, aperceber-se-ão do mal que fizeram; a não ser que o seu papel seja mesmo esse: destruir o SNS. Ora, nesse contexto, manter os Enfermeiros sem carreira e sem salário facilita-lhes as mudanças.
Como a ferrugem está a actuar contra-a-corrente e, como temos, por cá, poucos salmões, nas correntes de opinião, por razões óbvias, para poderem nadar contra a tendência, o aparecimento dos efeitos, que já se notam, porque temos, a nosso favor, a dimensão do território, que se pode percorrer de lés-a-lés, em poucas horas, vão sendo cada vez mais evidentes, até para vesgos ou, mesmo cegos.     
A nossa responsabilidade na reedificação da Profissão, é cada dia, que passa, maior e a exigir qualidade, mais elevada. Até as Administrações mais lúcidas, já perceberam que a reparação da rotura, no Serviço Enfermeiro está nas nossas mãos e na capacidade, que demonstrarmos na luta.
Nem podia ser de outro modo, pois os outros não podem nem podiam fugir ao compromisso de terem vendido a alma ao diabo.
O método que garante a eficácia desta luta está encontrado; é simples e original e de adesão fácil e natural. Estamos, já, na fase de divulgação.
Convém lembrar que complicar as coisas simples, qualquer é capaz de saber fazer; simplificar as coisas complexas, só alguns são capazes e é com estes que contamos.
Sabemos que há muitos Colegas, que não têm tempo, nem disposição, para repararem nas verdades, que lhes expomos e fazem como a princesinha, filha do outro do reclame: saltam e dançam em cima do computador portátil, para lhe testarem a resistência, em vez de o abrirem e lerem o que somente a eles, sobretudo a eles, diz respeito: estas coisas tão importantes. 
Concordamos com o nosso Bastonário, quando demonstra ter captado a nossa mensagem, no essencial. A outra face da problemática é que as poupanças, que resultam da racionalização do SNS, que temos proposto, são potenciais embriões de outros ganhos; de outras poupanças.
Não é lógico aumentar as competências dos Enfermeiros, já de si tão competentemente sobrecarregados, para o que ganham com isso. Portanto; parte dos ganhos inevitáveis, com o aumento das suas competências, que vão rentabilizar as habilidades de que são detentores tem de reverter necessariamente para a dignificação do trabalho Enfermeiro.
Conhecemos a fauna, que parasita, no SNS, quem a alimenta e quem se alimenta dela, como ninguém. Essas gorduras nem o bruxelense das Beiras teve a coragem de aparar. Porquê?
Neste contexto, o não atendimento e concretização das nossas propostas pode significar compromisso, mal disfarçado, com essa fauna parasitária.
E, em tempo de crise, o dinheiro ou vai para os parasitas ou para quem trabalha e o merece, com justiça.
Por isto lutamos.

Colegas, Ano Novo, Vida Nova, diz a máxima popular.
 
Nesta luta não se aceitam "carpideiras ranhosas", que finjam chorar sobre o leite derramado, mas sim Profissionais Enfermeiros/as desempoeiradas/os e libertos de preconceitos, aderentes a um único objectivo: REENCAMINHAR A PROFISSÃO NOS CARRIS DO FUTURO, RELEGANDO PARA O INFERNO DISTANTE, O PRESENTE ADVERSO E IMPRÓPRIO.
 Com amizade, 
José Azevedo