quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

FILHOS DA CURIOSIDADE


Já há tribunais para julgarem as violações das mulheres;
Um dia virão também os julgamentos das violações dos homens;
Para quando um tribunal especial para julgar as violações da mãe Natureza?
Com amizade,
José Azevedo

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

HOSPITAIS AUSTRALIANOS VÃO APLICAR O " TESTE DA MORTE" PARA DECIDIR DO INTERNAMENTO

São 29 pontos que, segundo os investigadores, tornam possível prever a probabilidade de morte entre um a quatro meses. Hospitais australianos vão começar a usar o teste já em Março



Trata-se de um país que já superou a presença física dos Médicos nas Urgências.
Com essa medida ultrapassou muitos problemas na triagem, selecção e requisição  da colaboração Médica na resolução de problemas das pessoas que acorrem às urgências.
Já vos avisei que participei na deslocação do Dr. Costa Maia a esses hospitais australianos, na altura em que o HSJoão estava a inventar o emergencista Médico.
O Sr. Ministro pode convocá-lo, ou pedir-lhe o relatório do que viu, na visita de estudo, que fez à Austrália, para observar "in loco" o funcionamento das urgências controladas pelos Enfermeiros.
Agora, aqui está, mais um exemplo corajoso de reduzir a possibilidade de os familiares despejarem os velhos para morrerem sozinhos, nos hospitais e, depois virem chorar, cá para a comunicação social, autênticas lágrimas de crocodilo, sabe-se cá com que intenções!
Mas uma é, de certeza, mandarem os seus progenitores morrerem longe e só, à procura da mão amiga, que há bem pouco tempo publicamos, com a ajuda de observador discreto.

É uma medida profundamente humana e corajosa, baseada em critérios de que estuda com seriedade esta problemática.
E estes critérios são válidos tanto nos picos da gripe, como fora deles, pois o problema não se esgota, aí.

Vá lá; não digam que querem resolver os problemas do caos da urgências, com quem os gera.

Equacionem correctamente o problema e o resultado surge naturalmente.
Dizem os estudiosos que um problema só não tem solução, quando está mal equacionado.

Com amizade e com o nível de paciência na reserva,
José Azevedo


segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

MAIS UMA DILIGÊNCIA, DESTA VEZ COM O PS

Como temos vindo a comunicar aos Colegas nossos Associados, estamos a pressionar por todos os meios ao nosso alcance, para tentarmos desbloquear a negociação dos Acordos Colectivos de Trabalho (ACT) quer dos Enfermeiros em CIT quer dos LGTFP.

É nosso dever cumprir esta parte, para que não nos possam acusar de que não avisámos.
O SITE e o SE, (FENSE) têm dado todos as possibilidades ao Ministério da Saúde, que já alterou a sigla de SNS, para SNM (Sistema Nacional Médico) sem publicar na folha oficial (DR), de reparar que estar a construir o edifício, a partir do telhado, esquecendo os alicerces, que são os Enfermeiros, é o mesmo que estarmos em permanente sobressalto, com meia dúzia de espirros.
Pedimos o empenho parlamentar do PS na AR para forçar o Ministério a ser mais honesto com os Enfermeiros, porque as doses que tem usado com eles são quase nulas. Finge nem dar pela sua presença.

Comprometemo-nos a acrescentar alguns episódios posteriores à entrega de um dossier à Comissão Parlamentar da Saúde que o PS lidera através da Deputada Antónia Almeida Santos.

Avisámos que; seria benéfico para a Saúde, os Enfermeiros não terem de recorrer à greve, como recomenda a Organização internacional do Trabalho (OIT), cuja convenção, acerca das "condições de vida e de trabalho dos Enfermeiros, nº 149", foi ratificada, por Portugal, através do Decreto 80/81 e consta das vantagens de os empregadores, públicos ou privados, criarem mecanismos céleres de negociação, para não forçarem os trabalhadores ao recurso a formas de luta que prejudiquem, inevitavelmente os doentes.

Pois o Ministério da Saúde, na sua pose me supremacia está de costas voltadas para os Enfermeiros, que vem escravizando, com baixissimos salários e acréscimos de horas, pois a subida das 35 para as 40 horas, que também contraria a citada convenção 149, causam um decréscimo salarial de 14/3%.

Mais dissemos que a nossa greve a fazer-se, não é "sol na eira e chuva no nabal", que o Ministro classifica de banal. Ele que não actue rapidamente e verá o que nunca viu, nem pensou.

Ficamos de reunir novamente, para concluir.

Com amizade, pela FENSE,
José Azevedo

SÓ NAS URGÊNCIAS FORAM 700 OS MORTOS








domingo, 25 de janeiro de 2015

MEDICINA DE GUERRA





Ver fotografia na mensagemParece que é um problema sem solução.
Entretanto ninguém se dá conta, ou finge não dar de quem gera o problema é o mesmo que o gere.
A sua dimensão é medida pelas necessidades de ser notado, para encobrir interesses.
Veja-se as culpas que estão a pretender atribuir à triagem de doentes, para esconderem que esse processo evidencia onde estão as falhas do sistema de atendimento e isso responsabiliza e clarifica.
Mas isso é o que o SNM (Sistema Nacional Médico) está a tentar evitar, por isso avaça com cuidado.
Também não lhe faltam apoios, na divulgação dos seus caprichos: é uma questão matemática. E o investimento segue as opções.

Com amizade
José Azevedo

sábado, 24 de janeiro de 2015

PCP CHAMA MINISTRO DA SAÚDE À PEDRA





É bom saber que ainda há quem se interesse por estas coisas de pedir contas a quem as pode dar.
Se o Sr, Ministro da Saúde ouvisse mais os Enfermeiros e não insistisse em permanecer na ideia retrógrada que são os Médicos que resolvem os problemas de saúde, não tinha tantos problemas por resolver correctamente.
Os Médicos resolvem alguns problemas de doença, quando não os complicam, contrariando demasiado a natureza.
Andam muito eufóricos com o problema da diminuição de 01,00% de cesarianas, mas não fazem estatística às cabecinhas que são sugadas pelas ventosas e que, depois, resultam em paralisias cerebrais, que nos proporcionam mais um monstrozinho, que os infelizes papás têm de aguentar o resto da vida e que o Estado tem de manter com educações especiais e outras consequências mais.
Mas ninguém vai responsabilizar quem fez a asneira; quem forçou o parto para se baldar para a privada.
Os responsáveis continuam a cometer a burrice de não abastecerem os Cuidados de Saúde Primários de um número de Parteiras adequado a um atendimento correcto de possíveis mães, gravidez e parto, nos limites normais, continuando a estupidez mórbida de entregar estas coisas do parto ao Médico, não ao de Família, porque esse é especialista em triagens e generalidades, mas aos dos hospitais, que vão forçar a Natureza, criando doença e desgraça onde não devia existir.
Substituir as cesarianas pelas ventosas é um negócio muito pior, porque geram mais monstruosidades nos inocentes.
Vá lá; façam estatísticas das paralisias cerebrais por arrancamento de cabeças forçado em partos violentados pelos apressados.
E vós, Parteiras, para quando o grito da revolta, que aguentais em segredo?
O que poupais na farinha de um parto feito naturalmente por parteiras, gastais no farelo de ter de suportar fardos pesadíssimos dos paralíticos cerebrais, que dão fotografias e reportagens de televisão muito interessante, que até põem as pedras a chorar, mas não dão a alegria de viver a pais e filhos.
Se não têm ideias, venham falar connosco e tê-las-ão.
Acabem com o embuste de enganarem a população de que é com mais Médicos, quer melhoram os níveis de qualidade da assistência sem conseguirem ver, pelo menos, como já fizeram outros países. Imitar não é crime, porque o Homem é como os outros Primatas: imita-se!
Crime é não ter a coragem de contrariar tendências erradas, que corporações influentes mantêm.
Não é por os Médicos terem o poder de mandar despir a rainha de Inglaterra ou de outro país onde reine a monarquia, que se deve admitir, sem raciocínio crítico o que dizem e fazem.
Falam muito na monitorização...
Vamos monitorizar os resultados e as consequências dos seus erros.
E não se esqueçam do vidreiro que foi colocar um vidro numa janela de um serviço de cirurgia de um grande hospital e saiu de lá operado ao estômago, para melhorar a estatística. E não pensem que é gracinha de mau gosto...
Com amizade,
José Azevedo
  
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HOSPITAL SETÚBAL, PJ INVESTIGA



PJ investiga morte no Hospital de Setúbal

Septuagenário morreu por lhe ter sido dado oxigénio através do sistema de soro. Estava no mesmo quarto que o homem detido por suspeita de ter assassinado a mulher

A investigação à morte de um doente de 70 anos que ocorreu na quinta-feira no Hospital de São Bernardo, em Setúbal, mantém em aberto todas as possibilidades sobre as suas causas, disse à Lusa fonte da Polícia Judiciária (PJ).O septuagenário morreu depois de ter recebido oxigénio através do sistema de soro, em circunstâncias que estão a ser investigadas pela Polícia Judiciária de Setúbal. Ao que a TVI apurou, o indivíduo foi encontrado com a máscara tirada e o tubo do balão de oxigénio posto no cateter do soro. Há um elemento nesta morte que levanta suspeitas: este homem estaria no mesmo quarto de João Pinheiro, o bancário reformado de 53 anos, detido na madrugada de quinta-feira, suspeito de matar a mulher de 52 anos, funcionária da Câmara Municipal de Setúbal e já sinalizada como vítima de violência doméstica. A polícia deteve este homem, que ameaçou suicídio ainda no local do crime, e conduziu-o ao hospital São Bernardo, em Setúbal.ervencionado, devido a escoriações que apresentava no corpo, mas ficou fora de risco de vida, embora internado neste hospital durante esta quinta-feira, dia em que acontece este estranho e alegado homicídio. Uma fonte hospitalar disse à Lusa que o doente que morreu esta quinta-feira estava numa enfermaria e não numa enfermaria de cuidados intermédios, como foi referido inicialmente, a recuperar de uma intervenção cirúrgica. A mesma fonte, confrontada com a possibilidade de ter sido o próprio doente a provocar a troca que o fez receber oxigénio em vez de soro, reconheceu tratar-se de um cenário possível. Em comunicado enviado à Lusa, o Centro Hospitalar de Setúbal limitou-se a confirmar o óbito ocorrido na quinta-feira, acrescentando apenas que o caso foi participado às entidades judiciais e que está em segredo de justiça.

Convém  reparar na notícia que admite erro técnico, quando nem em hipótese isso seria possível.
Por isso, quem estiver próximo não esquecer de combater a ideia que tecnicamente é absurda.
Se alguma coisa é da nossa culpa é não termos vigiado entradas e saídas das visitas.
Mas se não fazemos isso é porque os limites mínimos de Enfermeiros são tão escassos que não dão para as necessidades, como esta de acompanhar as visitas.
Estamos a tentar a concessão do dom da ubiquidade aos Enfermeiros, já que o governo teima em pensar que os Médicos é que resolvem estes problemas só recorrendo à possíbilidade de ter Enfermeiros em vários lugares ao mesmo tempo. e que pode minorar a escassez do grupo.
Vamos ver ver o nos responde ZEUS. (José Azevedo)


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OCDE diz que Portugal cortou na Saúde o dobro do que negociou com a troika

Relatório destaca cortes nas despesas com o pessoal e “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais como principais caminhos seguidos.
As despesas com internamentos têm descido mas os cuidados continuados continuam a gerar mais despesa ADRIANO MIRANDA



As medidas do Governo de contenção da despesa no sector da saúde fizeram com que Portugal acabasse por cortar o dobro do que era exigido no memorando de entendimento com a troika, diz um relatório da OCDE.
Esta é uma das principais conclusões do relatório Health Spending Growth at Zero – Which countries, which sectors are most affected?, que acaba de ser publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e que compara os cortes no sector da saúde em vários países. A OCDE ressalva que este relatório limita-se a analisar as tendências e não a discutir a eficácia das medidas ou o seu efeito no estado de saúde da população. O relatório refere que a Alemanha foi o único país da OCDE que não registou um abrandamento na taxa de despesa em Saúde em 2010, em comparação com os anos anteriores.
Num dos pontos do documento, a OCDE refere que o Governo português assumiu o compromisso de fazer “poupanças significativas” no sector da saúde em 2011 e 2012, nomeadamente através de cortes nas despesas com o pessoal, “concentração e racionalização” da oferta em centros de saúde e hospitais do Serviço Nacional de Saúde e cortes nos benefícios obtidos através dos impostos, como as deduções de despesas em sede de IRS.
“Em Setembro de 2011, o país anunciou uma redução de 11% no orçamento do Serviço Nacional de Saúde para 2012, o dobro do corte do memorando de entendimento com a Comissão Europeia e o Fundo Monetário Internacional”, lê-se no documento. Numa das tabelas, as contas da OCDE apontam para que a despesa em 2011 tenha caído 5,2% face a 2010, quando a média de todos os países que integram a organização foi de um crescimento de 0,7%. Tudo isto fará com que o país alcance em 2013 uma despesa pública em Saúde pouco superior a 5,1% do produto interno bruto (PIB), quando a média da zona euro se estima que seja na ordem dos 7%. Em 2010 a despesa portuguesa representava mais de 10%.
Segundo o documento, depois da crise económica e financeira que estalou em 2008, diversos países começaram a tentar conter o contínuo crescimento da despesa no sector da saúde, alcançando taxas na ordem dos 0% em 2010 e conseguindo mesmo valores negativos em 2011.
Ao final da noite desta sexta-feira, o Ministério da Saúde desmentiu os dados da OCDE, acusando a organização de ter confundido dados dos universos EPE [Hospitais Entidades Públicas Empresariais] e SNS [Serviço Nacional de Saúde].”
Por email, a assessora do ministro assegurou que “o orçamento do SNS para 2012 (expurgando o efeito do Plano de Regularização de Dívidas) registou uma redução de 4,67% e não de 11%”. “Analisando a conta do SNS, verificou-se uma redução da despesa total em 2012 de cerca de 600 milhões de euros (-6,8%)”, especifica.
Há, segundo afirma, uma confusão “entre o processo de privatização dos HPP [Hospitais Privados de Portugal] e o inexistente processo de privatização dos EPE”. Assumiu-se que o HPP “estaria integrado na rede do SNS, o que como se sabe não é correcto”.
A mesma receita em vários países
No mesmo relatório, a OCDE acrescenta que, independentemente do país, a receita para controlar a despesa pública neste sector tem sido quase sempre a mesma e passa por três caminhos: ajustar orçamentos, aumentando as contribuições dos cidadãos; regular a procura de serviços; e controlar o custo dos cuidados prestados. Aliás, a contenção de custos têm sido feita tanto nos medicamentos como nos cuidados ambulatórios, hospitalares e serviços administrativos. Só a área de cuidados continuados tem continuado a exercer uma forte pressão nos orçamentos, continuando a crescer, ainda que a um ritmo mais controlado.
Em muitos países, em especial na Estónia, Irlanda e Hungria, a estratégia tem também passado por “grandes reduções nas verbas alocadas à prevenção e saúde pública entre 2008 e 2010”, alerta o documento, que destaca Portugal como um exemplo de um país em que os orçamentos para estas áreas têm subido, apesar da contenção noutros parâmetros. Sobre a política do medicamento sublinha-se que Portugal introduziu uma série de medidas destinadas a reduzir o preço dos fármacos, assim como centralizou a compra deste tipo de produtos em meio hospitalar, criando ainda linhas orientadoras de apoio à prescrição dos médicos.
Impactos a longo prazo
Em Novembro, a OCDE já tinha divulgado dados que indicavam que as despesas de Saúde tinham caído em toda a União Europeia em 2010, o que aconteceu pela primeira vez em décadas devido aos esforços dos governos para conterem os défices orçamentais e conseguirem convergir com as metas de Bruxelas. O documento advertia, contudo, que a redução ou abrandamento da despesa poderá ter um impacto a longo prazo nos cuidados de saúde.
“É importante assegurar um acompanhamento contínuo dos dados e dos indicadores no domínio da Saúde e dos sistemas de Saúde, a fim de obter indícios do impacto potencial da alteração das circunstâncias económicas e das políticas de Saúde ao nível do acesso aos cuidados, da sua qualidade e dos seus resultados”, referia o relatório, que dizia ainda que a redução da despesa pública foi conseguida através de medidas que incluíram a redução de salários, o aumento dos pagamentos directos por parte dos utentes e a imposição de restrições orçamentais nos hospitais.
O documento destacava que a percentagem do PIB dedicada à Saúde estabilizou ou desceu em 2010, com os Estados-membros a afectarem em média 9% do respectivo PIB. Portugal situava-se ligeiramente acima desta média, com 10,7%.
Já antes, em Junho, um outro relatório do mesmo organismo dizia que um pouco por toda a Europa os governos estavam a cortar nas despesas com a Saúde e em 2010, ao contrário do que era tendência desde 2000, o crescimento dos gastos no sector foi nulo ou muito baixo. O documento dizia que Portugal não foi excepção, tendo-se passado de um ritmo de crescimento de 2,3% para 0,6%. Mas em plena crise os portugueses continuavam a ser dos que mais pagam directamente do seu bolso despesas com saúde: 26% face aos 20,1% da média dos 34 países da OCDE.
O relatório destacava que Portugal, em termos de percentagem do PIB, gastava um pouco acima da média da OCDE, mas, se os números forem vistos à lupa, ou seja, quanto é alocado neste sector por habitante, a média é bastante inferior à dos países da OCDE: os gastos em Saúde per capita são de 2196 euros, enquanto na média dos países chega aos 2631 euros. Nos EUA, por exemplo, é de 6629 euros.

Notícia actualizada com reacção do Ministério da Saúde