sexta-feira, 28 de agosto de 2015

HOMENAGEM A MARÍLIA VITERBO DE FREITAS

Deve haver muitos enfermeiros que não conhecem as origens da formação da nossa Ordem dos Enfermeiros.
Para todos, mas sobretudo para com aqueles que têm o espírito de observação mais cultivado leiam com atenção os anjos e arranjos fotográficos e perguntem-se da razão de ser de certos ramalhetes.
Não devem esquecer que nada daquilo é inocente, como não é inocente  a cantiga de embalar que a mãe ou o pai cantam ao filhinho para adormecer sossegado.
São essas exposições que hoje estamos a pagar muito caras.
Essas causas das coisas que nos rodeiam, fazem-me dizer coisas, que bem gostaria de não ter necessidade de dizer.
Ainda tive oportunidade de ter uma conversa com esta velha amiga que nos deixou para sempre.
Foi uma análise final, para ela e reconfortante para mim, pois vale mais tarde do que nunca 

AVANTE, CAMARADA AVANTE

Para quem não compreender por que miava o gato, aqui está uma ajuda hermenêutica.

Com amizade,
José Azevedo


AVANTE, CAMARADA < clique aqui >

OS ESPECIALISTAS E OS OUTROS


Enquanto uns avançam outros recuam.
E esta coisa não seria assim tão importante se não fossem os Enfermeiros os que recuam, ou, na melhor das hipóteses, estagnam.
Lá diz a Guadalupe que as especialidades estragam a profissão.
Só ainda não descobri quem foi o fenómeno que lhe meteu esta na cabeça se não é inata.
Se um dia os cobradores de impostos se lembram de lançar um imposto sobre carga de estupidez...

Com amizade,
José Azevedo

OS ESPECIALISTAS E OS OUTROS <clique aqui>

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

AOS ENFERMEIROS-AS












ACT DOS ENFERMEIROS-AS TABELA COMPARADA < CLIQUE AQUI >


REMUNERAÇÕES DE NUTRICIONISTAS, FARMACÊUTICOS E PSICÓLOGOS <clique aqui>

Ou há moralidade ou comem todos, Colegas.

Quem é que tem imaginação suficiente para  supor algumas das fontes de pressão sobre a REMUNERAÇÃO dos Enfermeiros.
Pensem connosco:
1 - A progressiva passagem dos cuidados assistenciais de Enfermeiros e Médicos passa por manter as remunerações dos Enfermeiros abaixo da linha de água;
2 - A crescente rede de instituições privadas e viradas para as actividades de Enfermagem e Médicas, precisa de muitos Enfermeiros a preços de saldo em fim de estação. Basta seguir o destino dos milhares de Médicos que não se reformam à pressa para terem uma vida de penúria. Não é descabido que vão prestar serviço nessas instituições, se deixarmos de ouvir as desculpas e justificações que uns e outros dão. A coisa mais acertada e esclarecedora é seguir o seu percurso, desprezando o seu discurso.
3 - As tabelas de licenciados relativamente dispensáveis na vida destas instituições, pelo menos em quantidade semelhante à dos Enfermeiros, vão auferir as tabelas que damos a conhecer, aqui. Elas são a prova real da pressão que várias das instituições concorrentes exercem sobre o ministério e um ministro pouco atento a coisas concretas e reais e por isso; diz coisas de que iremos fazê-lo arrepender-se, quando descobrir o valor dos Enfermeiros e que sem eles, nada funciona na saúde e na doença.
Pensem nisto e no nosso trabalho para o demonstrar e neutralizar.


Com amizade
José Azevedo

OS ENFERMEIROS E SHAKESPEARE


Vários dias após a proposta da nova tabela remuneratória para Farmacêuticos, Nutricionistas e Psicólogos Clínicos, ainda não vimos qualquer posição sindical emanada pelo SEP (dizem que o Jerónimo não deixa que se diga alguma coisa). Nada.
Do norte levantou-se apenas uma leve e romântica brisa, do estilo Shakespeariano.
Não era o momento preciso para abanar com tudo e deitar a casa abaixo!?

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O irmão do nosso caro Colega das mãozinhas, que é jornalista e lhe cuida, e bem, este espaço, tem um espírito de humor que lembra-nos uma viagem de Albino Forjaz Sampaio, de comboio, quando dormia.
Um cidadão curioso citava: « O sono é a antecâmara da morte, Shakespeare...».
Repetiu a máxima, até Albino acordar e, acordado, disse: «p.q.p., Albino Forjaz Sampaio».

Concordamos com ele, o mano do Heterónimo João Silva: É altura de tocar a reunir, pois as pressões de manterem, no Estado, as condições de vida e de trabalho dos Enfermeiros, ao nível de saldos de fim de estação, vêm dos privados e de todos os que querem dedicar-se ao ramo da saúde, onde vale a pena investir, dizem; seja ao nível das emergências, seja ao das convalescênças, seja ao dos crónicos e paliativos, ou, no caso do Mendes, o 30%, da família Santos, dos supermercados e barracas de farturas, de noite dentro, para vadios crónicos.      
Ajude-nos a combater os dispersores e divisionistas, com origem nesses grupos, que nos exploram, para a nossa força resultar mais eficaz. E nós pomos a casa abaixo, porque não estamos vinculados a essas brincadeiras de jotas partidárias, no desemprego. A nossa política é restaurar as condições de vida e de trabalho dos Enfermeiros. E só!
De acordo?
De acordo, claro; pois, aqui, no SE a disponibilidade é total e permanente, mas no terreno da luta, visto que as ondas da net, estão muito afastadas da realidade e não produzem efeitos, a não ser para a masturbação mental dos solitários, por falta de colaboração do outro, que ensaboe a cabeça do espírito, obviamente.
José Azevedo                                                                                                                                                                      

terça-feira, 25 de agosto de 2015

EFICIÊNCIA E EFICÁCIA



QUINTA-FEIRA, AGOSTO 20

Hospital "mercado"

«A ideia de que se deve olhar para os hospitais como empresas da maior complexidade surge então naturalmente. Poucas empresas em Portugal lidam com centenas de milhões de euros por anos, milhares de pessoas como recursos humanos e como utilizadores nas suas instalações.   Apesar da naturalidade dessa comparação, na verdade, gosto de propor uma outra forma de pensar, outra analogia – o hospital como “mercado” onde um conjunto de agentes procura recursos (os médicos) e outro conjunto oferece recursos (a administração), não havendo preço mas negociação nessa relaçãoA analogia com um “mercado”, e não com uma empresa, resulta de haver duas cadeias de autoridade dentro do hospital, e não apenas uma como nas empresas. Por um lado,  a hierarquia médica, que define os tratamentos e solicita recursos para cumprir os objectivos assistenciais. Por outro lado, a administração, hierarquia administrativa, responsável por um orçamento global, e que disponibiliza os recursos necessários para os tratamentos.   Uma consequência desta analogia é que para perceber em que medida as instituições de saúde cumprem, de forma eficiente ou não, o seu papel é necessário que estas duas partes se relacionem da melhor forma possível.    Não é só necessário que a decisão de cada profissional de saúde seja a melhor possível. É também necessário que a gestão das instituições consiga garantir os recursos necessários no momento adequado, e de uma forma que faça um balanço entre as diferentes solicitações que recebe.    A atenção à qualidade da gestão intermédia nas unidades prestadoras de cuidados de saúde é um fator que pode contribuir para um melhor desempenho assistencial do Serviço Nacional de Saúde. Compreender melhor o contexto dessa gestão é, por isso, essencial. Curiosamente, na discussão pública sobre recursos humanos na saúde, a qualidade da gestão e a avaliação dessa qualidade de gestão é normalmente ignorada.    Provavelmente, faz mais diferença do que se pensa, pois os ganhos de eficiência que todos dizem querer ter no Serviço Nacional de Saúde para ajudar à sua sustentabilidade dependem de muitos pequenos passos que têm de ser definidos e aplicados pela gestão intermédia das instituições.   Se os conselhos consultivos criados ajudarem as organizações (os hospitais, desde logo) a olharem para a qualidade da sua gestão, então darão um importante contributo para uma maior eficiência do Serviço Nacional de Saúde.»
Pedro Pita Barros  link
É corrente a constatação de duas cadeias de autoridade nos hospitais: a hierarquia médica, que define os tratamentos e a hierarquia administrativa, que disponibiliza recursos necessários aos tratamentos.  
É dificil de aceitar, no entanto,  que a relação entre estas duas hierarquias sejam, essencialmente, relações de mercado ao ponto de caracterizar o hospital como “mercado” onde um conjunto de agentes procura recursos (os médicos) e outro conjunto oferece recursos (a administração), não havendo preço mas negociação nessa relação.
À medida que se foi desenvolvendo a organização dos hospitais com a inerente padronização de recursos adequados a cada situação clínica, estabelecimento de objectivos de eficiência/ qualidade e renovação do compromisso de autonomia médica, a hierarquia administrativa assumiu, progressivamente, maior controlo do poder de gestão das unidades hospitalares.
Hoje em dia, as relações de negociação quase permanentes entre as duas hierarquias foram sendo substituídas por relações empresariais traduzidas na obrigação de cumprimento de objectivos de produção/qualidade, constantes dum plano de actuação comum, elaborado por um grupo de gestores profissionais. Esta relação, cada vez mais empresarial, é tanto mais evidente nos hospitais PPP, onde o poder de contratação de profissionais médicos (e não só) é mais ampla.
Se cá nevasse fazia-se, cá, ski

NB: o autor é da escola onde não se sabe que a eficiência está do lado do plano e eficácia está do lado dos resultados, porque usa sempre a palavra eficiência onde devia usar a eficácia.
Quanto ao mais sofre da mesma anfibologia. São os teóricos que temos no mercado dos hospitais. (José Azevedo)

E O BURRO SOU EU, EU E EU, SEMPRE EU




De: Helena Antunes [mailto:honozantunes@gmail.com]
Enviada: terça-feira, 25 de Agosto de 2015 15:42
Para: Sindicato Dos Enfermeiros
Assunto: ACONTECEU NO HOSPITAL DE AVEIRO ONTEM, DIA 19 DE AGOSTO

Caro Enf. Azevedo,

os meus cumprimentos.

Sinto-me na obrigação de lhe responder ao que escreveu no seu blogue

Deixo o meu profundo desagrado pelos seus comentários, pois o que se
passou pouco tem a ver com o que escreveu, peço-lhe o favor de
conhecer a versão de todos os colegas presentes nesse dia no Serviço
de Cirurgia do Hospital de Aveiro.
Primeiro ninguém foi ver montras, todos os elementos escalados
estiveram presentes as 8h na sala de trabalho para se fazer o
planeamento e serem assegurados os cuidados mínimos, isso pode
confirmar com a Enf.ª Chefe Lidia que também lá estava presente, não
sei se ela lhe disse isso.
Quem ficou a assegurar minimos organizou-se, quem não ficou foi
dispensado de permanecer no Hospital pelo piquete de greve, e não por
vontade dos próprios, como quer dizer no seu comentário. Quem não fez
greve cumpriu o turno que tinha de horário.
Quem zarpou para o olho da rua foi uma das coordenadoras de turno,
zarpou e ninguém mais a viu, só depois se veio a saber que fez greve
porque a 21 de agosto já aparece no horário como fazendo greve, olhe
que não quis saber se era precisa para assegurar cuidados minimos. Mas
também isto não foi novidade porque já aconteceu noutras greves, com
este elemento e com outros da coordenação, até de folga lá aparecem no
horário depois de passarem os dias da greve, e estavam a fazer turno
no horário no dia antes da greve! E mais, a coordenadora é Enfermeira
como eu, não é Chefe ou Especialista de carreira, está na equipe de
cuidados gerais.
Quanto à colega que não foi rendida, foi realmente uma asneira porque
foi mal aconselhada por outra colega grevista, devia era primeiro de
falar com a Chefe que estava lá. Mas também a Chefe só tomou conta da
situação a meio da manhã, veja bem! Era escusado, aconteceu
infelizmente, mas também não sei o que a chefe fez para evitar isto!
Entre outras coisas, não vou fazer as queixas todas nem apontar nomes
e situações, mas acho mesmo que devia tentar falar com as pessoas que
estiveram envolvidas e saber o que se passou na realidade, fazia muito
pela equipa
E com isto não estou a defender a greve ou a dizer que gosto ou não do
que o sep faz, sei é que não gosto de estar a lutar com os outros
colegas quando se devia era lutar para defender o que interessa,
juntos. Mas infelizmente o Sr Enf. Azevedo, que eu até reconheço como
um grande lutador pela classe, mas desta vez contribuiu para uma
grande confusão e um grande descontentamento em relação a si, para não
falar no mau ambiente que daqui vai resultar na equipe.
Sei que não gosta de anónimos, mas peço desculpa e não me vou
identificar, espero que compreenda porquê.
Cumprimentos.



Um comentário destes merece uma resposta rápida e objectiva.

Não sou adepto de greves de circunstância para não dizer mais, pois fui o presidente do comité central da greve de 12 de Março de 1976, onde os Enfermeiros unidos e obedientes à disciplina sindical, sabiam como se conseguiam coisas. Subiram 5 letras no seu vencimento numa inversão total: o vencimento do Superintendente, passou para o Enfermeiro, justamente a letra J, passando aquele para a letra D.
As greves não eram contabilizadas por estatísticas falseadas ou mal cuidadas, mas pelos estragos que causavam.
Ajudei com essa greve a tornar os Enfermeiros presas fáceis de abutres de vária ordem e com plumagem diversificada.
Quanto aos fenómenos da greve de Aveiro são iguais aos de outros lados e escolhemos aquele a título de exemplo.
Também sabemos que há um grupo de agitadores, que foram bolseiros de um Partido, para agitarem as massas e confundir as situações. Têm estratégias próprias aprendidas, até fora do país, algumas.
Nas greves baralham a lei e invertem-na: ninguém pode substituir os grevistas e eles dizem; os grevistas não substituem os não grevistas que já terminaram a sua jornada de trabalho.
Ora isto é tão idiota e tão falho de respeito pelos Enfermeiros, grevistas e não grevistas que se pasma, como é que tendo tão à mão a consulta ao que escrevemos e ou à lei, as pessoas continuam a deixar-se enganar intimidados pelos tais buldogues, sem cartão partidário, mas com conhecimentos de agitação tirados, em cursos, que certo partido ministra para esse efeito. Não é de hoje essa estratégia e, na Enfermagem penetrou de há muito, começando pelas escolas e passando ao exercício.
Quando há greve, aí estão eles a confundir e a agitar; já que não aderem à greve, vão brincando com os direitos dos não grevistas.
A diferença em Aveiro, foi de que nós sugerimos que lessem a lei, antes de recorrerem ao confronto, que estamos a ensaiar para impor a lei e os direitos dos grevistas e dos não grevistas.
A cadeirada dá muito nas vistas e não produz efeitos.
Os italianos (ver "D.Camilo e o seu Pequeno Mundo, filme e livro deliciosos), obrigavam os derrotados a beber meio litro de óleo de rícino.
Hoje umas gotas produzem o mesmo efeito. É esta a nossa receita para ministrar aos buldogues, que abusam da lei em greves de circunstância e metem medo às pessoas, que até, lhes obedecem ingenuamente. Escusam, com esta medida, de fazer  dieta para se libertarem dos excessos da massa de que são feitos.
Depois têm de saber que o piquete de greve não tem que meter o nariz nos prestadores de serviços mínimos, que legalmente estão dependentes da chefia de Enfermagem e não do piquete de greve.
Só podem vigiar se os serviços mínimos são mesmo os mínimos.
Têm outra obrigação que é fornecerem com, pelo menos 24 horas de antecedência, a lista dos prestadores de serviços mínimos, isso é o que manda a lei.
Mas não os podem controlar, porque a lei impede-os.
Ora comigo é assim; se a lei nos serve; é para cumprir. Se não serve propõe-se a sua alteração a bem ou com luta.
Quanto ao que sou, sou...
Podem criticar-me, mas não corrigir-me, porque é coisa que nem eu me atrevo a fazer.
Percebi a origem e essência do comentário, respeitoso, aliás, como convém.
Com amizade,
José Azevedo