quinta-feira, 1 de agosto de 2013

MAIS UM BARRETE PARA OS CSP



NB:
Se pensavam que a implantação do sistema perverso das USF ia acabar, enganam-se.
Tinham perdido o fio à meada, por esse motivo tiveram de regressar ao ponto de partida, a ACSS.

Quanto tempo vai durar este protocolo entre o SEANS e a FNAM (Federação Nacional do Médicos) é coisa que não sabemos, porque aquele protocolo não é o fim; é um princípio e um meio.
Apesar de estar mais que provado que a haver a fragmentação em Unidades, só as UCC são verdadeiramente interessantes para os CSP, pois não se transformam os CS em consultórios de Médicos despesistas e bem longe da razoabilidade do custo/benefício.
Por estas e pelas outras que aí hão-de vir é que não há dinheiro (dizem...) para contratar os Enfermeiros que são precisos nos CSP para fazerem trabalho útil e necessário, aos problemas reais das populações.
Eles não ouvem;
Eles não sabem;
Eles se sabem, ou não querem ou não podem querer, racionalizar os SNS.
E as tentativas que fingem fazer são ainda para pior, porque pedem aos mesmos os mesmos erros corrigidos para muito maiores.
Certos licenciados tudo indica que se protegem com outros licenciados a que dão crédito habitual sem crítica, por imposição do catecismo de certas licenciaturas.
Esta pode ser a razão principal de preencherem as falhas dos CSP com milhões de receitas de outras tantas consultas médicas, grandemente inúteis, pois quando há doença é no especialista hospitalar ou particular que vão resolver esse problema.
Eles não se cansam de cometer os mesmos erros;
Nós, aqui, no SE, não nos cansamos de os denunciar.
Quando as reformas forem autênticas, os Enfermeiros vão ter de participar nelas, inevitavelmente, pois sem eles, não há reforma de serviços; há mais do mesmo, mas ainda pior.
Iremos dando exemplos para quando nos lerem entenderem mais bem a coisa. 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

PORTUGAL UM EXEMPLO


VIRUS DA HEPATITE D E O CANCRO


MÉDICO AGRIDE MULHER


NB: Eles não precisam que os defenda; muito pelo contrário.
Mas esta é uma forma de caluniar disfarçada, os inocentes, que não batem em mulheres, suas ou alheias.
O cálculo de probabilidades e a estatística servem para dizer quantos deste grupo batem ou podem vir a bater, depois de analisados os dados estatísticos nos quais as probabilidades assentam.
Sem dizer o nome, que seria um acto de inteira justiça e de autenticidade da notícia, além de libertar os inocentes incluídos, à mistura, circunscrevia o agressor a um nome de batismo ou de família.
Deixava livre todos os outros que, sendo Médicos não tratam as mulheres desta maneira.
Além disso, tendo tantas coisas tão dignas de bom nome na Classe, por que foi o aluno de Diógenes e da sua ética, escolher um exemplar raro!
Havia um psiquiatra que, não sei se ainda está activado ou reactivado, receitava pelotas de algodão com álcool para tirar soro da veia, e outros mimos da arte para engrandecer Enfermeiros.
Foram fazendo chegar as prescrições do dito.
Uma delas receitava "macho forte" a mocetona casadoira.
Disse a propósito do que recitava com o algodão se passasse a usar o método anterior...
O juiz multou-me porque era preferível ter dito o que a recita dizia - "macho forte" do que deixar a coisa no vago, solta à imaginação de cada um. Isso era mais insultuoso, disse o juiz, para o queixinhas, do que ter dito tudo, como era.
Na altura não concordei muito. Com o tempo e depois de reflectir muito sobre este tipo de coisas, talvez se dissesse "macho forte" fixasse as pessoas no concreto e não deixar os leitores a imaginar coisa ,ainda, eventualmente mais gravosa e inautêntica.
A culpa é dos teóricos que dizem aos discentes: «notícia não é o cão morder o homem mas o homem morder o cão».

MAIS MEDICAMENTOS PARA OS HOSPITAIS


Medicamentos autorizados alimentam a esperança dos necessitados doentes.
Os Enfermeiros também devem participar activamente nestas políticas dos medicamentos, pois são elas que engordam e definham num só momento.

AS PPP E OS FUTUROS


NB: Se as PPP dão prejuizo por que não se desfaz o Estado desses contratos?
Se o Estado não se desfaz dessses contratos por que os mantém e quem lucra com isso?
Se ninguém lucra com isso por que investe o Estado em negócios que não se traduzem em melhores cuidados de saúdee mais economia?
Se nenhum dos objectivos com que enganam o contribuinte foi atingido como é que os governantes continuam a investri nestas PPP?
Por que não retoma o governo a gestão das PPP?

terça-feira, 30 de julho de 2013

BRINCAR COM COISAS SÉRIAS

Quando temos unidades de saúde abertas para enganar o povo;
Quando temos governantes surdos e insensíveis para as nossa chamadas de atenção;
Quando desbaratamos recursos para satisfazer exigências dos instalados no SNS com uma lógica pouco ou nada racional;

Não venham falar em reforma do SNS e dos Hospitais, pois estamos em condições de garantir que será para piorar, ainda mais, a situação.
Vejamos um diálogo entre uma Enfermeira duma Unidade de Saúde em vias de, um dia, se vir a transformar numa USF, segundo o protocolo de entendimento da FNAM e do Sr. SEAMS.

Na praia, a criança feriu-se;
2 "pontarecos" com seda atraumática seriam mais que suficientes, para resolver o problema.
A Enfermeira diz que isso não é com ela e que terá de ir para o hospital, porque não tem Médico na Unidade de Saúde.
O pai da menina insiste com a Enfermeira e esta teima em dizer que aquilo não é com ela e não tem nenhum médico na Unidade de Saúde;
Mas faltou-lhe dizer que também não tem seda nem o demais material para fazer a sutura que está perfeitamente ao alcance das suas possibilidades e capacidades. Mesmo que tivesse vontade de fazer isso, não tinha material.
A culpa não é só dos Médicos; também é nossa em não agirmos em conformidade com as necessidades da população.
O pai da menina, lá foi dizendo que a avó é Enfermeira e que sutura, nas mesmas circunstâncias. Ele, o pai, é testemunha presencial disso.
Isto faz vir à minha memória uma história com um professor da Faculdade de Medicina do Porto, Abel Tavares de seu nome, que foi uma espécie de Director Clínico, no tempo em que o sistema era o das Caixas de Previdência.
O Enfermeiro era eu próprio, chefe do Serviço de Urgências do HSJ. onde nessa altura, os Enfermeiros é que suturavam a maior parte das pequenas incisões, como as circunstâncias impunham.
Não havia dinheiro para brincar com coisas sérias, nem e muito menos com as pessoas e a sua saúde.
Precisava da seda para o posto das Caixas encravado em Sandim. A população não se deslocava ao hospital, no Porto e a ferida ficava a infectar. Não era um capricho Médico, nem uma petulância do Enfermeiro: era uma necessidade real de resolver problemas reais, correctamente. Como é o caso, exceptuando a facilidade maior de deslocação.
Precisava da autorização do Director Clínico, para requisitar a seda, que quase ia  castigando o Colega dele, Médico do posto de Sandim, que teve a franqueza de atestar que o Enfermeiro tinha muito jeito para suturar. Não havia a pressão de conseguir o pleno emprego aos Médicos inventando...
Já nessa altura, foi um escândalo um Enfermeiro competir com ilustres cirurgiões, embora ensinasse vários ele e outros Enfermeiros, os Médicos a darem os tais primeiros pontarecos. E ninguém se sentia diminuído ou crescido por isso e com isso.
O Director Clínico veio com o esfarrapado argumento que "num caso de fractura de crânio os pontos podem prejudicar, porque mascaram uma situação mais grave.
Nesse caso retiram-se os pontos, respondi.
Esquecia esta sumidade cirúrgica, que, no caso de haver fractura de crânio, o Enfermeiro também tinha recomendações a fazer, à vítima ou ao seu tutor, para no caso de certos sintomas ir ao hospital, pois nem todas as pancadas com a cabeça ou na cabeça são necessariamente fracturas de crânio. Convém não esquecer a a sua experiência com politraumatizados nas Urgências de que era Enfermeiro Chefe.
Não teve outro remédio senão autorizar o fornecimento da seda atraumática.
Mas isto foi na década de 70; estamos em 2013.
Escolas de Enfermagem, mostrem o que valem.
Responsáveis políticos, mostrem que sabem administrar e deixem de brincar aos lobbies médicos.
Certo?
 Correcto? 
Vamos deixar de brincar com coisas sérias!