domingo, 4 de agosto de 2013

VAGAS E MAIS VAGAS


NB: Enfermeiro;
Vê,
Pára,
Escuta.
Para estas vagas não falta dinheiro.
Se o Ministério da Saúde quer que lhe revelemos os locais, onde estes especialistas dormem a facturar horas extraordinárias, nós dizemos,  e, até, prometemos fingir acreditar que o Ministério não sabia, não sabe.
E não culpamos nem aconselhamos a que se culpem os Médicos de ganharem dinheiro, a dormir fora de casa. Se têm papalvos que os acreditem...
O problema é outro:
Por que não organiza o Ministério da Saúde os serviços de forma a evitar estes exageros, fundados em carências fictícias?
Porque a chave está na mão do ladrão. É ele que ficciona as situações para se instalar, à custa da estupidez alheia.
Ainda há dias demos conta de ter sido nomeado um grupo para restruturar a continuidade dos cuidados (sobretudo Enfermeiros -90%), pelo Ministério, grupo a que chamou !técnico!, onde não está nenhum técnico Enfermeiro, quando tal grupo "técnico" (?) devia ter só Enfermeiros, porque 90%, no mínimo, da possível restruturação, passa pelos Enfermeiros.
Se não são... disfarçam bem ou, estão a gozar connosco.
Já agora, mande, Sr. Ministro da Saúde, ou quem as suas vezes fizer, esse grupo de "técnicos" que não têm qualquer técnica, a não ser a de trabalharem nas comissões do tipo, que o falecido nomeava, para empaliar os problemas (se queres resolver o problema, nomeia um; se queres empaliá-lo, nomeia uma comissão A.O.S.), verificar, na Holanda, como funcionam os hospitais, a partir das urgências, onde um ilustre cidadão português, viciado em diagnósticos portugueses, só encontrou Enfermeiros, que o atenderam, como cá, muito bem. Simplesmente, lá; os Enfermeiros têm consciência disso e quem os respeite e valorize; cá, não têm nada disso, porque são sempre outros (tais como: estes técnicos de circunstância) a falarem pelos Enfermeiros e pelas suas competências.
Quando se convencerem, senhores governantes, que esses I.U. não resolvem nada; só complicam; as poupanças vão ser mais substantivas, porque serão racionais.
Só que, na Holanda, os Médicos vão dormir a casa, não fecham enfermarias, para as reconverterem em camaratas, como acontece na placa giratória de Bragança e, não só.
Não é por acaso que o "héli" não pode sair da placa giratória de Macedo, pois pode ter de levar, para bem longe, quem poderia perturbar o sossego dos dormentes. Nem sequer contabilizam as capacidades dos doentes, em resistirem, à adversidade!
{Quando o mal é de morte, o remédio é morrer}, diz a sabedoria popular!
Por que não se potencia esta sabedoria popular sabendo, experimentalmente, que o resultado é mesmo esse que os sábios populares preconizam?
Haverá alguém que não morra, quando o mal é de morte?
 
Mas a estes desvarios, o Ministro da Saúde responde com mais especialistas para as camaratas douradas, em vez de assumir a verdadeira restruturação do funcionamento hospitalar, a partir da realidade e não das falácias ficcionadas, que não resistem à contra-argumentação racional, lógica!
E OS ENFERMEIROS É QUE PAGAM COM OS SALÁRIOS INDIGNOS!!!
Com os sacrifíos inglórios, desnecessários!!!

TRIBUNAL AGRAVA CONTAS SNS EM 111 MILHÕES


NB: É mais do mesmo, dito de outra forma, segundo o estilo de quem escreve.
 
Ó Mar,
Ó Mar,
Quanto do teu sal são as lágrimas de Portugal!
Ó Ministério da Saúde, quantas das tuas poupanças são os cortes nos justos salários, nas justas remunerações do trabalho dos Enfermeiros!
Pois que, aos fornecedores e outros a fatia pode tardar mas não falta. Além disso no fornecimento já estão incluídos juros a muitos %, que compensam a espera.

AGRAVOU-SE A SUSTENTABILIDADE SNS

NB:
      As poupanças têm uma boa fatia dos rendimentos do trabalho duro dos Enfermeiros.
Desde as horas extraordinárias que não lhes pagam, nem com as reduções da crise para alguns, onde os Enfermeiros estão na 1ª fila, às vagas que não são preenchidas, o que torna o trabalho duro, ainda mais duro, acontece de tudo um pouco.
Sossega, jacaré, porque a lagoa vai secar!

FILME VERGONHOSO EM 3 ACTOS



NB:
       Deste ofício incorrecto, ilegal, mentiroso, já recorremos, para o próprio autor, o Secretário de Estado Helder Rosalino.
Disse-nos que ia reunir com ... sabe-se-lá ... e nos convocava, depois. Desesperamos pela convocatória!
Estamos à espera, até hoje, pela resposta.
Este Governo está a brincar com os Enfermeiros porque há quem lhes dê cobertura e apoio para estas brincadeiras de mau gosto e péssimas consequências.
Àqueles que põem em dúvida as nossas diligências para resolver estes problemas de farsa respondemos que usamos as armas que temos,para com um interlocutor que não respeita a lei e que devia ser o primeiro a dar o exemplo, do respeito da lei que faz. A crise não tem nada a ver com o carácter dos governantes.
Em bom rigor, este Secretário de Estado, ao desobedecer a ordens legais, nomeadamente vindas da Assembleia da República, como é o caso, devia ser demitido, imediatamente.
O Governo julga que pode contar, eternamente, com a almofada tigre de papelão, para dominar as justas reivindicações dos Enfermeiros. Quando expusermos as provas evidentes de quem é a almofada que sabota as nossas diligências, a farsa acaba, porque os Enfermeiros não são os estúpidos que Ministério da Saúde e almofada pensam: são pessoas tão ou mais inteligentes que os outros, mas, que tardam a perder certos hábitos de urbanidade e humanismo samaritano.
 
É óbvio que para garantir a massa salarial de 85% do total gasto pelo Ministério da Saúde em remunerações dos seus funcionários, só com os médicos, tem de amordaçar os direitos legítimos de todos os outros, onde estão, na primeira linha, os Enfermeiros.
Queremos desafiar esses legítimos desafiadores nossos a estarem presentes, na luta final, que não tem a ver com as greves encomendadas pelo próprio Ministério da Saúde.
Não é por acaso que uns são medalhados e outros castigados!
Disto falaremos em devido tempo. De momento, estamos a deixar a ferrugem actuar. O efeito sinérgico, quando acelerado, com a explicação da farsa, vai fazer justiça aos Enfermeiros.
Não são as ondas alterosas que destroem os diques, do mar, na Holanda. Quem os destrói é a ferrugem que vai minando o ferro!
Usando uma linguagem mais enfermeira; enquanto não retirarmos o podre a ferida não inicia a granulação cicatricial.

sábado, 3 de agosto de 2013

ARTES NAS LETRAS - O CENTENÁRIO SE


NB:
       Mais um evento de conteúdo cultural com um valor extraordinário à altura dos participantes de que Nassalete Miranda foi a coordenadora da mesa em que participou também a Enfermeira/Escritora Benedita Stingl (com 24 títulos já publicados e o Prof. António Joaquim da Faculdade de Letras do Porto.
Foi pena a assistência no que respeita a Enfermeiros ser diminuta.
Esperamos que esta referência leve alguns a procurarem as obras que os oradores referiram e possam ler esses textos maravilhosos, relacionados com o Sindicalismo

PEDIDO DE RESPONSABILIDADES

NESTA DATA- 02/08/2013
Enviámos este ofício ao Primeiro Ministro, antes de tomarmos outras medidas acerca do que está a acontecer com as negociações do Processo Negocial da FENSE, que não queremos transformado em obra de Santa Engrácia.
É para ler e meditar

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

CONSEQUÊNCIAS DA PISCALHADA NOS CENTROS DE SAÚDE

Comecemos por definir os termos que vamos usar, para cabal compreensão do pedacito de prosa.
Piscalhada = acção de Pisco, que é uma espécie de D.Quixote dos Cuidados Saúde Primários.
D. Quixote = Cavaleiro da triste figura, porque lia o real num paradigma já ultrapassado; o da analogia, quado emergia, já, o da ciência, "mathesis universalis";
Suserano = espécie adulterada de senhores de couto, feudo, vulgarmente conhecidos, na giria, por ACES.
Servo = servente ou servo da gleba, com total dependência do suserano, que dispõe do servo como coisa e não como pessoa, no regresso à época a.C.
Pois bem; a cena desenrola-se no CS da Feira, que está afecto ao Rio Vouga e, como tal, herda-lhe o nome de mais baixo.
Duas Enfermeiras, que acumulavam funções, foram suspensas, sem qualquer aviso prévio, como seria de esperar de um tratamento personalizado a que têm direito. A falta de respeito pelos mais elementares direitos de cidadania, não faz parte dos códigos das pessoas, que ocupam cargos de responsabilidade, sem a mínima preparação para ocupá-los.
Depois, atiram-se à crise e à troica, como se uma e outra tivessem culpa da sua estupidez ignorante.
Mas como uma desgraça nunca vem só, fomos descobrir, na breve investigação que fizemos, o seguinte: a Enfermeira chefe, que ainda tem as suas funções e local de trabalho ao abrigo das categorias subsistentes foi posta a fazer trabalho de Enfermeira, como qualquer outra sem respeito pela lei que determina manter as suas funções de chefia.
Claro está que não estando a chefe legítima a exercê-las, quem estará?
Essa é uma pergunta que iremos fazer.
No Conselho Clínico estava um Enfermeiro que, com o evoluir da situação, descobriu que o seu lugar era neutro, pois não tinha nenhuma das funções que há noutros coutos ACES. Demitiu-se, o que não teve nada de anormal nem notório dado que não estava lá a fazer algo.
Até aqui, tudo normal, se não estivesse uma colega que, por falta de solidariedade com o demissionário, lá deu o seu consentimento a ser nomeada para coisa nenhuma, tapando, desta forma um furo, que devia continuar aberto, até que alguém, fora do couto, perguntasse o porquê da demissão.
Há quem pense que, quando atacamos estas "piscalhadas", graves estamos a meter-nos com eles, Colegas Enfermeiros e, em nome dos mandantes, a quem fazem jeitos do tipo "fora a carreira de Enfermagem", criticam as nossas boas acções em defesa da carreira de Enfermagem que construimos com muito carinho e oportunidade, para uma Profissão com Carácter próprio. E não estávamos nem estamos enganados.
É que um dos buracos que o Colega demissionário, cuja coragem e atitude louvamos, é que faltam pelo menos 25 Enfermeiros no ACES da Feira, Douro/Vouga a baixo. E quem tem de denunciar isto somos nós.
Não devem esquecer que a destruição da nossa Carreira começou no hospital de São Sebastião, cuja administração recrutava Enfermeiros na vizinha Espanha, que trabalhavam 15 dias e iam outros tantos para a terra natal.
Foi essa escumalha da saúde que começou a destruição da nossa carreira.
Fomos condenados por defendermos os colegas que foram traídos duas vezes; a primeira pela escumalha administradora; a segunda, pelos colegas que tiveram a desfaçatez de virem servir de testemunha contra nós, em favor de quem os destruia, a eles.
A particularidade da juiza, que nos condenou, era conhecer bem a área, pois até é casada com um médico.  
São essas coisas que antevimos e que, então, como hoje, nem todos os colegas aprovam, por razões óbvias que, continuam a justificar a nossa luta por justiça para com os Enfermeiros, vítimas de tudo e de todos, onde se incluem alguns Colegas, que servem de tranpolim para outros saltarem alto.
Aos Colegas do couto da Feira, onde os apelos ao medievelismo ainda soam no castelo, recomendamos que sejam profissionais cuidadosos e não deixem ficar mal os méritos dos Enfermeiros que devem exercer de forma lenta e adequada se pretendem que preencham os 25 lugares que a própria directora executiva tem vindo a denunciar e a reclamar o seu preenchimento.
A crise não justifica estas lacunas, pois para passar receitas não faltam Médicos, nem contratos, porque os outros Médicos, se repararem neles, não aceleram o seu ritmo de trabalho para preencher o lugar de outros que dizem faltarem na rede, do que temos sérias dúvidas. 
A questão não é de falta de meios; é de falta de organização e equidade!
São as injustiças!