segunda-feira, 4 de agosto de 2014

FALTAM 25.000 ENFERMEIROS NO SNS DIZ OE

Provavelmente, faltarão mais, sobretudo numa reorganização dos SNS, que nunca mais se faz, pois todas as propostas, que foram relatadas, eram constitutivas de mais do mesmo, mas para pior, pois ainda eram mais medicalizadas do que na versão actual.
Até já traziam devidamente enquadrados, depois de examinados pelos pupilos do Sr. De Pombal, os falcões do Algarve , isto para quem se lembra dos frustrados que não tiveram nota de colégio particular, para entrar, à primeira, na Faculdade de Medicina, foi-lhes criado um grupo de falcões para atacarem Enfermeiros, usando a estratégia, bem conhecida por nós; "não sirvas a quem serviu, nem peças a quem pediu". Ora esta estratégia, nos não frustrados não tem dado os resultados que o medicalista aspira.
Até confundem que o verbo servir, neste caso dos Enfermeiros, se reporta aos Doentes, numa perspectiva "samaritânica" sadia e não aos Médicos, com tiques.

Com amizade,
José Azevedo

QUEM ABUSOU DA SUA INGENUIDADE!?

QUEM ABUSOU DA SUA INGENUIDADE < clique para ler notícia SEP >

Como lhe atacamos as asneiras que cometem, mais do que seria para desejar, nos efeitos negativos na Classe Enfermeira, também salientamos com o devido destaque esta preocupação, embora tardia, mas vale mais tarde de que nunca, de começarem a ver à lupa os problemas dos Enfermeiros, sobretudo em Hospitais, onde o Presidente do CA não é Médico e tem uma tendência política, mais ou menos conhecida.
Se quando acabarem a ronda destes, passarem aos outros, nada mau, ou seja; é muito bom para verem os resultados do que ingenuamente, como está hoje mais ou menos comprovado, ajudaram a destruir.
A Enfermagem tem-se vindo a transformar num poço de contradições:

1 - os salários dos Enfermeiros, que deviam ser o dobro do que são para permitirem aos Enfermeiros trabalharem metade das horas que fazem, para que a sua vida não fosse o inferno que é, para viverem com a dignidade que a sua nobre função determina;

2 - as chefias deviam ter formação e saberem o que é lidar com pessoas e os respectivos problemas e não com escravos, de chicote na mão, para imporem a sua vontade mal formada e mais mal informada, mesmo bestial;

3 - romperem com o compromisso que toleram de manterem a estabilidade na Classe, que o Secretário de Estado da Saúde decretou em troca de nada, é uma prova que a Classe Enfermeira deve exigir do SEP, que já começa a perceber que a factura se lhe está a tornar pesada. Mas mais pesada está a ser para os Enfermeiros, com a leveza e ligeireza dos seus salários, que negociaram no DL 122/2010 de 11 de Novembro.

Mas se não estiverem em condições de ajudar, desviem-se e não atrapalhem, por favor.

Com amizade e tolerância mal tolerada,
José Azevedo

domingo, 3 de agosto de 2014

Notícias 3_8_14

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GREVE DE VERÃO NO IPO PORTO




GREVES À SEP <clique aqui para as últimas>

Acerca desta greve falaremos depois de sermos recebidos pelo CA do IPO - Porto a quem pedimos reunião para esclarecimento.
Tal como noutros locais, um pouco ou um muito por todo o país os problemas que afligem os Enfermeiros são idênticos, embora uns piores que outros.
O nosso lema é corrigir as leis de carreiras e de contratos, que outros promoveram e que agora, como temos vindo a anunciar por todo o país, com o mesmo direito, que a lei consagra e que permite a Algarvia vir para o Norte e o Nortenho ir para o Algarve.
Não somos animais de esconder ossos debaixo da terra, e depois os desenterrarmos, para rilhar em tempo oportuno de estio ou de inverno.
Também não somos proponentes de projectos de leis que deixam rabos para depois puxar.
Tudo o que temos feito tem o único fim de dignificar a Enfermagem e os Enfermeiros que gostam desta Profissão.
Se conseguirmos falar com o CA do IPO, em tempo útil, para nos inteirarmos da situação, transmitiremos, por esta via, a nossa posição.
Porém, para nós, SE a greve é uma coisa muito séria, sobretudo para nos ajudar a tapar buracos, que outros abriram, caso o diálogo falhe.
Por outro lado, os Enfermeiros não nos parecem talhados, tanto quanto os conhecemos, para aderirem a greves circunstanciais, pois, como nós, gostam de ver seriedade nas coisas. Não andam atrás do politicamente correcto, segundo certas perspectivas de "político" e de "correcto". Há outras mais profundas para estes dois termos muito em voga.

Com amizade e preocupação
José Azevedo

A GREVE NO HOSPITAL DE GUIMARÃES

Hermes deixou na nossa caixa do correio uma tentativa de corrigir erros SEP, do passado, que começam a sentir a necessidade de corrigir: «vale mais tarde do que nunca», visto que errar é humano!
vale mais tarde < clique aqui


Vamos reunir sexta-feira dia 1/08/2014, pelas 15 horas com os Enfermeiros do Hospital de Guimarães, para colher as suas deliberações sobre a matéria.
Tudo isto seria dispensável se, em tempo útil, tivessem aberto os olhos perante os predadores dos Enfermeiros.
Mas ninguém é perfeito. Vamos é corrigir o asneiredo conseguido, "ingenuamente?".
Antes de iniciarmos a reunião recebemos de um dos assistentes o ofício dirigido ao SEP e tornado público, com está inserto no próprio ofício.
Veja-se:


Perante esta resposta pareceu-nos que o conteúdo da greve, pouco consentâneo com a realidade, perdeu quase todo o sentido, permanecendo de pé um só: a greve é um direito inalienável dos trabalhadores como consagra a Constituição da RP.
Feita a reunião com os Enfermeiros na qual fomos esclarecendo quem faz greve e quem não faz que deveres têm, em que mais uma vez tivemos de lembrar que os não aderentes à greve vão-se embora, porque ao não aderirem não têm nada a ver com isso.
Aliás, qualquer Sindicato sabe que os grevistas não podem ser substituídos, seja por não grevistas seja por outro recém-chegado. A lei é clara; a partir da entrega do pré-aviso de greve, não pode haver alterações da escala de serviço.
Nunca entendemos essa aberração praticada pelo SEP, porque não querem dizer que possivelmente, essa é uma forma de penalizar os não grevistas. Mas trata-se dum violência que o espírito das greves não tolera, esta forma estranha de fazer sindicalismo, num país onde a greve é da Constituição.
Seguidamente fui falar com o Conselho de Administração, que confirmou tudo o que estava no ofício que se transcreve, pondo-se à disposição do SE para eventuais esclarecimentos e/ou correcções de situações anómalas.
A Algarvia, esquecendo a transculturalidade das regiões, vai dizendo que eu é que ando a baralhar as pessoas.
Quem despachou esta pobre dos pobres, em conhecimento enfermeiro, para o Norte, nem se apercebeu do bem que praticou, para reduzir a influência negativa do SEP, na Enfermagem, neste caso, do Norte.
Que Deus os ajude e o Diabo os não empurre, pois já lhes basta a sorte que têm.
Conclusão: não são estas greves estivais que o SE promove. Mas respeitamos quem pensa diferente.
Quando fizermos a arrancada final para a negociação da proposta de ACT, pela qual esperamos, desde 2010, para corrigir as burrices que outros nos impingiram, como está provado e comprovado, então veremos se é necessário fazer uma greve a sério, das que ferem e assustam, reeditando a fórmula adaptada, de 1976.
Mas não foi só burrice nem ingenuidade; também impera, no que promoveram, a sua visão do Enfermeiro pé descalço.
Nada disto significa não haver problemas, também, no CH Alto Ave.
Porém, se o CA se disponibilizou para os resolver em diálogo, não faz sentido, gastarmos munições de que podemos vir a precisar.
Guimarães Hospital < clique aqui >


Com amizade e muita paciência,
José Azevedo

sábado, 2 de agosto de 2014

OS TAE's

OS TAE's < clique para ler despacho >

Notem lá isto:
Se estes Técnicos Altamente Especializados, vão fazer somente "actos médicos", como é que o Sr. de Pombal deixou passar a presença duma comissão onde está incluída a Ordem dos Enfermeiros.
Desde que eles não façam actos enfermeiros;
Se o pavor que os médicos têm que os Enfermeiros lhes invadam o terreno é tal que até vão criar um TAE absolutamente desnecessário, para que não apareça um Enfermeiro a executar esses actos.
O cursilho que vão receber deixa-os médicos à força.
Eu vou passar a trazer um cartão na teste quando estiver em situações de risco para pedir às almas caridosas que se virem um desses médicos à força a tentar socorrer-me; chamem a polícia para ler a minha vontade, isto no caso de não poder falar.

INEM CONTINUA A HUMILHAR ENFERMEIROS E O SEAMS, TAMBÉM <clique aqui >



Mesmo que se reconheça o direito a haver um auxiliar do médico com alguma preparação dada por Enfermeiros, que: nem gostam da Enfermagem nem de a exercer; preferem ficar alapados nos televisores do INEM e mandarem os TAE socorrer na rua;
 usarem a Ordem dos Enfermeiros, para ouvir o que a Ordem dosa Médicos cede e que nos pertence por "direito consuetudinário", aquele que rege as Ordens profissionais é o convite a uma luta titânica, que não sei se os actuais dirigentes estão disponíveis para travar, com os responsáveis por esta humilhação, mais uma, da Classe Enfermeira.
Não adianta disfarçar a coisa com mais ou menos chavão de "acto médico" delegado sabe-se lá com que poderes para delegar o "acto Enfermeiro": esta é que é a questão de fundo.
A Unicidade Associativa SEP/OE (Augusta Sousa) deu uma ajuda neste nascimento do TAE. Até lhe ajudaram, como se diz nos corredores do INEM, a formar o Sindicato, que dizem gravitar na órbita da CGTP/in. Os mais interessados, que investiguem, pois para nós nada disto é surpresa.
Este é um problema bem sério, que a actual Administração da OE tem de enfrentar, pois sabemos que não defende o "enfermeiro pé descalço".
A perda da "unicidade Ordem/SEP" está a servir de húmus, para alimentar conflitos como este. E a falta de respeito pelos Enfermeiros que este Governo e o anterior estão demonstrar e demonstraram: o anterior, pelo Médico Dr. Pizarro, com a complacência da Médica Ana Jorge, destruíram-nos a carreira;
O Médico Leal da Costa segue o mesmo caminho, para pior.
Abram os olhos, Colegas Enfermeiros, se não querem comer só ossos, como cães vadios.
Com amizade e muita preocupação com estes sinais dos tempos,
José Azevedo

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

O MÉTODO NEUTRÃO

"In diebus illis", havia um laboratório de radiologia chamado "neutrão".
O pessoal do dito era o mesmo do serviço de radiologia do Hospital, que nem tinha capacidade para fazer RX de contraste.
No verão, quando as férias se impunham havia sempre um fusível que saía do aparelho do Hospital o que simplificava a vida dos funcionários do hospital, que eram os mesmos do neutrão e só tinham de dar assistência a um serviço; o do neutrão que fazia as radiografias com e sem contraste, para o Hospital
O CHSJ, onde se deu o milagre Ferreirinha, da parte de tarde, não tem radiologia; é a firma Campos Costa que factura entre 15 e 30 mil euros por dia (é só ver as contas-facturas e as causas: ó IGAS, ó IGAS, onde te escondes?).

Ora não sabemos se este virus incubou nas galinhas ou nos porcos, mas pode ser tão contagioso como qualquer outra e já atingiu o HFF-Amadora Sintra que é em Queluz de baixo. Ora reparem;

Situação preocupante na Imagiologia do HFF (Amadora-Sintra)

23-07-2014
301 leitores 

Apesar dos sucessivos alertas a crise instalou-se, pondo em risco os doentes. Toda esta situação já foi denunciada pelo SIM à ACSS e face ao agravar da situação, terá de ser pedida a intervenção do Sr. Ministro da Saúde.
A equipa de Radiologistas aceitou estar de urgência em presença física das 8h às 24h e de prevenção paga das 24h às 8h (que tecnicamente até é um regime de chamada, uma vez que seriam apenas pagas as horas que estivesse dentro do hospital, quando fosse chamado e com controlo biométrico), num acordo de cavalheiros com a Administração. Mas tal trabalho nunca foi pago pelo que os Radiologistas informaram que deixariam de dar a sua colaboração graciosa.
A Directora do Serviço assumiu a responsabilidade de responder às solicitações. Mas foi de férias e ninguém ficou a substitui-la, pelo que a partir do dia 18 de Julho não há médicos especialistas de Radiologia durante a noite, entre as 24h e as 8h, para efectuar ecografias ou relatar exames de TC de corpo urgentes.
Ou seja, entre as 24h e as 8h, os exames de TC cranio-encefálica serão realizados no serviço de Imagiologia pela equipa de técnicos de radiologia em presença física, sendo o exame enviado por teleradiologia para ser relatado por médico de uma empresa prestadora de serviços. Os exames de TC de corpo e as ecografias que sejam necessárias pedir neste período de tempo, implicam o envio dos doentes por ambulância durante a noite para uma instituição privada, o Hospital da Luz, a fim de realizarem os exames, sendo de seguida devolvidos ao Hospital Amadora-Sintra.
Mas tal solução, subscrita pelo Director Clinico, é impensável para doentes internados, nomeadamente nas 4 unidades de cuidados intensivos que um hospital como o Hospital Amadora-Sintra dispõe, fruto da sua base populacional de 650 mil habitantes. Se o problema destes doentes tem sido até ao momento, serem estabilizados o suficiente para permitir a sua deslocação para a sala de TC dentro do hospital, a grande maioria não estará em condições para serem deslocados para outro hospital, logo, terão que esperar pela manhã seguinte.
Tudo isto ao que parece agravado pelas constantes dificuldades que a gestão coloca na obtenção do material mínimo para a realização dos procedimentos, e pela falta de resposta à desadequação e insuficiência de equipamentos. Frequentemente o Hospital Amadora-Sintra envia para o exterior termos de responsabilidade de exames e procedimentos terapêuticos de intervenção que podiam ser feitos na instituição, e com frequência para o sector privado, como é o caso dos acessos vasculares de hemodiálise ou angioplastias na doença arterial.
Ou seja: o hospital prefere pagar o transporte e a realização de exames numa instituição de saúde privada, quando tem disponível o equipamento e uma equipa de técnicos de radiologia de presença física no serviço durante as horas em questão, do que pagar as horas que um radiologista estaria dentro do serviço (durante a madrugada e com controlo biométrico, sem contabilizar tempo de deslocação ou risco da mesma).
Ou seja: o hospital prefere recrutar e pagar a empresas prestadoras de serviços do que celebrar contratos de trabalho estáveis com especialistas altamente diferenciados que já lá trabalham.
Com amizade e sem surpresa,
José Azevedo