terça-feira, 10 de abril de 2018

MORRER BEM OU VIVER MAL - EIS A QUESTÃO


EUTANÁSIA: MORRER BEM OU VIVER MAL<CLICAR>

NB: Foi um dos prós e contras mais esclarecedor dos donos da nossa vida além do Todopoderoso.
Depois vêm as contradições, entre o príncipio e o fim da vida.
Foi despenalizado o aborto, que traria uma vida nova, com o "destino traçado" como diz o Fado.
Mas não se pode despenalizar o "chá da meia noite", vulgo eutanásia.
Vá lá, que não nos atiraram com a ciência médica às trombas, pois os cuidados paliativos, estando já para lá da medicina, só continuam sob a sua alçada, porque os Enfermeiros não os querem assumir por inteiro (feitios), como são os seus executores predominantes e estão também eles Enfermeiros, para lá da medicina. Trata-se de assegurar a higiene e conforto possível aos desenganados da medicina. E para isto, não necessitam da presença do Médico, que até pode ser prejudicial, por todas as razões e mais a de poder dar esperanças ao moribundo que já não domina, como médico.
Do outro lado da coisa e bem perto dela, temos a distanásia de que ninguém fala e que pode ir, até ao encarniçamento terapêutico (e sem castigo à vista), de que não se fala, apesar de, também aqui, como nas moedas, haver o verso e o reverso.
Depois vêm as questões religiosas que definem o ser humano como um composto de corpo e alma.
Um dos promotores da ideia foi o Platão que chamou ao corpo cárcere da alma que vivia, no céu etério das ideias, em total liberdade. Ao ser aprisionada, diz Platão, perde qualidades que se manifestam de quando em vez, na teoria da reminiscência.
Ora se um composto humano (corpo/alma) decide abandonar o cativeiro e partir para o céu, onde, de qualquer modo, tem o destino marcado, quem se pode opor, com legitimidade?
E se acreditamos neste dualismo corpo/alma, por que damos tanto valor ao cativeiro da alma e tão pouco valor a esta?
Ou será que esse dualismo não entra na ciência médica!?
Houve um cirurgião ilustre que disse nunca ter encontrado nenhuma alma na ponta do seu bisturi.
E a Igreja, também não acredita no destino final das almas?
Se a Igreja conseguiu inventar o Purgatório para conciliar a "bolsa com a vida (eterna)", contrariando a teoria de (Céu/Inferno), onde imperava; "a bolsa ou a vida (eterna)", sendo o céu para os pobres e o inferno para os ricos, também devia aferir melhor a sua posição nesta matéria de impedir que os doentes incuráveis queiram libertar mais depressa a sua alma, para Deus...
A teoria de dar ao Médico o poder de guarda das vidas terrenas, efémeras, dos possíveis clientes, é um exagero, pois como há vegetarianos também pode haver avessos a Médico, ateus e outras coisas. Lá por não pagarem IMI não significa serem outros os donos do seu corpo, já que da alma, encarrega-se o Criador, que no-la emprestou.
Zenão instituiu a doutrina filosófica estoica que se propunha tornar o homem insensível a todos os males fícos e morais: a suprema APATIA.
Quando isso não era possível, vinha a EUTANÁSIA (a boa morte) pôr termo ao mal da vida, que não dava para a apatia, muito menos para a apatia suprema.
Não vamos discutir aqui de quem era a iniciativa. Sabe-se que os sãos que querem devolver a alma ao Criador têm força e vontade para o fazer.
Os moribundos, que têm a vontade de devolver a alma que o corpo doente, já não suporta, não têm poder.
A questão é de quem os ajude...
Os médicos estão impedidos pelo código deontológico, que só lhes permite ajudar a morrer embriões sãos e não cadáveres adiados.
Veio-me uma ideia luminosa, à massa cinzenta, que é a de criar um técnico especial do tipo TAE ou TEPH, que substitua o Médico, como estão a fazer nos acidentes - assistência pré-hospitalar de potenciais cadáveres (são involuntários os potenciais cadáveres assistidos por estes técnicos, mas os eutanásicos também não têm vontade, pois num caso como no outro, a delegação está na competência médica: é amarela, como a pedra das leges artis ), e resolvem vários problemas duma assentada, quer quanto às almas, quer quanto aos cadáveres; quer quanto às deontologias quer quanto liberdades de consciência, onde o libertino se transforma em juiz e não em assistente, pois ao libertar a sua consciência, julga a "vontade" do outro e não lhe dá a ajuda necessária.
Houve um Enfermeiro que falou como investigador da coisa e outros disseram nim, no aceno de cabeça, por ordem da Fátima Ferreira!
Estejamos atentos a os próximos capítulos.
Se o Vizinho do andar de cima, amarrar mais as consciências, que tentam libertar-se, como fez na IVG, vamos ter eutanásia de acordo com os valores da vida. Trata-se duma questão de qualidade e não de quantidade; para esta, lá está a IVG, a diminui-la.

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