A BOLSA OU
A VIDA
Não se pense que este princípio foi inventado pelos ladrões, ao abordarem quem
transita na via pública. Não foi assim.
Quando havia ricos e pobres, num regime não socialista, onde
se procura reduzir os ricos a pobres, pois só estes têm lugar no reino dos
Céus.
Por isso quem tinha bolsa e que meter lá dentro ia direitinho
para o Inferno;
Quem não tinha bolsa, nem conteúdo, só tinha de esperar mais
um pouco, até chegar a sua hora de entrar no Céu, por toda a eternidade.
Mas este conceito (Céu-Inferno) repugnava muita e boa gente e denotava uma
falência do sistema religioso, tanto mais que muitos desses ricos, não podendo
levar para o túmulo a sua riqueza acumulada, ofereciam-na, às Obras de Caridade,
como atenuante da forma como foi adquirida.
A trabalhar não se enriquece.
Estava a Humanidade no período em que o nosso brilhante Santo
António de Lisboa (Fernando Martins de seu nome de batismo), se exercitava, na
pregação, pregando aos peixinhos, que o escutavam atentamente.
É nesta época que se pensa em criar um PURGATÓRIO, onde os da
BOLSA pudessem expiar os seus pecados, em lume brando e não nas labaredas do
fogo eterno do Inferno, por algum tempo que o PADRE ETERNO, entendesse por Sua
infinita sabedoria calcular.
Desta forma podiam entrar noutro conceito: a BOLSA e a VIDA.
Vem isto a propósito do já famoso covid 19 – COVIRINGONÇA, em
Portugal, onde impera o fenómeno da GERINGONÇA, que lhe dá o nome e o conteúdo
e formas específicas, que a arquiteta da DGS vai modelando diariamente ou mais
vezes ao dia.
EIS UM NOVO FENÓMENO ENTRE BOLSA E VIDA;
Lá está a história a repetir-se.
Logo, se decidimos ficar com a bolsa, dizem os “sacerdos do templo”que podemos perder a
vida;
Se ficamos com a vida, lá se vai a bolsa para o c..., uma
espécie de purgatório ao serviço do deus economia.
Se tudo correr como esperam os espertos;
Se os contrários (bolsa ou vida), deixam o seu estatuto de disjuntivas e passam ao
de conjuntivas
(bolsa e vida),
pode muito bem acontecer que, de tanto nos agarrarmos à vida, dos mais
próximos, quer da morte, quer de nós, morramos todos da cura e da espera.
Pode surgir, mais uma repetição da história: A ARCA DE NOÉ!
E o K. Marx acrescentou:
A 1ª repetição é uma tragédia;
A 2ª repetição é uma comédia ou farsa.
José Azevedo
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