sábado, 10 de junho de 2017

AO MINISTRO DA SAÚDE




AO MINISTRO DA SAÚDE


1 - As declarações do Sr. Ministro da Saúde, contra a Bastonária da nossa Ordem não surpreendem a FENSE, pois destinam-se a criar uma manobra de distracção com o SEP (CNESE), para fingir desconhecer quer
a existência da FENSE, quer a interrupção das negociações com ela, que suspendeu, em Agosto/2016, unilateralmente.

2 - Como a unicidade sindical é proibida pela Constituição, em Portugal, e sendo o método que o Ministro está a usar com a CNESE, somos forçados, pelo Ministro, a recorrer aos vários Órgãos Legais de recurso, porque não mexeu uma palha, perante a nossa proposta de mesa negocial única, que a FENSE exigiu. O que fez no dia seguinte com o SEP é a reação mais imprópria de um Ministro. Não só ignorou a nossa exigência de mesa negocial comum, como elaborou uma lista de pequenas coisas a negociar com o SEP sem  nos dar uma satisfação , acerca da suspensão das nossas negociações, em Agosto p.p.

3 - O MS mente, por ignorância dos dossiers ou intencionalmente, inventando um conjunto de migalhas, escrito em acta de reunião, com a CNESE, com toda a publicidade adequada à farsa, tendo, em seu poder, um projecto de Acordo Colecivo de Trabalho (ACT), que estava a ser negociado connosco, em Agosto p.p.
E se a abertura do governo, à negociação não é mais uma farsa, a que a FENSE não se sujeita, então a nossa marginalização faz sentido, pois há  o SEP, que facilita este jogo de espelhos, a preço de saldo.

4 - A carreira de Enfermagem foi destruída, em 2009, com o propósito de fornecer Enfermeiros a baixo salário, ao sector privado, onde o Ministro da Saúde teve um papel importante, enquanto presidente da HPP. 

5 - Já toleramos, mais do que devíamos as acções do MS contra os Enfermeiros. O nosso apoio inequívoco, aos Especialistas, pode ser, apenas, o começo da radicalização da greve, que pode ir até ao abandono dos serviços, atitude que o comportamento indecente do Ministro para com a FENSE merece. Assim  não aprisionamos o governo, com as nossas mais que justas e oportunas reivindicações, (não intempestivas num falar que vem dos queixos ministeriais, no insulto que nos dirigiu) nem sermos capturados por serviços desorganizados, com chefias desorientadas ou, o que é bem pior, condicionadas pelos favores da sua promoção.
Com os nossos respeitosos cumprimentos.
A FENSE.

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