domingo, 1 de maio de 2016

FILAS DE ESPERA (BICHAS) OU LISTA DE ESPERA



Está na fila? Deficientes, grávidas e idosos vão ter sempre prioridade

Proposta do Governo está em discussão. Ideia é alargar obrigatoriedade de atendimento prioritário a todos os serviços, públicos ou privados. Multas podem chegar aos 2000 euros.
Bancos, lojas ou restaurantes são exemplos de serviços privados que passam a estar abrangidos pela nova lei MANUEL ROBERTO
Está à espera de ser atendido numa seguradora ou num banco? Aguarda pela sua vez no supermercado, numa loja, num restaurante? Pessoas com deficiência, grávidas e idosos passam a ter direito, consagrado na lei, a atendimento prioritário. É pelo menos esta a intenção do Governo, expressa num projecto de decreto-lei que diz que todas as entidades “públicas e privadas, singulares e colectivas que prestem atendimento presencial ao público” passam a ter de garantir essa prioridade.
Um cliente que não veja respeitado esse direito pode pedir a “presença de autoridade policial”, para garantir que ele se cumpre. E pode apresentar queixa. Estão previstas multas que podem variar, nos seus limites máximos, entre os 1000 e os 2000 euros (conforme a entidade infractora seja uma pessoa singular ou colectiva).
A intenção é que tenham de ser atendidos, antes dos demais clientes, “pessoas com deficiência ou incapacidade; pessoas idosas; grávidas; pessoas acompanhadas de crianças de colo”, ou seja, com “crianças até aos dois anos”, explicita o diploma enviado pelo Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social a vários parceiros, para auscultação.
Actualmente, a legislação já prevê, para os serviços da administração central, regional e local e institutos públicos, que idosos, grávidas e pessoas com deficiência ou com crianças ao colo tenham que ser atendidas primeiro. Mas não existe “qualquer quadro sancionatório em caso de incumprimento”, lembra o preâmbulo da proposta que, uma vez ouvidos os parceiros, irá a Conselho de Ministros.
Mais: esta obrigatoriedade não se aplica a todos os serviços públicos (o sector público empresarial e as parcerias público-privadas, por exemplo, estão de fora). E muito menos existem regras para o sector privado. O que tem criado ambiguidades, diz José Reis, presidente da Confederação Nacional dos Organismos de Deficientes: “Muitas pessoas que deviam ter prioridade não têm. Temos vindo a abordar esta situação junto da secretária de Estado da Inclusão, por isso é uma boa notícia se estão a avançar, não conhecemos a proposta.”
O Governo pretende que a obrigação do atendimento prioritário abranja todos os sectores (só casos muito particulares ficam de fora, como “as entidades prestadoras de saúde” quando o atendimento se faz em função de critérios clínicos).
O projecto lembra que no sector privado já há vários exemplos em que idosos, grávidas e pessoas com deficiência têm direito a ser atendidas primeiro. Mas o facto, diz, é que em geral estes cidadãos estão desprotegidos.
“A igualdade de oportunidades, definida pela ONU como ‘o processo pelo qual os diversos sistemas da sociedade e do meio envolvente, tais como serviços, actividades, informação e documentação, se tornam acessíveis a todos e, em especial, às pessoas com deficiência’, implica por parte dos Estados um compromisso com medidas de política que garantam a efectividade desse princípio”, argumenta o ministério.

É preciso que se aplique

José Reis diz que o mais importante “não é haver multas” previstas para os infractores — “O mais importante é continuar a sensibilizar a opinião pública para os direitos das pessoas com deficiência”, que constituem “um universo muito grande de pessoas” que passam muitas vezes invisíveis. E garante que não é assim tão incomum que numa fila de espera não se dê prioridade a quem visivelmente tem uma deficiência ou incapacidade.
A presidente da direcção nacional da Associação Portuguesa de Deficientes, Ana Sesudo, tem outra experiência. Diz que, no seu caso, na maioria das vezes, é-lhe dada prioridade. Mas tem observado alguns retrocessos nas práticas de algumas entidades privadas. “Há supermercados que tinham filas prioritárias e que as substituíram por filas onde colocaram uma placa onde se lê: ‘Dar prioridade é uma questão de civismo.’” Na prática, deixaram de ter filas prioritárias. Por isso, aplaude a intenção do Governo.
Ana Sesudo lembra, contudo, que Portugal tem muitas leis muito avançadas que não são cumpridas. Espera que “com esta seja diferente”. Admite que, para isso, importa que as pessoas façam queixa, se os seus direitos são desrespeitados. Mas sublinha que muitas pessoas não fazem porque sentem que as queixas dão trabalho e não têm consequências.
Também contactada pelo PÚBLICO, a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal faz saber que já emitiu parecer sobre esta proposta em sede do Conselho Nacional de Consumo. Em resposta  por escrito, Ana Vieira, secretária-geral, diz que a confederação “acolhe as preocupações subjacentes a um diploma desta natureza, não deixando de se levantarem problemas de aplicação prática e logística em certo tipo de estabelecimentos". Considera também que “é importante estabelecer as coimas de forma proporcional à dimensão das empresas”.
“Vemos como positiva a uniformização do regime contra-ordenacional entre público e privado (o público não estava até agora sujeito a coimas) e o período previsto de entrada em vigor de 120 dias, o que permite um prazo razoável para sensibilizar e divulgar o novo regime”, acrescenta Ana Vieira.

Poucas queixas

Os dados disponíveis indicam que serão poucas as reclamações relativas ao incumprimento das regras que nos serviços da administração pública já dão prioridade de atendimento a deficientes. O relatório à Assembleia da República do provedor de Justiça, relativo a 2015, refere, no capítulo sobre a actividade da Linha do Cidadão com Deficiência (800 20 84 62), que das 615 questões colocadas no ano passado, apenas dez estavam relacionadas com o “atendimento prioritário”.
De resto, as queixas que as pessoas com deficiência apresentam em Portugal por discriminação — seja de que tipo for — são na sua maioria arquivadas,como sublinhava há dias o comité das Nações Unidas que esteve a avaliar como aplica Portugal a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência.
De acordo com Observatório da Deficiência e Direitos Humanos português, em 2014 foram apresentadas 353 queixas ao abrigo da Lei da Não Discriminação (Lei 46/2006), tendo a maioria (59%) sido arquivada. O observatório alerta, de resto, para o “elevado desconhecimento, por parte das pessoas com deficiência, e respectivas organizações, sobre os seus direitos”.
<<<<<<<<>>>>>>
«De origem comunista estas bichas a que os púdicos ou apudorados mais os pudibundos chamam "filas", para não se confundirem com os "bichas brasileiros" não obstante a actualização legal do conceito e respectiva prática, em Portugal é uma arma poderosa dos Médicos para forçarem os seus interesses de Classe.
Portanto, para ser atendido mais depressa, mostre-se ainda mais velho, ou dê um tiro num pé, se for homem; se for mulher, engravide, ainda que seja por sementeira.
Se não tiverem nada disto supra-mencionado, vão para a bicha, enquanto não vier alguém que demonstre que o crime não compensa.
Conta-se que essa prática, em Moscovo, estava tão arreigada que se faziam bichas para tudo e até, para nada.
Um moscovita, doendo-lhe a cabeça, encostou-se a uma porta.
Atrás dele parou outro e outro e mais outro. Estava formada a fila. O último resolveu ir perguntar ao 1º da fila, para que era, ao que ele respondeu: para nada; doía-me a cabeça e parei aqui.
Então por que não vai embora?
Não posso, porque se for embora, perco a vez, pois, como vê, sou o 1º da fila.
Esta é uma verdadeira cultura popular da fila.» (José Azevedo)

      

ATÉ NO EXIGIR SÃO POBRES





ATÉ NO EXIGIR SÃO POBRES <prima aqui>


O SE com "P" exige só os compromissos;

O SE sem "P" exige a concretização dos compromissos das 35 horas e não só.




<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>

Mas há mais: Se queres um problema resolvido, nomeia um indivíduo; se não queres que seja resolvido cria uma comissão (Dr. António Salazar)






Criada a Comissão Instaladora da Associação Nacional de Unidades de Saúde Públicas USP-AN


USP-AN
Reuniram-se no passado dia 16 de Abril no auditório do Hospital Pedro Hispano (concelho de Matosinhos, distrito do Porto) profissionais das Unidades de Saúde Pública, maioritariamente da região norte, empenhados em contribuir para a discussão actual para a reforma da saúde pública.
O programa do Encontro foi composto por um painel único e um debate que contou com a presença de 58 participantes (assistentes técnicos, enfermeiros, médicos de saúde pública e técnicos de saúde ambiental).
O painel apresentou os resultados de um inquérito dirigido aos profissionais das USP da região Norte, tendo os dados incidido essencialmente sobre:
  1. Perfil e carência de profissionais das diferentes categorias profissionais;
  2. Principais problemas a abordar junto da equipa responsável pela reforma da Saúde Pública;
  3. Envolvimento dos profissionais na reforma dos cuidados de saúde primários
Da discussão consequente dos dados apresentados, foi de opinião maioritária a importância da criação de uma estrutura nacional representativa de todos os profissionais das unidades de saúde pública, com relevo acrescido neste momento em que se debate ao nível nacional a reforma da Saúde Pública. Assim, 93% dos elementos presentes decidiram nesse mesmo momento nomear 2 assistentes técnicos, 4 enfermeiros, 2 médicos de saúde pública e 1 médico interno de saúde pública e 3 técnicos de saúde ambiental de entre os presentes para, na região norte, iniciar o processo de constituição de uma comissão instaladora de uma associação nacional das unidades de saúde pública
Os membros da comissão instaladora convidam os profissionais de saúde pública das restantes regiões de saúde a dinamizarem com a celeridade possível um processo similar ou outro que considerem adequado com vista à criação de uma USP AN, solicitando que nos dêem feedback do mesmo através do contacto usp.associacao.nacional@gmail.com .
Podem ver nos links em baixo questionário que foi aplicado nas USP da Região Norte e as comunicações apresentadas no referido Encontr.
 A comissão instaladora da USP – AN refere que se encontra disponíveis para qualquer esclarecimento e/ou colaboração adicionais, através do email 
A comissão instaladora da USP – AN :
Alice João Maia, Catarina Alves, Diogo Sousa Gomes, Emanuel Valpaços, Isabel Gouveia, Manuel Castro, Maria Luísa Couto, Maria Teresa Oliveira, Miguel Maia, Paulo Servo, Sérgio Sousa e Sónia Almeida

<<<<<<<<>>>>>>>




Ministério abre 218 vagas para médicos

Vagas são para especialidades hospitalares e de saúde pública carenciadas.




O ministério pede "urgência" na colocação destes médicos ENRIC VIVES-RUBIO



O Ministério da Saúde abriu 218 vagas nos serviços e estabelecimentos hospitalares e nas áreas de saúde pública considerados carenciados para médicos que concluíram a formação especializada na 2.ª época de 2015. Das especialidades identificadas como carenciadas, a que possui um maior número de vagas é a Medicina Interna (37), seguindo-se a Pediatria Médica (22), Ginecologia/Obstetrícia (18), Cirurgia Geral (10) e Oncologia Médica (10).
Considerando a "urgência" em colocar estes médicos, num despacho publicado esta sexta-feira, são dadas instruções às Administrações Regionais de Saúde para, "num prazo máximo de um dia útil, deliberar no sentido de ser autorizada a abertura dos procedimentos de selecção". A deliberação deve ser comunicada de imediato à Administração Central do Sistema de Saúde, "acompanhada da identificação dos trabalhadores médicos que, por especialidade, integram o júri correspondente".
Os concursos de selecção, acrescenta-se, devem estar concluídos "no prazo máximo de 60 dias seguidos, a contar da data da publicação do aviso de abertura dos procedimentos de selecção".
No despacho explica-se que estes recrutamentos visam contribuir, "em termos decisivos, para minimizar as actuais assimetrias de acesso e cobertura de natureza regional, as quais ainda são notórias em muitas especialidades".
<<<<<<<>>>>>>
«Quem é que disse que há falta de Enfermeiros?
Há falta é de concursos que durem 10 anos a concluir e de monstros com 4 mãos como ilustra a figura acima e de que já foram adquiridos 218 exemplares.
São autênticas "tágides" de que já falava Camões (e vós, tágides minhas), que povoam o Tejo» (José Azevedo)


As tágides são as ninfas do rio Tejo (em latim, Tagus) a quem Camões pede inspiração para compor a sua obra Os Lusíadas[1] . São uma adaptação das nereidas da mitologia greco-romana, as ninfas que vivem nosmares e nos rios. Estas habitam no rio Tejo que desagua em LisboaPortugal.[carece de fontes] A palavra provavelmente foi criada por André de Resende, que a escreveu em seu poema Vicentius (1545).[2]
No seu poema épico Os Lusíadas, Camões roga-lhes que, como musas, o inspirem e que o ajudem a cantar os feitos do povo português. Podemos observá-lo no Canto I, nas estrofes apelidadas de Invocação.[3]

Esculturas Tágides, de Diogo de Macedo, na Fonte Monumental, Alameda D. Afonso Henriques, Lisboa.

COMPAREM ESTA SITUAÇÃO COM A DOS CENTROS DE SAÚDE EM ACES, QUANTO A DESLOCAÇÕES OU AMEAÇAS DE DESLOCAÇÃO

Sindicato denuncia "terrorismo psicológico" no "call center" do Grupo José Mello

28 Abr, 2016 - 11:32
Trabalhadores não conhecem tabelas salariais e há mulheres a quem são negados aumentos por terem gozado licença de maternidade.

O Sindicato dos Trabalhadores de Call Center acusou a empresa José de Mello Saúde de "terrorismo psicológico e de não cumprir a lei ao esconder tabelas salariais", adiantando que já denunciou a situação ao Ministério do Trabalho.
"Os trabalhadores do 'call center' da José de Mello Saúde, que atendem as linhas de apoio dos Hospitais e Clínicas CUF, e o Sindicato dos Trabalhadores de Call Center estão num braço-de-ferro há vários meses. A José Mello Saúde, no seu 'call center', não cumpre a lei nem respeita os trabalhadores", disse à agência Lusa o presidente do sindicato.
De acordo com Danilo Moreira, na empresa José de Mello Saúde (JMS), que gere os hospitais CUF, "existe precariedade, salários baixos, pressão e stress constante".
O sindicalista acusou a JMS de "esconder as tabelas salariais dos cerca de 250 trabalhadores, o que é ilegal".
"Os trabalhadores sabem que, eventualmente, podem progredir na carreira, não sabem quando, quanto podem vir a receber e que metas devem cumprir para serem promovidos. Um verdadeiro terrorismo psicológico contra os trabalhadores. A grande maioria mulheres, mães, muitas vezes solteiras. E a JMS, além de esconder as tabelas salariais, não permite a progressão dos trabalhadores que faltaram nos últimos anos, mesmo que justificadamente", disse.
Segundo Danilo Moreira, as trabalhadoras que foram mães "não vêem o salário aumentado, devido a terem beneficiado de licença de maternidade". "Isto numa empresa que diz incentivar a maternidade", acrescentou.
O presidente do sindicato contou também que os trabalhadores estão também "a ser lesados em centenas de euros" devido à transferência de local de trabalho.
A agência Lusa tentou obter comentários junto do gabinete de comunicação da empresa José Mello de Saúde.
Deslocação de trabalhadores
"Há alguns meses, no 'call center' da Mello Saúde, foram deslocadas pessoas, que estavam em Oeiras, para Moscavide. São trabalhadores que estão na empresa há uns anos com direito a apoio à deslocação. Pela lei, a empresa deve compensar monetariamente o acréscimo na deslocação dos trabalhadores e isso não está a ser feito", disse.
Por causa desta situação, salientou o responsável, "os trabalhadores estão a ter dificuldades em suportar os custos da deslocação, tendo alguns ponderado o despedimento por não conseguirem fazer face à situação".
Danilo Moreira adiantou que o sindicato conseguiu reunir-se com a direcção da empresa a 1 de Abril, tendo-lhes sido feitas "promessas de que tudo iria melhorar, o que não aconteceu".
"Por isso, foram enviadas cartas na quarta-feira a denunciar a situação ao ministro do Trabalho e à Autoridade para as Condições do Trabalho", disse.
O sindicato pretende, disse Danilo Moreira, "transparência na informação junto dos trabalhadores" e que seja "aplicada a lei".
"Vamos aguardar por uma resposta da ACT e do Ministério", diz. Se a situação "não for resolvida", o sindicato pondera recorrer à justiça europeia.

«NOTEM BEM:
Quantos exemplos bem mais acres e prejudiciais, aos Enfermeiros encontramos nos Cuidados Primários, nos Centros de Saúde, que se aglutinaram para criarem quintarolas para os camaradas caminheiros, no modelo ACES...
Por isso convém ter sempre presentes duas coisas:
1. É o Estado que forma e fornece os administradores aos Mellos, aos Santos, Anjos a Arcanjos da "corte da saúde";
2. Os vícios que criam no Estado e suas escolas perversas, vão exercitá-los naqueles paraísos sanitários, sejam do Alfredo da Silva, que enriqueceu com o virar da canoa, na Guiné, e fundou o império da CUF; sejam de outra família, (Santos), aliada do Mendes Ribeiro cognominado o 10% e os seus consultórios de consultas instantâneas, montados nos vãos de escada, ou espaços de acesso aos WC, dos centros comerciais.
3. Quantas vezes este famigerado perito, já fez parte das reformas atípicas dos serviços de saúde públicos?
Foram tantas quantas as que denunciei.
Se não sabem nós fornecemos os relatórios, que custam bom dinheiro ao erário público, mas de benefício privado (em cada esquina uma amigo...) ». (José Azevedo)