quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

AS DUAS FACES DE RICARDO E HEPATITE C




 E andam por aí uns caluniadores a dizer que não há médicos para tratar doentes...
Pudera, se há alternativas mais rentáveis e menos arriscadas.
Este é dos que aprendem bem e depressa. Pela idade mostra que sabe apostar nos números certos.
E se não tropeçar num azar qualquer, vai longe!
Então as interligações formam uma teia tão perfeitinha, que nem uma aranha das mais artistas conseguiria fazer.
Aguçou tanto a minha curiosidade com o triângulo Ferreira CHSJ e Paulo MS e RBL o Deputado e Médico especialista em cócó de micróbios.
A sedução mental está na maneira de tentar descobrir por que se desarticulou o triângulo.
Aquela jura que A.Ferreira de mandar para o inferno a dita "gilead", por lhe levar um milhão de euros  por cada doente com a venda de um catalisador - o sofosbuvir - da outra medicação, que o dito catalisador não dispensa. Dizem...
Estive a consultar o catálogo da classificação das "forças do mal" de Matthias Rath, e ainda não consegui encaixar esta nova versão de catalisador para uma forma nova de hepatite, a C, não se sabendo qual foi inventada primeiramente.

Não tenho a fórmula usada por outros hospitais, pois não parece que só o de São João é que embirrou com os preços.
Ora se o Ministro da Saúde considera a tal "gilead" como uma das forças do mal, porque a classifica de hostil, e se condiciona a eficácia do tratamento ao pagamento de tão avultada soma, não será um espécie de experimentalismo pago a peso de ouro?
Quem terá dado esta sugestão ao Ministro da Saúde?
Se o outro com o plasma da dinâmica e da octa arranjou as confusões tamanhas que o levaram a passar umas férias pagas  à estalagem de Évora...


MAS HÁ OUTRAS OPINIÕES QUE DESMASCARAM AS OUTRAS BOAS INTENÇÕES QUE ENCHEM OS BOLSOS E O INFERNO E QUEM PREFERE A BOLSA PERDE O DIREITO À VIDA NO PARAÍSO: "A BOLSA OU A VIDA"

Vejamos o Dinamarquês;



Há aqui diferenças substanciais que terão de ser comparadas e espremidas para ver, de onde sai o sumo da verdade.
Para já, este discurso de Peter C. Gotzsche refere tentativa de extorsão
Portanto; é legítimo supor que, do lá de cá, quem pretender meter estas moléculas patenteadas, mas de eficácia não garantida (daí o pagamento "a posteriori"), pode considerar-se: um extorsor, um extortor, um extorsionário; é só escolher.
Aqui está mais uma via que desvia os vencimentos legítimos e merecidos dos Enfermeiros.
É que vencimentos vêm do alto para a conta de cada um; não permitem desvios nem despesas pagas de forma disfarçada como só as "forças do mal" sabem fazer, de forma quase personalizada.
Para mim esta coisa dialéctica é uma espécie de amargo-doce, que tenho de engolir;
por um lado, ter de dar razão ao A. Ferreira e ao MS; por outro ter mais um Matthias Rath a clarificar as formas de actuação das "forças do Mal".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

CARNE PARA CANHÃO (E.ZOLA)

No que concerne ao pedido apresentado por V. Exa. de dispensa de trabalho nocturno, com o fundamento de que se encontra «(...) grávida de 19 semanas (...), serve o presente para notificar V. Exa. que o mesmo foi indeferido, por despacho da Vogal do Conselho de Administração, datado de 16/01/2015, nos seguintes termos:

«Por a declaração médica não evidenciar que a dispensa pretendida é necessária para a saúde da própria ou do nascituro, nos termos da alínea b) do artigo 60º do C.T., indefere-se o pedido considerando o deficit de HCN de enfermagem disponíveis e a tutela do direito do acesso a cuidados de saúde no âmbito do SNS.»


Aqui está um exemplo concreto a desafiar a nossa capacidade para impor respeito pelas Enfermeiras no seu direito a serem mães como qualquer mulher!

O Sindicato dos Enfermeiros  - SE foi implacável na luta pelos direitos da Enfermeira Mãe, ainda no regime de Salazar (1960). A nós e à Associação da Profilaxia Social a diligência para a lei permitir às Enfermeiras serem funcionárias de Hospitais públicos e poderem  casar legalmente. Até então podiam ser mães, mas não podiam casar. 
As consequências desta ignomínia:

1 - Se querem ter filhos têm de cuidar deles sem prejudicar o serviço;
2 - Se querem casar não podem trabalhar em hospitais públicos.

Esta decisão dos nossos dias é tão barbara como o foi a lei de Salazar.

O medicocentrismo unicitário faz com que os Enfermeiros sejam os grandes sacrificados retirando-lhes os mais elementares direitos, como é o caso.

Tenho muita pena que os métodos que estão a usar certos directores Enfermeiros, de nome e com participação em Associações de Classe, como Ordem e ou Sindicatos exibam com certa exuberância um grau tão elevado de crueldade.
O Correia de Campos acabou com o método de eleição dos Enfermeiros Directores;
deixou-os pendentes das escolhas do presidente de Conselho de Administração, em muitos casos Médico, com o estúpido argumento de que ser bom Médico ou desiludido da medicina é igual a ser bom Administrador: a estupidez da decisão está à vista. Obviamente escolhem não os mais capazes mas os mais maneirinhos como é fácil constatar; basta olhar para as pessoas e para a sua obra. E as excepções são raras, muito raras e servem, apenas para confirmar a regra.

Mas se a escolha for feita pelos partidos políticos, a coisa ainda é pior, pois ficam dependentes de quem não deviam estar.

Com amizade,
José Azevedo

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

SAÍDAS DE SENDEIRO DA ORDEM DOE MÉDICOS

Ao da SRNOM meteram-lhe o disco das triagens na pinha e só sabe dizer, adaptem as triagens não sabe muito bem a quê e a quem, esquecendo-se que tem de ser mais explícito e falar uma linguagem que se entenda.
Assim deixa a dúvida se o defeito está nas triagens ou na maçaricada que está a jusante do discurso que discorre, aparando as deixas que não é capaz de reter, deixando-as fugir, até da própria vida.
O maioral ainda não entendeu que a Ordem dos Enfermeiros tem um estatuto igual à Ordem dos Médicos e outras, uniformizadas todas, há bem pouco tempo. Logo:
Nem os Enfermeiros têm que dar ordens de execução aos Médicos;
Nem os Médicos têm de dar ordens de execução aos Enfermeiros.
Quando muito, uns e outros podem sugerir: se fosse por aí ia matar o doente;
Se conseguir uma técnica que ponha mais confortável o doente nem preciso de prescrever analgésicos.

Claro está que há um défice de maldade e prosápia nos Enfermeiros. Mas isso não quer dizer que os Médicos, que ainda não se aperceberam que, só fazem bom trabalho, com Enfermeiros tecnicamente competentes, se sintam com obrigação de controlar os Enfermeiros, nas áreas comuns, como são a prescrição e pouco mais.
Com este pequeno introito reparem na imagem que pretendem dar do Enfermeiro a requisitar alguns exames subsidiários que o algoritmo recomenda, para aprofundar determinados sintomas.


Ainda é só para experimentar;
 Ainda é por pouco tempo;
Ainda não é para valer;
Ainda tem por perto os controleiros.
Diz por outras palavras, a peça do JN de 3/02/15, que até já tem NOC e tudo, quer dizer a marca de origem - Norma de Orientação Clínica, ou seja de Enfermeiro.
Como devem lembrar-se, quem inventou o processo clínico foi a nossa genial colega, Florence Nightingale, o tal rouxinol que iluminava com a sua candeia, as noites escuras e frias dos doentes e sinistrados da guerra da Crimeia.
Clínico, nesse tempo, queria dizer, ACAMADO. Ela inventou uma maneira de forçar os Médicos a escreverem numa papeleta que se dependurava aos pés da cama,  porque ainda não se usavam os computadores.
Os Médicos, que não primam pela inteligência, adotaram o acamado ou clínico, na versão mais próxima do grego (kline), para nome profissional.
Por exemplo; se puserem um Médico junto duma cama e disserem está ali um clínico, poucos serão os que olham para o leito. A tendência é olhar para o Médico.
Mas como estamos a ir à essência da coisa para fazermos luz sobre ela, para se medir o tamanho desta "disparateação", partimos da versão grega (até porque a Grécia volta a estar na moda) de cama ou leito para legitimar a tal NOC e lá temos o Enfermeiro orientado para o leito que é o que está mais próximo dele, porque é aí que repousa o doente. É pois o Enfermeiro que está mais próximo do leito;
Médico não tem capacidade para pensar nestas coisas, porque se sente o senhor de tudo e de todos.
E de tão entretido que andava a olhar para o feitio do próprio umbigo, desenhado por uma parteira qualquer, nem se apercebeu, que ao seu lado, crescia uma planta maravilhosa, a Enfermagem, com ser e saber próprios e despida de certas doses de xamanismo, o que a afasta da dita bruxaria, não obstante muitas parteiras e curandeiras terem sido queimadas vivas e no pelourinho, para exemplo e para impor a medicina como uma ciência, que não é, pelo menos à luz do conhecimento científico: universal e necessário.

Que o Sr. José Manuel, que ontem, no Prós & Contras, foi destapando as misérias dos Colegas dele, que se abrigam nas urgências, mal feitas, por eles, por não saberem, por não serem, por só parecerem o que não são, etc e tal...

Há dias fui com um doente a uma consulta, por ser um velho amigo e não ser muito crente em mediquices. Para experimentar a sabedoria do Médico separei os relatórios das radiografias e dos eletrocardiogramas.
Foi tal a atrapalhação que marcou a consulta para o dia seguinte, porque queria ver o parecer do radiologista e do cardiologista.
A  pergunta não tão estúpida como parece: qual a capacidade deste Médico para rejeitar as análises e radiografias e eletrocardiogramas requisitados (não feitos) pelo enfermeiro?
Se as radiografias e análises não trouxerem a cábula, qual o perigo de o Médico ficar a olhar para elas como um boi para um palácio?
Eu falo assim porque sei o que são necessidades.
Deixai, vós outros de ser ridículos: finjam que sabem e levam as coisas sérias a sério.
Com esta perspectiva é mais fácil apreciar o ridículo da prevenção cautelar duma ação inócua.
Bem mais perigoso para o doente é administração da terapêutica, que o Médico receita...
Não obstante, o Enfermeiro que se respeita e ao doente filtra os erros do Médico.
Querem debater isto connosco em terreno neutro?
O convite está feito!

Com amizade e solidariedade pelos que sofrem de incapacidade de reter o avanço da história,
José Azevedo

PRÓS & CONTRAS - URGÊNCIAS HOSPITALARES.



A Ordem dosa Enfermeiros emitiu um comunicado a esclarecer a sua recusa na participação, por se sentir discriminada: critérios.

O Enfermeiros que participaram Graça, Emanuel, José Luís estiveram bem dentro do que lhes era possível.


Manuel Pizarro esteve muito fareleiro, para fazer esquecer, que foi um dos principais responsáveis pela destruição dos alicerces do SNS ao destruir a hierarquia própria dos Enfermeiros, o cimento hierárquico, que mantinha a funcionar bem os serviços de saúde.
O Bastonário dos Médicos não trouxe nenhuma solução nem inovação no discurso.
Os Prós: Secretário Adjunto da Saúde e eis Bastonário dos Médicos e mostraram mais objectividade nos respectivos discursos do que os Contras, a fazerem um esforço inglório para tentarem por-se de fora como se não tivessem bastantes mais culpas, no que acontece do que os Prós.

Basta ver a fúria com que José Manuel se atira ao exercício das competências dos Enfermeiros;
Basta ver como Manuel Pizarro "comeu" os Enfermeiros...

Mas as soluções não passam pelos médicos nem pelos que acreditam que a medicina é uma ciência abençoada por Deus.
1 - Proletarização dos Médicos, uma impossibilidade;
2 - Centrar os problemas da assistência nos Médicos, a medicomania, ou medicocentrismo;
3 - A promiscuidade do público/privado;
4 - A manutenção nos serviços de doentes convalescentes estacionários que deixam espaço livre aos Médicos, para se baldarem para outras paragens.
Ora estes defeitos do SNS não são de hoje; são defeitos de fabrico que engrossaram com a entrega da chave ao ladrão.
Vamos desenvolver um pouco mais, estes temas, para se entenderem mais bem os intervenientes no Prós & Contras...

O Ministro e Secretários da Saúde ainda não perceberam que Médico não quer deixar de ter o exercício liberal da profissão através do qual venda por bom preço a experiência e saber que vai adquirindo às custas do Estado, alguns com muitos milhares gastos na sua formação.

Também não conseguem perceber que aquela coisa de os estrategas dizerem que a guerra é demasiado importante para ficar entregue aos generais. Os políticos têm de a controlar, porque representam o Povo. Pois é; isto é ainda mais válido no SNS ao estar entregue aos Médicos que confundem dinheiro com prestação de serviço. O medicocentrismo foi posto em prática por políticos casados com mulheres carentes a quem os médicos, como à rainha de de Inglaterra, mandam despir, para lhes encontrarem as causas do hipocondrismo.

As urgências, como enfim, reconheceu o seu Bastonário estão entregues a incompetentes, e o resultado é não terem capacidade para disfarçar, quando há maior afluxo de clientes, como fazem em situações normais.

Entregar aos médicos as unidades onde se prestam quase exclusivamente cuidados de enfermeiro como é o caso da continuidade de cuidados, é empatar a presença de altas retardadas, porque o sistema permite e retêm os convalescentes a ocupar camas e a marcar o ritmo, para não terem de trabalhar muito, permitindo as escapadelas para a privada.
Como quem controla estas coisas são os mesmos que as praticam aí temos o juiz em causa própria.
Por isso despersonalizar os Enfermeiros, em posições de comando, para não levantarem dificuldades à tendência normal e dos interesses da Classe, os resultados são o que são.
Mas como diz o outro: «sossega, jacaré, porque a lagoa vai secar.»

Com amizade,
José Azevedo

MINISTÉRIO DA SAÚDE ANUNCIA CONTRATAÇÃO DE 2000 ENFERMEIROS

MINISTÉRIO DA SAÚDE ANUNCIA CONTRATAÇÃO DE 2.000 ENFERMEIROS PARA 2015

O Ministério da Saúde anunciou hoje a contratação de 2.000 enfermeiros para 2015, lembrando que estão a decorrer vários concursos de recrutamento de 1.925 médicos especialistas na área hospitalar, segundo a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).
Segundo nota deste organismo, está em fase de abertura um concurso para o recrutamento de mil enfermeiros para os serviços e estabelecimentos de saúde do Setor Público Administrativo, que abrange centros de saúde e hospitais.
Ainda para este ano serão contratados pelo menos mais mil enfermeiros para os hospitais Entidades Públicas Empresariais (EPE) e Unidades Locais de Saúde (ULS).
De acordo com a ACSS, encontram-se a decorrer vários concursos de recrutamento de médicos especialistas para unidades hospitalares, no total de 1.925 vagas.
“Estima-se que estes três concursos encerrem até ao final do primeiro semestre de 2015, permitindo reforçar os hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) com mais médicos especialistas e promover a sua redistribuição pelos diferentes hospitais e Regiões”, lê-se na nota da ACSS.

ORDEM DOS ENFERMEIROS RECUSA O CONVITE PARA DEBATE INQUINADO

02-02-2015 
Press release - OE declina convite para participar no programa Prós e Contras 
A Ordem dos Enfermeiros vem por este meio informar que tendo sido convidada a participar, através do seu Bastonário, no debate promovido pelo programa Prós e Contras, sobre o estado da Saúde em Portugal, a ter lugar hoje na RTP1, declinou o convite por considerar que não foi observado um tratamento institucional digno. Os enfermeiros representam a maior classe profissional na área da Saúde e, como tal, a sua voz é imprescindível neste debate na mesma preponderância que os principais interlocutores convidados e não apenas como mero comentador.

Consideramos que o debate se encontra enviesado à partida e, nesse sentido, jamais poderá contribuir para uma correta análise dos problemas que assolam o sistema de saúde e a discussão das suas possíveis soluções. É um debate que se centra em intervenientes oriundos exclusivamente de uma profissão ligada ao universo da Saúde, independentemente dos cargos que ocupam ou instituições que representam e, como tal, poderá apenas proporcionar uma visão parcelar do mesmo.

A Ordem dos Enfermeiros estará sempre disponível para participar em qualquer debate que os meios de comunicação social desejem promover, desde que seja respeitada a representatividade da profissão de Enfermagem na Saúde e na sociedade. O serviço público deve pautar a sua atitude pela isenção e pluralismo no debate das matérias estruturais ao País.


segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ESCLARECIMENTO SOBRE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO PARA ENFERMEIROS EM CTFP





Como se pode ler na CI nº 18 de 2014 da ACSS, só em 2017 é que se avaliarão os Enfermeiros segundo a nova  legislação se entretanto não for corrigida pois está estupidamente mal feita e inadaptada à Enfermagem que, por nosso intermédio, introduziu a avaliação de desempenho, em Portugal, no ano de 1991, pelo DL 437/91.

Sempre oferecemos o nosso saber e experiência, na matéria, mas a vaidade e orgulho dos estúpidos de que estamos rodeados por todos os lados, sem falsas modéstias, não precisam de ajudas e o resultado está à vista, pois nem sequer percebem que a Enfermagem é mesmo especial.

Com amizade e paciência infindável,
José Azevedo