sábado, 28 de novembro de 2015

REUNIÃO COM DELEGADOS DO GRANDE PORTO, GAIA E MATOSINHOS




Com o avolumar dos problemas que nos afligem temos de criara as melhores condições para os enfrentarmos com sucesso.
A primeira regra vai ser abater mitos e tabús com que os Enfermeiros se debatem que os desorientam pois pelas informções que nos trazem ainda há quem duvide:
- Quem os defende;
- Quem finge que os defende;
- Quem os ataca, fingindo defendê-los;
- Quem são os anjos e os demónios;
- Quem são os novos e os velhos.

Resolvida esta primeira grande questão que resulta de um défice dem formação e informação ou informação inquinada e tendenciosa, para desviar os Enfermeiros novos e velhos dos reais problemas, temos de passar à outra fase de ataque:
- Quem apoia o Sindicato;
- Quem se apoia no Sindicato;
- Que se entretem a formar grupos e grupinhos atomizando a Profissão.

Identificados os problemas, analisado o grau de compreensão de cada um para com a realidade nua e crua e não a que alguns pretendem construída temos de passar à acção:
- Lutar por melhores salários deixando de ser os últimos da fila;
- Impor uma carreira decente e não um simulacro de carreira com o fim de garantir a colocação de alguns comissários políticos, que facilitem a determinado partido político mais um elo de controlo da cadeia social; os Enfermeiros podem paralisar o sector da saúde (eles sabem a quem nos referimos).

Combater as políticas oportunistas que têm sido seguidas para garantir mão-de-obra barata na privatização do SNS via Misericórdias desnacionalizadas e hospitais privados e paceirados, mantendo os Enfermeiros dispersos e ocupados com o duplo emprego onde auferem vencimentos correspondentes ao que devem ganhar num só. (continua)



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

IN VINO VERITAS, VPV



O governo e o novo PS

A escolha obedece a um luminoso critério: são, sem faltar um ou uma, criaturas de Costa.

Depois de um mês de fitas sem propósito, nem sentido, o Presidente da República acabou por encarregar Costa de formar governo: uma solução que toda a gente sabia inevitável e ele também. Mas ficou com dezenas de audiências e um molho de papéis na mão, com que ele provavelmente se pensa justificado. Não percebeu com certeza que daqui a dois meses vai desaparecer de cena para grande alívio dos portugueses, que o vêem como o grande responsável pela catástrofe que nos caiu em cima e que desmanchou o equilíbrio político da República. Mesmo no PSD não o conseguem engolir, apesar do seu longo e munificente mandato de primeiro-ministro, de que, para não variar, saiu tão mal como saiu agora, para grande desconsolo do partido e dos seus mais devotos fiéis.Entra hoje António Costa, com a esquerda radical arregimentada, à custa de manobras contra Seguro e de uma aliança que não prometeu, nem anunciou, desde que foi “eleito” secretário-geral. Anteontem, este novo patrão (para não lhe chamar coisa pior) anunciou o governo: um governo curioso. Excepto por alguns velhos cavalos de batalha em véspera de reforma, não há nele um único político de nome nacional, já para não falar em prestígio próprio. Ou, por outras palavras, ninguém que se possa opor , até em questões menores, ao dono e senhor de uma tropa desconhecida e fraca. O dr. Costa é omnipotente no PS e arredores, se por acaso o país, como de costume, suportar o vexame; e se o PSD e o CDS não arranjarem maneira de se tornar uma oposição forte e ameaçadora.
A escolha dos srs. ministros, das senhoras ministras, dos 42 Secretários de Estado (e das Sras. Secretárias, claro) obedece a um luminoso critério: são, sem faltar um ou uma, criaturas de Costa. Trabalharam com ele na Justiça, na Administração Interna ou na Câmara de Lisboa; ou foram pescados na província ou no estrangeiro e, tirando um par de “seguristas” e quatro ou cinco antigos protegidos de Sócrates, não têm qualquer ligação aos “notáveis”, nem aos corrilhos do partido. É um grupo pequeno, que serviu para a Assembleia da República, que serve neste momento para nos pastorear e servirá pouco a pouco para transformar o partido socialista no partido costista. Ou seja, num partido mais radical, mais disciplinado e com escasso respeito pela liberdade e pelas liberdades.

[Para ser completo faltou-lhe refrir o golpe de Estado do Jorge Sapoio e PS, que dissolveu a Assembleia da República e demitiu o governo que tinha uma maioria absoluta, em nome da boa moeda.
Das as semelhanças dos poderes da AR e respectivos deputados que sustentamos cheios de esperança, devia falar disso em vez dos Governos de Cavaco que lhe garantiram a eleição para PR, não foi? (achega de José Azevedo)]

terça-feira, 24 de novembro de 2015

MAIS ESCLARECIMENTOS SOBRE HORÁRIOS

Como estamos na tolerância zero no que se refere a HORÁRIOS DE TRABALHO DE ENFERMEIROS, VAMOS ESCLARECENDO AS PERGUNTAS QUE NOS FAZEM DE FORMA TÃO SIMPLES QUANTO POSSÍVEL.
fAZER TURNOS COM MAIS DE 8 HORAS É ILEGAL.
tRABALHAR MUITO E GANHAR POUCO NÃO DEVE SER O OBJECTIVO MOR DOS ENFERMEIROS.
DEVEM ORIENTAR-SE PARA TRABALHAR POUCO E GANHAR O QUE MERECE O SEU TRBALHO.

1 - Uma coisa é o trabalho extraordinário, em dias normais. É o art.º 7º do DL 62/79 de 30 de Março e a explicação exaustiva da CN nº8/79 de 25 de Julho.

Art.º 7º do DL 62/79 regula trabalho extraordinário em dias normais <clique aqui>

2 - Outra coisa é o trabalho extraordinário em dias de folga e de feriados. Regulado pelo art.º 13º do DL 62/79 e explicado pela CN nº 8/79

Art.º 13º do DL 62/79 - trabalho extraordinário em dias feriados e de folga <clique aqui>



VIDEO SOBRE ARTSº 7º E 13º <clique aqui>


Com amizade,
José Azevedo

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

ENFERMEIRAS E MÃES

FENÓMENO QUE SE REPETE E A QUE É PRECISO IR PONDO TERMO

Quando se tem uma profissão que é essencialmente feminina como é o caso da Enfermagem, há que prever as consequências da sua natureza.
A proteção da maternidade está prevista e prescrita na lei, não de forma tão incentivadora da maternidade, em geral e da maternidade Enfermeira em particular, como desejamos, mas é nesse condicionalismo, que se impõe levar ao limite, as concessões que a lei dá.
A mentalidade de certos responsáveis ainda está parada no tempo em que às Enfermeiras era proíbido serem casadas e trabalharem em hospitais do Estado.
Na década de sessenta, este Sindicato dos Enfermeiros com a Liga da Profilaxia Social conseguiram acabar com esse estigma. No entanto, nas mentes de algumas chefias, que aprenderam a fazer horários com as Irmãs de Caridade dos Hospitais de Misericórdia, sem se aperceberem que o paradigma mudou, continuam a não dar prioridade aos direitos maternais das Enfermeiras, sem se darem conta de que são mulheres com os mesmos direitos que as outras mulheres, que trabalham.
Em vez de fazerem um estudo do acréscimo que precisam de fazer nas equipas para garantirem os direitos maternais às Mães Enfermeiras, continuam a tratá-las como noviças, cujo Marido é espiritual.
Este Sindicato, quando não tinhamos a unicidade SEPOrdem, conseguiu fazer aprovar lei que definia:

[Artigo 55º 
Regime de horário acrescido 
1 - Consideradas as necessidades dos serviços, poderá, por despacho ministerial, ser autorizada a aplicação deste regime, até um máximo de 30% do número total dos lugares de enfermeiro previstos no quadro da instituição, mediante critérios de selecção a divulgar previamente. 
2 - Em casos excepcionais, pode esta percentagem ser ultrapassada, mediante proposta fundamentada do órgão máximo de gestão e aprovada por despacho ministerial.]
Estes 30% eram de concessão automática, porque foram determinados para manter o nível de cuidados, perante os cerca de 30% de ausências.
Como a estupidez ignorante, mistura sinérgica explosiva entrou na administração dos serviços Enfermeiros, foram suprimindo estas normas legais, que estavam estudadas para suprir carências onde a fartura de enfermeiros no desemprego, não existia.
O primeiro Hospital a dar com dois idiotas ignorantes foi o de São João, o Esteves e a Euridice (até parece uma tragédia grega), que suprimiram os horários acrescidos, 20 dias depois de o Correia de Campos me ter demitido de enfermeiro diretor,  por não ser do PS e até lhes dava jeito culparem-me dessa burrice, como fizeram esquecendo que o 1º idiota, perguntou à 2ª disso mesmo, se havia problemas para o serviço de enfermagem a supressão dos HA e esta esteve de acordo em suprimir os Horários Acrescidos. Até o escreveu, não obstante, pretender criar a ideia de que fui eu que deixei o despacho assinado...

Hoje, até a flexibilidade de horário para assistência aos filhos menores, que é uma responsabilidade dos pais e não dos avós ou tios começa a ser problemática.

As Direções de Enfermagem devem começar a pensar que esse direito tem de ser respeitado, como todos os outros que se relacionem com a assistência aos filhos menores. Claro está que isto aumenta a rotatividade e desisinstala outros que não têm esses problemas.
Além disso quem tem o hrário flexivel porque tem os filhos com idades dentro dos limites de direito a apoio materno, não pode ser apeado desse direito porque outros estão a pedir.
Vão ter mesmo de fazer contas e exigir da administração de que fazem parte o número de enfermeiros que permitam o usofruto das concessões legais.
Não conhecemos na lei qualquer limitação para as mães Enfermeiras.
Entenderam?
Com amizade,
José Azevedo