sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

MAIS ANEURISMA DE DAVID D - FIM DA MORTE POR ANEURISMA EM PORTUGAL



Breves reflexões sobre os factos e a sua análise à luz da minha experiência adquirida ao longo de 10 anos como Enf.º Chefe do Serviço de Urgências do Hospital de São João e como Sindicalista de 1972 até hoje.
David Duarte, (DD) morreu; paz à sua alma.
Qual a lição a tirar do seu sacrifício involuntário?
1 - É revoltante o aproveitamento governamental desta morte, que, providencialmente, desviou as atenções de outras vergonhas, como; a do orçamento rectificativo, a do salário mínimo, a consistência do acordo, à esquerda, para ganhar tempo e votos(?), e não só.

2 - [....A indisponibilidade para turnos extraordinários aos sábados e domingos partiu dos Enfermeiros 'arrastando' o resto da equipa. Em números redondos, a recusa deveu-se a valores como 130€ por 24 horas de prevenção (sem presença física no hospital - (artº 9º do DL 62/79 de 30 de Março) -) por cada dia de fim de semana no caso dos enfermeiros e de 250€ para os médicos. Isto é, perto de metade do que era pago antes dos cortes feitos pela coligação PSD-CDS (era aqui que queriam chegar, para fazer esquecer o que Sócrates, já tinha feito, nas mesmas coisas e sem troika) e que a morte de David Duarte veio devolver às equipas de São José e Santa Maria (do Menino Jesus, do burrinho e da vaquinha - Companhia de Jesus), até aqui igualmente sem neurocirurgia vascular aos sábados e domingos....] (Vera Lúcia Arreigoso, in Expresso, 24Dez2015 - clique no link abaixo). 
Há, aqui, uns certos exageros; bem gostaríamos que os Enfermeiros tivessem consciência do seu poder de influência, na acção, neste, e em todos os casos de assistência sanitária. Neste caso, estão a ser usados, como bode expiatório, obviamente.
Se estavam em regime de prevenção, que é voluntário, a recusa à responsabilidade assumida, pois que a responsabilidade está acima da obediência (e este é que é, e só este, um problema ético, logo do foro das Ordens Profissionais e não o dos €€€) é um crime do MP, antes de mais, a quem o Hospital de São José deve denunciar. Só um pré-aviso de greve dos Enfermeiros e do Sindicato, que os representa, pode impedir o recurso ao crime público, sejam quem forem os responsáveis, pelo arrasto, pode libertar os autores do crime dessa greve não decretada...

3 - Os Enfermeiros com poder de arrasto dos "invertebrados" que os circundam, não são sócios dos Sindicato dos Enfermeiros-SE. Se são associados do SEP/CGTP/in, a culpa desta actuação abusiva, que reprovamos (sol na eira e chuva no nabal) é do actual Primeiro-ministro, que não conseguiu impedir esta duplicidade comportamental dos seus apoiantes parlamentares, pois é do domínio público que o PCP é dirigido, por baixo e por cima da mesa, pela CGTP/in. Já foi o contrário. 
E o Sr. PM, com as pressas, esqueceu-se da possibilidade deste comunismo, à portuguesa, ter um comportamento, na rua, no campo e outro, na secretaria (ver comportamento da CGTP/in, no CCS e salário mínimo e TSU...).

4 - Para o bastonário dos Médicos, as mortes em São José "são uma consequência dos cortes cegos, insensatos e absurdos", acusa José Manuel Silva.
Nelson Coimbra, dirigente da Ordem dos Enfermeiros, defende ainda que "a equipa é altamente diferenciada e tem de ser paga como tal, lamentando "ter sido necessário este caso vir a público para resolver o problema".  (ibidem - Expresso...)

Estes representantes das Ordens dos Médicos e dos Enfermeiros demonstram a mais deplorável ignorância, para os cargos que ocupam.
Em vez de falarem da responsabilidade profissional e ética que impende sobre os faltosos ao "seu dever profissional e responsabilidade civil", justificam-nos com uns quantos €€€, que é campo de acção sindical. Mas a esses sindicatos ninguém os ouve, ontem, como hoje. Isto não desculpa os cortes cegos feitos por cegos; é claro.
Mas, também, não desculpa a responsabilidade profissional de Enfermeiros e Médicos, que misturam deveres éticos, com preços do trabalho. Com os maus hábitos adquiridos, nem se preocupam em respeitar o estatuto, que as enforma, e as proíbe de se meterem, em assuntos de tabelas de honorários. Mais ignorância...

Quanto custa uma vida?
Não é do senso comum, que a vida "não tem preço"? 
Ora, deixar extinguir uma vida, por arrasto dos Enfermeiros sócios do SEP-CGTP/in, (?), devido a uma redução nos pagamentos suplementares da tabela e as Ordens fundamentarem as justificações, que não têm, com a tabela de honorários, nas quais as Ordens Profissionais estão impedidas de se imiscuírem, é o fim da decência e o princípio do caos.
Já nem é preciso lembrar-lhes que esse é o preceituado para a ação sindical, porque não nos entenderiam:
os filhotes da CGTP/in, porque os sindicatos são para os golas azuis e as Ordens  são para os golas brancas

5 - De tão distraídos que têm andado, entregues às suas confusões, estes Ordinários nem se apercebem que estão a enredar-se, com matérias fora do seu alcance, pois o MDP/CDE, que tinha uma secção de "golas brancas", já não existe; agora é tudo azul, como o céu. Por isso, destruíram a carreira de Enfermeiro. É uma tristeza, porque não só se enganam, como enganam os mal-informados.
Ainda se fosse o Sindicato a dizer que; "para tal ganhito tal trabalhito"... ainda se desculparia de certo modo, mas as Ordens, Senhor, por que lhes dais tão mau odor?
Por que fedem assim!...

6 - Como não há duas sem três; {o Sr. Ministro da Saúde - ACF, já ordenou ao CHLC e à IGAS a abertura de inquéritos e, o próprio Ministério Público, vai investigar. 
"É inaceitável o que aconteceu e não pode voltar a acontecer", disse ACF. O Ministro afirma que "a restrição financeira da saúde, em alguns casos, foi longe de mais" sublinhando , no entanto, que, neste caso, não se trata apenas de uma questão financeira". Faltou organização, como a que tem existido em outros hospitais com a técnica"}. (Ibidem - Expresso)

[Por isso, vão para a rua, deixando as vagas, por acaso, estrategicamente, situadas, para os da ministerial confiança, donde resulta o chinfrim jornalista, que custou boa massa ao ministério, (auditem isto...), mas os fins justificam os meios, digo eu, José.].

Os responsáveis mais directos pediram a demissão dos cargos, por discordarem da politização da situação, e não por outra razão e pressentirem a necessidade de a dita politização (leiam farsa), se destinar a encontrar um motivo real ou fictício, no caso presente, que pareça o justificativo das demissões, numa ética, que não é a do actual governo, onde os fins... justificam as atitudes, como aconteceu com a troika: Costa, Catarina, Jerónimo.

MAIS ANEURISMA DE DAVID D <clique aqui>

Post Scriptum - Até tu, prezado Mário Crespo, com tanta experiência, dignidade e idade, engoliste a farsa montada pelo Governo actual, para arranjar lugares, para os seus, em pontos estratégicos, servindo-se e aproveitando toscamente, a desgraça alheia.
Só morre quem está vivo. e quando o mal é de morte, o remédio é chorar o defunto e escrever cartas dolentes, a pedido, ou não, à comunicação social. Não se morre por falta de médico; morre-se, quando o mal é de morte. Se assim não fosse, os Médicos nunca morriam, não é?
Seriam imortais, porque estão, sempre, sempre, na presença de um Médico.
Há muitos, muitos anos, os franceses colocam, num cantinho escuro e muito quietinhos, os traumatizados da base do crânio, porque o abalamento do tronco braquiocefálico, por pequeno que seja, faz parar tudo, que depende do sistema parassimpático (ou antipático, porque não o controlamos).
As causas da morte, que foram emitidas são tão rotas, tão esfarrapadas, que me obrigam a soltar um ligeiro grito de silenciosa revolta a que ninguém liga, como acontece com as mensagens postas, em garrafas, lançadas ao mar.
Uma autópsia bem feita, que vá desde as overdoses à fragilidade vascular, podem falar mais verdade, do que os aproveitadores e aproveitamentos comoventes do sucedido.
Lembro o inditoso Shumaker, que não foi por falta de assistência médica e de enfermeira, que vegeta, sofrendo: é um morto-vivo, ou vice-versa, para quem preferir.

<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<<>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>

A REVOLTA DA DOUTORA ROSINA

A resposta que se impõe por Rosina Andrade: Mulher, Médica, Anestesista, inteligente, sagaz, dona de um humor mordaz e acutilante, companheira de muitas e muitas horas boas e outras não tantas menos boas nos cuidados aos doentes neurocriticos e seus familiares.
"JÁ CHEGA !

Na "ressaca" de uma consoada que pela primeira vez em 6 anos consecutivos pude festejar junto da família, reservo uns momentos para maçar quem quiser ler estes desabafos.
A maior parte dos meus amigos do FB conhece-me bem, porque muitos são mais do que amigos virtuais. Conhecem o meu modo de estar por vezes truculento, o espirito não alinhado e rebelde, a intolerância para o disparate e a displicência, a falta de corporativismo. Costumam resumir tudo na designação "mau feitio" . Os mais contaminados pelos eufemismos em voga dirão que tenho um baixo quociente de inteligência emocional. Não discordo do veredicto , prefiro ter mau feitio a ter mau carácter e o meu QI (não emocional) avaliado, em tempos de juventude, em 138 e 140, parece afastar-me dos níveis de debilidade e embotamento de raciocínio.
Vem tudo isto a propósito.de que sendo médica me sinto diariamente agredida, insultada e difamada pelos profissionais do "eu acho" e do "eles deviam".
Para quem me conheça menos eu apresento-me ;
médica anestesista, 57 anos, 31 de profissão dedicada nos últimos 14 anos sobretudo à Neuro-anestesia, 10 dos quais no H. de S.José.
Para esclarecimento de muitos que transformam os honorários médicos em mistérios de sociedades secretas, a minha remuneração na categoria de assistente hospitalar graduada, com exclusividade na função publica, horário de 42 horas semanais (actualmente 39, pela redução anual de 1 hora após os 55 anos) é de 4107€ (preço hora ~ 22€) dos quais receberei no fim do mês ~ 2400 € (preço hora ~ 9€). A condição contratual de exclusividade obriga-me à prestação de mais 12 horas extra semanais se a instituição hospitalar o exigir ( e exige), resultando em 53 horas semanais, das quais 24 são um período continuo. Posso ser solicitada (e pressionada) a realizar mais horas semanais . Actualmente, face à carência de recursos na área de anestesiologia, perfaço em média 70 horas semanais (39 em actividade de bloco operatório programado, o resto em urgência) e tenho 1 fim de semana por mês sem urgência, (nos meses mais compridos posso chegar à loucura de ter 2 ). Por lei poderia não realizar trabalho nocturno a partir dos 50 anos e ter isenção total de trabalho de urgência a partir dos 55. Se eu e os meus colegas do H de Faro cumprirmos a lei do trabalho à risca, a urgência cirúrgica será encerrada porque restam 3 elementos para garantir o apoio anestésico 24/24h 7 dias por semana. Em resumo com o ordenado base e as horas acrescidas, recordo - 70 horas semanais- a minha remuneração fica em - 3800€. Acima da média dos ordenados em Portugal ? Sem dúvida ! Mas 70 horas representam a soma do horário de dois médicos sem exclusividade que é de 35 h.
Portanto meus senhores os malandros dos médicos trabalham ao fim de semana, mesmo quando a lei os isenta - e também trabalham nos feriados.
Perguntam alguns porque têm os médicos que ganhar mais do os maquinistas do metro, do que os policias, do que os licenciados em geral ;
Faço um pequeno desvio para falar das forças da ordem . Os que têm como dever zelar pela nossa segurança são talvez a única categoria profissional mais odiada do que os médicos. Desprestigiados, mal remunerados, sujeitos a julgamentos e em alguns casos penas de prisão quando cumprem a missão que lhes é profissionalmente exigida. Ridículo e afrontoso que um policia tenha que pagar o próprio equipamento, surreal que se responsabilize por danos em viaturas usadas em serviço. Não há salário demasiado alto para quem arrisca a vida para que a nossa esteja segura. Existem abusos, sabemos que sim, protestamos contra a caça à multa e algumas arbitrariedades de que somos vitimas. Mas imagino como será difícil ver uma e outra vez sair pela porta da frente o marginal que horas antes detiveram, não raramente arriscando a vida, e que um juiz, de interpretação mais liberal da lei, põe e liberdade.
Vivemos numa sociedade acéfala de faz de conta, de inversão de valores, do politicamente correcto, do fundamentalismo da tolerância, dos chavões momentâneos gritados em ondas emocionais bem orquestradas, em proveito próprio, pelos bonecreiros da política.
Somos formatados para pensar o que os media querem que pensemos, sem contraditório, sem interrogação, adormecidos e embalados em conceitos pre fabricados
De uma era em que as saídas profissionais se estruturavam na adolescência, em que ser "bom aluno" nos permitia antecipar um vasto leque de escolhas, passamos para a era do "todos licenciados mas poucos com emprego" A iniciativa privada rejubilou com a possibilidade de fazer crescer universidades como cogumelos que vomitam todos os anos ufanos jovens diplomados em áreas de denominação exótica e cuja utilidade social carece de ser provada. Orgulhosos progenitores, que gastaram "uma nota preta" em mensalidades, exibem orgulhosos os filhos doutores a quem está reservado o desemprego, a emigração , o prolongar da agonia (deles e dos pais) em mestrados tão úteis quanto as licenciaturas ou, injustiça das injustiças, aceitar um trabalho abaixo do que é devido a um "licenciado".
A questão agrava-se com as licenciaturas modelo expresso, em que plantar uma árvore no dia da dita ou assistir a 3 comícios, pode dar direito a equivalência numa cadeira e com o padrinho certo, chegar até ministro ou primeiro ministro. Nivela-se por baixo no esforço, mas pretende-se nivelar por alto nos direitos.
Em Medicina não se obtêm créditos por colar pensos rápidos ou assistir a todas as temporadas do Dr. House. Prescinde-se de muitas saídas com os amigos, de muitas horas de divertimento.
Num mundo governado pelos licenciados fast banaliza-se o trabalho acrescido que implica atingir os patamares cimeiros da elite universitária. Sim ELITE, sem falsas modéstias, sem sentimentos de culpa.
Sim, sabemos o que nos espera, as horas de estudo intenso que se prolongam após a licenciatura. Sim, adoptamos o juramento de Hipocrates, de que muitos falam e poucos fora da área médica conhecem. Mas saberá quem nos diaboliza, como é morrer por dentro cada vez que temos que anunciar um desfecho trágico, saberá quem nos acusa de sermos frios e distantes, como exorcizamos os nossos demónios e os nossos medos, porque ninguém como nós entende a fragilidade da vida e o pouco que é necessário para que tudo se desmorone ? Entenderá quem tanto nos critica, como é recomeçar uma e outra vez esta luta desigual contra o fatalismo "do destino", da "sua hora" ou da "vontade de Deus" ?
Na ordem social das coisas considerava-se adequado remunerar de acordo com o contributo para o bem comum e a importância desse papel na sociedade. Hoje somos todos licenciados, mas um engraxador licenciado continuará a engraxar sapatos (e muita ciência é necessária na arte de engraxar), e um médico continuará a tratar doentes. Terão a mesma relevância social ? Terá a função de maquinista do metro, para usar uma comparação que li na imprensa, equiparação à actividade clinica ? Existe um facto muito simples que permite dar a resposta; qualquer médico em 6 meses, vá lá, um ano de treino, será um apto engraxador ou condutor de metro, o inverso é verdade?
O endeusamento de que alguns falam vem da relação amor/ódio que a sociedade sempre estabeleceu com a classe médica. Como disse no inicio sou pouco corporativa e tenho plena consciência de que na minha, como em todas as profissões, existe muita erva daninha. Cometo erros como todos. Só não os comete quem não se aproxima dos doentes. Entre erro e negligência há um diferença abissal ; cometemos um erro, quando escolhemos uma estratégia terapêutica que julgávamos a mais adequada e a evolução revelou que não era, cometemos um erro quando equacionamos mal um diagnostico ou o timing de uma intervenção. Somos negligentes quando nos estamos nas tintas para reflectir sobre uma solução diagnostica ou terapêutica e optamos pelo que nos dá menos trabalho ou melhor nos remunera. O erro não deverá ser repetido se as mesmas circunstâncias ocorrerem. Chama-se experiência e não envolve só os mais novos. A negligência deve ser severamente punida. Convém não confundir estes dois conceitos.
Neste tu cá tu lá da democracia porreiraça, temos um franja da população formada em Medicina na Anatomia de Grey, nos diagnósticos surreais do Dr. House e na pesquisa Googleniana frequente. Surgem assim os opinadores que restruturam uma e outra vez o SNS e que a darem-lhes poder acrescentariam ás leis que nos regem, uma alínea especial para a pena de morte a aplicar aos médicos.
Estranhamente não raro são elevados aos píncaros da fama, ao Olimpo dos deuses da medicina, clínicos a quem os pares não confiariam um panarício. São normalmente médicos de sorriso fácil, palmadinha nas costas, que gostam de introduzir uma nota de ansiedade acrescida antecipando diagnósticos catastróficos que "felizmente não se confirmam porque chegámos a tempo", que incutem no doente o sentimento de auto congratulação pela decisão tomada, pelo dinheiro investido, pelo acerto da escolha. São os médicos do "principio de enfarte" , do "principio de AVC"', do "principio de pneumonia", entidades patológicas desconhecias dos tratados universais de medicina mas que se perpetuam de boca em boca disseminando a fama e a simpatia do senhor doutor. São os médicos das longas prescrições e muito mais longas requisições de exames.
É diferente no SNS puro e duro, onde o sorriso se apaga ao fim de meia-hora de luta com o sistema informático que pretende modernizar hospitais com servidores que mal aguentam a instalação do Tetris. Surgem os médicos carrancudos de farda amarrotada, 2 números acima ou abaixo do normal, porque "é o que há", olharentos por privação de sono, resignados ás avarias e falta de equipamento numa gincana quotidiana para ultrapassar o "não há", não compraram" ou "já não vem mais". Que chatice ser neste antro para indigentes que são despejados os que optam pela saúde VIP dos hospitais privados, quando o plafond se esgota, as economias desapareceram e a casa já está à venda. O sorriso fácil esmorece e a palmadinha nas costas vira empurrãozinho firme. O enfarte já ultrapassou o principio e aproxima-se do fim.
Negam-nos até o podermos tratar doentes, agora tratamos "utentes" e até "clientes", nesta lógica de gestor que o hospital e o hipermercado se gerem do mesmo modo. Os resultados estão à vista.
Integrei como anestesista a equipa de neurocirurgia vascular de S.José, que só abandonei por ter mudado de hospital. Quem me conhece sabe que se necessário trabalharia de borla para salvar uma vida. Fi-lo muitas vezes noutros contextos. Tenho a certeza que todos os elementos que integravam a equipa o fariam também. O que o publico e os potenciais doentes têm que entender é que o que ficou destruído com os cortes cegos e surdos, foi a estrutura complexa que envolve o diagnostico e a terapêutica destes doentes e que não pode ser exigido a profissionais de saúde que literalmente paguem para trabalhar como acontecia com a equipa de enfermagem. Nenhuma disponibilidade e boa vontade isoladas, poderia remendar o assunto. A fatalidade que vitimou o jovem David era uma fatalidade anunciada. Em revolta, alguns de nós desejaram que tivesse atingido quem permaneceu cego e surdo aos avisos e às propostas, o Sr ministro ou o sociopata que o assessorava. Teria surgido mis cedo a solução.
Não, não somos bem pagos, pelo menos no SNS. e sim, somos uma profissão de elite. Com muito orgulho.
Um bom ano de 2016."
(NB: grande Mulher e Grande Profissional.
Em meu modesto entender aqui está uma pessoa de quem passo a dizer bem.
Faz parte daquele reduzido número de pessoas que não tendo nascido para endireitar o mundo, quando ele passa torto por perto, dão-lhe o seu pontapé.
Infelizmente não é muito numeroso, mas dá para apimentar, condimentando a comida reles que nos servem, às vezes, não poucas.

Vale a pena estar abrangido pelos seus votos de Bom Ano 2016. (José Azevedo)

Com amizade e votos de Feliz Natal,
José Azevedo

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

O ANEURISMA PROVIDENCIAL MAS JÁ METE NOJO, NÃO METE...!




ANEURISMA PROVIDENCIAL [ I ]

ANEURISMA PROVIDENCIAL [II]


NB:

Independentemente da morte do infeliz DD, que morreu de aneurisma, rebentado, que se lamenta, devemos ver com serenidade suficiente o outro lado do fenómeno, que está a ser politizado ao extremo, sem qualquer respeito pela vida e pelos doentes:

1 - Ninguém pode garantir as consequências do rebentamento de um aneurisma, por muito doutor e experiente que seja. A minha dúvida segura é se para o defunto não foi mais bem morrer e descansar em paz do que viver, vegetando, e sujeito às mais diversas tentativas de recuperação improvável, senão de todo impossível.

2 - Os pormenores que meteram na cabeça ignara da familiar do DD, para repetir, com a televisão oportuna a captá-los, eram de mau presságio, pela intencionalidade televisiva e  um forte odor a aproveitamento circunstancial.

3 - Depois não faltou o lembrete de que a causa destas mortes imprevistas, é de várias equipas de ilustres neurocirgiões, não irem dormir aos hospitais nos fins de semana, para garantirem que os mortos de AVC, se eles lá estivessem não morriam, mesmo a dormir, não morriam. Só morreriam se o mal fosse mesmo de morte.

4 - Tenho algumas dificuldades em seleccionar quem é mais criminoso:
4.1 - Se o aneurisma que mata;
4.2 - Se quem se aproveita da dor de quem perde entes queridos, para impingir certezas que não tem, de garantir a imortalidade humana, com soldas e enxertos.

5 - Ao Sr. Dr. Adalberto saiu-lhe a sorte grande com esta providencial demissão colectiva, que lhe deixa aberto o caminho para os seus prosélitos, na sua arte de "bem administrar".

6 - Conclusão: todos lucraram com este providencial aneurisma, que vai garantir a imortalidade neurocirurgica, com a presença física dos artistas da coisa;
A família livrou-se do peso morto  de um ser vegetativo;
O ministro da saúde conseguiu libertar o caminho de três administradores de três unidades importantes, no SNS, para colocar os "seus", que não são poucos e que vão; desde o 10% (agora 30% na família Santos) até ao c. u. do Judas.
A minha mente recebeu um bom treino e melhor exemplo, com este aneurisma providencial, para se tornar, definitivamente perversa incorrigível, na interpretação destes fenómenos, que da desgraça passam para a política a demonstrar os usos indevidos da coisa.
Daí que, não sei o que é mais ignóbil:
Se por um neurocirurgião, em cada esquina, ou seja; desde os SAP, SASU e coisa parecidas;
Se prometer às pessoas, que vai ser decretado o fim dos AVC e a cura infalível, quando eles acontecerem; (Não cito aqui o nome de Médicos ilustres, por respeito pela sua memória e mérito, que morreram de AVC e que não puderam beneficiar destas manobras políticas, na saúde, que, em vez de integrarem, naturalmente, a morte na vida, prometem a imortalidade, desde que haja artistas infalíveis, por perto, francamente: haja maneiras... );

Se garantir-lhes a imortalidade, desde que esteja médico por perto;
Se informar, correctamente, a gravidade das situações e a impossibilidade de remediá-las;
Quem encomendou o folclore televisivo e jornalístico desta situação natural e normal, para dela se aproveitar, para fins mais que evidentes, não é honesto, nem dignifica o SNS, através dos autores e aproveitadores do azar do DD.
E já agora; não me recordo ter lido o pré-aviso de greve aos fins de semana mal pagos, destas equipas que os estavam a recusar, por serem parcas e parvas as recompensas financeiras, por esse trabalho. E são.
Mas qual vai ser o castigo pela desobediência ilegal, ou greve ilegal, digamos...?
Ou não estão sujeitos ao dever de obediência, como todos os outros?
O(s) aproveitador(es) não sabe(m) que as horas extraordinárias, que resultam do acréscimo imprevisto de serviço, são obrigatórias e quem se recusar a trabalhar nelas, para suprir o dito acréscimo, deve ser punido?

Ou será que, na perspectiva "Orwellica" da situação, há animais, que para atingirem os seus interesses, estão dispensados de certos condicionalismos legais, por serem "mais iguais", que os outros?

Sr. Ministro bem saúde, ponha lá os neuras, ao fim de semana, mas, para este bem comum da saúde ter melhor tratamento, mande, por terra, à Holanda e à Austrália, pois são países, que estão no topo do "ranking" , um mensageiro, de preferência saído dos interessados, para se informar como tratam, lá, situações similares;
encha-lhes os bolsos de dinheiro;
Mas não permita que a publicidade, descaradamente, politizada, bem pior do que a dos ossos "calcitrimmados" da Simone, continue a escandalizar-nos, insultando, a nossa racionalidade e conhecimento. O Infarmed da cirurgia neura, também devia declarar esta publicidade enganosa, como está a declarar a do "calcitrim", penso eu...
Não abuse mais dessa via, porque quando a esmola é grande... e os efeitos podem ser consciencializados, logo contrários. E, oxalá que sim!
Ora o que para alguns não passou de um acidente, e uma das muitos possibilidades de morrer, está a transformar-se naquilo que é: um aproveitamento político para mostrar "vis, viris"!

Não precisam de me lembrar que há alguns, que vão dizer não entenderem o que estou a transmitir e outros tantos, ou mais, que vão fingir que não entendem, o que entenderam bem de mais...

Haja Deus e menos aproveitamento natalício das vergonhas: fale(m) da vergonha do orçamento extemporâneo, para alternar!

José Azevedo


NOTÍCIAS DE INTERESSE PROFISSIONAL

NOTÍCIAS DE INTERESSE PROFISSIONAL 

NOTICIAS 1 <clique aqui>
NOTÍCIAS 2 <clique aqui>
NOTÍCIAS 3 <clique aqui>
NOTÍCIAS 4 < clique aqui>
NOTÍCIAS 5 <clique aqui>
NOTÍCIAS 6 <clique aqui>

INFARMED E O CÁLCIO DA SIMONE <CLIQUE AQUI>

sábado, 19 de dezembro de 2015

NASCER EM CASA



NASCER EM CASA 1

NASCER EM CASA 2






Diretor-geral da Saúde denuncia "situações dramáticas" de crianças nascidas em casa






É uma pena que um cargo de tanta responsabilidade continue entregue a um aldrabão anticientífico, que bem pode classificar-se de charlatão.
O parto em casa só pode ter complicações, porque o grupo a que pertence este mentiroso, não deixa organizar um serviço de parteiras, como a lei natural e cívica ordenam. e pensam que metem Graça, mas em vez de fazer rir com o seu Graça, fazem chorar.
Claro que com a falta de virilidade, nos homens e de feminilidade, nas mulheres que se vão descaracterizando com a nova exploração laboral, a natalidade já há muito passou a linha vermelha, que deixa as maternidades às moscas e os consultórios privados, onde se negoceiam as cesarianas, verdadeiros atentados à natureza, o parto em casa é um desafio, às perspectivas médicas, nos mais diversificados sentidos, que se possam imaginar. Mas isso é negócio; outro negócio.
Vá à Holanda, Sr. DGS, onde parir em casa é um direito da mulher e veja como o parto, em casa, é o único humano e seguro. Se valesse a pena deitar pérolas a quem não tem dentes para elas, ainda lhe ensinava meia dúzia de contradições, no que afirma, sem qualquer fundamento credível, como a experiência o desmente facilmente... (José Azevedo)}
"que inclui enfermeiros, naturalmente".
Reparem na intencionalidade que estas palavras têm, no conjunto da equipa. 
Que respeito!
Que consideração pelas parteiras "enfermeiros", diz o sujeito...
«Na equipa de saúde o mais importante é o médico», dizia-se e cultivava-se, na mesma DGS, no tempo de Saklerides, Director Geral.
Comparem esta petulância médica a uma equipa de futebol!
Quem será o mais importante, numa equipa de futebol?
Claro está: é o que transporta a bola e a trata com eficácia.

Se os Enfermeiros soubessem usar a sua Ordem para os fins, que a criaram, estas imbecilidades médicas, violadoras da natureza e dos direitos da mulher, por interesses meramente comerciais, com o papão dos acidentes a espreitar, em cada canto da casa, para atemorizar as mais corajosas parturientes, teriam a resposta adequada. Não ficavam paradas, como complemento da passiva, numa actividade, que, sempre, foi exclusiva das Parteiras.
Se estes aldrabões (que é um escalão abaixo do mentiroso relapso), conhecessem o gineceu das famílias mais antigas, sabiam que era a zona, onde o homem só entrava, para nascer e para morrer. 
Ainda não havia médicos, nem a "Vaca Sagrada", na versão actual, mas já havia parteiras, que ajudavam as mulheres a parir filhos normais, sem processos neurológicos, como ameaça, até porque o Egaz Moniz, Nóbel da Medicina, ainda não tinha nascido, para descobrir essas enfermidades.
Por um desvio da função, a OE tem-se preocupado mais, em copiar e imitar os sindicatos, por manifesta falta de imaginação criadora dos seus dirigentes e, depois, estes tipos abusam desta maneira. Tanta humildade do presidente do Colégio das Parteiras, até nos aflige, sobretudo, quando chega àquele ponto que devia dizer: um parto em casa é um parto no domicílio, ponto.
Nem a Directiva Comunitária, que traça o perfil das Parteiras, conseguiram impor, apesar de ser superior às leis da República, não obstante estar, também, transcrita para cá, como estão as competências dos Médicos.
Lá dizia o Indiano (mais um): «sossega jacaré, porque a lagoa vai secar».

Com amizade e muita paciência, faço votos para que não alterem a "Avé, Maria" para "cheia do Graça" e não desfaçam a verdade do Natal,  inventando e fazendo crer que Jesus Cristo nasceu pelo Graça e cesariana, segundo as "leges artis" da Ordem dos Médicos e Sub-Ordem "Sociedade Portuguesa de Obstetrícia & Medicina Materno-Fetal, Ldª.", cujo sábio e infalível presidente da coisa, qual Oráculo de Delfos serôdio, assim dizia:
«Há bebés que vão morrer ou ficar com o seu futuro neurológico danificado por causa desta fantasia». 
Que certeza oracular.
Que dogma "ex-cathedra", tão infalível!
Que maravilha de sabedoria!
Por que Graça é que ele conseguiu descobrir, que o parto em casa era uma fantasia das parteiras, que lutam contra a corrente "graciana" e das mulheres, que se escondem para não as "cesarianarem" , nem as transformarem em bolas dos apalpões de tirocinantes, como aquelas que dão aos cardíacos, contra o stress.
Fantástico: é tudo fantasia...
José Azevedo

Advertisement
Francisco George defende que é preciso combater tendência para os partos não hospitalares
O diretor-geral da Saúde alertou hoje para as "situações dramáticas" em que alguns recém-nascidos
 chegam ao hospital após o nascimento em casa e sem assistência.
Francisco George falava na cerimónia de apresentação do Programa Nacional para a Vigilância da
 Gravidez de Baixo Risco, uma iniciativa da Direção Geral da Saúde (DGS) que aborda temas como
alimentação, atividade física, saúde oral, sexualidade durante a gravidez, tabagismo, álcool e
 substâncias psicoativas.
Após sublinhar os progressos que Portugal registou na área da saúde materno infantil, 
Francisco George alertou para uma tendência que, embora "não muito expressiva", "é preciso 
combater, a nível informativo, logo no início".
Francisco George referia-se aos partos realizados em casa, que em muitos casos resultam 
em "situações dramáticas" para a saúde dos recém-nascidos.
Da mesma opinião é Luís Graça, diretor do serviço de obstetrícia do Hospital de Santa Maria,
 para quem "o parto hospitalar é o mais seguro".
O obstetra citou um estudo publicado nos Estados Unidos, segundo o qual em cada três bebés 
que morrem no parto domiciliário, dois seriam salvos se o parto fosse realizado no hospital.
"Isto significa que podemos reduzir em dois terços a mortalidade perinatal".
O diretor-geral da Saúde também defende o combate de outra tendência que contempla a
 possibilidade de um enfermeiro com esta especialidade para fazer o parto de forma autónoma.
"Não podemos arriscar - principalmente na parte final do parto - que este não seja assistido por 
uma equipa que inclui enfermeiros, naturalmente, mas médicos de várias especialidades".
Francisco George deixou um aviso:
"Não contem com a simpatia do diretor-geral da Saúde para a promoção de partos, não só em casa,
 como também assistidos autonomamente  por enfermeiros.
 Não vamos voltar para trás". O Programa Nacional para a Vigilância da Gravidez de Baixo Risco
 foi hoje apresentado como "uma oportunidade de abordar as questões relativas à gravidez de 
forma abrangente,  desde a preconcepção ao puerpério".
De acordo com a DGS, foi reunido, num único manual, "atualizado e de fácil consulta", um conjunto 
de recomendações e intervenções adequadas na preconcepção, na gravidez e no puerpério".
"Os cuidados centram-se nas necessidades de cada mulher, par, família, que devem ser considerados
 parceiros nas decisões e intervenções necessárias para a vigilância da gravidez", avança a DGS.
O conceito de vigilância pré-natal é alargado, de forma a abranger, quando for caso disso, o pai
 ou outras pessoas significativas, assim como a diversidade sócio-cultural e as pessoas com 
necessidades especiais.
Este programa "dá igualmente ênfase à avaliação do bem-estar emocional da mulher, da criança
 e da família".

NÃO HÁ 2 SEM 3, NEM SÁBADO SEM SOL, NEM DOMINGO SEM MISSA, NEM 2ª SEM PREGUIÇA...


PERFIL DO MINISTRO DA SAÚDE

NB: IMAGINEM QUE NOS SAIU NA RIFA UM DESTES MINISTERIÁVEIS ADALBERTOS!
E SAIU MESMO.
Numa determinada perspectiva vai ser um grande amigo deste Sindicato, pois as patifarias para com os Enfermeiros, que o seu perfil faz antever, como podem constatar, abaixo, fazem com que este Sindicato cresce, em utilidade e sindicalização.
Ele(s) pode mostrar o que é e nós mostrarmos o que valemos.
Vejam, revejam; pensem e repensem. Não se percam em desvios inúteis.
Com amizade,
José Azevedo

<<<<<<<<>>>>>>>

Estava a falar de sanguessugas do SNS e eis que me vem à memória o 10%, que já vai em 30%, porque dinheiro gera dinheiro e 2 milhões do BPN, luvas de uns favorzitos, retirados em tempo útil, mais o disfarce da família Santos, para instalar a saúde, nas barracas das farturas e bifanas e grandes superfícies, enquanto promete relatórios de reformas dos hospitais e não só. Fantochada...
Mas a sua influência, no SNS vem-lhe da fauna que governa a saúde, porque foi escolhido (democraticamente) pelo atual Ministro da Saúde que o elegeu supervisor da fauna dos selecionados ou selecionáveis, para cargos de altos comandos de hospitais e ou ARSs. Não há administrador que leve o selo do Ministro, que não tenha sido carimbado pelo 10%, com aquele carimbo de idoneidade. E esta hein!
Infelizmente, parece brincadeira de garotos, mas não é o que parece: é qualquer coisa de sinistro, que devia merecer uma ligeira reflexão do Governo, a começar pelo PM, a quem não me esqueço de ter lembrado e como, o 10%, que tinha sido escolhido para vice-ministro sombra da saúde.
Como costumo disfarçar, sublinhando as coisas muito graves, com uma pitada de humor fuliginoso e um sorriso do tipo sardónico, estes distraídos governantes não me levam a sério, até ao momento de descobrirem a areia, na vaselina. (José Azevedo)

<<<<<<||||>>>>>>

Estes 2 cromos (Adalberto & José e Cª iLdª) despertaram a nossa curiosidade pelo interesse que manifestaram pelos Enfermeiros como Administradores.
O 1º abandalha a escola de Administradores Hospitalares que Coriolano Ferreira criou, que funciona no INSA, em Telheiras, teleguiada por outra ave de arribação, mais conhecida por Correia de Campos.
O 2º celebrizou-se com êxito no 10% que já vão em 30%, segundo as últimas notícias que se podem divisar nos textos, aqui publicados.

Pergunta:  se Coriolano Ferreira, insigne teórico de Administração, enquanto ciência ao serviço das instituições de saúde, dizia aos seus alunos "se querem ter êxito na vossa administração mantenham as Enfermeiras chefes e Superintendentes por perto e do vosso lado;
Por que razão estes 2 cromos os querem ver afastados da administração?

Resposta: não é no interesse duma administração correcta e isenta, que estes cromos se movimentam.

A situação merece toda a nossa atenção, porque o Adalberto vê mal, como demonstrou, na sua participação como Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria, no auge da anunciada corrupção, que coincidiu com o seu mandato de 2005-2009. Não viu nada, nem parece que esteve lá.
A formar administradores com a sua mentalidade besta, na Escola, onde é professor, é um perigo público, em potência, que desafia a nossa imaginação, para criar o método de o desviar de área tão sensível, vítima da besteira, que demonstra.

O 2º anda entretenido a montar postos de socorros nas barracas das farturas, para dar assistências aos notívagos borrachos. E com estas habilidades, já fez subir a sua percentagem de 10 para 30%.

Isto não passaria de uma nota de humor, se as baboseiras destes cromos (que desafio para discutirem comigo administração hospitalar, a sério e com provas, em qualquer palco) não tivessem por finalidade reduzir os vencimentos dos Enfermeiros, para os empurrarem para o duplo emprego, nas empresas onde andam por perto e nas quais nem contratos de trabalho há, escravizando a nossa Profissão. Vamos estar de olho neles e, logo que tenha o cromo do 2º, publicá-lo-ei.
Para nós, segundo o saber que temos da administração hospitalar séria, não valem nada, como já demonstraram: nem o 1º nem o 2º. Mas, há sempre uma família Soares dos Santos ou dos Demónios a usá-los.
Acima de tudo isto demonstra os crimes que são cometidos com as escolhas dos I.U. para os Conselhos de Administração para depois virem esmagar as formigas, as únicas indispensáveis.
Lembram-se de o famigerado Correia de Campos ter acabado com as escolhas democráticas de Enfermeiros Directores e Directores Clínicos?
É que esta legitimidade democrática perturbava com a sua autoridade e independência, o negócio.
Certo ou errado?!
Não se pense que isto acontece por acaso. Há um demiurgo que liga estas pontas, aparentemente soltas. 
(Com amizade, José Azevedo)

Each monkey on its branch

«Surpreendente ou talvez não, Adalberto Campos Fernandes e José Mendes Ribeiro concordam que diretores clínicos e diretores de enfermagem não devem fazer parte dos Conselhos de Administração (CA) dos hospitais. Em obediência ao inquestionável principio de cada macaco no seu ganho. Assim, libertos da malta hospitalargenuínos gestores de profissão, sempre poderão cortar a direito mais à vontade.
Segundo Adalberto Campos Fernandes, «os hospitais devem ter uma direção técnica independente, com gente muito qualificada, que sobre algumas matérias tem obrigatoriamente de ser ouvida pelo órgão executivo (ciclo de debates «ÁGORA – Ciência e Sociedade).
Varridos dos CA, restará aos médicos, técnicos e enfermeiros a participação galharda nos órgãos de direção técnica. Com consulta obrigatória em matérias escrupulosamente selecionadas.  (E esta hein!?)
Nota: Todos sabemos o que se entende por gente muito qualificada. Nestes últimos anos os portugueses mudaram. Os políticos de pacotilha permanecem os mesmos.»


Visão minimalista da realidade não permitiu resolver problemas estruturais

quinta, 26 março 2015 14:54Adalberto Campos Fernandes
Visão minimalista da realidade não permitiu resolver problemas estruturais
Adalberto Campos FernandesTem-se verificado na área da Saúde uma persistente dissonância entre o discurso oficial e a realidade. Não faltam exemplos que atestem a afirmação. Desde logo, a restrição orçamental sustentada no controlo da despesa pública com medicamentos e na redução de salários, que não foi acompanhada de alterações estruturais… E os critérios nacionais de acesso à inovação terapêutica que tardam em ser definidos de forma clara.
Lacunas de uma governação que desistiu das reformas anunciadas, agravando o panorama nos cuidados de saúde primários e nos hospitais, e que desinvestiu nos recursos humanos fazendo diminuir a qualidade global das equipas e a respectiva estabilidade em termos de projectos profissionais. Ao mesmo tempo que agravou os pagamentos directos, por parte dos cidadãos, fazendo aumentar as desigualdades no acesso. A análise é de Adalberto Campos Fernandes. Em entrevista ao nosso jornal, o médico e gestor afirma que em certa medida tem prevalecido uma visão minimalista do SNS que, paradoxalmente, não ajudou a resolver praticamente nenhum dos seus problemas estruturais.
JORNAL MÉDICO |Referiu há dias que “o Governo tinha legitimidade eleitoral para aplicar um programa, por exemplo, de privatização, da substituição do sistema público pelo sistema privado, mas ficou a meio da ponte”… Qual a metade que cumpriu e a que ficou por ultrapassar?
ADALBERTO CAMPOS FERNANDES| A política de saúde foi subordinada, quase por inteiro, a uma leitura orçamental. É um facto que as obrigações internacionais, assumidas no memorando de entendimento de 2011, impunham metas difíceis no controlo da despesa pública em saúde. No entanto, o que verificámos foi a aplicação de cortes transversais, para além do fixado no memorando, e um reduzido empenho na concretização de reformas sectoriais com impacto estrutural no sector. A estagnação da reforma dos cuidados de saúde primários (CSP) e a ausência de uma eficaz reforma hospitalar são disso um claro exemplo. Em grande medida perdeu-se uma oportunidade de reformar o modelo de financiamento e de organização do sistema de saúde num contexto em que a generalidade dos intervenientes, no sector da saúde, manifestou um elevado espírito de cooperação. No balanço destes últimos quatro anos o que sobressai como mais evidente é a ausência de uma ideia política clara sobre o sistema de saúde e o papel do Serviço Nacional de Saúde (SNS) no seu contexto.
JM | Que modelo de sistema se adequaria melhor à realidade nacional?
ACF | Nos últimos trinta e cinco anos o modelo constitucionalmente definido provou ser capaz de responder às necessidades dos cidadãos. Quando analisamos a evolução do sistema de saúde português, neste período e, em particular o SNS, constatamos uma impressionante capacidade de adaptação aos diferentes contextos económicos, sociais e políticos que se traduziu, em grande parte, na melhoria global dos indicadores de saúde. Não vejo, por essa razão, nenhuma justificação do ponto de vista político, social e económico para substituir o actual modelo. Outra coisa será a necessidade de introduzir as adaptações necessárias à transição social, económica e epidemiológica que o país vive através da concretização das medidas de reforma que melhor adequem as respostas às necessidades em saúde dos cidadãos.
JM | E de financiamento…
ACF | O modelo de financiamento deverá manter a sua base de contribuição fiscal na medida em que desta forma se garante uma maior equidade contributiva e um melhor equilíbrio nos princípios da cobertura geral e da universalidade. Num país onde persistem importantes desigualdades no rendimento cumpre ao Estado assegurar a mutualização do risco e salvaguardar a equidade no acesso a cuidados de saúde de qualidade. Tal não invalida a necessidade de tornar mais eficiente a relação entre financiamento e implementação das políticas de saúde, nomeadamente, através de um maior grau de eficácia na definição de prioridades bem como nos modelos de contratualização utilizados nos diferentes níveis e com as entidades prestadoras de cuidados. O financiamento terá de ser entendido como um instrumento de indução de eficiência e da equidade incorporando, cada vez mais, uma componente orientada para resultados que possa favorecer uma trajectória de sustentabilidade a longo prazo da despesa pública em saúde.
JM | Apontando os resultados do Relatório sobre o Envelhecimento de 2012, a Comissão Europeia (CE) afirma que o sistema de saúde português enfrenta um desafio de sustentabilidade fiscal, com as projecções da evolução da despesa a crescerem muito acima do valor médio esperado para a União Europeia (UE). É comportável?
ACF | Portugal confronta-se com um problema demográfico muito sério. A redução da natalidade conjugada com o fenómeno recente da emigração de população muito jovem veio agravar ainda mais a tendência de envelhecimento da população que já se vinha a desenhar há muito tempo. Não parece fácil a inversão desta tendência. Acresce o facto de o envelhecimento em Portugal fazer coincidir nos últimos anos de vida uma morbilidade mais complexa e mais impactante na qualidade de vida. Este facto é particularmente relevante quando nos comparamos com outros países com longevidade semelhante no que diz respeito à esperança média de vida. Este contexto social e demográfico faz antever sérios riscos orçamentais para os próximos anos tendo em vista a estabilidade do conjunto das políticas sociais. As opções são limitadas dependendo, sobretudo, da qualidade das escolhas sociais e políticas, em termos de prioridades, bem como da capacidade do país em criar valor através do crescimento da economia e do emprego.
JM | É viável suprir as necessidades de financiamento futuras através do aumento da comparticipação privada na despesa com saúde?
ACF | Não me parece que seja suportável num país com as nossas características sociais e demográficas sem que a tal corresponda um sério agravamento das desigualdades no acesso aos cuidados de saúde. Além disso uma repartição tão desequilibrada nas componentes da despesa induz uma desagregação do sistema de saúde e uma consequente dificuldade na implementação de políticas integradas de saúde.
A restrição imposta ao SNS, nos últimos anos, empurrou muitas pessoas para fora do seu perímetro de utilização não porque o desejassem mas porque as condições de acesso se foram tornando cada vez mais difíceis. Este facto contribuiu igualmente para a desnatação de profissionais do SNS e para um esforço financeiro acrescido por parte dos cidadãos e das famílias.
JM | Uma das medidas, mais vezes apontada como “certeira” nos relatórios internacionais de avaliação das reformas estruturais do sistema de saúde, é a da reorganização hospitalar… Que avança devagarinho, o mais das vezes à “socapa”…
ACF | É verdade que em múltiplos relatórios nacionais e internacionais a reforma hospitalar aparece quase sempre referida como o “alfa e o ómega” da sustentabilidade do sistema de saúde. Também não deixa de ser curiosa a dificuldade repetida, nos diferentes ciclos políticos, em a levar à prática. Creio que nesta dificuldade se misturam diferentes factores. Por um lado a questão do tempo e da oportunidade. Uma reforma dos hospitais é necessariamente matéria a tratar no início de uma legislatura. Tal pressupõe que o “trabalho de casa” deverá estar feito antes. Neste último ciclo político verificámos que a recomendação constante no memorando de entendimento de 2011 não teve aplicação atempada por aparente falta de preparação do processo. Daí a sucessão de estudos e de grupos de trabalho que atrasaram uma qualquer decisão acabando por determinar o seu congelamento. Em qualquer caso trata-se de uma reforma complexa e demorada que deve, obrigatoriamente, compatibilizar rigor técnico com adequação social e territorial.
JM | Como justifica a existência da portaria n.º 82/2014 de 10 de Abril? Foi uma tentativa de passar “entre as gotas da chuva”, ou teve outro objectivo?
ACF | Confesso alguma dificuldade em perceber o objectivo. Aparentemente tratou-se de uma medida legislativa pontual para enquadrar algumas situações decorrentes de falta de recursos e menos de um instrumento estratégico de governação.
JM | No actual panorama político português é possível cumprir uma mudança tão radical?
ACF | A concretização deste tipo de mudanças requer diálogo com os diferentes actores políticos, sociais e profissionais. No entanto, o aspecto mais importante reside na qualidade técnica das propostas e das alternativas apresentadas. Os representantes locais e as populações reagem muitas vezes pelo receio de perder algo garantido em troca de alguma incerteza. Nessa medida é preciso garantir a cooperação de todos os intervenientes através da demonstração do valor das transformações bem como das medidas de recomposição da oferta de cuidados. Intervir no perfil assistencial de um hospital, por si só, não fará nenhum sentido se em cima da mesa não estiverem bem evidenciadas as regras de referenciação, o reforço dos cuidados de saúde primários e continuados, a rede de transportes entre muitos outros aspectos que configuram o mosaico global da oferta de cuidados.
JM | Quando referiu “tiveram medo de atacar o SNS, bateram com a mão no peito a defendê-lo, mas foram, por omissão, provocando danos que são irreparáveis”, a que danos se referia exactamente?
ACF | Parece ter existido uma persistente dissonância entre o discurso oficial e a realidade. São múltiplos os exemplos. A restrição orçamental sustentada no controlo da despesa pública com medicamentos e na redução de salários não foi acompanhada de alterações estruturais. Os critérios nacionais de acesso à inovação terapêutica tardam em ser definidos de forma clara. O desinvestimento nos recursos humanos fez diminuir a qualidade global das equipas e a respectiva estabilidade em termos de projectos profissionais. O agravamento dos pagamentos directos, por parte dos cidadãos, fez aumentar as desigualdades no acesso. A desistência das reformas agravou o panorama nos cuidados de saúde primários e nos hospitais. Em certa medida prevaleceu uma visão minimalista do SNS que, paradoxalmente, não ajudou a resolver praticamente nenhum dos seus problemas estruturais.
JM | “O SNS não morreu, nem vai morrer”, ouve-se insistentemente. Acredita?
ACF | O SNS representa um dos pilares de sustentação da democracia fundado num poderoso quadro de valores políticos e sociais. Os portugueses convergem num sentimento de grande unanimidade sobre a importância do SNS perdurar como um eixo estruturante da protecção na saúde e do desenvolvimento humano. Nessa medida, acredito que o SNS resistirá a este ciclo de grandes dificuldades conservando o seu potencial endógeno de recuperação e de desenvolvimento.
JM | Qual o rumo que deve ser seguido?
ACF | Será possível reencontrar um caminho para o desenvolvimento do SNS num contexto global de eficiência e de equidade no acesso a cuidados de saúde de qualidade. É fundamental gerar consensos em torno de uma estratégia que encontre na qualidade dos cuidados e na transparência dos processos os ingredientes fundamentais para a sustentabilidade duradoura a médio e longo prazo. Para tal será importante reconhecer nos profissionais um importante papel enquanto aliados e não como adversários deste caminho. No fundo, procurar uma vasta aliança estratégica para o desenvolvimento do SNS e para a melhoria global da saúde com todos os que são parte interessada no seu sucesso.
JM | Nos últimos dias o caos nas urgências e as demissões que o acompanham têm sido um dos principais “ganha-pão” dos jornalistas. Como avalia a situação?
ACF | Trata-se de um sinal muito negativo da fragilidade das instituições que integram o SNS. Por vezes parece transformar-se na única forma de forçar cedências perante necessidades críticas. Revela igualmente uma diminuição da capacidade de gestão dos órgãos de administração e de problemas ao nível da monitorização do funcionamento do sistema por parte das administrações regionais e central da saúde.
JM | No último balanço social do SNS, de 2013, constata-se que 78% dos recursos humanos estão nos hospitais contra apenas 22% nos CSP. Faz sentido?
ACF | Este é verdadeiramente o “calcanhar de Aquiles” do sistema de saúde português. Uma excessiva concentração de recursos nos hospitais agravada pela deficiente articulação interinstitucional e incipiente partilha de recursos. A reorientação do sistema de saúde português passa pelo reforço dos cuidados de proximidade e pelo investimento em estruturas e recursos humanos que possam transferir a centralidade do sistema para fora do hospital. Neste sentido é fundamental resolver as “hesitações” políticas quanto aos modelos de organização dos CSP tornando estes fortemente atractivos do ponto de vista profissional e reforçando a qualidade da percepção dos cidadãos face à respectiva importância no contexto do sistema de saúde.
JM | É possível e desejável alterar – em tempo útil – este cenário?
ACF | Parece possível que assim seja. Aliás não haverá trajectória credível de sustentabilidade para o SNS que não passe pelo reforço deste pilar de cuidados e pela simultânea requalificação e racionalização da rede hospitalar através de um processo de reordenamento e de concentração de competências.
JM | Há défice de cuidados hospitalares porque há falta de recursos e profissionais ou por má organização? Ou por tudo junto?
ACF | Tem sido recorrente o argumento da falta de profissionais, nomeadamente, médicos. Creio que estamos perante uma apreciação deturpada da realidade do sistema de saúde. Em abstracto, na comparação internacional, Portugal tem um ratio de médicos por 100.000 habitantes que se encontra acima da média dos países da OCDE. Tal não significa que nalgumas especialidades, por razões específicas de demografia médica, não possam ser identificadas algumas dificuldades. Outra coisa é ignorar o impacto da desorganização dos cuidados e dos modelos de gestão de recursos no desempenho global do sistema. Nessa matéria temos muitas deficiências que acabam por gerar ineficiência na resposta dando a percepção pública errada da falta de recursos. A falta de clareza na abordagem das dificuldades gera confusão e não é útil no desenho das soluções. Tal como como não se deve confundir ineficiência e desperdício com subfinanciamento, também me parece errado confundir falta de recursos com desorganização e ausência de planeamento estratégico.
JM | A sigla EBITDA entrou no vocabulário indígena. Tendo em conta o modelo de financiamento (com todas as suas vicissitudes, desde logo a do subfinanciamento crónico)… É “sigla que se tenha” no SNS que temos?
ACF | Ninguém põe em dúvida a necessidade de equilíbrio orçamental e do consequente rigor na gestão. Num país com recursos escassos os deveres de transparência e de qualidade na gestão tornam-se ainda mais pertinentes. Outra coisa bem diferente é aplicar metodologias de controlo de gestão e de avaliação de desempenho, de natureza empresarial, a instituições a quem foram retiradas a grande maioria dos instrumentos de gestão e de autonomia. Trata-se de mais um dos paradoxos de difícil compreensão.
JM | A meio da ponte também ficou a reforma dos CSP. Temos metade do país em USF e a outra em unidades sem um modelo homogéneo, genericamente designadas de UCSP. Das candidaturas entradas em 2014 só uma avançou… Como “lê” esta realidade?
ACF | Parece um sinal claro da falta de vontade em considerar os CSP um instrumento estratégico de transformação do sistema de saúde. A estagnação verificada aliada à vontade de desconstruir o modelo ensaiado na reforma iniciada em 2007 explicam a realidade actual a nível nacional. Sem vontade política não será possível avançar para um quadro de homogeneização estrutural e funcional capaz de assegurar em todo o território uma equivalente garantia nas condições de acesso aos CSP.

JM | Que funções e em que contexto se podem "descentralizar" serviços de saúde… Entregando-os às autarquias locais?
ACF | Não está claro se estamos perante uma transferência ou uma delegação de competências. Aparentemente não terá havido consenso bastante entre a administração central e a administração local. Tenho muitas reservas quanto à transferência de competências em matéria de política de saúde global. Tal não diminui, contudo, a utilidade de se estabelecerem parcerias locais em áreas tão distintas como a promoção e a educação para a saúde, os cuidados de proximidade e o apoio directo às populações, a mobilidade dos doentes, a continuidade de cuidados e ainda a síntese entre as intervenções específicas em saúde e a acção social e comunitária.

Médico, gestor… Ministeriável
Na última década tem surgido invariavelmente na lista de ministeriáveis, sempre que na Av. João Crisóstomo há mudança de inquilino. Independentemente da cor dominante no novo ciclo político… Médico especialista em Saúde Pública, gestor hospitalar e docente universitário, Adalberto Campos Fernandes preside actualmente à Comissão Executiva do SAMS Prestação Integrada de Cuidados de Saúde. Foi presidente do Conselho de Administração da HPP Parcerias Saúde, SA, Hospital de Cascais; cargo que também desempenhou no Hospital de Santa Maria e no Hospital Pulido Valente, unidades que integram o Centro Hospitalar Lisboa Norte. Professor Auxiliar Convidado da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa nas áreas de Administração Hospitalar, Gestão em Saúde e Políticas de Saúde, é membro da Direcção do Colégio da Competência de Gestão dos Serviços de Saúde da Ordem dos Médicos. Integra ainda a direcção do INODES - Associação de Inovação e Desenvolvimento em Saúde. (sublinhado e colorido da nossa lavra) {José Azevedo}

 Eis um manjerico com uma visão sui generis
NB:
Já que estamos em matéria de recordações, cá vai mais uma: 
quem não se lembrará do famigerado 10% e dos problemas que criou no MS? 
Que interesses esconde esta proposta de discussão de Mendes Ribeiro?
Que sabe ele de administração hospitalar para além dos 10%?
Mas 10% de quê e para quê?
Já agora; para quem?
Sabemos que as direções de Enfermagem, quando são competentes, incomodam os administradores de carreira.
Este(s) sábio(s) deviam ler a experiência do criador do Administrador de Carreira que, às vezes degenera nos 10%, que foi Coriolano Ferreira, que deixou obra e renome internacional, o que ele pensava dos Enfermeiros, nas Administrações.
Claro está que a perspectiva de Coriolano era a da poupança, por isso recomendava aos futuros administradores: o vosso êxito depende da proximidade a que estiverdes dos Enfermeiros, com funções de Administração:
Obviamente que, numa perspectiva de "gamanço", os Enfermeiros diretores incomodam.
Sabe quem fala assim?
É um sujeito que não é gago e que é capaz de lhe demonstrar a bacoquice da sua teoria, pois percebe de hospitais e de Enfermagem a 100%, sem falsa modéstia, para lhe poder ensinar muita coisa, que desconhece, ou finge desconhecer. Mas desconhece mesmo, pois a ignorância, como a sabedoria, não se disfarçam; evidenciam-se, quando são reais.
Estude as teorias clássicas de administração, até às contingenciais e vai ver que o inchaço lhe passa.
Não preciso de perguntar a ninguém as suas verdadeiras encomendas, pois a maneira como quer afastar os Enfermeiros é um dos sintomas, que em diagnósticos, se classificam de patognomónicos, pois servem para diferenciar as maleitas de que cada um sofre.
O outro até dizia de si para consigo: "Eu bem te entendo minha mula! 
Com amizade,
José Azevedo
COMPAREM ISTO QUE OUVIMOS/DISSEMOS EM 23 DE MARÇO 2015 DE OPINADORES DE WC QUE TÊM O VÍCIO DE ESCREVER NAS PORTAS E FALAR NAS COSTAS:

Os Enfermeiros vão ter de estar muito atentos a estas manobras, pois nem vos conto tudo aquilo que ouvi a dois médicos acerca do que estão a preparar para os Enfermeiros, quando almoçávamos num restaurante perto de Aveiro.
Diziam que o próximo assalto será tirar o Enfermeiro Director dos Conselhos de Administração, como fizeram já nos CSP, para que os Enfermeiros fiquem a saber quem manda e quem obedece.
O lugar dos Enfermeiros é obedecerem aos médicos diziam os entusiasmados leitos, camas ou clínicos, que pelos vistos, são dos que se dedicam a polir esquinas e a chocar ovos em cadeiras de gabinete. Tinham todo o ar de médicos frustrados, pois os sãos e escorreitos não se metem com os Enfermeiros; respeitam-nos, valorizam-nos.
Estas são as frases que ainda posso traduzir para aqui, sem ferir a sensibilidade de pessoas Enfermeiras que não resistiriam, sem estragos emocionais, se ouvissem o que os dois alarves iam dizendo.
Claro que me aumentaram mais um problema a solucionar, pois vieram por-se à frente da mira do meu telefone e não tive outro remédio senão fotografá-los para os mostrar aos Colegas, até encontrar alguém que os conheça, para os por em evidência, como a certos números.
O restaurante é na zona de Aveiro e tem bom bacalhau. 
Depois de ter mais dados e saber as cadeiras, onde se sentam, chocam ovos e quem lhes dá tamanhas garantias, entrego-vo-los para  os fins tidos por oportunos.
Aqueles que me criticam por eu atacar adequadamente este tipo de médicos casca grossa, não sabem a minha experiência profissional, com essa Classe e os amigos sinceros que alberga, felizmente.
Mas também lidei com muito cretino, como estes a que me estou a referir e que nem deram pela minha presença.
E ainda bem...
Com amizade e mais uma constatação,
José Azevedo


E cá está a 3ª; a confirmar a regra que serve de título "não há 2 sem 3 ...."
 Então não é que o 10%, que embirra com Enfermeiros directores a fazerem parte dos Conselhos de Administração já subiu para os 30%!
A culpa não é dele, mas é dos anjinhos que lhe dão ouvidos e credibilidade, usando o erário público.
Vê-se com clareza a seriedade da sua propostas de dos seus conceitos dos hospitais/empresa e na recente reforma hospitalar (invisível).
Se os Enfermeiros nos ajudarem a conseguir-lhes ACT decentes de acordo com o valor do seu trabalho, que faz aumentar as percentagens deste peritos de algibeira de usar e deitar fora, a cantiga deste melro vai para um sítio que não cheira bem se não for aguado.
Vejam o que esconde a sua cantilena: o 10% já vai em 30%


Colegas, vamos preparar contratos que minimizem os lucros destes exploradores através da destruição da credibilidade e rentabilidade do SNS.
São os mesmos que aparecem a falar na sustentabilidade do SNS.
Este é o reformador dos hospitais para o seu negócio, onde já subiu dos 10 para os 30%, pois não tenho argumentos para contrariar a notícia, progredir, com a conivência dos ingénuos que acreditam nas suas tretas.
Claro está que a reforma que propôs é altamente suspeita, dados os objectivos que pretende atingir: vender saúde nos supermercados, nas barracas das farturas e nas esquinas de ruas movimentadas, no sistema "low cost"!
Convém que não foi no curto reinado de Durão Barroso que ele foi mais demolidor. A sua obra atingiu o zénite no reinado de José Sócrates com Ana Jorge e Manuel. Assisti ao seu "parlapatar" no espaço para reuniões do Infarmed.
Lá diz o povo: o diabo tem duas mantas: uma que cobre e outra que descobre!
Colegas, estejam atentos a estas manopbras e não se deixem enganar por estes parlapatões alcandorados a peritos altamente qualificados da saúde!
Quando vos passarem por perto dêem-lhes caça e coça.
São eles que reduziram os vossos salários à migalha, para poderem ter-vos em "doble-time", a preço de dez reis de mel coado e outro, que vê pouco e mal, dizer que andais cansados por causa das acumulações, onde ides buscar a outra metade do salário a que tendes direito num só posto de trabalho.
Mas se obedecerdes à disciplina sindical, a nossa, podemos corrigir isto com relativa facilidade.
Vá lá; ajudem!
Com amizade,
José Azevedo