quarta-feira, 24 de abril de 2013

Arranque duma etapa inevitável




É CHEGADA A HORA
Parece que os deuses e os governantes se esqueceram dos Enfermeiros.
Compete aos Sindicatos que se interessam por problemas deste grupo profissional, nos quais nos incluímos, na 1ª fila de ataque, lembrar a uns e a outros que nós existimos e também somos criaturas de Deus.
Ninguém pode exigir a um leigo e alheio aos nossos múltiplos problemas, que se interesse por eles.
Pegam no catálogo da Saúde e lêem Doença.
Depois desta primeira confusão, nunca mais se encontram.
Para não terem mais dores de cabeça, a pensar e repensar, entregam a coisa aos Médicos, que são os que , segundo eles, os dos lotes estratificados em camadas homogéneas, uns e os outros, quem risca na matéria.
E os Enfermeiros:
O que são?
E  para que servem?

Segundo os Médicos e alguns Enfermeiros, são uma espécie de ordenanças ao serviço do capitão, ou complemento directo da coisa, gerado por um fenómeno, que ficará conhecido para a história, como COMPLEMENTARIDADE. Para esse grupo, felizmente, em vias de extinção, a realização e satisfação pessoal ficava-se por aqui, que é muito próximo do: não te rales.

Porém, nós não pensamos assim. Entendemos que é chegada a hora de fazer justiça aos Enfermeiros e, como o MS nunca mais encontra interlocutor para negociar, vamos começar por requerer a definição salarial dos Enfermeiros, que tem ficado sucessivamente esquecida.
Os Sindicatos da FENSE (SE e SIPE) já se dirigiram às entidades que consideram  de primeira e última instância.

Para informação se publicam os textos, uns novos; reciclados, outros.
Para os Enfermeiros, a importância desta divulgação relaciona-se com o  objectivo principal; a dinamização da Classe, que tem de estar preparada para assumir que ninguém vai resolver o que, somente, aos Enfermeiros compete. Quem duvidar disto, não vive neste mundo.

NEM AS VACINAS ESCAPAM

NEM AS VACINAS ESCAPAM


Quem não se lembra da polémica que gerou [gerámos ao denunciar, para exemplo e meditação] uma nossa colega que teve a coragem de nos insultar, quando perguntava:
«Numa situação de greve dos Médicos, se aparecer uma criança para vacinar, como, como deve o Enfermeiro proceder?»
Sem se aperceber, esta Colega, ainda por cima já especializada, estava a desvendar um pormenor do estado a que os CSP chegaram, com a apropriação desenfreada, abusiva, atrevida, dos Médicos (até do nome do Enfermeiro de Família criado e já falado,em 1977, pela OMS - Alma-Ata) de tudo e de todos, porque só sabem mandar e os outros, nos quais incluímos, com muito pesar nosso, os Enfermeiros,  só sabem obedecer, sem reflectir que a [a responsabilidade se sobrepõe à obediência] , diz a Bioética!

Como seria de esperar, no campo da desfaçatez, que estamos a abordar, mas incompatível, com o 

respeito que temos o direito de esperar de pessoas de bem, no campo da mutualidade, da reciprocidade, nem as vacinas escaparam à gula fagocitária dos Médicos, à procura de recheio para justificar UC que aumentem os já incompreensíveis incentivos, ao lado de colegas a esfregar os "beiços" de raiva impotente, perante a injustiça, de terem de suportar o que os usficos não querem nem lhes dá fama nem dinheiro, sem qualquer compensação incentivada, ou reconhecimento merecido, mais que merecido.

Pois é: 
andam a badalar que os resultados da vacinação, por serem agradáveis, se devem aos Médicos!
Não podemos deixar sem resposta nem ataque, tamanha desfaçatez, visto que, muito antes do fenómeno "Médico de Família"; muito antes do desaparecimento da família, no sentido etimológico do termo, já os Enfermeiros adequavam as melhores estratégias (subvertidas, pelos Médicos referidos, na actualidade) à prevenção, para que nenhuma criança ficasse por vacinar.

Não podemos continuar a permitir que estes desvios insultuosos continuem a minimizar as competências dos Enfermeiros, pelo Bastonário dos Médicos e a sublime complacência silenciosa, do Bastonário dos Enfermeiros, sempre mais preocupado com os outros do que com aqueles que são a causa primeira e última da sua existência; os Enfermeiros.
Se há êxito na redução da mortalidade infantil esse deve-se maioritariamente à acção dos Enfermeiros. 
E não é por estes não saberem ou não quererem impor esta verdade como um punho, que deixa de ser verdade, que aos Enfermeiros se deve a maior parte se não a totalidade do êxito da vacinação na prevenção das doenças..

Felizmente que a d) do art.º 19º do DL 298 recauchutado, vai punir com a extinção da USF quem promover o falseamento do registo dos dados, que permitam apuramentos falseados dos resultados.
Felizmente que estamos atentos e exigimos que os actos de cada profissional sejam registados no seu campo informático próprio, que vai deixar de ser abastecedor do exercício médico.
Basta de tão pouca vergonha! 

Convém lembrar, a propósito, quem foi o introdutor das vacinas e do lançamento do PNV; Dr. Arnaldo Sampaio, pai dos Sampaios, Daniel e Jorge.
As idiotices destes teóricos estudiosos de fenómenos tão raros como o da vacinação (para eles, note-se) detectam lacunas porque continuam a não contar, para nada com o trabalho dos Enfermeiros.
Nos Regulamentos internos, que estão a elaborar nos hospitais que pagam para lhes atribuírem pontos, muitos, na aplicação das técnicas de Enfermagem, como o "king's found" e afins.
O pior é que nem agradecem nem incluem quem sabe mais do que todos eles, nessa matéria: os Enfermeiros




terça-feira, 23 de abril de 2013

MAIS DO MESMO O MESMO É!


MAIS DO MESMO É O MESMO
Já dissemos, incontáveis vezes, nesta terra de Santa Maria, que o SNS está ferido de medicomania, porque a partir duma certa altura, começou a desenvolver-se nos Cuidados Primários, a tendência para hipervalência da consulta médica, ao ponto de transformar os Cuidados de Saúde Primários num mega consultório, eucaliptando tudo que estivesse à volta; como faz o eucalipto com a restante vegetação, assim fizeram os médicos com as consultas no Centro de Saúde.
Os Enfermeiros ficaram a assistir e a olhar para este fenómeno mais tempo do que seria de esperar e, sobretudo desejar, sem imporem o seu ritmo a capacidade total.
Os autarcas e candidatos já se afadigam a forçarem o NS a aprovar mais USF, outra confusão, oriunda nos sem médico de família mas que os riquíssimos incentivos transformaram em moda e numa necessidade premente, que está longe de o ser, sobretudo, quando alguém olhar a sério para esta excrescência, qual verruga “usfe”.
A experiência demonstra os antigos SAP serviam para funcionar como meio de angariar mais utentes para as urgências em todos os utentes que não fossem para consulta e ou tratamento do Enfermeiro.
Parece, pela decisão do governo, que os serviços de urgências começavam a sentir a escassez de clientes e por essa razão fundamental há que pôr o alfobre ou viveiro a funcionar.
Às vezes, com tanta perversidade que nos rodeia, até chegamos a pensar se não será mais um esquema para medicalizar, ainda mais o SNS acrescentando-lhe mais um mega ficando, nesta versão proposta um mega-mega-consultório médico e uma mini-mini-assistência primária, onde a prevenção das doenças tarda, em impor-se e da promoção da saúde nem falar, tal o perigo que representa para a o mega-mega-consultório.
Para dar mais realismo às manobras que já foram habilidosamente feitas com os salários e horários dos médicos, ora são 35 horas se4manais, ora são 40 horas semanais a vencerem horas extraordinárias que não são ou fingem que não são.
Neste esquema inventar consultas e utentes é uma necessidade, para continuar a garantir alguma utilidade prática a tantos médicos.
Como os Enfermeiros não são empregadas de consultório, será abusivo perguntar que também vai haver consultas de Enfermagem, em paralelo, ou os médicos ficam sós a abastecer o povo carente de mais, ainda mais consultas médicas, a raiz que alimenta os desperdícios dos exames complementares, que quando chegam já muito poços se lembram para que foram requisitados e mais coisas do género.
Mais consultas, não, Sr. Ministro.
O Povo já tem consultas que cheguem para ajudarem a completar os objectivos das USF/B.
Quando é que se inverte a tendência e se começa a perceber que quanto menos Médicos tiver o SNS e menos trabalharem melhor é para a saúde do Povo.
Aqui, há uns anos, um patrão de fábrica, a treinar para empresário do tipo dos dos Hospitais E.P.E. pensou em mandar o Enfermeiro embora, porque não fazia nada.
Apelámos para o seu bom senso e mandámo-lo pensar o que seria da fábrica se o Enfermeiro tivesse muito que fazer. De certeza que paravam as máquinas de produção…
Tem razão reconheceu o tirocinante de empresário. Deixa-se este exemplo para experimentar a sensibilidade dos agentes aos vários níveis do SNS.
De qualquer maneira, aumentar o número de consultas médicas não é a melhor estratégia de gastar dinheiro do erário público.
Podíamos dar muitos outros argumentos de promoção de necessidade de consultas, etc, etc.. Mas para bom entendedor meia palavra basta!

...E É BEM FEITO!

(do Semanário SOL de 20 de abril 2013 extraímos estas singulares afirmações

«A única constante na gestão é a mudança», diz o «Best-Leader awards 2013»
Também há, sem direito (?) a prémio quem garanta que a única constante, na gestão, são as pessoas, com as quais se faz tudo ou nada.
«Ou fazemos o que é necessário ou virá alguém que o fará muito pior do que nós».
O que é “o necessário”?
Com que critérios se avalia “o necessário”?
Como se obtém a certeza do que [é necessário], para o BEST-LEADER é o necessário, em si, e não na cabeça do Best?
Depois de termos a certeza de como se avalia o “…é necessário” e de que o “é necessário” é mesmo necessário, para algo, ou para alguém, e não um constructo delirante de cabeça febril, atacada de uma virose qualquer ou de autoconvencimento ingénuo, dos que até, fazem sonhar acordado, outro problema se levanta: “fazer melhor ou fazer pior”.
É evidente que se este necessário, se refere a “necessidades” físicas ou psíquicas, meramente subjectivas, ninguém as faz mais bem feitas que o próprio. Por exemplo, se por necessário se entende o obrar, como uma das necessidades, ninguém as executa mais bem do que o necessitado. E se alguém tentar fazer, depois, certamente não há dúvida que fará pior, ou nem fará…
É tão modesto este “Best-Leader Award”, não é?!
Será tão elevado o grau de {os modestos}, que impõe que ninguém mais possa descer a este nível de modéstia, ao ponto de o “Best”  se poder considerar o único, nas escala dos melhores dos melhores, garantindo, com a certeza absoluta de que os outros são todos piores, porque, a priori, num juízo sintético a priori kantiano, nem é preciso experimentar, tal o grau de certeza certa, a priori; é como 2+2=4?
Quem será o monstro, celeste, terrestre ou marinho, que municia estas certezas?
Seja Deus ou o Diabo, se alguém souber do seu paradeiro digam-nos, para sabermos como se atribuem prémios na floresta gestora da Administração Pública…
Uma já nos foi indicada: “Leadership Business Consulting”, uma agência, parente próximo das de “raiting”, a quem compramos opiniões, além-mar, para sugestionar pategos; aquém lar.
Não sabemos quanto facturam, nem quem lhes paga. Pelos resultados, podemos adivinhar as pistas, que contribuem para a sustentação destes opinantes.
Mas é legítimo supor que há mais.
Nós só queremos saber como se consegue descobrir quem e como se chega ao oposto do “Best-Leader”, ou seja;  “The Worst-Leader”, pois se se sabe como se é o melhor é porque, também, se pode saber, ou devia saber, quem é o pior, e como se premeia, até para não lhe permitir fazer as “coisas necessárias” mais mal, do que o “Best”, no caso de ser um desses a substituir o faz-tudo mais bem que os outros, porque é o melhor, o insubstituível, visto que, quando alguém lhe lavrar o epitáfio, ao “Maior e Melhor”, e a humanidade perder nele a última esperança de fazer tudo bem, sem que deixe a herança, por falta de herdeiro, a quem faça melhor.  
2- {Não me diga como deve ser feito, faça-o você mesmo}, eis uma máxima orientadora do “best dos bests”. No fundo, lá na curva, a última que dá acesso ao infinito, pode encontrar-se toda a profundidade da sapiência desta máxima, como se alguém quisesse dizer de maneira mais sabia e popular: {quem quer, vai; quem não quer, manda}!
Porém, esta forma de dizer está gasta e plasmada nos adágios populares, não dá, por isso direito a prémio do tipo “award” da consultora do grupo “consulting”.
Portanto; à pergunta (P) – Como define o seu estilo de liderança?
Vem a Resposta (R) a 2 tempos:
1)      “Ou fazemos nós o que é necessário fazer ou virá alguém que o fará muito pior do que nós faríamos;
2)      Não me diga como deve ser feito, faça-o você mesmo”.
P – Que lideres nacionais ou internacionais o influenciam? Porquê?
R – “ as nações, as organizações e a história estão repletas de líderes que, perante tremendas dificuldades e em épocas de desesperança (desespero?), foram capazes de sonhar, acreditar e mobilizar outros e, finalmente, concretizar as ideias com que sonharam. Os exemplos são inúmeros (do género do senso comum) e não é necessário nomeá-los (isto é que é saber de nomes de autores: não há fartura que não dê fome. Se dissesse um esse iria apoderar-se dos delírios deste sonhador vencedor de prémios de agências consultadoras).
A minha esperança é a de ser capaz de me deixar embalar esses exemplos, de ser capaz de continuar a sonhar com o que, agora, nos parece impossível e continuar, através do exemplo e da minha prática diária, a motivar os outros para as tarefas extremamente difíceis com que nos confrontamos. (como é que um sonâmbulo consegue, a sonhar, motivar os acordados humanos, de carne e osso? Não será essa motivação com que sonha motivar os outros, parte integrante e contínua do próprio sonho?)

P – “A saúde é um sector com especificidades. Na gestão diária  e na liderança, quais são as diferenças que têm de ser acauteladas face a outras empresas ou organismos públicos?
R – Não há diferenças. Há 3 centralidades fundamentais:
O cliente (o doente),
O envolvimento das pessoas,
E a eficiência.
O essencial, como em todas as outras áreas, públicas ou privadas, é dispor de um profundo conhecimento prático do negócio (que é o que nega o ócio) É o conhecimento e domínio de todos os processos e do negócio que permite gerir bem. Os restantes princípios são exactamente os mesmos. (por isso o meu gato miava…).

P – Num momento em que o sector público está sob restrições financeiras, o que foi necessário mudar na gestão do hospital?
R – Muito antes dos políticos e governantes e da sociedade em geral terem tomado consciência da que os recursos disponíveis são sempre limitados e de que gerir é, em grande parte, fazer escolhas em função da limitação dos recursos disponíveis, já o conselho de administração deste hospital estava a tomar medidas no âmbito do medicamento, dos sispositivos médicos, dos recursos humanos e do fornecimento de serviços externos que visavam manter a sustentabilidade e o equilíbrio económico-financeiro do hospital. Foi nessa altura (2005) que tudo mudou na gestão do hospital, mesmo contra as corporações e os interesses instalados, mesmo contra a cultura da administração pública favorecedora do imobilismo, do comodismo e da aversão à mudança. O conceito que agora predomina é o de que a única constante na gestão é a mudança. (Mas não haverá ninguém que dê um murro neste sonhador sonâmbulo para ver se ele acorda, para a realidade que o cerca, que não é bem a mudança, mas a mudança da sua mudança, ou seja; a indiferença?).

P - Se os hospital fosse privado, o que poderia ser feito de diferente?
R – Ainda bem que o hospital não é privado. Ainda bem que o hospital é público e se inclui num SNS público (que por tal sinal é público que como SNS, também inclui o privado…), universal e financiado pelos impostos de todos. Mas, se o hospital, em vez de ser administrado sob espartilho corruptor dos princípios atávicos e arcaicos da administração pública, pudesse, de facto, ser gerido de acordo com a flexibilidade do direito privado, tudo mudaria (provavelmente até a própria mudança com que barra o bolo da sua noção de gestão, para papalvo engolir melhor), desde a gestão das pessoas e as políticas de recursos humanos, até aos processos de aquisição (como a definição de uma correcta política de consumo que sustentaria uma adequada política de aquisições), passando por todos outros processos de gestão. Este é, aliás, o grande drama e a grande frustração de quem quer gerir em vez de administrar, ou seja, de quem quer gerir o ingerível, de quem quer gerir a coisa pública (respublica), de quem quer gerir perante a desconfiança do centralismo administrativista que nos tolhe. [Ali arriba já se tinha notado que este “best” não sabe que a eficiência está do lado da concepção e a eficácia do lado da execução e dos resultados da mesma.
Agora está a pôr a administração abaixo da gestão, como se gestão fosse bom e administração fosse mau, para ser adoptado um conceito em vez do outro e/ou vice-versa.
Se em vez de confiar em lentes de gestão administração ou coisa e tal fosse ler um dicionário tipo Lello Universal lá encontraria que “ministrar” é fornecer, prestar (um serviço, por exemplo) conferir, sugerir, inspirar e mais coisas, como a de suportar o peso da coisa sobre os ombros.
Ministro é aquele que tem um cargo ou está incumbido uma função de suporte), executor e também administra.
Administração é a ciência e arte de governar um Estado.
Gerir é administrar, dirigir.
Ora do administrar e do gerir nascem os administradores e ou gestores que são muito parecidos, só que o vernáculo anda á volta dos ministros e dos administros. Como muitos dos textos foram traduzidos para portubrasilês, até dá para confundir organigrama com organograma.
Relegar para um plano secundário a administração é sinal seguro de não saber patavina da coisa. Mas como a nossa intenção não é dar lições a “sábios” do “best”, passemos ao que se entende poe E.P.E.
Pela forma como fala o “best” até parece que não foi o promotor do G17 para agilizar as compras. Será que mente?
Se a EPE é para administrar esses hospitais como empresas, por que não informaram disso o “best”, que, pelo que disse, ainda não deu conta disso.
Ou será que no seu sonhar, ainda não despertou para essa realidade?
Tanta superficialidade e ligeireza, no dizer e sonhar, até nos mete dó, pelo sofrimento que provocaria se o “best” estivesse acordado e informado do que está a dizer, do que debitou para o seu prémio que será atribuído].

P – As progressões na carreira e os prémios estão congelados na administração pública e houve até cortes salariais. Como se motivam os funcionários e se obtêm ganhos de produtividade?
R – A minha opinião, apesar de me tornar vítima permanente dos interesses corporativos, é a de que as carreiras da administração pública são caricatas, ultrapassadas, totalmente desligadas do mérito, avessas ao conceito fundamental da recertificação e avaliação permanente do desempenho, cristalizantes e promotoras da improdutividade.
No momento presente e, perante todas as necessárias restrições orçamentais, a motivação das pessoas obriga a ter a coragem de, em primeiro lugar, separando o trigo do joio, dispensar os que não têm capacidade para o que devem fazer nem querem aprender, os que estão de baixa fraudulenta e os improdutivos e, implementando políticas de reconhecimento (monetárias e não monetárias), empenhar os outros nos objectivos estratégicos das organizações. A abordagem administrativista (não dá mostras de conhecer mais este termo, deve estar a aplicar a mesma estratégia semântica do “economicista”; mas se assim é que quer dizer, deve pronunciar administrativicista) e centralista em curso, promovendo reduções cegas, apenas baseadas em critérios percentuais (olha quem fala…) universais, deixa uma margem muito restrita, para a motivação das pessoas. (Que pessoas? As que insulta e persegue por estarem doentes, com baixa por atestado passado por colegas do “best”?
As que despede e retira os direitos da caixa geral de aposentações como se fosse o dono desses direitos, conquistados ao longo dos anos e pagos, para o efeito?).
É o predomínio do centralismo e da desconfiança nos gestores e na autonomia das instituições que está a minar a mais do que necessária reforma do sector público».    
O que este gestor do “best” que há é mais um dos responsáveis por muitas confusões dado o seu saber em migalhas, como dizia o outro, estar profundamente inquinado.
Sendo tanto e tão profundo o asneirado é legítimo supor que deve ter bebido nalgum charco inquinado com urina, ou mesmo mijo, de burro. Se não foi isso ainda é mais grave do que supomos, dada a facilidade com que parece estar a influenciar mentes frágeis e ignaras. E o problema não é dele, é dos influenciados.

Não queríamos deixar os leitores atentos e interessados por estas coisas, sem a informação visual da peça a que nos vimos referindo. Não é todos os dias que uma Leadership Business Consulting é solicitada, pensamos nós, para dar prêmios destes.
Se o CHSJ não tivesse a gente funcionária que tem, com os descidos conceitos de gestão, que demonstra possuir, adquiridos nalgum jardim estrelado, ia ser lindo; se ia! 




sexta-feira, 19 de abril de 2013

Mais UM processo GHSJ ARQUIVADO


Pode, pode e é bem feito!
Ninguém mais do que nós, alguns dos quais assistimos à abertura do Hospital São João deplora o uso que se faz deste grande Hospital para fins, que estão longe de corresponder aos que presidiram, à ideia da sua construção, no regime deposto, em 25/04/74.
Sabemos as simpatias, que junto da opinião pública causam os insultos bacocos aos funcionários do Hospital, que não precisam de qualquer Conselho de Administração, muito menos do vigente, para funcionarem e cumprirem os seus deveres. As tiradas aleatórias e lamentáveis do presidente do conselho, em função, na TVI, em horário de calçar pantufas e embalar o sono, largamente badaladas, no sino da paróquia, mostraram como se distanciava do funcionamento real e concreto do Hospital, justamente, porque devia sentir que não tinha nada a ver com…, para o bem e para o mal, como se um estranho demiurgo, ordenador infernal estivesse a gerir o CHSJ.
Há tantas dezenas de cirurgiões que não operam”, como é o caso, não citado, dos médicos, que viraram gestores, desiludidos, talvez da arte própria, qual nova vaga de vencidos da vida, e o dito cujo, supra enunciado, até parece que não pode, não sabe, não quer; quem é responsável por isso, indo, como só a ele compete, para além da informação genérica dos números, que, até podem não estar actualizados e não estão, certamente.
Por esses “gestos valentaços”, deferidos sobre quem não tem direito de resposta, até o palerma que nos servia umas pizas ligeiras, membro de grupo social em franca expansão e sucesso, batia palmas ao herói, que tinha tido a coragem de fazer o que ninguém tinha feito: humilhar quem está, no pleno uso de direitos sociais legais, os quais, goste-se ou não, são direitos equivalentes aos que o herói usa demagogicamente, para impressionar papalvos. Esses direitos foram conquistados, em tempo útil, e não é seja quem e o que for, que até, pode ser consagrado em banda desenhada, nos escritos do “Marílio”, que vai suprimi-los, por muito que isso incomode os gestores inorgânicos e desumanizados, que nem os peixes antonianos ouvem.
E lá por poder contar com os haaaaaaaaaaas dos boca-aberta, que andam por aí, que pode  enganar o Povo;
E lá por atear fogos de palha, que se extinguem com a mesma rapidez e facilidade com que se ateiam, não vai ser por aí, que entra no mundo real e concreto.
É esse que faz funcionar o Hospital, sejam quem forem os babosos a cuspir baboseiras, qual polpa de cacto aloé vera, mal acondicionada.
É nesse mundo real, que se faz justiça, que o HSJ paga com língua de palmo, em custas e advogados derrotados. Mas também é nesse mundo, que o CHSJ resiste, como Entidade Única e Modelar.
Assim, mais um arquivamento de processo intentado contra José Correia Azevedo, que foi Director Enfermeiro do HSJ, além de Enfermeiro Chefe, durante 10 anos, no Serviço de Urgência, que se caracteriza por não vergar a cerviz, cuja característica os ciclistas imperantes ajudam a fazer apagar, sem sucesso, note-se.
Mas há, nos Tribunais, quem reconheça, como normal, essa qualidade e o direito à liberdade de expressão, que é igual ao direito dos visados, em acções sindicais, se sentirem mal, quando lhes são apontados erros, como os que têm sido praticados, contra o Sindicato dos Enfermeiros, com calotes, que não paga e perseguições ferozes, aos seus dirigentes.
Vem tudo isto a propósito:
O Tribunal de Instrução Criminal do Porto mandou arquivar a queixa contra José Correia Azevedo, nestes termos;
«O douto despacho de arquivamento fundamenta-se no facto de o conteúdo das missivas (comunicados), não ser susceptível de censura penal, ou seja, as expressões ali contidas e que visam o Assistente, não preenchem os elementos constitutivos (objectivos e subjectivo) do crime p. e p. pelo artigo 187º do Código Penal……
….. Conforme se extrai do douto despacho de arquivamento, o Ilustre Titular do inquérito entendeu que não, concretamente, que as “expressões” utilizadas apresentam-se com carácter generalizado, descarregadas de qualquer tipicidade. Corroboramos tal entendimento. De facto, e, para além de não ter apurada a não verdade das informações utilizadas pelo arguido e que possam entender-se como visando o Assistente, capazes de ofenderem a sua credibilidade ou prestígio, ou mesmo a confiança que lhe é depositada, em geral, enquanto Entidade Hospitalar de Serviço Público, nos moldes em que o referido preceito legal, as contempla.
Nesta conformidade e, reiterando-se na íntegra, as doutas considerações e conclusões aduzidas e contidas no douto despacho de arquivamento de fls. 98 e ss., que aqui se dão por inteiramente reproduzidas, para todos os efeitos legais, o Tribunal está convicto de que, uma vez o arguido, submetido a julgamento, pelas razões expostas, lhe não seria aplicada qualquer pena ou medida de segurança, razão pela qual, ao abrigo do preceituado no art.º 308º do Código do Processo Penal o arguido José Correia Azevedo, devidamente identificado a fls. 71 e, por conseguinte, determinar o arquivamento dos autos. Custas a cargo do Assistente, fixando-se a taxa de justiça em 2 UC’s, levando-se em conta o já pago».   
Por isso, a nossa mudança de estratégia não se deve ao facto de termos qualquer receio das ameaças e queixas para o Tribunal levadas a cabo pelo CA do CHSJ, mas porque, a maneira como está a tratar os Enfermeiros é tão má, que arrasta, nesse tratamento impróprio, tudo o que diga bem e/ou mal do dito CA, por um lado e exponha a verdade, por outro.
A nossa experiência é comum à dos que defendem que “mesmo a dizer a verdade dos que praticam maus actos, se lhes está a fazer publicidade, que de todo em todo, não merecem, mas que promove”.  Há, sempre, quem, por instinto, apoie os maus, não obstante as práticas facínoras.
Estejam confiantes os Enfermeiros do CHSJ, de que os princípios: {….Não são as ondas alterosas, que destroem os diques de defesa do mar, na Holanda; quem os destrói é a ferrugem, que lenta, mas progressivamente, vai roendo o ferro}, estão activados, ou por outras palavras: “nem sempre as mesmas ou diferentes mentiras colhem a simpatia dos mesmos ingénuos instintivos, porque os alcatruzes do engenho, nunca estão todos, em cima, nem todos, em baixo, ao mesmo tempo”.
Além disso, segundo as últimas informações da microbiologia, o bicho que os há-de roer, já lhes entrou na derme.
Lá diz o Zé: [A canalha não atira pedras às árvores sem fruta!] 
O Arguido, em trânsit

quarta-feira, 17 de abril de 2013

METAS SPT 2000 {2}


METAS SPT 2000 – 2
Está provado, hoje, que em Portugal os CSP foram distorcidos e transformados num amplo consultório com que sucessivos Ministros têm sido enganados e avaliando a saúde em milhões de consultas e ajudando os Médicos a implantarem a sua estratégia, obviamente virada para a patologia.
Os simulacros de promoção da saúde e prevenção das doenças não passam de pequenos capítulos nuns CSP virados para a doença, que é o que os Médicos sabem tratar, pois é essa a sua formação.
Mas, se não houver doenças, não é um problema, porque ou as inventam ou as sugerem para manter a dependência dos clientes, no campo do hipocondrismo saudável, para que o SNS tem dado um bom contributo.
Lenta e progressivamente foram adaptando a sua perspectiva mórbida, em nome dos CSP, sempre com a colaboração dos governantes, deslumbrados com tanta consulta e com tanta doença.
Para que os Enfermeiros não perturbassem esta dinâmica e estratégia médica, foram sendo sucessivamente neutralizados, dado que tinham sido eles os promotores da Saúde Pública e do que de promoção de saúde se foi implantando, muito por inércia, dado que a perspectiva tem sido a da doença e morbilidade, pois que por mais esforços que os Médicos de Família façam, a sua tendência é, naturalmente para as doenças reais ou fictícias.
Hoje tudo isto é mais visível:
·        Os Enfermeiros debatem-se com enormes dificuldades de implantação dos seus métodos, no terreno, pois os Médicos que controlam o SNS, a todos os níveis, como muito bem entendem, não lhes deixam margem de manobra, nem para pensar, nem para agir, de acordo com as suas capacidades
·        O processo que a Classe Médica tem usado, para dominar os Enfermeiros, não dignifica os seus autores; bem pelo contrário, indicia necessidade urgente de correcção, visto que a rede de Assistência Primária, vulgarmente designada por Cuidados de Saúde Primários, está atrofiada pela excessiva medicalização, que começa no excesso de Médicos proporcionalmente ao de Enfermeiros, o que implica a distorção na qualidade e genuinidade desse nível de Assistência, os CSP.
·        A tão apregoada Reorganização dos CSP, não passa duma falácia, pois sendo os autores da distorção os auto proponentes da reorganização não podem onticamente produzir senão mais do mesmo, eventualmente para pior.
·        Só os Enfermeiros, em liberdade de acção e expressão têm condições técnico profissionais e suficientemente científicas (leges artis) para fazerem uma verdadeira reorganização dos CSP, sobretudo estes, seu campo de acção privilegiado, pois são eles que detêm a formação necessária e suficiente para manterem o equilíbrio entre a promoção da saúde, a prevenção da doença, a cura e reabilitação, com via à reinserção social no seu “habitat natural”.
        São mais claras as necessidades de exploração do SNS, para o que basta analisar o deslizamento de certas “pedras”, no tabuleiro das operações financeiras e prioridades de consumos e despesas. A colocação de um “engenheiro civil de fim-de-semana”, num domínio tão diferente, como o dos plasmas e outros produtos terapêuticos comercializados pela Octapharma”, com o exclusivo mais ou menos disfarçado, somente deixam dúvidas a quem precisa estrategicamente de fingir que não vê o que está bem visível e acessível logicamente.
       Mas não é só isso; a selecção de certos currículos, para certos lugares, por onde passam os milhões da nossa desgraça abre a curiosidade de certos analistas, cujo produto da análise não precisam de publicitar, porque o grupo dos atentos aos currículos deficitários, segundo eles, deviam olhar, mesmo que de esguelha, para os que têm currículo a mais; certos currículos, saliente-se.
A crise e a troika são um binómio, que nos permite duvidar, ou não, do apoio que dá, segundo dizem, às USF, em vez das UCC, versão mais universal, sobretudo na Região Europeia.
É altura de soltar as amarras aos Enfermeiros e canalizar os CSP para a sua verdadeira dimensão, impedindo essa área do SNS da distorção a que tem estado sujeita, afastando-se das Metas SPT, devidamente testadas e ratificadas pelo nosso Estado, que as manda interpretar e pôr em prática por quem não tem nem competência nem apetência, para esse efeito, com a situação reinante demonstra. É que hoje já não é uma exigência dos Enfermeiros, a requererem o seu estatuto, nos CSP; é acima de tudo, um imperativo nacional.
Cientes e conscientes de que estamos a prestar um bom serviço ao país e ao SNS, através dos Enfermeiros e pelos meios ao nosso alcance, que não são tão extensos como os daquelas instâncias que podem comprar espaços de publicidade. Usaremos os meios de comunicação de que podemos lançar mão, na expectativa de que a água, mesmo mole, pode furar a pedra e houver continuidade na acção.
Vamos, por isso da continuidade a mais um capítulo de divulgação das Metas SPT 2000:

«PRÉ-REQUISITOS DA SAÚDE

Os restantes capítulos deste texto propõem metas para a SPT, na Região. Para atingir essas Metas, será da maior importância introduzir melhorias em certos aspectos dos estilos de vida, das condições de ambiente e de cuidados de saúde; estas melhorias, porém,  terão pouco efeito se certas condições fundamentais não forem conseguidas.
Sem paz e sem justiça social, sem um abastecimento suficiente de alimentos e de água potável, sem habitação e nutrição convenientes, se não forem dados a cada um e a todos um papel útil na sociedade e uma compensação adequada, não poderá haver saúde para a população nem se poderá pensar em crescimento real ou em desenvolvimento social.
A responsabilidade da realização dos objectivos fixados situa-se, em muitos casos, fora do sector da saúde. Esta responsabilidade deve ser plenamente reconhecida a todos os níveis de elaboração das políticas do país, a fim de que as prioridades do desenvolvimentonackional global vão ao encontro da necessidade  de reforçar os aspectos da vida que são condições prévias à saúde.
A nível internacional, esta responsabilidade pressupõe uma colaboração dos Estados Membros (EM), entre si, bem como esforços concertados em todas as instituições das Nações Unidas, às quais incumba a principal tarefa de fixar objectivos específicos e trabalhar de maneira que este pré-requisitos sejam respeitados. O que acaba de se afirmar está de acordo com a Resolução 34/58 da Assembleia Geral da ONU, que solicita aos órgãos competentes do sistema das Nações Unidas a coordenação dos seus esforços com os da Organização Mundial de saúde e o apoio a esta Organização com as medidas que forem julgadas apropriadas, no âmbito dos seus respectivos domínios de competência, para atingir a meta da SPT.
Se esta interdependência não for reconhecida, tanto a nível de países, como a nível internacional, os esforços de melhoria da saúde serão simultaneamente mais dispendiosos e menos eficazes.
Finalmente, é mediante um compromisso firme da parte dos governos e populações, que será possível avançar com as acções que se impõem no seio dos EM e com a colaboração entre eles, num grau que permita a realização das Metas SPT, fixadas na Região Europeia.

Desaparecimento da Ameaça de Guerra

A guerra é a mais séria de todas as ameaças para a saúde. Os que uma guerra acarretaria, em termos de mortos, feridos e inválidos permanentes, desafiam a própria imaginação. Uma bomba atómica, com a potência de uma megatonelada, lançada sobre uma grande cidade, mataria mais de um milhão e meio de pessoas e faria outros tantos feridos.
Já se estimou que uma guerra nuclear “limitada”, utilizando armas nucleares mais pequenas, lançando um total de 20 megatoneladas sobre objectivos militares, numa região densamente povoada, causaria cerca de 9 milhões de mortos e feridos graves, enquanto uma guerra total, na qual fizessem explodir dez megatoneladas de bombas nucleares, faria mais de mil milhões de mortos e quase outros tantos feridos, de tal maneira que as vítimas imediatas representariam mais de metade da população m undial, o que convulsionaria completamente a vida do planeta.
Dito isto, é bom também não esquecer que uma guerra convencional representa uma ameaça terrível para a Humanidade. Os imensos prejuízos da Segunda Guerra Mundial dão apenas uma fraca ideia do que seria hoje um conflito armado internacional de grande envergadura, se tivermos em conta a potência destrutiva consideravelmente acrescida dos armamentos chamados “clássicos” de que se dispõe hoje em dia.
No entanto, a paz não é somente a ausência de guerra. É também um sentimento positivo de bem-estar e de segurança dos habitantes de todos os países, implicando a possibilidade de dispor livremente da sua própria sorte e de explorar plenamente o seu potencial humano. Implica que todas as nações tenham a possibilidade de participar activamente, em pé de igualdade e num autêntico espírito de solidariedade e de reciprocidade, na promoção de um mundo mais gratificante para todos. É indispensável sublinhar a este respeito que, actualmente, na Europa, não é propriamente a guerra mas o perigo da guerra que põe problemas de saúde. A tensão internacional crescente destes últimos anos levou a apreensão até um grau que compromete as possibilidades que têm todas as populações da Região de trabalhar, conjuntamente e em harmonia, na preparação de um futuro melhor.
Todos estes elementos têm a sua quota-parte na decisão recentemente pela Assembleia Geral das Nações Unidas ao adoptar a Resolução 38/113 que sublinha uma vez mais a necessidade urgente de a comunidade internacional tudo fazer para afastar crescente ameaça de guerra.
O sector da saúde pode empreender determinadas acções que enquadrem o seu papel fundamental ao mesmo tempo que contribuam para reduzir a tensão internacional. Incumbe‑lhe em todo o lado executar uma tarefa directora na promoção de uma colaboração estreita e durável face aos problemas de saúde de carácter fundamental. As investigações bilaterais e internacionais, com as reuniões e os contactos que implicam, para além dos seus efeitos benéficos na saúde,  aumentam a compreensão e forjam ligações entre indivíduos e instituições e países, contribuindo assim para reduzir a tensão internacional e demonstrar o valor da cooperação.
Por outro lado, o sector da saúde de cada país deverá tomar sobre os seus ombros a tarefa de fazer compreender as consequências reais que uma guerra, em especial nuclear, teria sobre a saúde, reforçando assim o desejo de paz. Analisando objectivamente a amplitude das destruições, sofrimentos e incapacidades que uma guerra importa aos homens em todos os países, apresentando um quadro realista do pouco que poderiam fazer serviços de saúde para tratar as vítimas civis e militares, sensibilizando para estes factos os políticos  e o público, o sector da saúde pode contribuir para activar a investigação de meios de evitar para sempre uma nova guerra. A nível internacional, foi a OMS que tomou a iniciativa neste campo a adopção pela Assembleia Mundial de Saúde de uma resolução acerca dos efeitos de uma guerra nuclear sobre a saúde e sobre os serviços de saúde, e a distribuição ulterior de um relatório sobre este mesmo assunto.
Estes esforços deverão ser continuados.

Igualdade de Oportunidades para Todos

O compromisso dos EM da Região Europeia no que respeita à SPT 2000 assenta num princípio fundamental da polícia social: todos os homens têm igual direito à saúde. Para que este direito não seja letra morta é indispensável fornecer a toda a população da Região oportunidades iguais para desenvolver plenamente a sua saúde e para a preservar. Este princípio reveste um duplo aspecto na Região Europeia : igualdade entre as nações e igualdade entre grupos socioeconómicos dentro do mesmo país.
Existem actualmente desigualdades consideráveis entre os países da Região. A Região Europeia congrega países que têm níveis de vida muito diferentes. O produto nacional bruto por habitante, em 1980, ia de 700 dólares num EM a 12.000 num outro.
Por outro lado, a esperança de vida â nascença variava de 55 a 77 anos. Em certos países ricos há excedentes de camas hospitalares e de pessoal de saúde qualificado, enquanto, em alguns dos mais pobres até a infra-estrutura sanitária de base incompleta. Estas disparidades gritantes, ao que se refere ao estado de saúde e aos serviços de saúde, reflectem-se nas diferenças constatadas no grau de pobreza, a nível da Região e no interior dos países, sabendo-se que as nações ricas não foram poupadas pelo problema da desigualdade social. Contratam-se também disparidades análogas noutros domínios, como o do saneamento, abastecimento de água. Habitação e disponibilidade de produtos de primeira necessidade. Como se verá pormenorizadamente no capítulo 3, estas diferenças de nível, no desenvolvimento, traduzem-se também por desigualdades preocupantes no estado de saúde.
Um problema capital dos países desenvolvidos da Região é o de falta de meios de investimento no sector da saúde. Incumbe, portanto dar prioridade, na Região Europeia, ao apoio na adopção de uma política completa de solidariedade, que permita aos países mais favorecidos auxiliar mais eficazmente os outros a reforçarem o respectivo sector da saúde, em conformidade com a Carta dos Direitos e Deveres Económicos dos Estados [Resolução 3281 (XXIX), adaptada Pela Assembleia Geral das Naçoes Unidas, e com a Estratégia Internacional da Terceira Década das Nações Unidas para o desenvolvimento (Resolução 35/56), na qual se solicita veementemente aos países desenvolvidos um acréscimo muito significativo da sua ajuda aos países em desenvolvimento. Dentro deste espírito, poder-se-iam estabelecer novas formas para suscitar contribuições voluntárias e para as encaminhar para os países em causa.
Uma fórmula possível seria criar um fundo especial europeu para o desenvolvimento da saúde que apoiasse o reforço da infra-estrutura sanitária dos países menos desenvolvidos da Região. A utilização deste fundo deverá ser colocada sob a orientação geral do Comité Regional e limitada a projectos conformes com as políticas de Saúde para Todos (SPT).
Deve-se, no entanto, efectuar um estudo especial  de viabilidade antes de decidir quanto à acção ou não dum fundo deste género.
A miséria existe também em certos países mais desenvolvidos da Região Europeia; mesmo em países deste grupo constatou-se que a esperança de vida era mais curta de sete anos e que a mortalidade infantil era duas vezes e meia (2,5) mais elevada em classes sociais desfavorecidas do que nas classes mais abastadas. A meio da década de 70, apenas nos países pertencentes à Comunidade Económica Europeia (CEE), havia ainda cerca de 30 milhões de pessoas que viviam na pobreza.
Noutras partes da Região, também há pessoas que vivem abaixo do mínimo social admissível. O seu número aumentou pelos chamados “novos pobres” dos quais muitos são mulheres crianças a cargo, que só têm para viver um magro salário ou pensões sociais. Encontram-se diferenças semelhantes noutros subgrupos no interior dos países, por exemplo, as pessoas idosas, as minorias étnicas e os habitantes de certas regiões geográficas.
Um objectivo de todos os programas nacionais da SPT 2000 deve ser, portanto, o estabelecer uma política coerente, e a longo prazo, que reduza radicalmente a desigualdade social actual dos rendimentos, das condições de habitação, etc…

Satisfação das Necessidades Fundamentais

Apenas poderá haver progresso sensível, no sentido da igualdade social, na Região se se assegurar a satisfação das necessidades fundamentais da população :
Alimentação conveniente, educação básica, água potável, habitação adequada e emprego útil à sociedade, assegurando um rendimento suficiente.

Alimentação
O acesso a uma alimentação suficiente, em quantidade e qualidade, continua a ser um problema muito importante em diversos locais da Região. No que diz respeito às crianças, uma alimentação insuficiente reduz a resistência à doença e compromete o desenvolvimento físico e intelectual. O número de óbitos infantis e de crianças com baixo peso à nascença atestam a importância da subnutrição e da malnutrição em certa partes da Região. Por outro lado, as carências alimentares de numerosas pessoas idosas, nomeadamente as que vivem sós, são particularmente preocupantes em muitos países.
Os produtos de base deveriam ter um preço ao alcance de todos. São indispensáveis, neste aspecto, políticas e programas nacionais bem concebidos e bem integrados, em matéria de alimentação e de nutrição, para melhorar a produção e a distribuição a preços acessíveis as grupos e às regiões menos favorecidos.
A eliminação da fome e da malnutrição é o objectivo fundamental da Estratégia Internacional da Terceira Década das Nações Unidas para o Desenvolvimento, já atrás mencionada. É possível atingir este Objectivo em atenção que se deve facultar a todos os seres humanos o acesso aos alimentos de base de que têm necessidade, a preços que lhes sejam acessíveis.

Educação Básica
A educação é a base sobre a qual se deve desenvolver o potencial do indivíduo e se estabelece uma participação útil na vida social. É, também uma condição para que o indivíduo possa compreender o que é a saúde, escolher com conhecimento de causa o seu estilo de vida, velar pela sua própria saúde e pela da sua família. Os EM, ao ratificarem o acto constitutivo da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), reconheceram a necessidade de assegurar a todos, igual e pleno acesso à educação.   
O nível de educação da população da Região situa-se entre os mais elevados dos Mundo. No entanto, existem ainda diferenças espectaculares. Em 1980, nalguns países, e de acordo com as estimativas, metade das pessoas com mais de 15 anos era analfabeta, proporção que, nas mulheres, podia atingir 80%. Mesmo nos países desenvolvidos, percentagens significativas da população são actualmente, classificadas como iletradas funcionais.
A Assembleia Geral das Nações Unidas  adoptou recentemente uma Resolução sobre o direito à educação (37/178), que sublinha a necessidade de erradicar, com a maior urgência o analfabetismo, e convidou tos os EM a adoptarem medidas apropriadas para assegurar a plena aplicação daquele direito mediante uma educação primária gratuita e obrigatória, uma educação secundária universal e progressivamente tornada gratuita e um acesso igual a todos os meios de educação.
Prestar-se-á uma atenção especial aos grupos que tiverem as mesmas possibilidades que outros de acesso a uma educação básica suficiente. A resolução solicitava à UNESCO o emprego dos seus meios por forma a pôr em prática este direito e convida todas as instituições especializadas a trabalharem em cooperação com a UNESCO para esta finalidade.

Água e Saneamento Básico

O abastecimento de água potável e o saneamento são indispensáveis à protecção da saúde do Homem; ora, em certos países, numerosas populações rurais e até algumas populações urbanas, não possuem instalações desse género, mesmo as mais elementares. Estimou-se que mais de cem milhões de habitantes da Região não estavam correctamente abastecidos de água potável e que duzentos e cinquenta milhões não dispunham de instalações correctas de evacuação dos seus excreta. Os números referentes à mortalidade infantil, por doenças intestinais e diarreicas atestam a gravidade do problema nalguns países.
A Década Internacional da Água Potável e do Saneamento tem por objectivo oferecer a toda a população, até 1990, um abastecimento contínuo de água potável e meios correctos de evacuação dos excreta. O capítulo 5º fixa metas para este fim.

Alojamento Adequado

Um alojamento adequado é um factor importante na construção e na preservação da vida familiar e na interacção social. O grau de higiene das habitações é um relevante indicador da salubridade do ambiente, em especial para aqueles que passam a maior parte do seu tempo, no interior, tais como as crianças de colo, as crianças jovens, as pessoas velhas e os inválidos. As condições de habitação influenciam, portanto, para melhor ou para pior, o bem-estar físico, mental e social de cada um.
Milhões de pessoas, na Europa, vivem em habitações com características muito inferiores às normas mínimas de habitabilidade. Se tal facto é particularmente verdadeiro em países em vias de desenvolvimento, o problema é igualmente sério em países desenvolvidos. É assim, que vários milhões de pessoas vivem nos centros das cidades em plena degradação ou em apartamentos de construção recente que não correspondem às normas geralmente admitidas como mínimas. Em numerosos países da Região há também penúria de habitação a preços razoáveis; muitas pessoas, em especial os jovens casais, podem ter de esperar anos antes de se instalarem, ao passo que os grupos de fracos rendimentos, como as pessoas velhas, podem não ter nunca meios de o conseguir. Por causa da penúria de habitação ou pelos preços excessivos de arrendamento, pode acontecer que diversas famílias tenham que partilhar a mesma habitação ou que os membros de uma mesma família sejam obrigados a viver separados.
É, portanto, evidente que este é um problema importante para a Região Europeia tomada no seu conjunto; no capítulo 5º define-se uma Meta de natureza sanitária a este respeito.

Emprego Estável e
Papel Útil na Sociedade

Ter emprego assegurado e executar uma tarefa útil na sociedade foram sempre necessidades fundamentais do Homem. O desemprego e o subemprego têm, portanto, incidências humanas e sociais nocivas ao indivíduo, à família e à colectividade e, como ressalta cada vez mais claramente, prejudicam também a saúde.
As perspectivas económicas de longo prazo são incertas. Seria muito imprudente apostar no retorno, mesmo nos anos 90, às taxas de crescimento rápido dos anos 50 e 60. As velhas indústrias da Região confrontam-se com uma vigorosa concorrência por parte dos países do 3º Mundo e as novas tecnologias permitem à indústria e a numerosos serviços produzir cada vez mais com o mesmo número de trabalhadores ou com menor número de trabalhadores.
O desemprego atingiu na Região níveis elevados persistentes que já não registavam há duas gerações. Qualquer plano de acção sanitária realista deve, portanto, partir da hipótese de que a taxa anual média de crescimento económico, na Região se manterá em níveis baixos, até 2000.
No entanto, não é porque as perspectivas económicas gerais sejam sombrias que será fatalmente necessária a resignação à persistência de taxas de pobreza e de desemprego elevadas. Os serviços socio-sanitários são e permanecerão sempre serviços com forte intensidade de mão-de-obra, em particular porque assentam nas relações e nos serviços pessoais. A expansão do sector da saúde pode fornrcer empregos satisfatórios e uteis, remunerados, ou não, e permite, também, reduzir o desemprego, pelo menos se existir uma vontade política de conseguir este resultado.
Como resposta às dificuldades económicas, os esforços de educação e de formação de jovens localizam-se, sobretudo, no sector económico, Mas, de entre os empregos para os quais é necessário preparar os jovens, figura a prestação de serviços sociais. Um factor importante a este respeito é que, até ao momento actual, os temas educativos pouco fizeram para combater a divisão sexual das tarefas sociais. Resulta daqui que as mulheres saem geralmente do sistema educativo com qualificações que não lhes permitem o acesso a empregos mais bem remunerados. Este facto é especialmente importante em casos de desemprego familiar, o que dá como resultado a multiplicação de famílias de fracos rendimentos, compostas por uma mãe divorciada e os seus filhos.
As políticas de emprego, incluindo a formação dispensada aos jovens para fazer face à crise económica, devem permitir escolher actividades social e economicamente satisfatórias, mantendo, simultaneamente o nível de vida e indo assumir um papel social e familiar. Devem ser realizados esforços sérios para fornecer aos deficientes e às pessoas velhas ocupações uteis, extraindo um melhor rendimento dos seus talentos. Devem ainda ser feitas investigações para se conseguir redistribuir o trabalho e as possibilidades de trabalho, a medida que a configuração económica e industrial muda. A nível político, o problema é encontrar meios aceitáveis de promoção destas actividades.
Estas considerações vão no sentido das Metas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que são:
Promover o pleno emprego em profissões que ofereçam, às pessoas a satisfação de dar a plena medida das suas competências; um rendimento de base a todos aqueles que têm necessidade desta protecção e dar condições de trabalho que assegurem a todos uma parte justa dos frutos dos progresso.

Vontade Política e Apoio da População

Uma vez referida a amplidão da tarefa, a firme vontade política e a mobilização do apoio da população são condições preliminares fundamentais para o lançamento das acções necessárias. Os ministérios da saúde, ou outras instâncias responsáveis pela promoção da saúde, e pela aplicação das políticas de saúde, devem levar a cabo uma acção resoluta para assegurar um compromisso inequívoco de todo o país relativamente ao objectivo da Saúde para Todos (SPT 2000). É, de resto, isto que implica a Resoluçao 34/58 da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Resolução da OMS30/43 da Assembleia Mundial da Saúde, que solicitam aos países a elabora da sua própria estratégia nacional de SPT e os convida a tomarem as medidas necessárias para assegurar a sua implantação. O processo de mobilização da população deve ser lançado de preferência, por decisões políticas ao mais alto nível e confirmado em todos os sectores do país. Todos os sectores que tenham impacto sobre a saúde serão, assim, levados a reconhecer que a protecção da saúde da população é também uma preocupação primordial, no seu próprio domínio.
As características culturais e sociais e o sistema político dos países determinarão as medidas a tomar para mobilizar a população. È importante obter o apoio dos dirigentes religiosos e cívicos, assim como o de outras personalidades públicas, dos Sindicatos e das Organizações Governamentais (OG) influentes. Pode mobilizar-se o apoio popular, criando associações com vocação exclusiva para promover o objectivo da SPT 2000 e a sua realização nos vários países. Deve ser encontrada a maneira de levar os profissionais de saúde ou outros grupos sociais e certas organizações comunitárias a colaborarem activamente num vasto movimento a favor da SPT 2000 à escala do país e fazer campanhas de opinião destinadas a obter o apoio da população.
É indispensável manter, na população europeia (e sobretudo na portuguesa), o compromisso político colectivo dos EM em fornecer o impulso requerido para as acções colectivas necessárias. A adopção do objectivo SPT 2000 pela Assembleia Mundial da Saúde (MAS), em 1977, deu o 1º impulso, reforçado a seguir pela aprovação, pelo Comité Regional, da Estartégia Regional da SPT 2000, em 1980; um novo impulso foi dado quando o Comité Regional adoptou, em 1984, as Metas regionais específicas propostas no quadro da estratégia regional, que deverão ser atingidas, até ao ano 2000 (Resolução EUR/RC34/R5 – ver depois, anexo 1).
Não menos importante, enquanto expressão da vontade política de uma mudança real, é a decisão supramencionada dos EM de estabelecerem em cada país um mecanismo de vigilância e de avaliação dos progressos realizados para a SPT 2000. A adopção pelo Comité Regional, durante a sua 24ª Sessão, de uma lista de indicadores e de um plano de acção da SPT 2000, que têm actualmente um carácter meramente provisório, reforçou ainda mais este compromisso. Este processo poderá mesmo atingir um dia o seu zénite na adopção, por todos os EM da Região, de uma carta regional da saúde, que realce o sentimento de responsabilidade comum face à realização de certas aspirações humanas fundamentais, o que identificará ainda os esforços de cooperação pacífica. No entanto, em 1980, o Comité Regional não julgou conveniente prossegui o exame desta questão.
  {Estas questões prévias à entrada nas Metas da SPT 2000 foram mostradas, mais uma vez, aos Enfermeiros, pois são estes que nos interessa mobilizar, para fins óbvios, para se reatar o fio da meada do verdadeiro desenvolvimento da SPT, por norma e, para sempre, do ponto em que foi propositadamente ou por ignorância, desviado do seu alvo.
Já decorreram muitos anos de tempo e perspectivas perdidas;
Muitos enriqueceram à custa das perspectivas desviantes que as escolas de saúde, que temos, ajudaram a promover;
O comando das políticas da saúde, por partidos políticos, sobretudo o PCP, no que concerne à Enfermagem, a partir de Abril de 1974, tiveram, têm tido, um papel fulcral nos desvios das Metas SPT 2000, sobretudo a cargo de um médico, que na sombra, foi levando a água ao seu moinho. Hoje tivemos conhecimento de que vai escolher, de futuro, a cadeira com quem se há-de sentar à mesa de negociações. É uma boa notícia que iremos trabalhar, com dados históricos e responsáveis, em local mais apropriado.
A doença e a sua promoção é o que o nosso país tem feito a partir da entrega do SNS aos médicos. Os resultados estão à vista de todos os que querem e podem ver para além desta perspectiva e têm possibilidades de inverter a tendência.
A promoção da Saúde e a Prevenção da Doença, são incompatíveis com a profissão médica e com o exercício da medicina, que aparece, quando a prevenção falha. Este é o erro colossal que os vários governos do País têm cometido.
Do médico podem esperar-se bons serviços no domínio das patologias, enquanto o organismo humano responde às terapêuticas;
Do Enfermeiro há que esperar acções positivas e concretas nos domínios da Promoção da Saúde, no da Prevenção da Doença, no da Cura e Reabilitação, assim como nos da reinserção social ou no acompanhamento para uma morte serena, humana, através de cuidados paliativos, quando a medicina já não pode nem deve actuar.
Estes campos têm sido propositadamente confundidos pelos Médicos, por razões de insuficiente formação e/ou por tendência a ver doença e a transformar tudo em doença  pois é das doenças que médico vive e se alimenta.
Desconhecer as causas destas coisas é crime público de largo espectro, pois «é tão ladrão é o que vai à horta como o que fica a guardar a porta». (CONTINUA)

segunda-feira, 15 de abril de 2013

AS 38 METAS SPT 2000


AS METAS DE SAÚDE PARA TODOS
Metas da Estratégia Regional Europeia
Prefácio da edição em português


«Portugal associou-se formalmente às duas resoluções da Organização Mundial de Saúde  (OMS) que maior repercussão tiveram, nos últimos anos, o domínio da política de saúde a nível internacional:
Em 1980 a formulação duma política comum europeia, subordinada ao grande objectivo {Saúde para Todos, no ano 2000}, assente no desenvolvimento dos Cuidados de Saúde Primários, (CSP) e, em 1984, a adopção dos textos fundamentais, em relação à prossecução daquela política. São estes textos, que integram a presente obra, originalmente editada em inglês pelo Bureau Regional da Europa da OMS, em meados de 1985.
Visar a saúde para todos, independentemente, do horizonte temporal admitido, é o mesmo que assumir o ambicioso compromisso de assegurar a todos, e a cada um, os adequados cuidados de saúde em qualquer dos seus 4 escalões:
1 – autocuidados,
2 – Cuidados Primários,
3 – Cuidados Diferenciados,
4 – Cuidados de Reabilitação, com a atenção especial para com a educação das populações e a prevenção da doença, que cada vez mais suscitam a atenção dos responsáveis.
Portugal tem sido um dos Estados Membros da OMS, onde a atenção aos cuidados básicos mais tem germinado, não sendo por acaso que existem, entre nós uma Direcção-Geral dos Cuidados de Saúde Primários, a nível central, e uma política de descentralização deste mesmo tipo de cuidados, consubstanciada nas Administrações Regionais de Saúde e respectivos Centros de Saúde.
Os Cuidados de Saúde Primários (CSP), porém, exigem muito mais do que a simples existência  de serviços correctamente dimensionados e hierarquizados, sendo de importância fulcral quer a responsabilidade de recursos humanos competentes e prestigiados, com especial relevo para o papel do clínico geral, médico de família, quer a integração dos cuidados num todo harmónico e diversificado, com a melhor qualidade possível e a rentabilidade exigida pela actual situação económica.
A aplicação a Portugal das 38 Metas Europeias enunciadas neste livro é uma tarefa que estamos a realizar com entusiasmo e realismo.
Entusiasmo, porque a obra é aliciante e estimuladora;
Realismo, porque é necessário adaptar cada objectivo às necessidades de facto sentidas, aos recursos disponíveis e às características e desejos da população que servimos.
A filosofia da saúde para todos assenta na ideia de que, tanto como baixar as taxas de morbilidade e mortalidade, importa, nos nossos dias, e no futuro próximo, aumentar a igualdade de oportunidades, entre países, entre regiões, dum mesmo país e, entre áreas duma mesma região.
Quatro grandes desafios se colocam diante de nós:
1 – Aumentar os anos de vida com boa saúde;
2 – Encarar a existência sob o prisma de um estilo de vida saudável;
3 – Promover um ambiente salubre;
4 – Finalmente, desenvolver um sistema de saúde com especial ênfase, nos CSP
Para promover o empenhamento de todos, impunha-se uma versão, em língua portuguesa desta publicação e a sua mais ampla divulgação. Este trabalho foi efectuado pelo Departamento de Estudos e Planeamento do Ministério, com o auxílio financeiro substancial do Bureau Regional da Europa da OMS, a quem são devidos justos agradecimentos (Assim escrevia Leonor Beleza, Ministra da Saúde).
Prefácio da edição original (1985)
Os países da Europa, com a sua longa experiência e os abundantes recursos de que dispõem, têm uma responsabilidade especial em relação ao resto do Mundo:
Devem ser os primeiros a explorar vias novas para resolver os problemas de saúde e reduzir as desigualdades. Após a aprovação em 1977, da resolução que fez da {Saúde para Todos} o principal objectivo social dos governos e da OMS, a Região Europeia da OMS tomou importantes medidas nesse sentido, com a formulação de uma política de saúde comum, em 1980 e a adopção, pelo Comité Regional, dos textos apresentados neste livro, em 1984. As Metas Regionais foram estabelecidas para os Estados Membros da Região Europeia com a participação activa dos seus peritos e das suas instituições sociais, em constante contacto consultivo com as autoridades de saúde.
As citadas Metas representam, portanto, um consenso sobre o que poderia e deveria ser a {Saúde para Todos}, na Europa, um grande empreendimento em que os Estados Membros se lançaram. Este compromisso não é, somente, ditado pelo interesse formal e pela boa compreensão de cada país:
O princípio estabelecido ao longo de todo o documento é o de que a desigualdade, perante a saúde, pode e deve ser reduzida, sendo indispensável dar a todas as pessoas os meios  económicos e sociais de preservação do seu potencial de saúde. Não se trata, apenas, de reduzir desigualdades, dentro dos países europeus ou entre eles, mas também, entre a Europa e o resto do Mundo.
À volta do tema central da desigualdade perante a saúde, a obra sugere melhorias e propõe meios para as conseguir. Põe em evidência a higiene dos estilos de vida e a salubridade do ambiente, assim como a reorientação dos serviços de saúde, no sentido dos CSP. Mesmo, quando as Metas se referem a problemas, que preocupam, principalmente, aos países industrializados, oferecem vasta matéria de reflexão aos países, que estão lançados, em processos de industrialização.
É evidente que as melhorias propostas, só podem ser realizadas pelos próprios países e os resultados dependerão da dinâmica, que imprimam às suas estratégias para a Meta comum. Esta constatação pressupõe uma larga difusão da mensagem, a todos os níveis, desde o poder de decisão política, à base, por intermédio dos meios de comunicação social, dos profissionais de saúde, das associações de consumidores e do sistema de ensino.
Poderia resultar desta difusão largo debate, sobre os grandes problemas em jogo, debate que ajudaria a criar condições necessárias à mudança.
A formulação de uma política de saúde regional, tendo em conta a diversidade de condições e dos sistemas sociopolíticos da Região Europeia, assim como a elaboração das Metas Regionais, representam o final do trabalho considerável efectuado por peritos nacionais e sustentado pela vontade política dos Estados Membros.
Esta grande realização colectiva deve muito à iniciativa, à orientação, à diplomacia e ao tacto político do Dr. Leo A. Kaprio, anterior Directos Regional para a Europa. Durante cerca de 18 anos, ele contribuiu para reforçar a confiança dos Estados Membros, na acção da OMS, na Europa e fazer surgir um espírito de solidariedade comum, que tornou possível a adopção colectiva de uma abordagem política fundamental, que orientará o desenvolvimento da Saúde, durante várias décadas.
O Dr. Kaprio reformou, em Janeiro de 1985, deixando a Região Europeia à cabeça da corrida para a Saúde, no ano 2000. Compete aos seus sucessores e aos países da Região trabalharem para que esta posição não se modifique.
Assim escreveu H. Mahler – Director-Geral, da OMS
Genève, Setembro de 1984             

3º Prefácio

Quando o Dr. Mahler escreveu o prefácio da 1ª tiragem deste texto salientou que qualquer sucesso (na saúde) dependeria da orientação que nos países fosse dada às respectivas políticas e estratégias, alinhando-as com a nova política de saúde europeia – a estratégia e as Metas Regionais de Saúde Para Todos (SPT).
…..Importantes actividades novas estão a ocorrer em Portugal e em vários países do Mediterrâneo, no sentido de estabelecer sistemas de cuidados de saúde primários eficientes; alguns países juntaram-se, num projecto internacional importante, com o objectivo de desenvolver programas vastos intersectoriais no domínio dos estilos de vida saudáveis. Quase todas estas acções se integram em projectos de colaboração com o Bureau Regional da Europa da OMS.
…… Em 1985 todos os Estados Membros Europeus da OMS evoluíram no sentido da SPT, utilizando os 65 indicadores regionais adoptados pelo Comité Regional em 1984. Este exercício foi extremamente interessante e revelou que se estava a realizar um bom progresso em muitas zonas da Europa mas, por outro lado, também mostrou que ainda subsistem problemas sérios, os mais importantes dos quais, nas áreas dos estilos de vida saudáveis e do desenvolvimento de sistemas de informação. Também se percebeu que o conhecimento da política regional da SPT ainda se restringia a um número limitado de administradores de saúde pública e outros profissionais de saúde de alto nível. Perante este cenário o Comité Regional, em 1985, aprovou um plano da campanha de promoção importantes, para tornar largamente conhecida através da Europa esta política de Saúde.
Contudo há um longo caminho a percorrer, antes que os Estados Membros europeus tenham, verdadeiramente feito da SPT uma preocupação básica para todos os sectores de desenvolvimento; tenham, na verdade criado os ambientes sociais, económicos, culturais e físicos que façam “dos estilos de vida saudáveis os estilos de vida fáceis de aceitar” e tenham organizado verdadeiramente, os seus Serviços de Saúde de tal maneira que assegurem o nível de cuidados apropriado para todos aqueles que necessitem deles – cuidados humanizados, eficazes e com uma eficiente utilização dos recursos disponíveis.
……. O lançamento, manutenção e alargamento destes muitos e novos conceitos, far-nos-ão enfrentar os povos da Europa – os seus políticos, pessoal de saúde e de outros sectores que influenciam a saúde, universidades de saúde pública, organizações nacionais e internacionais – alguns desafios enormes. O começo foi muito encorajador e acredito termos, à nossa frente, alguns anos fascinantes, no domínio da Saúde da Europa».   
[Foi desta forma que outro Director Regional da OMS para a Europa, J.E. Asvall em Copnhaga, 1/3/86 abordou nesta data, o 3º prefácio de mais uma publicação das 38 Metas SPT no ano 2000.
A pergunta que ressalta, ao nosso espírito, de imediato, é:
O que foi feito, em Portugal, de então para cá, além da publicação feita por Leonor Beleza, em junho de 1986?
E a pergunta imediatamente a seguir, é:
O que têm feito os Enfermeiros, enquanto Profissionais autónomos, para a implantação, no terreno, das 38 Metas da SPT ano 2000?
No SE não temos dúvidas de que, é aqui, que começa a verdadeira Reorganização dos CSP, porque não há a mínima possibilidade dos que estiveram na origem dos desvios, feitos consciente e deliberadamente, no sentido da medicalização, de que as novas funções, ao serviço da “Octapharma”, do ex-PM de Portugal, José Sócrates são um bom e subtil exemplo de tendência e favorecimento duma perspectiva, ao serviço da indústria químico-farmacêutica.
Ora, sem canetas a prescrever, prescrever, prescrever, não há produção industrial.
Por isso, temos de saber analisar o nosso contributo enfermeiro e a nossa responsabilidade, pelo estado de coisas que, em nome da saúde, se praticam em Portugal, de que o Relatório recente e não traduzido, feito pela Alta Autoridade Para a Saúde (entretanto foi extinta, porque era um perigo para a tendência portuguesa, para a saúde, em nome da saúde), ao recomendar um papel mais interventivo dos Enfermeiros, sobretudo, nos CSP.
Que nos impede de reagir, em consciência?
Por que e por quem esperamos?]

PERSPECTIVA GERAL DA SPT
A intenção das Metas SPT 2000 consiste em enunciar as condições fundamentais, que devem ser satisfeitas para que as pessoas gozem de boa saúde, definir as melhorias, que podem conseguir-se relativamente, à saúde da população, na Região Europeia da OMS, até ao ano 2000 (quanto tempo já se perdeu?) e, ainda, propor acções para realizar estas Metas.
A 30ª Assembleia Mundial de Saúde decidiu, em Maio de 1977, que {o principal objectivo social dos governos e da OMS, nos próximos decénios deveria ser o de facultar a todos os habitantes do Mundo, até ao ano 2000, um nível de saúde, que lhes permitisse levar uma vida social e economicamente produtiva (Resolução da OMS nº 30.43}. Dois factos fundamentais sublinham como é urgente atingir este grande objectivo, na Região Europeia:
1 – Apesar dos recursos financeiros consagrados ao sector da saúde, do desenvolvimento de novos medicamentos e de novas técnicas, no decurso dos últimos 30 anos (antes de 1977), o nível de saúde da população é muito inferior ao que poderia (e deveria) ser;
2 – Apesar do nível de desenvolvimento, geralmente elevado, da Região e do nível científico, económico e educativo da maior parte dos países, o problema das desigualdades, em matéria de saúde mantém-se agudo;
Este contesto originou, em 1980, durante a 30ª Sessão do Comité Regional Europeu, em Fez, os representantes dos Estados Membros da Região Europeia da OMS (EMRE/OMS) aprovassem a sua primeira política comum da saúde denominada {Estratégia para a Instauração da Saúde para Todos} (Documento EUR/RC30/8Rev. 2).
Esta estratégia regional exigia uma modificação radical das políticas de saúde dos países e designava 4 sectores, particularmente importantes:
Os estilos de vida e a saúde;
Os factores de risco, para a saúde e ambiente;
A reorientação do sistema de cuidados, em si mesmo e;
 Finalmente, os apoios necessários a nível político, gestionário e tecnológico, bem como aos profissionais de saúde e à investigação, para conduzir às modificações desejadas, nos outros 3 sectores. Preconizando uma modificação radical das políticas de saúde dos vários países, a estratégia exigia:
Que se conferisse uma prioridade mais elevada à promoção da saúde e prevenção da doença;
Que, independentemente dos serviços de saúde, todos os sectores, com uma certa dimensão para preservar e melhorar a saúde;
Que se desse mais importância ao papel, que podem desempenhar os indivíduos, as famílias e as comunidades no desenvolvimento da saúde;
Finalmente, que se recorresse prioritariamente aos CSP para conseguir as modificações acima apontadas. A estratégia recomendava, ainda, que se formulassem metas regionais específicas para a sua devida implantação.
Estes acontecimentos marcaram uma data importante, em relação ao desenvolvimento sanitário das populações europeias. Jamais os países da Região tinham aceitado adoptar uma política de saúde única, constituindo a base comum de desenvolvimentos ulteriores, tanto nos EM, considerados individualmente, como na Região, em geral. Os 33 países da Região foram, ainda, mais longe, solicitaram aos EM o ponto da situação do seu desenvolvimento e o alinhar da sua política de saúde e respectivos programas com a estratégia da SPS (Resoluções EUR/RC29/R6, EUR/RC30/R8 e EUR/RC33/R4). [ Que teria dito Portugal?]
Para que o compromisso assumido não ficasse sem realização, mas tomasse uma forma concreta, todos os EM da Região decidiram monitorizar, sistematicamente, os progressos conseguidos, procedendo a uma vigilância contínua e, dando conta dos resultados, de 2 em 2 anos, a partir de 1983, ao Comité Regional e à Assembleia Mundial da Saúde.
Decidiram, ainda, proceder a uma avaliação completa dos progressos realizados de 6 em 6 anos, a partir de 1985, e elaborar um relatório, sobre as conclusões destas avaliações. [Feitas por quem?]
Assim, se abriu uma nova era do desenvolvimento sanitário, na qual os governos de todos os países aceitaram não só intensificar os seus esforços para melhorar a saúde, como também, em espírito de solidariedade internacional, partilhar com outros países as suas experiências, dentro do quadro constituído pela OMS. (alguns países, onde isso lhes foi mais fácil, produziram grandes quantidades de Enfermeiros, para emigrar para aqueles, onde a escassez destes Profissionais é inferior às necessidades; de quem se trata?).
Pode parecer utópico formular Metas regionais específicas da SPT, na Região Europeia, pela simples razão de que existem disparidades consideráveis entre Estados Membros, não só no plano de desenvolvimento socioeconómico, mas também, no da situação sanitária e da respectiva orientação política.
O estabelecimento de metas regionais é mais uma etapa muito importante no caminho aberto pela adopção da estratégia regional da SPT, até 2000.
As metas regionais destinam-se, principalmente, a enriquecer o debate, sobre as políticas de SPT entre os EM. Ainda que, legalmente estas metas não obriguem os países, podem ajudá-los a fixar metas próprias, que reflictam as suas necessidades, as suas prioridades e os seus valores específicos.
O presente texto foi redigido sob a óptica, acima referida e tem, como principais objectivos:
·        Propor melhorias respeitantes à saúde da população, tendo em vista instaurar a SPT 2000;
·        Indicar os sectores que mais necessitem de intervenção, assim como a amplitude do esforço colectivo, indispensável e a orientação geral das acções a empreender;
·        Fornecer, aos países e à Região, um instrumento que os ajude a verificar os progressos realizados, relativamente às metas, e a rever a política seguida, se assim for entendido.
O modo de formular as Metas é ditado pela natureza do problema, pela amplitude dos nossos conhecimentos, pela situação sanitária, pela eficácia das medidas propostas e pelo lapso de tempo decorrido, entre a intervenção e a obtenção dos resultados desejados, dependendo, ainda, das instâncias envolvidas no processo.
As Metas inseridas no capítulo 3, sobre a melhoria dos indicadores de saúde, interessam à Região Europeia na sua globalidade, exprimindo, assim, o compromisso colectivo dos EM para instaurar a SPT, enquanto as Metas dos outros capítulos dizem, essencialmente, respeito a actividades específicas e, portanto, às populações e aos governos dos países em si mesmos.
As Metas propostas destinam-se a indicar as melhorias que poderiam ser conseguidas, se as vontades, os conhecimentos, os recursos e as tecnologias, neste momento, disponíveis fossem postos ao serviço de um objectivo comum. Estas metas não foram estabelecidas com o auxílio de elaborados modelos matemáticos, mas sim, com base em tendências históricas constantes nos domínios considerados, na evolução futura esperada e no que se sabe dos efeitos prováveis das intervenções. São destinadas a mobilizar os EM quando estes tiverem necessidade de determinar as suas próprias prioridades, metas e capacidades, e, por consequência, de saber a medida, em que podem contribuir, para se atingirem as metas regionais.
O ano de referência, sistematicamente adoptado, em todo este documento, foi o de 1980. Por outro lado, os prazos sugeridos, para as metas, variam de modo a reflectir a sucessão lógica dos acontecimentos, aos quais a instauração da SPT 2000 deve ser subordinada.
 O ano 2000 é referência para todas as metas enunciadas, no capítulo 3, relativamente, às melhorias da saúde.
Para as metas dos capítulos 4,5 e 6, os quais dizem respeito, respectivamente, aos estilos de vida; ao ambiente e aos cuidados;
Os limites temporais foram fixados, em 1990/1995, a menos que problemas específicos, como a importância dos recursos necessários, não justifiquem a referência a um ano posterior.
Finalmente, as metas que implicam medidas, no sentido de se produzirem mudanças, como as dos capítulos 7 (relativo à investigação) e capítulo 8 (Apoio ao Desenvolvimento Sanitário), deverão ser atingidas, antes de 1990. Cada EM decidirá, por si próprio, de que maneira procederá, na prática, para atingir cada meta.
Há necessidade de tomar esta decisão, individualmente, em função da situação legal, política, social, cultural e económica, de cada país, assim como das características dos sistemas de saúde e das estruturas de organização.
As Metas Regionais de SPT, enunciam, claramente, os progressos mínimos, que os países europeus deverão obter, até ao ano 2000, em matéria de saúde, e os sectores com ela relacionados. Com o intuito de permitir a supervisão e avaliação sistemática dos progressos realizados, em cada um dos EM, e no conjunto da Região, foi concebida uma série de indicadores regionais da SPT (Anexo 2). Estes indicadores regionais serão utilizados pelos países para, de 2 em 2 anos, informarem a OMS, sobre os progressos registados. Estabeleceu‑se, ainda, um plano de acção regional da SPT, expondo as principais medidas, que os EM e a OMS deverão tomar no decurso dos próximos anos, no sentido de se produzirem as modificações desejadas (Anexo 3).

GRANDES LINHAS DE ORIENTAÇÃO

Os 6 grandes temas que constituem este texto:
1.    A noção da SPT implica outra noção: a de igualdade de acesso à saúde. Isto quer dizer que será necessário reduzir ao mínimo as actuais desigualdades, entre países e, no interior de cada um deles.
2.      Trata-se de dar às pessoas uma ideia positiva da saúde, com a finalidade de as colocar em posição de utilizar, plenamente, as respectivas capacidades físicas, intelectuais e afectivas. A maior importância deverá ser dada à promoção da saúde e á prevenção da doença.
3.      A SPT diz respeito às próprias pessoas. Uma comunidade participando activamente, bem informada e motivada, é um elemento fundamental, na realização da meta comum.
4.      A SPT exige a acção coordenada de todos os sectores envolvidos. Os responsáveis pela saúde só podem dar resposta a uma parte dos problemas a resolver. É somente, através da cooperação multissectorial que se poderão conseguir os pré-requisitos da saúde, promover políticas e reduzir os riscos provenientes do ambiente físico, económico e social.
5.      O SNS deve privilegiar os CSP, de forma a cobrir as necessidades fundamentais, em saúde, de todas as comunidades, por meio de serviços prestados, tão perto, quanto possível, dos locais de vida e de trabalho das pessoas, facilmente acessíveis e aceitáveis por todos, e auxiliados por uma completa participação comunitária. [quem mais  perto pode estar que o Enfermeiro].
6.      Os problemas de saúde não têm fronteiras. A poluição e a comercialização de produtos nocivos, à saúde, são exemplos evidentes, cuja resolução requer uma cooperação internacional.

ESTRUTURA E CONTEUDO DO TEXTO
 O 2º capítulo deste texto trata dos pré-requisitos da saúde (condições prévias à saúde).
A preservação da paz, uma alimentação apropriada e salários suficientes, condições de habitação higiénicas, água potável e saneamento adequado, assim como a possibilidade de desempenhar um papel útil na sociedade, são outras tantas condições essenciais à saúde. Por outro lado, apenas pode existir um esforço eficaz, na instauração da SPT, se houver uma vontade enérgica e apoio da população.
O capítulo 3º propõe melhorias realizáveis, até ao ano 2000, em matéria de reforço da saúde e de luta contra a doença e suas consequências. Estas melhorias visam 4 objectivos fundamentais:
1.      Assegurar a {igualdade em matéria de saúde} entre os países e dentro deles; para começar, propõe-se a redução de pelo menos 25%, até ao ano 2000, das diferenças dos níveis de saúde, entre os países e entre os diferentes grupos de população, dentro dos mesmos países da Região e a mortalidade infantil de um certo país, é mais de 17 vezes superior, à de um outro. Mesmo num dos países mais desenvolvidos da Região, a mortalidade é 2 a 3 vezes mais elevada e a esperança de vida, à nascença, é inferior em quase 7 anos, no grupo social mais desfavorecido, relativamente aos grupos mais favorecidos.
2.      {Dar mais vida aos anos}, consiste em assegurar o pleno desenvolvimento e a plena utilização do potencial físico e intelectual das pessoas, de modo a que vivam a sua vida própria, de uma forma saudável.
3.      É indispensável prolongar a duração de vida, durante a qual as pessoas vivam sem doenças nem grandes incapacidades, {dar mais saúde à vida}. Pode-se conseguir tal desiderato, fazendo desaparecer da Região, as doenças transmissíveis, por meio de tecnologias, já existentes [sarampo, poliomielite, tétano neonatal, rubéola congénita, difteria, sífilis congénita e paludismo autóctone], reduzindo as incapacidades devidas aos acidentes e a certas doenças e, de um modo geral, aumentando as possibilidades de utilização integral do potencial individual de saúde
4.      {Dar mais anos à vida}, é o de lutar contra a morte prematura, elevando a esperança de vida à nascença, na Região, para 75 anos ou mais. Poderemos esforçar-nos particularmente em reduzir, até ao ano 2000, a mortalidade infantil, a menos de 20 mortes por mil nados-vivos, a mortalidade materna, a menos de 15 mortes por 100.000 nados-vivos, a mortalidade, por acidentes, de pelo menos 25%, a mortalidade por doença do aparelho circulatório, em pelo menos 15% e a mortalidade, por cancro, em pelo menos 15%.
Os 3 capítulos seguintes: 4, 5 e 6 tratam as 3 grandes categorias de mudança, que podem trazer as melhorias, anteriormente indicadas:
Modificação dos estilos de vida;
Do ambiente;
Dos cuidados (CSP).
No que concerne, às mudanças de estilos de vida (cap. 4º) é necessário começar a reconhecer que a saúde depende, em grande medida, do ambiente político, social, cultural, económico e físico.
A primeira coisa, que se deve fazer é, por conseguinte, oferecer possibilidades e desenvolver capacidades de escolha dum estilo de vida saudável, mediante a formulação de políticas gerais, que estejam de acordo com os imperativos da promoção e da protecção da saúde, a fim de que a escolha de estilos de vida saudáveis, se torne mais fácil. Devem também reforçar-se e desenvolver-se as relações interpessoais e familiares, geradoras de cuidados, que ocorrem para protecção da saúde.
A 3ª preocupação importante é a de levar os indivíduos, os grupos e as comunidades a interessarem-se pela promoção da sua própria saúde e do seu próprio bem-estar, assim como pela saúde e o bem-estar dos outros. Em especial, o capítulo 4º propõe metas, que visam a promoção de comportamentos positivos, tais como a abstenção de fumar, a higiene alimentar e a prática de uma actividade física, ao mesmo tempo que propõe a redução dos comportamentos prejudiciais à saúde, como, por exemplo, o alcoolismo, o consumo de drogas e a violência.
O capítulo 5º trata do ambiente biofísico e enuncia metas específicas para reduzir a poluição da água, do ar e dos alimentos, e para diminuir a presença de resíduos perigosos e os riscos nos edifícios e zonas urbanas e nos locais de trabalho. Um decréscimo importante destes riscos pressupõe mecanismos adequados de vigilância, avaliação e controlo dos riscos ligados ao ambiente, a tomada de consciência, por parte da comunidade e a sua participação, bem como uma acção internacional eficaz.
O capítulo 6º é relativo ao uso adequado dos cuidados, põe em relevo os CSP {com os enfermeiros à cabeça} e a importância do apoio dos cuidados secundários e terciários. É neste ponto que reside a chave de uma maior igualdade, no que respeita, à promoção da saúde e prevenção da doença, assim como à prestação de serviços de tratamento e de reabilitação, adaptados às necessidades fundamentais de saúde da população. {mais uma vez, o Enfermeiro, à cabeça da acção} As Metas implicam uma distribuição racional dos recursos de cuidados de saúde ditada pelas necessidades, uma cooperação entre profissionais de saúde [é a definição correcta da UCC], indivíduos, famílias e grupos representativos e uma coordenação, a nível da comunidade, de todas as actividades com dimensão sanitária.
 O capítulo 6º sublinha, ainda, a necessidade de uma avaliação sistemática da qualidade dos cuidados. { convém definir a idoneidade de quem avalia para não cairmos nos juízes em causa própria, como acontece, frequentemente a partir de certos níveis, no nosso caso, do Dr. Médico}.
Os 2 últimos capítulos expõem as medidas necessárias para apoiar o desenvolvimento da saúde:
Capítulo 7º - trata, por um lado, da nova orientação a dar às estratégias de investigação para que elas contribuam, eficazmente, para a instauração da  SPT e, por outro lado;
- Trata da necessidade de planear e realizar esta reorientação de um modo coordenado.
Capítulo 8º - cita as principais condições prévias, ao desenvolvimento em saúde, a nível dos países e a nível regional:
Um firme compromisso político, uma gestão eficiente apoiada por um bom sistema de informação, que transformará as políticas de saúde, em programas de saúde eficazes, um planeamento adequado dos recursos humanos, da formação e utilização dos profissionais de saúde, das acções de informação e de educação sobre os problemas com dimensão sanitária, que interessam aos profissionais de saúde respectivos, e à avaliação sistemática da tecnologia utilizada.

PRIORIDADES

Este texto enuncia 38 Metas, cuja importância relativa variará, segundo os países da Região. Cada um destes países deverá, por conseguinte, definir, à luz da sua própria situação, a importância, que deverá dar a um ou outro tipo de acção, para atingir, eficazmente, a melhoria da saúde da sua população e para colaborar, nos esforços levados a cabo, pela Região, no seu conjunto.
Algumas Metas dizem respeito à melhoria da saúde, outras, às actividades necessárias para obter este resultado, outras, ainda, à implantação correcta da estratégia global.
No que é relativo aos assuntos, que interessam a Região, será dada prioridade aos mais importantes problemas de saúde, que é, já possível dominar, porque se possuem os conhecimentos requeridos e se pode contar com o apoio político necessário. Tal é o caso da redução da mortalidade infantil ou dos acidentes de trabalho.
Outros problemas de saúde relevantes, ainda muito pouco conhecidos, para que se possam recomendar acções cientificamente fundadas, tornar-se-ão sectores de investigação prioritários. É isto que se passa, no domínio dos comportamentos de saúde positivos.
Incumbe, muito especialmente, à Região Europeia, promover e coordenar acções concertadas, contra os flagelos, que os países são incapazes de resolver por si, isoladamente. Pode referir-se a este respeito, a poluição atmosférica transfronteira e os esforços para modificar aspectos importantes dos estilos de vida, por meio de campanhas de educação perduráveis, concretizadas por vários países, a fim de vulgarizar comportamentos favoráveis à saúde, como, por exemplo; a abstenção de fumar.
Prioridades nacionais serão fortemente, subordinadas às características políticas e culturais de cada país. Os parágrafos, que se seguem, pretendem, apenas, dar uma ideia geral da maneira como as prioridades poderão ser estabelecidas, em grupos de países ou, em regiões, no interior deles, posto que as prioridades de cada um, só podem ser analisadas, com realismo, pelos próprios países.
Actividades nos Estados Membros
Nos países, onde, ainda, não se realizaram quaisquer actividades, dever-se-á começar por compatibilizar as políticas de saúde, com os princípios da SPT e, se possível, estabelecer, quando necessário, estratégias de saúde, fixando as grandes orientações de mudança e as medidas a tomar, para introduzir esta mudança. Dever-se-á, sem demora, inventariar as informações disponíveis, a fim de que se possa fazer o necessário para colmatar as lacunas importantes.
A este respeito, dar-se-á uma importância especial às informações sobre os riscos ligados ao ambiente e aos estilos de vida, sobretudo, se elas puderem ajudar a determinar os grupos em risco.
A educação, a formação e a reciclagem dos profissionais de saúde figuram entre as questões a examinar, prioritariamente.

DESENVOLVIMENTO EM SAÚDE

Uma meta fulcral, evidente, é a de assegurar uma maior igualdade social, reduzindo a pobreza, no seu sentido mais lato, reunindo as condições necessárias à saúde – alimentação , água, saneamento, educação e habitação condigna, para todos – e actuando de um modo tal que  cada um tenha acesso aos CSP.
Muitas melhorias importantes, na saúde, podem ser atingidas, através de programas específicos, como a vacinação.
O imperativo primordial, a nível político, é mobilizar o apoio necessário da população em geral e grupos mais interessados, a fim de fazer com que os programas deste género se tornem prioridades, em todos os escalões da elaboração das políticas de saúde dos EM e obter os recursos indispensáveis a uma eficiente execução. Nos próximos anos, os países ricos da Região devem ajudar, mais eficazmente, os outros, no seu desenvolvimento socioeconómico e, no seu desenvolvimento em saúde.
Os problemas da pobreza, nutrição inadequada, más condições de habitação, analfabetismo funcional, insalubridade do ambiente e subdesenvolvimento dos CSP encontram-se também em países com alto rendimento por habitante, de tal modo que se poderá impor a necessidade, mesmo para aqueles países, que estabelecerem prioridades diferentes para zonas geográficas ou categorias socioeconómicas diversas.
Reforçar a capacidade e a possibilidade de as pessoas escolherem um modo de vida saudável e reduzirem o consumo do tabaco e do álcool, são consideradas as primeiras prioridades em todos os países, mas particularmente em países industrializados. É, de resto, nestes domínios que uma acção eficaz tem maiores possibilidades de produzir melhorias importantes na saúde. Não menos importantes são os programas especificamente vocacionados para dar a todos, mas particularmente a grupos como as pessoas idosas, os inválidos, etc., possibilidades máximas de levarem uma vida produtiva e enriquecedora. É fundamental que as zonas menos desenvolvidas da Região encontrem vias de desenvolvimento que não sejam geradoras dos sérios riscos de saúde, que afligem os países ricos. O uso do cigarro e do alcoolismo, os acidentes, o desenvolvimento da família e das redes comunitárias são fenómenos, sem dúvida, mais fáceis de impedir do que de reduzir. Se os países em desenvolvimento não abordarem estes problemas, desde o início, todos os esforços, que fizerem, mais tarde, para dominar os seus problemas actuais poderão não resultar, na pretendida melhoria geral da saúde.  
Existe um princípio válido para todos os países:
A chave da resolução de numerosos problemas de saúde encontra-se fora do sector da saúde;
Tal chave está, nas mãos da própria população . É indispensável, portanto, dar uma grande prioridade ao estímulo das contribuições, que outros sectores, e a população, em geral, possam dar ao desenvolvimento sanitário, em particular, a nível local. É essencial, a este respeito, ter bem em conta o princípio fundamental de que a participação da população, no desenvolvimento em saúde, não deverá, jamais, ser puramente passiva.
A própria filosofia da SPT implica que se dê à população os conhecimentos e a influência requeridas para as melhorias sanitárias nas comunidades, não sejam efectuadas somente para, mas também com e pelas pessoas. Os CSP são o elemento mais importante da reorientação do sistema de cuidados; deverão beneficiar de um forte e permanente apoio.
É, finalmente, importante conseguir uma utilização mais económica, mais eficaz e mais humana dos recursos existentes, em cuidados de saúde.

O FUTURO
As Metas SPT enunciadas, neste documento, traduzem uma vontade deliberada de tentar inflectir a evolução do desenvolvimento sanitário europeu. O que está em jogo é, no fim de contas, a saúde e o bem-estar das crianças da Europa, das gerações futuras. Se as acções da SPT forem coroadas de sucesso, esse facto significará, por um lado, que todas as crianças da Região terão uma muito maior possibilidade de:
·        Nascer com boa saúde, de pais que as desejaram e que têm o tempo, os meios e as aptidões requeridas, para as educar e cuidar, convenientemente;
·        Ser educadas em sociedades, que integraram os valores fundamentais de um estilo de vida saudável, que encorajam a escolha individual e lhes permitem desenvolver-se livremente;
·        Ter asseguradas as condições prévias essenciais, à saúde e ser, eficazmente, protegidas contra as doenças e os acidentes; e, por outro lado, que todos os habitantes da Região terão uma possibilidade igual de:
·        Viver num ambiente estimulante de interacção social, protegidos do risco da guerra e capazes de assumir plenamente, um papel social e economicamente útil;
·        Envelhecer numa sociedade, que os ajude a preservar as suas capacidades, que lhes garanta uma reforma confortável e enriquecedora, que lhes ofereça cuidados, quando tiverem necessidade deles e, finalmente, que lhes permita morrer, com dignidade.
Este texto está bem à medida das aspirações humanas. Será necessário criar na população da Região um consenso lato, à volta da ideia de que a SPT é um objectivo que deve e pode ser atingido, até ao ano 2000 e que, efectivamente, o será. Uma tal tarefa, levada a cabo conjuntamente, pelos 33 EM, não assegurará, somente, uma melhor saúde e uma vida melhor aos habitantes da Região, mas sim um movimento de solidariedade e de ajuda mútua, que transcenderá as fronteiras políticas, culturais e étnicas.
Este empreendimento poderá, também, contribuir poderosamente, para a promoção duma maior compreensão e de uma maior confiança, entre os habitantes da Região e, assim, para a satisfação mais fundamental de todas as necessidades: – a Paz.»
[por aqui vão passando as causas das coisas que estão a acontecer no SNP do Estado Português.
Começamos por ver como é que as Metas SPT 2000 deslizaram para as mãos dos Médicos e como os enfermeiros se foram deixando subjugar no pior sentido  do termo, não só como pessoas como ainda enquanto profissionais que foram deixando subsumir os cuidados de Enfermagem nas receitas dos médicos.
Este problema é tão grave que distorceu a filosofia dos CSP no nosso país, ao ponto de os descaracterizar, o que não nos surpreende, pois em dialéctica, a quantidade altera a qualidade. Ora, uma tão estrondosa a envolvente acção dos médicos, em contraste com uma participação, tão sucessivamente apagada, dos Enfermeiros, não podia ter outro resultado.
Mas nem tudo está perdido; iremos sucessivamente criticar a actuação dos médicos nos CSP, para com os Enfermeiros, que exploram tanto que até se servem das suas prestações para justificarem as bolsas e os bolsos, que enchem à sua custa, sobretudo dos cuidados de Enfermagem, que, entre a execução e a contabilização, perdem-se no pantanal.
No final iremos demonstrar de forma inconfundível quais foram e são os responsáveis e a maneira como eles se foram aproximando do desvio das 38 Metas de SPT 2000, medicalizando os CSP, para o que tiveram de descaracterizar os cuidados de Enfermagem.
Não é por acaso que o Norte é a Região que maior número de USF tipo B ( a dos incentivos de 4370€ por mês, pagos com o vencimento, assim como outros incentivos, enquanto os Enfermeiros e administrativos têm de esperar pelos avaliadores, uma espécie de troika sanitária);
Não é por acaso que alguns dos principais responsáveis por isto estão no centro das operações.
Mas não queremos desmotivar o vosso interesse pela leitura atenta, serena, reflexiva que vamos fazendo crescer.
Também não podemos revelar toda a estratégia que temos montada: apenas podemos garantir com a sabedoria popular infalível: {Cá se fazem; cá se pagam}.
Finalmente será aconselhável que leiam as 38 Metas SPT 2000, que foram abafadas pelos RRE, primeiramente e pelos USF, posteriormente. O texto vai sendo acrescentado à medida das nossas disponibilidades.
JCA.