sexta-feira, 23 de maio de 2014

MISSÃO SINDICAL NO ALGARVE E ÉVORA

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ARS do Algarve vai contratar 45 enfermeiros para colmatar falta de profissionais

Vários turnos do Serviço de Urgência Básica de Loulé não contaram com enfermeiros nos últimos dias

21 de maio de 2014 - 11h33

A Administração Regional de Saúde do Algarve disse hoje já ter “tomado as diligências” necessárias para colmatar a falta de enfermeiros em Serviços de Urgência Básica e que vai “iniciar o mais brevemente possível o recrutamento” de 45 profissionais.

A posição da Administração Regional de Saúde (ARS) foi avançada à agência Lusa em resposta a uma notícia divulgada na segunda-feira e que dava conta da convocatória, por um grupo de cidadãos, de uma marcha de protesto em Loulé contra a falta de médicos, enfermeiros e administrativos no Serviço de Urgência Básica (SUB) da cidade.

Também o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses tinha denunciado que durante a noite de segunda para terça-feira o SUB de Loulé não iria ter enfermeiros a trabalhar, apesar de por lei estar estipulado um mínimo de três profissionais por turno.

Desde o início de maio que os enfermeiros têm vindo a apontar a falta daqueles profissionais para garantir o funcionamento regular nos SUB de Vila Real de Santo António, Loulé e Albufeira, situação que estaria a ser originada por um desentendimento entre a ARS do Algarve e o Centro Hospitalar Algarvio (CHA) sobre quem tem a responsabilidade na gestão dos SUB.

A ARS considerava que o CHA tem a responsabilidade de assegurar os profissionais para garantir o funcionamento dos SUB de Vila Real de Santo António, Loulé e Albufeira, à semelhança do que acontece no SUB de Lagos", mas a administração do Centro Hospitalar disse não ter ainda essa competência, porque não foi concretizada formalmente e não foram transferidas as verbas necessárias.

Perante a persistência da situação, o Movimento de Cidadãos em Defesa da Saúde de Loulé decidiu organizar uma marcha de protesto e um cordão humano para o dia 28 de maio, pelas 18:30, com início junto à Câmara Municipal e fim no Centro de Saúde de Loulé.

Na resposta escrita enviada hoje à agência Lusa, a ARS do Algarve referiu que está “ciente da falta de recursos humanos na área de enfermagem” e assegurou ter tomado “as diligências necessárias, no início deste ano, com vista ao aumento do quadro de enfermagem do CHA”.

A ARS já obteve, segundo a mesma fonte, “a autorização do Ministério da Saúde e da Secretaria de Estado do Tesouro para a celebração de contrato de mais 45 enfermeiros para o Centro Hospitalar do Algarve”, medida que visa, segundo o organismo, “assegurar o normal funcionamento dos serviços daquela Unidade Hospitalar, designadamente, nas unidades de Faro, de Portimão e de Loulé”.

“O processo de recrutamento será iniciado o mais breve possível”, acrescentou a ARS, sem concretizar prazos.

Fonte do movimento de cidadãos que convocou o protesto em Loulé disse à Lusa, na segunda-feira, que as suas reivindicações passam pelo recrutamento dos profissionais necessários para garantir o atendimento adequado dos utentes e acautelar que não existam faltas de material.

Por Lusa

HORÁRIO ESCLAVAGISTA


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quarta-feira, 21 de maio de 2014

A LEI DA ROLHA - A ROLHA DA LEI






NB: Nem seria de esperar outra coisa; afinal também há Enfermeiros no SNS.
Gonelha, o Electricista, foi o 1º Ministro da Saúde, quando foi criado o Ministério da Saúde, pois até então, era chamado "Ministério dos Assuntos Sociais" e foi o 1º a usar a "lei da rolha", na área da saúde.
A propósito da lepra de Alijó, houve uma grande bronca com a "Ciência Médica", essa confusão científica. Karl Popper defende na sua "lógica do conhecimento científico: «Uma teoria para ser verdadeira tem de ter a capacidade de poder ser falsificada». Imagine-se esta lógica aplicada à ciência médica...
Três jovens com idades compreendidas entre os treze  (13) e os dezasseis (16) anos deram entrada no "Goelas de Pau" - Joaquim Urbano - (Goelas de Pau era o antigo dono, Joaquim Urbano era Médico dos que baptizam Hospitais).
O Director Médico do dito Goelas de Pau (porque usava um colarinho de madeira, porque os de plástico ainda não tinham sido inventados e tinha problemas de coluna cervical e o povo baptizou-o...) tinha puxado pelos galões da sabedoria e construía, paulatinamente, academicamente, a tese de que as 3 jovens tinham lepra.
Perante as dúvidas legítimas , surge, vinda do noticiário da RR das 8 horas, a pergunta a Racael, Enfermeira Directora: sempre se confirma o diagnóstico lepra, nas jovens de Alijó?

Racael com aquele saber da experiência moldado e com uma voz de barítono, como os daquele corro russo, que canta a célebre canção dos barqueiros do Volga, responde, meia trocista: qual lepra ou qual carapuça!
Nunca seria possível sofrerem de lepra, porque o bacilo da lepra demora, no mínimo, cerca de 20 anos a incubar e nenhuma delas tem essa idade.

E lá se foi o diagnóstico do Director, assim como a possibilidade duma historinha, às malvas.
Desautorizado, tão categórica e naturalmente, pela Enfermeira Directora, numa época em que os Enfermeiros não atribuíam o exclusivo das informações aos Doentes, e dos Doentes, mesmo de cuidados de Enfermagem, da sua exclusiva responsabilidade, a médicos, que se limitam a ler as notas de Enfermagem, Racael não gaguejou ao dizer que a "Vaca Sagrada" tinha parido um rato.
Sintomático.
Então o Director do GP exigiu de Mr. Gonelha o despacho de mandar calar os Enfermeiros, que foi levantado, por influência da contra exigência do Sindicato dos Enfermeiros - SE, a favor do direito da liberdade de informação responsável, como era o caso, incluindo os Enfermeiros que, entretanto... estão a cedê-lo inexplicavelmente.
Tempos áureos...
Quem usou mal essa capacidade Constitucional foi o Director do GP, que estava a vender gato por lebre, diagnosticando lepra, em crianças que nem sequer tinham tempo de vida para incubar o bacilo de Hansen (Hansen - Gerhard Armauer, Médico e Botânico Norueguês - de Bergen - 1841 a 1912, foi ele o descobridor do bacilo da lepra).
E a verdade é que nunca tiveram lepra, nem o "fascies leonis", que a anuncia, a quem já conviveu com leprosos, obviamente.

O Ministro está a misturar as "prendinhas" com as "bocas" e provoca algumas dificuldades para identificar a genuinidade da ética, que, no fundo, é a ciência dos bons costumes.
Ora, se por bom costume se entender falar a verdade, não é ético usar circunlóquios para dizer o que se passa no interior duma instituição, que funciona mal.
Se a lei proíbe a publicidade enganosa, ou falsa, qual a norma ética que possa legitimar a mentira; dizer que uma instituição é de 5 estrelas, quando nem cotação tem, na bolsa!?

Depois, se é norma prendar o reconhecimento de boas vendas de coisas relacionadas com a saúde doença; como ainda ontem transcrevemos, o Português Médio gasta 5,8% do total das suas despesas com a saúde, ficando os Ingleses, esses peneirentos, com uns míseros 1,6% de despesa com a saúde, ocupando o último lugar da tabela dos 23 países em análise.
Se em vez de contratarem os Enfermeiros, que Portugal rejeita, os ingleses contratassem Médicos, como está a fazer o Governo de Portugal, certamente que eles descolavam do fundo da tabela.
É uma vergonha (?) no reino de Sua Majestade Isabel II, só se gastar 1,6% da despesa total, de cada súbdito, com a saúde.
O Ministro da Saúde fez bem contratar um elefante, para ir levar a um armazém de loiça, a boa nova: se não ficar a loiça inteira, ficam os cacos.
Também nos surpreendeu, positivamente, a boa nova de incluir os Enfermeiros na obrigação de não mentir e a possibilidade de falarem.
Não imaginamos sequer os Médicos a dizerem mal duma instituição hospitalar e os Enfermeiros a branquearem a imagem dessa hospitalar, mentindo.
Já nos basta o compromisso que o SEP assumiu de manter os Enfermeiros sossegados para pagar o favor que o Ministério lhe fez ao publicar a portaria da Direcção de Enfermagem, própria para "caciques", cujos resultados, já são bem visíveis, nas exigências que estão a fazer aos Enfermeiros, com horários não pagos e ou roubados.

Com amizade 

José Azevedo

terça-feira, 20 de maio de 2014

UM POUCO DE CULTURA CULTIVA

Dois anos antes de acabar a II Guerra Mundial FRIEDRICH HAYEK escreveu:

{O Caminho para a Servidão}















{O Caminho para a Servidão}

ACUMULAÇÕES DE FUNÇÕES E CRITÉRIOS

Aqui está outro inconveniente  mais ou menos criminoso do "medicocentrismo" do SNS
O conhecimento precário que os nossos governantes têm de certas matérias uma das quais é a saúde/doença, faz com que comam a casca da banana e deitem o caroço fora, pensando que estão a chupar romã.
Basta ler o que se passa com o horário da carreira especial médica (ACCE ou Acordo Colectivo de Carreira Especial).
Para verem bem é recorrer  às linhas ali acima do lado direito que assinalam o zoom.
 Chamamos a atenção do leitor para o que é preciso para a acumulação de funções e o exercício liberal, que é pago através de recibos verdes.

A base onde os Enfermeiros podem legitimar situações idênticas de acumulações é o princípio de EQUIDADE CONSTITUCIONAL.





CRONN - QUANTA DOR...



MÉDICOS OBRIGADOS A AVISAR QUEM TEM SIDA


Médicos devem avisar parceiros de doentes com VIH de risco de contágio

Clínicos devem informar pessoas dos riscos que correm, se os doentes não o fizerem e se continuarem a ter relações sexuais não protegidas.
NÉLSON GARRIDO

A questão continua a suscitar dúvidas entre os profissionais de saúde: pode um médico quebrar o dever de sigilo para avisar o parceiro de uma pessoa com VIH/sida do risco de contágio, quando esta última admite que continua a ter relações sexuais não protegidas e que não quer informar o companheiro? Pode e deve, responde o consultor jurídico da Ordem dos Médicos (OM), Paulo Sancho, que sublinha que o profissional de saúde nem sequer precisa de pedir autorização a comissões de ética antes de informar as pessoas em risco, porque esta matéria já está “assente na deontologia médica”.
Relatado na última edição da revista da OM, o caso prova que, apesar dos vários pareceres e da doutrina que já existe sobre esta matéria, há médicos que continuam com dúvidas e sem saber exactamente como proceder face a situações concretas. Desta vez, uma médica queria saber se podia “quebrar a confidencialidade” e avisar o parceiro do doente e ainda se devia pedir autorização a uma comissão de ética, antes de informar a pessoa em risco (ela é médica de ambos e tentara persuadir o portador de VIH a alertar o companheiro, sem sucesso).
Este problema já deu origem, há 14 anos, a pareceres do departamento jurídico da OM e do Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida, lembra o consultor. O médico, sintetiza Paulo Sancho, depois de tentar "persuadir o doente a modificar o comportamento de risco e a revelar às pessoas que possam ser prejudicadas na sua vida ou saúde”, caso este não mude o seu comportamento, “deve informar as pessoas do perigo que incorrem”. 
Para o consultor, não é também necessário que comunique a situação a comissões de ética para a saúde, uma vez que “não se trata de uma questão de ética controvertida, podendo-se considerá-la como matéria assente na deontologia médica”. Paulo Sancho recorda, a propósito, que o Código Deontológico de 2009 já estabelece no seu artigo 89.º (“Precauções que não violam o sigilo médico”)  que a  preservação da saúde e da vida é considerado o “valor fundamental”. Mas há regras. O médico deve, primeiro, tentar persuadir o doente a modificar o seu comportamento, nomeadamente declarando que irá revelar a sua situação às pessoas interessadas. Se, depois de advertido, ele não alterar o seu comportamento, deve informar as pessoas em risco, mas só depois de avisar o doente que o vai fazer.
O certo é que, apesar dos sucessivos pareceres, os pedidos de esclarecimento têm-se repetido. Ainda no ano passado, a revista da OM publicava uma história com contornos semelhantes. Uma médica de família pediu ajuda porque uma doente, uma adolescente de 17 anos, grávida e seropositiva, se recusou a informar o namorado do risco de transmissão. A médica ainda tentou convencê-la a avisar o namorado, com quem a adolescente admitiu que continuava a ter relações sexuais não protegidas, mas a jovem não aceitou. A adolescente tinha sido infectada por transmissão vertical (através da mãe, quando esta estava grávida).

NB: 
Quem dentre os vivos se lembrará, ainda dos tempos em que o diagnóstico de VIH-SIDA era uma espécie de "troféu de guerra" da Classe Médica e mantinham-no tão criminosamente guardado, que nem ao Pessoal Enfermeiro davam conhecimento, transformando-o em vítima inocente dum irracionalidade ética, feita e ou em nome de um segredo profissional, mal assimilado, permitindo que o Enfermeiro fosse não só vítima de contágio, como veiculo transmissor, da doença. 
Há argumentos a favor e contra.
Ainda há bem pouco tempo um cidadão americano foi executado com mau instrumental, acabando por morrer de colapso cardíaco.
O mundo ficou com pena da pouca maestria usada.
Mas ninguém dedicou uns breves segundos a pensar que a sua condenação à morte resultou de ter violado uma mulher que enterrou viva.
Outra das cantigas é desculparem-se que se houver a denúncia do caso perde-se a clientela deste género, pois deixa de ter confiança no médico, que não guarda segredo.
Onde está o erro?
É na falta de confiança do Médico no pessoal que com ele contacta com o doente e que, como ele está obrigado ao mesmo segredo profissional.
Respeitar o doente em todos os sentidos é uma coisa;
Pagar esse direito ao sigilo, com vítimas inocentes, é outra.
Na minha tese de mestrado de ética defendi o direito com o direito, o que mereceu a nota de bom com distinção: o doente tem direito ao sigilo desde que respeite o direito à integridade física do outro.
Quem nunca assistiu, como eu, à morte extremamente revoltada duma mulher a quem o marido contagiou com sida, não faz a mínima ideia do que esta mulher faria ao marido se não tivesse morrido, já.
Respeito pelo condenado deve ser o máximo, mas sem criar condições desumanas que vitimem inocentes, pois com isso pode-se exaltar o ego deformado do profissional, mas está-se a ser desumano, ao condenar à morte inocentes, renovando práticas de sacrifícios de virgens aos deuses irados, antes de se descobrir a técnica do "bode expiatório", que até só era condenado a ir morrer longe, carregando as maleitas da sociedade.
O problema é como vigiar a sua execução de aviso às potenciais vítimas de contágio, daqueles que gastam as lágrimas todas a chorar pelos condenados e não derramam uma só pelas vítimas que eles podem fazer.
Até porque convém não esquecer o egoismo dos contagiados, que não raro, fazem tudo para contagiar outros, por vingança e lenitivo da sua desgraça.
Com amizade,
José Azevedo

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