O Sindicalista

sábado, 27 de maio de 2017

OBRIGADO SR. MINISTRO PELA AJUDA SOBERANA NA GREVE DO ZELO



Sabíamos que o Ministro da Saúde precisa de se aproveitar da nossa greve para impor respeito ao Ministro das Finanças.
Mas não esperávamos que nos compensasse com o maior insulto que alguma vez a Enfermagem sofreu, pois pagar especialistas e dos altamente especializados, ao preço de Enfermeiro normal, só a um cínico de refinado quilate lembraria.
Mas lembrou, pois ao que nos diz quem sabe, este contrato destina-se a substituir os especializados que reclamaram sem sucesso, o estarem a trabalhar na especialidade sem auferirem mais um cêntimo, pelas enfermarias de medicina e cirurgia geral.
Para dar mais amplitude e mais rápido a nossa greve esta ajuda ministerial, pois é de lá, que vem a ordem, é fantástica.
Aconselhamos os Enfermeiros a deixarem deserto este concurso, para nos ajudarem na cavalgada para a vitória certa.
Os Enfermeiros não merecem estes insultos provocatórios!
Não merecem mesmo.
A FENSE vai tomar posição pública. Entretanto fica o nosso pontapé de aquecimento.
José Azevedo


Olá a todos

Vou pedir-vos paciência para me ler porque hoje vou-me alongar. Todos os dias recebo pedidos de ajuda vossos e resolvemos inúmeros problemas e intervimos noutros tantos. Hoje vou eu pedir-vos ajuda. Tem sido um caminho difícil mas com rumo, assertivo e transparente. Pela primeira vez a OE afirma posições em nossa defesa sem medo e de uma forma objectiva que aponta claramente qual é o caminho.

O nosso maior esforço está na forma como alcançamos a mudança, como ajudar os enfermeiros a dizer não? Como ajudarmo-nos a tomar decisões nos serviços sem medo? É isto o mais difícil, aquele momento em que sabemos que precisamos mudar mas a mentalidade, imaturidade e falta de informação da maioria de nós nos impede de evoluir. Não ignoro que foram muitos anos em que a OE não esteve para ajudar, mas antes para proteger apenas alguns contra a grande maioria que foi perdendo quase tudo no terreno. É natural que ainda seja difícil para alguns acreditar que agora a OE está cá para ajudar.

É essa a ajuda que vos quero pedir hoje. Ao dar-vos conhecimento de todos os pareceres e tomadas de posição da OE não é apenas para vos encher o email. Da mesma forma que, quando me respondem ou pedem ajuda cá estamos para responder, ajudar e resolver. A vossa missão é tão importante como a minha, porque é a vós que cabe a difusão de todas as informações para ajudar os enfermeiros a usar os pareceres e a tomar decisões.

Desde o final do primeiro trimestre de 2017 que o Ministério da Saúde perdeu autonomia com o Decreto de Lei da Execução Orçamental. Todas as substituições e contratações ficaram paradas colocando o SNS e os enfermeiros numa situação dramática.

A importância do trabalho da OE nestas questões tem sido fundamental e feito todos os dias, com muita persistência, negociações directas com o Governo mas que não são nem podem ser para andar badaladas, desculpem-me o termo, na boca do povo, nas redes sociais ou em blogues. No entanto, têm de ser conhecidas, do ponto de vista da informação, de todos os enfermeiros. Custa-me, tenho de ser sincera, ler algumas pessoas sempre aos berros a clamar por posições públicas e confusão quando sei que naquele momento preciso de paz para fazer o que prometi a todos vós e conduzir bem as negociações institucionais.

Pois bem, depois de muita negociação, enviei este email a 19/05 que transcrevo em baixo ao Sr. Ministro da Saúde, ele foi, com a minha concordância, divulgado pelo Ministro das Finanças. Hoje de manhã o Sr. Ministro da Saúde informou-me que, com esta ajuda, o Conselho de Ministros reunido hoje aprovará um despacho que permite um regime de excepção para as substituições e contratações na saúde.

Igualmente comprometeu-se a anular os avisos de concursos que pretendiam contratar enfermeiros especialistas com o vencimento de cuidados gerais, no Centro Hospitalar Médio Tejo e Hospital de Guimarães (em anexo os ofícios enviados).


“Exmo. Sr. Ministro da Saúde

Na impossibilidade de falar com V. Exa. hoje, tenho falado sobre este assunto com o Dr. xxxxxxx. Desde sempre que alertámos para o gravíssimo erro que seria fazer depender as autorizações, respeitantes aos enfermeiros, no SNS do Ministério das Finanças. Na práctica, o Ministério da Saúde ficou refém das Finanças e em consequência disso instalou-se o caos nos Hospitais de Norte a Sul do País. Já não bastava o número de enfermeiros nas instituições estar, drasticamente, abaixo do recomendado pela OCDE para 1000 habitantes, temos agora situações verdadeiramente dramáticas porque qualquer substituição por baixa ou nova contratação está dependente de outro Ministério que não a Saúde.

Excelência

Em conversa telefónica, de hoje, com o Dr. xxxxx  dei-lhe conta das insistências diárias de alguns hospitais do País onde já se encerraram serviços inteiros por falta de enfermeiros, bem como daqueles que ao invés de contratar estão a ser obrigados a prescindir de enfermeiros por não autorização de renovação. Várias vezes referi a V. Exa. que o País não tem apenas a contingência da Gripe, Portugal está em Plano de contigência 12 meses por ano, quer seja pelo frio, quer seja pelo calor.

Não tenho resposta para dar a estes hospitais mas não posso, em consciência, pela responsabilidade que me foi confiada, não fazer ou dizer nada. Dei conhecimento ao Dr. xxxxxx das situações emergentes que detectámos, a saber:

Centro Hospitalar do Algarve (onde encerraram camas e existem doentes internados no SU de Faro e Portimão há mais de uma semana. Ainda ontem às 23h visitámos Faro), Portalegre, Centro Hospitalar Lisboa Norte, Médio Tejo, Santarém, Amadora Sintra (onde aliás encerraram 32 camas por falta de enfermeiros e tem doentes internados no SU há mais de 1 semana), Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia-Espinho, Hospital de Viana do Castelo, Centro Hospitalar Tondela Viseu, Tâmega e Sousa, ULS de Matosinhos (encerrou também um serviço por falta de enfermeiros), Hospital de Braga, entre outros que o Dr. Poole da Costa também identificou.

Sei que existe uma promessa, por parte das Finanças, de despachar estes casos emergentes no início da próxima semana. A questão é que mantém-se a regra, por causa da execução orçamental, de o Ministério de V. Exa. ter perdido toda e qualquer autonomia nesta questão. Assim não será possível governar o SNS, salvaguardando a vida e a segurança das pessoas.

O último estudo internacional sobre o cumprimento de dotações seguras de enfermeiros nos serviços diz-nos que por cada enfermeiro a menos para prestação de cuidados aos doentes, a taxa de mortalidade aumenta 20%.

A colaboração do Dr. xxxxxxx tem sido inestimável e preciosa mas dele não depende a resolução desta questão. Gostaria que me informassem quais os Hospitais que verão as suas autorizações concedidas no início da próxima semana.

Creia-me com a mais elevada estima e consideração.”

Igualmente aproveito para enviar link do vídeo integral da audição pública da OE sobre a Proposta de Lei dos Actos em Saúde:


https://www.youtube.com/watch?v=bn8T199d2EA

A nossa posição sempre foi muito clara e está gravada em vídeo. Não serve a ninguém, muito menos aos enfermeiros, que meia dúzia de pessoas façam uma bagunça pública com coisas que já estão definidas e fechadas em sede de reuniões institucionais.

Assumi um compromisso convosco, vou cumpri-lo até ao fim. Nunca deixaremos de defender a segurança dos enfermeiros e das pessoas, a sua dignidade e valorização. O vosso papel é fundamental neste processo e é essa ajuda que hoje peço. Este é um caminho de todos e para todos. Caminhem connosco. Muito obrigada a todos

Um grande beijinho



 Ana Rita Cavaco  Bastonária
Publicada por José Correia Azevedo à(s) 20:57 Sem comentários:
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ENCONTRO FENSE CNESE 6ABR2017


RECENTRANDO A COISA

Para facilitar o entendimento desta reunião e visto que só está veiculada a opinião de uma das partes envolvidas, convém fazer alguns reparos esclarecedores.
Facilitando e cingindo o assunto a pontos específicos, marcamos a lápis os pontos referentes:
1 - Não foi exigência dos visitantes ficarem de costas e os visitados de frente; foi opção do editor da revista.
Podemos garantir que os visitantes de costas para o leitor são efetivamente os anunciados no texto.

2 - Queremos acrescentar que a reunião da FENSE foi em 21, portanto, no dia anterior ao da reunião da CNESE, ambas no Ministério da Saúde, onde exigimos que as negociações sobre legislação de contratos de Enfermeiros, fossem feitas numa única mesa e quem não aderisse a esta necessidade imperiosa e por de mais evidente, ficava com o estatuto de observador, para não beneficiarmos o patronato, com divisionismos, como já há exemplos de mesas únicas, no Ministério (ver os Médicos), e de divisões, como é o caso dos Enfermeiros.


3 - Houve troca de documentos, necessária da nossa parte, desnecessária por parte da CNESE, visto que a ata de 22 de Março foi prontamente publicada no dia, com objetivos facilmente compreensíveis, dada a forma como a FENSE foi discriminada no Ministério da Saúde pelo próprio ministro, que priveligiou a CNESE com a su significativa presença, para quem tenha treino de ler a linguagem gestual, como é o nosso caso.
Mas quando a CNESE afirma que não é sua prioridade alterar a estrutura da carreira, como sublinhamos, no documento que estamos a referir, isto significa duas coisas, que os Enfermeiros precisam de saber e entender;
a) - Para a FENSE é prioritária a reformulação da carreira, unificando-a, hierarquizando-a e rentabilizando-a, isto para corrigir as anomalias que comporta, rumo à valorização profissional, pois entendemos, na FENSE, que a estrutura atual da carreira de Enfermeiro é uma não-carreira.
b) - Comprova, como se pode intuir, quem foi efetivamente, o autor da destruição da carreira de Enfermagem.(DL 437/91.
4 - Está exposto um documento assinado pelos 4 Sindicatos que não dispensa a nossa posição de haver uma só mesa negocial e de a restruturação da carreira ser uma prioridade e os nossos Colegas sabem que a estrutura atual está a transferir a chefia e direção de Enfermeiros para não Enfermeiros, o que põe em causa a autonomia técnica e concetual da Enfermagem;
O nosso estatuto de carreira especial está em jogo, porque uma só categoria não forma carreira especial com as exigências da de Enfermeiro;
Os salários têm de ser adequados à categoria de Enfermeiro e não como está a sucedoer, agora que é a mais mal remunerada.
Ora estas exigências não são nossa, são da Profissão e que não sentir a sua necessidade de revisão, pode reservar-se o estauto de observador, como aliás aconteceu em 1991 com a construção do DL 437/91.
Os Enfermeiros não nos podem acusar de divisionistas, pelo contrário, somos os principais defensores da união, como comprova.
Têm é de tomar consciência do que querem para a sua carreira e para o seu futuro. O presente está mais que conhecido.
José Azevedo


Publicada por José Correia Azevedo à(s) 19:28 Sem comentários:
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MINISTRO DAS FINANÇAS MENTIROSO E LIVRE DO IRS À INTELIGÊNCIA

MINISTRO DAS FINANÇAS AINDA É MAIS DO QUE PARECE
Ora vejamos:
Para aparecer com uns centímetros acima do zero, cortou o orçamente ao Ministério da Saúde e retirou as competências so Ministro, para autorizar despesa sem o carimbo da censura das finanças.
Para pessoas ao nível isto até pode parecer uma boa medida.
Mas não ouvimos a DRª Teodora que deve ver a coisa com clareza.
Simplesmente, esta medida está a paralizar os hospitais: Amadora Sintra já fechou 35 camos por não ter Enfermeiros, nem autorização do inteligente ministro das finanças para os contratar.
Faro Hospital e os jornais da região estão proíbidos pela censura de divulgarem o que se passa.
Até o Enf.º Diretor (que nem enfermeiro é porque veio doutra carreira), comprometido com a família está a fazer brilhantemente o apel de besta quadrada. 
É isso. 
Com esta proibição do diploma da execução orçamental o tipo das finanças, a que costumam chamar ministro e não é o nosso caso, não percebeu que os hospitais estão a entrar em rututa, porque não estão a substiruir as ausências dos Enfermeiros, por doenças, que aumentam de dia para dia dado o esforço de horários ilegais e repousos curtos a que os Enfermeiros estão a ser submetidos.
Nos hospitais, com Enfermeiras mais jovens, são as licenças de maternidade e respetivos direitos que estão a ser postos em causa. Como não há substituições, são os colegas que, com o seu esforço desumano, estão a suportar as consequências das licenças, uma das quais é a saúde própria e outra a situação dos doentes que exige Enfermeiros saudáveis e alegres, (mens sana in corpore sano).

Estando a nossa greve de zelo em funcionamento é óbvio que a inteligência ou falta dela do das finanças a fazer o papel de ministro das vai ser um fator a por em evidência.
Nos conhecemos a lista dos hospitais em rutura e não a divulgamos, por respeito às admnistrações que no-la fazem chegar e engrossar.
Para nós constituem um gozo, que deleita, porque é disto que nós precisamos para aumentar e incendiar a greve.
Temos ouvido vários epitetos do que é, mas nenhum deles é tão real como o nosso, que mantemos em segredo para mais tarde. 
Certo, certo é que está fazer o mesmo que o diabo fez à coisa que tanto cortou que ficou sem nada.
Com esta estratégia o Sr. das Finanças (ou dos anéis) nem sonha a ajuda que está a dar à nossa greve e a utilidade prática que as administrações hospitalares estão a ver nela, dando à FENSE, finalmente, a importância, que merece. Não esperávamos tanto com esta união sinérgica dos contrários!
Continue, Excelência, nessa estratégia, para nos ajudar a conseguir a força que arranque o mal pela raiz.
E.T. Com aquela classificação do CR7 das Finanças, dada pelo Ministro das Finanças da terra dos nazis e nazismos, que Deus ou o Diabo mancaram, as nossas certezas ainda ficaram mais certas. p'la FENSE
(José Azevedo)


Publicada por José Correia Azevedo à(s) 19:03 Sem comentários:
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POR QUE DIZEM QUE A GREVE DE ZELO É ILEGAL


QUEM DIZ QUE A GREVE DE ZELO É ILEGAL É IGNORANTE q.b.p.

A não ser que esses ignorantes tenham perdido, há muito tempo a vergonha e outros valores morais: civis ou profissionais e estejam  a fazer o jogo do patronato e a defender os seus interesses, para terem direito à tigela do caldo e a não ir ao serviço, onde há doentes, que não gostam de enfrentar.
Para garantirem essas facilidades têm de dar nas vistas, políticas, sindicais e outras que tais.
Mas há outro interesse, por exemplo; duma Colega do SEP de seu nome Guadalupe, que é esbater o êxito da nossa greve de zelo, que a está a incomodar, pois treme de cada vez que lhe lembram que, já não interessa ao SEP, nem nós a consideramos, ainda, como o SEP, que respeitamos.
A culpa do que diz e faz para desgraça dos Enfermeiros, como é o caso da sua rejeição pelas especilidades em Enfermagem, que só admite no seu irmão e sobrinha, médicos, é dos algarvios que não a elegeram para deputada do "Livre", pois sempre podia cantar o trecho da "Nabuco" de Verdi, onde fala da "liberdade" aos escravos.
Se as greve de zelo fossem ilegais, os funcionários do Ministério Público, entre outras coisas, são vigilantes da lei, ao decretarem, como decretam, greve de zelo; ou os das fronteiras, entre muitos outros, estariam a violar, eles próprios, a lei.
Uma dirigente sindical afirmar que uma greve de zelo que outro sindicato decreta é ilegal, é porque bateu com os cotovelos nalguma coisa dura e ficaram a doer-lhe, quando estava a escrever e, em vez do palavrão, saiu-lhe essa aldrabice.
Começo a perceber por que é que um I.U. lá dos altos de Portugal, diz que o «SEP não negocia ACT, porque a Enfermagem já atingiu tudo que tinha para atingir»!
Ainda bem que não tem penas; se as tivesse e, à altura em que vive, era capaz de voar, como a vaca do outro!
Não vos digo o nome, porque a Guadalupe gastou os 9 segundos de publicidade.
Estas segundas escolhas, que vieram para a Enfermagem, são vítimos inocentes da elevada dose de estupidez, que lhes coube, além da dose normal a que todos temos direito e de que somos portadores.
Quem tem crenças nos deuses, que reze por elas, porque é uma hipótese, ainda que remota, de lhes aliviar a carga e possam mudar de profissão.
E se este pedacito de prosa despertou a vossa atenção levais de prémio a essência da greve, para que os mal-informados e ainda, mais mal formados, não vos enganem, sabe-se lá com que intenção:
1 - A greve é um direito constitucional de quem tem um patrão, estatal ou particular e de quem recebe salário.
2 - A greve, uma vez assumida pelos trabalhadores, tem de conter, em si, um grau de eficácia limitado, porque os danos, que provoca necessariamente, não podem ser irreversíveis; têm de poder ser reparados, até para não destruir a fonte de rendimento, que garante o salário.
3 - A medida que equilibra os direitos do empregado e do empregador, que, na greve, entram em conflito, é composta de 3 princípios conceptuais:
PROPORCIONALIDADE,
ADEQUAÇÃO,
NECESSIDADE.
São estes 3 principios que legitimam e legalizam qualquer greve e não os pareceres de advogados, também humanos e abrangidos pela tal estupidez natural, em maior ou menor dose.

Sabem qual é o meu prémio de consolação, lenitivo que suaviza a minha dor; não fui eu que os trouxe para esta vida mui nobre e digna de Enfermeiros.

José Azevedo
Publicada por José Correia Azevedo à(s) 18:08 Sem comentários:
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ÚLTIMA HORA


ENFERMEIRA DIRETORA DO CHSJoão CONTINUA A PROIBIR A GREVE DOS ENFERMEIROS

Acabo de chegar de CHSJoão, one constatei que a Enfermeira Diretora, foi intimidar os Enfermeiros do serviço de Ortopedia e do de Cirurgia Geral para darem apoio a uma equipa extra-hospitalar que está a fazer as cirurgias que deviam e podiam ser feitas em tempo normal: os SIGIC.
Os Enfermeiros ameaçados, oscilam entre dois poderes; o sindical, que em greve, exclui esta tarefa extra-função e o do centro hospitalar, que os ameaça com procedimento disciplinar.
Com o ministro, que temos na saúde, não podemos falar, porque não constamos da sua lista de cúmplices, na coisa.
Até duvido que saiba da nossa existência.
Não obstante sorri, nas câmaras televisivas, perante as investidas sindicais, como fez ontem,  na greve de fim-de-semana, método habitual, naquela tendência sindical comunista.
Porém, quando a nossa greve silenciosa, atingir o ponto de saturação, que prevemos, é capaz de gemer.
NB: esta diretora é, continua a ser, professora duma escola de Enfermeiros, o que nos leva a supor que monstros está a formar, para a vida dura de Enfermeiros, que os espera: é para serem escravos obedientes dos exploradores, como é o caso, em que se está a meter hoje?
Vou citar um ministro ex. de seu nome Correia de Campos, que anulou a eleição de Enfermeiros para o cargo de diretores feita pelos seus pares, porque lhe saiu na rifa um sindicalista (eu próprio), para que não se repetisse. Pode orgulhar-se da m...que fez.
Mas a alternativa da escolha por... não parece a melhor maneira de preencher este lugar, por pessoa que tenha dado mostras de equidistância e independência, enquanto Enfermeira.
Para o cargo ser desempenhado por gente assim, começo a duvidar se vale a pena, aos Enfermeiros ter tão má representação hierárquica.
A Ordem dos Enfermeiros e o Tribunal se encarregará de fazer justiça aos Enfermeiros, que coagiu ameaçando. Para mim, já basta o doloroso castigo de ter de atuar, com a firmeza necessária que gostaria de não usar numa Enfermeira, não obstante estar a por-se a jeito, provocando-nos.
Já agora e para terminar, informo-vos:
Se algum dos Médicos da produção adicional (SIGIC) der uma ordem a um Enfermeiro dos internamentos, este não tem que a cumprir; somente cumpre a prescrição médica, desde que esteja escrita. A produção adicional é da responsabilidade de equipas extra-hospitalares, enquanto contrato, onde perdem qualquer função hierárquica.
(José Azevedo) p'la FENSE

Publicada por José Correia Azevedo à(s) 16:46 Sem comentários:
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sexta-feira, 26 de maio de 2017

OS QUE SE VENDEREM POR UM SALÁRIO ANORMAL DEVEM SER DESTITULADOS PELA ORDEM



QUEM CONCORRER DEVE FICAR CO TÍTULO SUSPENSO<prima>

Os Enfermeiros que aceitarem concursos de escravo abaixo das suas habilitações devem ver os seus títulos supensos pela Ordem, porque não precisam deles dado aceitarem concursos falsos levados à prática por Administradores da Escola de Telheiras onde o Ministro da Saúde é professor e onde aprenderam a roubar e desprestigiar os Enfermeiros.
E depois, a própria Ordem instaura processos crime por usurpação de funções, estando a trabalhar como especialistas tendo o título suspenso.
A Ordem já atuou, em certa medida. Todavia, em nosso entender, e dado que a Enfermagem está a ser tratada, como nenhuma outra profissão da saúde ou da doença, os métodos da Ordem e dos Sindicatos FENSE têm de ser modelares e drásticos.
Não foi por acaso que decretámos uma greve de longa duração; é para levar todos os maus tratos e desprezos, que fazem aos Enfermeiros, até às últimas consequências.
Pior do que concursar Enfermeiros Especialistas como generalistas é haver administradores que têm essas faltas de respeito e consideração, pelos Enfermeiros e sindicalistas, em exclusividade de funções, enquanto tal, a defenderem essa mesma ideia e prática.

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Entretanto, sobre o mesmo assunto dissemos:"Obrigado Sr: Ministro pela ajuda soberana que deu à nossa greve"

Da Ordem vem-nos a informaça:


25-05-2017 
Ordem decisiva: Contratações na Saúde deixam de depender das Finanças 
 
A pressão e intervenção da Ordem dos Enfermeiros (OE) foi decisiva para o fim da dependência da aprovação pelo Ministério das Finanças das substituições e contratações na Saúde. O compromisso da criação de um regime de excepção para a Saúde foi assumido pessoalmente pelo Ministro da Saúde à Bastonária da OE, que garantiu também a anulação dos concursos de contratação de enfermeiros especialistas com vencimentos de cuidados gerais.
“A criação de um regime de excepção para a Saúde é um primeiro passo que precisávamos para começarmos a resolver algumas das situações mais emergentes do SNS. Desde sempre que alertámos para o gravíssimo erro de fazer depender as autorizações de contratações e substituições de enfermeiros no SNS do Ministério das Finanças. A Saúde ficou refém das Finanças, o que permitiu que se instalasse o caos nos hospitais de Norte a Sul do País, com situações verdadeiramente dramáticas”, realça a Bastonária Ana Rita Cavaco.
A Bastonária destaca as “insistências diárias de alguns hospitais que foram obrigados a encerrar serviços inteiros por falta de enfermeiros” , assim como as “situações dos hospitais que foram obrigados a prescindir de enfermeiros por falta de autorização para a renovação”.
Alertado pela Ordem, o Ministro da Saúde comprometeu-se igualmente a anular os avisos de concursos no Centro Hospitalar Médio Tejo e no Hospital de Guimarães para a contratação de enfermeiros especialistas com vencimentos de enfermeiros de cuidados gerais.
“Esses concursos punham em causa a dignidade da profissão e a Ordem, enquanto regulador e emissor dos títulos, não podia compactuar com essa situação. Aliás, a Ordem, em nome de todos os enfermeiros, tem um processo a correr pela inconstitucionalidade de existirem especialistas e enfermeiros de cuidados gerais com os mesmos vencimentos. É a única profissão no País onde isto acontece”, alerta Ana Rita Cavaco.
Saliente-se que em ofício enviado ao Provedor de Justiça, a OE apresentou uma queixa formal relativamente aos referidos concurso. Sublinhando que “a prestação de cuidados de enfermagem gerais não é igual à prestação de cuidados de enfermagem especializados, nomeadamente em termos da sua natureza, não pode a sua retribuição ser igual”, sob pena de violação de princípios constitucionais como o que estabelece que “para trabalho igual, salário igual”.

[QUANDO SE LUTA NEM SEMPRE SE GANHA A BATALHA.
MAS QUANDO SE NÃO LUTA, A DERROTA É PERMANENTE!]
Publicada por José Correia Azevedo à(s) 19:44 Sem comentários:
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REFLEXOS DO ATAQUE SANJOANINO À GREVE DE ZELO



CM-LUSA <prima>

TVI24<prima>

PÚBLICO<prima>

CRÍTICA AO MILÍMETRO




Nós já comentamos esta descoberta que o CA de CHSJ fez: as greves causam prejuizos vários à entidade patronal.
E concluíram; por isso vamos ameaçar com processo disciplinar aqueles que aderirem à greve de zelo, que, pelo que dizem, desconheciam, porque não vinha junto das greves de fim de semana a que certos sindicatos habituaram o patronato. Escolhemos meia dúzia de exemplares um dos quais é mesmo dos trabalhadores do Ministério Público, para onde vamos mandar os processos.
Portanto, a seguir ao ataque sanjoanino está o ataque sindical ao ataque, esclarecendo com uma pitada de caridade cristã, a douta ignorância, em matéria de greves.
Para não haver confusões o que os Sindicatos atacam está em itálico e barrado a azul e entre parêntsis.
Uma das vertentes da greve é, também, a pedagogia de modo a que as administrações da saúde (SNS), aprendam a respeitar as leis, que se referem aos Enfermeiros, nomeadamente, e a começar, pelo horário de lei.
A outra lição é gastarem mais nos Enfermeiros, que são a mola de ataque e que suporta os piores embates e mais frequentes. Também os Enfermeiros têm de aprender a serem mais exigentes com o cumprimento dos seus direitos que devem estar em razoável equilibrio com os seus deveres.
p'la FENSE
José Azevedo e Fernando Correia
Publicada por José Correia Azevedo à(s) 14:15 Sem comentários:
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