segunda-feira, 19 de junho de 2017

CUIDAR DOS VIVOS E DEIXAR EM PAZ OS MORTOS



CUIDAR DOS VIVOS<prima>


CHORAR SOBRE O LEITE DERRAMADO NÃO É O MEU ESTILO.
Prefiro recuar, no tempo e interrogá-lo:
Como eram as condições atmosféricas, antes de haver tantos incêndios, por hora? E tão graves como os de Pedrógão?
Como eram limpas  as matas?
Quantos incêndios havia por ano?
Ora bem, parece que quantos mais meios há de combate mais os incêndios atraem, a esses meios materiais e humanos.
Retiraram os vigilantes reais e concretos das florestas, porquê?
Se perguntassem ao Sr. Gulbenkian, que tão generoso foi para o nosso país, por que pagava aos médicos pessoais, vencimento, somente, quando não estava doente, teriam uma resposta inteligente e prática, digna do seu autor.
Imaginem que vinha um prático, tipo Gulbenkian, sem outros interesses, além do bem comume, e criava um fundo de combate aos incêndios;
Depois, só pagava aos interventores nos incêndios: bombeiros e outros, incluindo os governantes nas suas deslocações  de mostra, quando não houvesse incêndios!
O que se poupava em prejuizo e vidas, que ardem; pessoas e árvores, seria suficientemente compensador, até para as peritagens da PJ, que não eram precisas, porque deixaria de haver incêndios, mesmo com raios, a cairem em árvores viçosas, para pouparem aparências.
Até eu, que em pequeno, com 11 anitos de idade, fui surpreendido na mata frondosa e com mato rasteiro, da altura de 2 metros, pelo menos, vi cair 9 raios em 9 pinheiros, que descascaram, como confirmei, a seguir à trovoada (o presidente da junta de Pedrógão nem viu trovoada) e nenhum pegou fogo, mas assustaram-me muito, antes de conseguir chegar, onde, já não hovesse árvores, que fizessem a ligação entre o céu e a terra. Era assim que nos ensinavam na escola primária.
Para confirmar estes pensamentos perversos, também se poderia ver quantos incêndios tem havido, nas proximidades da terra do Sr. presidente nacional dos bombeiros e comparar esses números,  com outros, como por exemplo; quando é que os incêndios começaram a deflagar, mesmo sem raios, que partem árvores e aliviam consciências, mais próximos de habitações.
Para terminar esta modesta homenagem às vítimas;
Quem limpava as matas e selecionava as espécies, antes desta praga de incêndios, que está a 
parecer-se, cada vez mais, com as vindimas e a apanha da azeitona, na minha terra?
O que mudou não foram os matagais, mas as oportunidades e os oportunistas, que se governam, com a desgrasça dos outros, incluindo a natureza mãe, que sofre para alimentar esta fauna oportunista.

Colegas, cuidem dos corpos e espiritos dos vivos, o melhor que sabeis e podeis, que o ministro da saúde, que agora virou coveiro, segundo os Colegas do SIM, vai cuidar dos mortos.
José Azevedo

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