quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

GREVE DO DIA 20 - AMANHÃ - INFORMAÇÃO



AVISO AOS ENFERMEIROS NOSSOS ASSOCIADOS

ALGUNS COLEGAS ENFERMEIROS TÊM PERGUNTADO AO SINDICATO DOS ENFERMEIROS-SE ACERCA DA GREVE DO DIA 20 P.F. SE TAMBÉM PODEM FAZER GREVE.
EM NOSSO ENTENDER, NÃO PODEM POR 2 RAZÕES LINEARES:
1 - SE A GREVE FOSSE PARA ENFERMEIROS JÁ A TÍNHAMOS ANUNCIADO;
2 - QUANDO ALGUM SINDICATO DE ENFERMEIROS DECRETA UMA GREVE TEM DEFINIR MUITO BEM OS TERMOS COMO SERVIÇOS MÍNIMOS ETC.
FINALMENTE, NO PRÉ-AVISO NÃO ESTÁ NENHUMA REIVINDICAÇÃO ENFERMEIRA FEITA OU A FAZER.

ANALISEM POR FAVOR O PRÉ-AVISO.

[GREVE NACIONAL DA SAÚDE
AVISO PRÉVIO DE GREVE
Comunica-se aos(às) Senhores(ras): Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças, Ministro do Trabalho, Solidariedade e da Segurança Social, Ministro da Saúde, Secretária de Estado da Administração Pública, demais membros do Governo da República, Presidentes dos Governos Regionais dos Açores e da Madeira, Vice-Presidente do Governo Regional dos Açores, Secretário Regional da Saúde dos Açores, Secretário Regional das Finanças e da Administração Pública da Madeira e Secretário Regional da Saúde da Madeira, Conselhos de Administração de todos os Hospitais, Centros Hospitalares(IP), Administrações Regionais de Saúde(IP), Entidades Prestadoras de Cuidados de Saúde(EPE), às Direcções das Instituições Particulares de Solidariedade Social e Misericórdias, demais entidades empregadoras, aos dirigentes dos restantes organismos e serviços integrados no Serviço Nacional de Saúde que,
nos termos e para os efeitos previstos nos artigos 394º, 395º e 396º da Lei do Contrato em Funções Públicas, aprovada pela Lei nº35/2014, de 20 de Junho e na Secção I, do Capitulo II e artigos 530º a 539º do Código do Trabalho, aprovado pela Lei nº 7/2009, de 12 de Fevereiro, os trabalhadores abrangidos pelo âmbito estatutário desta Federação, independentemente da natureza do vínculo ou contrato, sejam de carreiras gerais, especiais ou corpos especiais, dos Serviços da Administração Directa e Indirecta do Estado do âmbito do Ministério da Saúde, Institutos Públicos, demais pessoas colectivas de direito público, privado e utilidade pública e privada, e Entidades Empresariais, prestadoras de cuidados de saúde, no âmbito do Serviço Nacional de Saúde, sejam Entidades Públicas Empresariais ou Parcerias Público-Privadas, Serviço de Utilização Comum dos Hospitais, e os trabalhadores temporários cedidos por outras entidades empregadoras que prestam serviço nas entidades atrás referidas, irão exercer o direito à greve, entre as 00.00 e as 24.00 horas do dia 20 de Janeiro de 2017, com o objectivo de lutar:
 Negociação da carreira de Técnico Auxiliar de Saúde;
 Aplicação das 35 horas de trabalho semanal a todos os trabalhadores;
 Admissão dos trabalhadores necessários ao Serviço Nacional de Saúde;
 Revisão da Carreira de Técnico de Diagnóstico e Terapêutica, valorizando-a e garantindo a aplicação imediata de todos os seus direitos;
 Fim dos cortes no pagamento das horas de qualidade e do trabalho suplementar;  Aplicação do Vínculo Público de Nomeação a todos os trabalhadores do SNS;
 Garantir que a Carreira Especial de Técnico de Emergência Pré- Hospitalar tenha de imediato a respetiva valorização salarial;
 Revisão da Carreira de Técnico Superior de Saúde;
 Pagamento do Abono para falhas aos trabalhadores que manuseiam valores. Mais se comunica que em relação aos trabalhadores que laboram em regime de turnos:
 Quando o ciclo se inicia em cada dia de calendário às 20.00 horas ou depois, a greve pode ir do início do ciclo em 19 de Janeiro de 2017 e prolonga-se até ao fim do ciclo em 20 de Janeiro de 2017;  Quando o ciclo se inicia depois das 00.00 horas, em cada dia de calendário, a greve pode ir desde o início do ciclo em 20 de Janeiro de 2017 e prolonga-se por 24 horas. Os serviços mínimos são assegurados, nos serviços referidos nos artigos 397º da LCTF e 537º do Código do Trabalho que funcionem ininterruptamente 24 horas por dia, nos sete dias da semana, propondo-se indicativamente, em termos efectivos, um número igual àquele que garante o funcionamento aos domingos, no turno da noite, durante a época normal de férias, sendo que tais serviços serão fundamentalmente assegurados pelos trabalhadores que não pretendam exercer o seu legítimo direito à greve. Serão ainda assegurados os tratamentos de quimioterapia e hemodiálise já anteriormente iniciados. Relativamente à segurança e manutenção de instalações e equipamentos:
 Nos serviços que não funcionem ininterruptamente ou que não correspondam a necessidades sociais impreteríveis a segurança e manutenção do equipamento e instalações serão asseguradas nos mesmos moldes em que o são nos períodos de interrupção ou de encerramento;
 Nos serviços que funcionem ininterruptamente e que correspondam a necessidades sociais impreteríveis os serviços necessários à segurança e manutenção do equipamento e instalações serão assegurados no âmbito dos serviços mínimos, sempre que tal se justifique.
Lisboa, 22 de Dezembro de 2016
A Direcção Nacional da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais.]

Com amizade,
José Azevedo

E SE AS VÍTIMAS DA FOME FORAM UMA RASTEIRA À BASTONÁRIA!?

BASTONÁRIA ENF REPLICA IGAS<prima>

A RASTEIRA <prima>

RASTEIRA 2 <prima>


NB: DIZEM OS AMANTES DE ÁFRICA, ATENTOS AOS FENÓMENOS LOCAIS, QUE UM DOS MÉTODOS SIMPLES E EFICAZ DE CAÇAR MACACOS É METER UMA BANANA, OU MAÇÃ, NUMA GAIOLA, ONDE CAIBA A MÃO DO MACACO, SEM BANANA, OU MAÇÃ, MAS NÃO CABE MÃO DO MACACO COM BANANA OU MAÇÃ.
ORA, COMO O ANIMAL NÃO PRETENDE DEIXAR A BANANA, OU MAÇÃ, NA GAIOLA, FICA  INSTITIVAMENTE PRESO, ATRAVÉS DO OBJETO, CAINDO NAS MÃOS DO CAÇADOR DE MACACOS.
EU NUNCA PISEI A SELVA AFRICANA, ONDE ABUNDAM OS MACACOS, PARA PODER VER LOCALMENTE, ESTE TIPO DE CAÇADAS.
MAS CONHEÇO MUITO BEM A NOSSA SELVA NACIONAL, ONDE ABUNDAM AS MACACADAS E OS CAÇADORES DE VÍTIMAS DE CIRCUNSTÂNCIA, QUE DE TÃO DISTRAÍDAS QUE ANDAM, NA SUA LABUTA, NEM SE DÃO CONTA DE QUE AQUELES QUE PUSERAM FORA DA ORDEM E FORAM LANÇADOS NA DESORDEM E NO CAOS, NÃO CESSAM DE APERFEIÇOAR ESTRATÉGIAS DE VINGANÇA.
ASSIM, E A PROPÓSITO, MANTER OS DOENTES 48 HORAS SEM COMER, NÃO TENDO DECLARADO GREVE DE FOME, É UMA BRINCADEIRA DE MAU GOSTO, POIS COM O ESTÔMAGO NÃO SE BRINCA.
E SE ALGUÉM PERGUNTA, TIPO ZEQUINHA DAS ANEDOTAS: SERÁ QUE OS ENFERMERIOS FIZERAM TUDO QUE ESTAVA AO SEU ALCANCE, NA RUBRICA DA HIGIENE E CONFORTO DO DOENTE, COM A QUAL, FLORENCE, SE IMORTALIZOU, REDUZINDO A MORTALIDADE, DE 42 PARA 2%, NOS HOSPITAIS DE CAMPANHA DA GUERRA DA CRIMEIA?

OU FICARAM PRESOS AOS FORMALISMOS  DRAMATIFORMES, SUBALTERNOS DO DEVER DE REBENTAREM PORTAS E JANELAS PARA CUMPRIREM O SEU DEVER DE AQUECEREM OS ESTÔMAGOS DOS DOENTES INDEFESOS!

E SE O TAL ZEQUINHA, QUE ATÉ, PODIA SER EU, SE LEMBRAR DE PERGUNTAR;

SE NÃO SERÁ EXTEMPORÂNEO O EXUBERANTE ELOGIO DE CORAGEM E OUSADIA FEITO PELA NOSSA BASTONÁRIA, AOS ANUNCIADORES DA TRAGÉDIA, ENQUANTO ESCONDEM A SUA PUSILANIMIDADE, NO CUMPRIMENTO DE UM DEVER, SÓ SEU, DE CONSEGUIREM, A QUALQUER PREÇO, ALIMENTAR OS DOENTES, ENTREGUES AOS SEUS CUIDADOS?

SERÁ QUE O PAPEL DO ENFERMEIRO É ANUNCIAR TRAGÉDIAS PORTUGUESAS, OU EVITÁ-LAS, NO ÂMBITO DA SUA QUOTA PARTE DE RESPONSABILIDADE?

LEMBRAM-SE DOS ENFERMEIROS QUE PEDIAM AJUDA AOS MÉDICOS DE SERVIÇO, NAS URGÊNCIAS, QUANDO O ESTADO DE UM DOENTE SE COMPLICAVA E, SE AQUELE DEMORAVA, O CARREGAVAM ÀS COSTAS, PORQUE, OU NÃO TINHAM MACA OU NÃO FUNCIONAVA O ASCENSOR, OU AMBOS?
NÃO DAR COMIDA AOS DOENTES, NEM QUE FOSSE ROUBADA NO SERVIÇO AO LADO, SÓ PARA ACUSAR AS MÁS ADMINISTRAÇÕES E OS MAUS ADMINISTRADORES, NÃO ME PARECE A MELHOR ESTRATÉGIA, MAS HÁ GOSTOS PARA TUDO.
ESTA COISA DE AS MEDALHAS TEREM CARAS E CROAS É UMA COMPLICAÇÃO DE IMPREVISÍVEIS CONSEQUÊNCIAS, POIS DEPENDE DO LADO EM QUE OBSERVAMOS A COISA.
Com amizade e dêem a esmola ao ceguinho,
José Azevedo

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

RESPONSABILIDADE É DE TODOS...

RESPONSABILIDADE DE TODOS<prima>

TESTEMUNHO DE UM MÉDICO CONVENCIDO




 TESTEMUNHO DE UM CONVENCIDO <orima>

NB: ESTE MÉDICO ESTÁ CONVENCIDO QUE SABE MUITO DOS OUTROS, QUANDO DEVIA SABER MAIS DE SI PRÓPRIO.

1 - PARA JÁ, E A COMEÇAR, A CONSULTA MÉDICA NÃO TEM DE TER A PRESENÇA, PRESENTE OU DISTANTE, DO ENFERMEIRO. ALIÁS OS CONSULTÓRIOS PRIVADOS DOS MÉDICOS SÃO PROVA DISTO MESMO; NÃO EMPREGAM ENFERMEIROS.

2 - O HORÁRIO DE 42 HORAS DOS MÉDICOS É BEM PAGO E NÃO É OBRIGADO A FAZER 42 HORAS SEMANAIS.

3 - O REGIME DE HORÁRIO ACRESCIDO PARA ENFERMEIROS AINDA ESTÁ EM VIGOR (ART.º 55º DO DL 437/91 DE 8 DE NOVEMBRO) E SE HÁ FALTA DE HORAS ENFERMEIRAS QUE AS PAGUEM AO ENFERMEIRO PARA FAZER DE DAMA DE COMPANHIA AO INFELIZ E SOLITÁRIO MÉDICO, QUE SOFRE COM A SUA SOLIDÃO, QUE SERIA AGRAVADA, SE NÃO FOSSE A COMPANHIA DA TIA NET, QUE MITIGA, LIGEIRAMENTE, O SEU TEMPO INÚTL, MAS BEM REMUNERADO. É POR ESTA E OUTRAS QUE OS MÉDICOS ABSORVEM, PELO MENOS, 85% DA MAASA SALARIAL DO MINISTÉRIO DA SAÚDE.

4 - A "GERINGONÇA", QUE ENCHE A BOCARRA COM A FALTA DE MÉDICOS DA FAMÍLIA, É A RESPONSÁVEL POR DAR HORAS A MAIS AOS MÉDICOS E A MENOS AOS ENFERMEIROS.

5 - SE OS ENFERMEIROS ESTIVESSEM MAIS BEM INFORMADOS E FORMADOS DO SEU PAPEL, EM CIRCUNSTÂNCIA, ESTE MÉDICO CONVENCIDO, NÃO SERIA ASSIM E SABERIA MAIS DO SEU PAPEL E DO PAPEL DOS ENFERMEIROS, QUE NÃO É O DE MULETA DE COXO, CERTO, CORRETO!?

Com amizade e perseverança,
José Azevedo

SE NÃO FOSSEM TANTOS MÉDICOS... OS PROBLEMAS CRESCIAM EM PROGRESSÃO ARITMÉTICA E NÃO GEOMÉTRICA COMO ACONTECE.<prima>

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

VÍDEO A CONVIDAR OS ENFERMEIROS



VÍDEO-CONVITE AOS ENFERMEIROS <prima>

NB: COLEGAS, CONTEM CONNOSCO PARA LEVAR A SÉRIO COISAS SÉRIAS COMO AQUELAS DE QUE A ENFERMAGEM PRECISA NO MOMENTO QUE ATRAVESSA DE EXPLORAÇÃO DESCARADA E IMPUNE, A TODOS OS NÍVEIS.
CONTAMOS CONVOSCO, PORQUE SEM VÓS, NADA PODE SER FEITO.
DEPOIS DAS EXPERIÊNCIAS FALHADAS, É ALTURA DE REGRESSAR À BASE.
Com amizade,
José Azevedo

PORTUGAL MEDALHA DE BRONZE NO CAMPEONATO DA DEPRESSÃO




1.4. Os indicadores de cuidados de baixo valor incluem má tomada de decisão, má organização
e incentivos mal projetados.

Muitos dos indicadores  dos sistemas de cuidados de saúde estabelecidos nos cuidados de baixo valor. A má decisão afeta tanto os clínicos como os pacientes. Clinicians '
Propensão a prestar cuidados de baixo valor pode ser impulsionada por um défice de conhecimento ("eu não conheço outro melhor "), um viés cognitivo (" é assim que todo mundo faz "), ou uma resistência à mudança prática tradicional ("é assim que sempre o fizemos").
Pode ser também conduzido pelo medo.
"Medicina defensiva" refere-se à prática que visa minimizar o risco de litígio. Este muitas vezes manifesta-se por mandar fazer exames desnecessários para reduzir o risco de deixar esquecida alguma coisa grave. Num estudo de 435 médicos de emergência, nos Estados Unidos, mais de 85%
acreditavam que muitos exames de diagnóstico foram encomendados nos seus próprios departamentos de emergência (ED), e 97% disseram que, pelo menos, algumas das imagens avançadas, que eles pessoalmente pediram, foram clinicamente desnecessários. Os principais contributos percebidos eram o medo de diagnóstico errado e medo de litígio (Kanzaria et al., 2015).
Os cuidados de baixo valor também podem ser influenciados pelas decisões dos pacientes. Democratização, através da Internet, de conhecimentos especializados, que anteriormente definiram as profissões clínicas, podem ser induzidos pelo paciente. Isso também pode exercer pressão sobre os médicos para investigar, prescrever medicamentos ou organizar intervenções, que ofereçam pouco ou nenhum benefício.
As empresas de cuidados de saúde podem procurar influenciar a preferência do paciente. Os Estados Unidos e a Nova Zelândia são raros exemplos de países que permitem a publicidade direta de medicamentos aos consumidores; proporcionar ao público mais informações pode melhorar a sua compreensão e ajudar a resolver o problema do sub-tratamento, mas também pode promover a prescrição inapropriada se os pacientes fizerem uma solicitação específica da marca ou solicitarem uma resposta inadequada, ineficaz ou tratamento de baixo custo (Kravitz et al., 2005, Murray et al., 2003).
Doentes com cuidados de saúde pagos pela seguradora podem ser mais insistente em serviços adicionais do que aqueles que pagam de bolso, uma vez que têm pouco incentivo para evitar cuidados de baixo valor.
O comportamento dos clínicos e dos pacientes pode ser moldado pela construção da doença e a medicalização da experiência humana normal. Isso resultou em expansões na definição de doença. Nalguns casos, membros de grupos de trabalho, que tomam decisões sobre as definições em mudança têm ligações financeiras com suprimentos farmacêuticos ou clínicos empresariais; Isso suscita preocupações sobre o possível conflito de interesses influenciar e determinar o seu comportamento.
A prática também põe em perigo a credibilidade da confiança do público na sua veracidade.
Um estudo descobriu que de 16 publicações sobre 14 condições, de 10 alterações propostas para alargar as definições, só uma das alterações propostas das definições, entre os 14 painéis divulgados, tinha em média de 75% dos membros com laços com a indústria, e 12 foram presididos por pessoas com esses ligações (Moynihan et al., 2013).
Noutro exemplo, o Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM), publicado pela Associação Psiquiátrica Americana (APA), fornece os critérios padrão para a classificação das condições de saúde mental, a quinta edição mais recente (DSM-V) foi acusada de medicalizar o sofrimento ao remover a exclusão da morte de um ente querido como critério para um episódio depressivo maior com duração inferior a dois meses. Mojtabai (2011), chamando a exclusão do sofrimento para permanecer, descobriu que o risco de novos episódios depressivos entre os participantes com episódios relacionados com o falecimento, únicos e menor que entre os participantes com episódios não relacionados ao luto, mas o risco entre a população geral sem história de depressão. No seu site, o APA diz que o custo do desenvolvimento do DSM-V "veio das reservas da APA e a associação recebeu nenhum financiamento comercial ou governamental para o desenvolvimento do DSM-V "(APA, 2014).
No entanto, Cosgrove e Krimsky (2012) descobriram que 69% dos membros do grupo de trabalho do DSM-V relataram a indústria farmacêutica e, em três quartos dos grupos de trabalho, a maioria dos
seus membros tinham vínculos financeiros com empresas farmacêuticas.
 Entre 2000 e 2014 o uso de medicação antidepressiva quase dobrou, de 31 para 59 DDD por 1 000 pessoas por dia, nos países da OCDE (Figura 2.8).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

CESARIANAS - PORTUGAL VAI BEM À FRENTE



Cuidados de baixo valor também são usados em momentos de cuidados agudos. 
Por exemplo, a cesariana as taxas de secção são preocupantemente elevadas na maioria dos países (ver secção 1.3). 
Outro exemplo refere-se ao uso da Intervenção Coronária Percutânea (ICP), procedimento no qual
um dispositivo chamado "stent" é usado para abrir vasos sangüíneos bloqueados. O uso de "stents" em alguns pacientes de maior risco podem reduzir o risco de eventos cardiovasculares. 
Em pacientes mais estáveis, há pouca evidência de que os "stents" reduzam o risco de morte e outros resultados maus (Hochman et al., 2006, Boden et al., 2007), mas ainda  continuam a ser utilizados stents neste grupo. 
Nos Estados Unidos, quase todos os ICP agudos foram classificados como apropriados. Contudo,
12% das indicações, não agudas, foram classificadas como inapropriadas, 38% como duvidosas e apenas 50%, como adequados (Chan et al., 2011).
Há evidências de excessos de tratamentos, em muitas outras intervenções dispendiosas. 
Numa análise dos hospitais australianos, por exemplo, há cinco procedimentos de "não fazer"
em média, mais de 100 vezes, por semana. Os cinco procedimentos de "não fazer" foram:
Vertebral para as fracturas vertebrais osteoporóticas dolorosas (procedimento cirúrgico
Fracturas de compressão na coluna vertebral); 
Artroscopia de joelho para osteoartrite; 
Uterino laparoscópico ablação do nervo para dor pélvica crônica (um pequeno segmento de ligamento que transporta fibras nervosas é destruído); 
Remoção de ovários saudáveis, ​​durante uma histerectomia; 
E oxigénio hiperbárico, terapêutica para uma série de condições, incluindo cancro, doença de Crohn e
(Duckett et al., 2015). A caixa 2.3 

Caixa 2.3. Casos comuns de sobrediagnóstico ou sobretratamento

●Imagens para dor lombar.
●Imagens para dores de cabeça.
●Antibióticos para infecção do trato respiratório superior.
●Absorção de raios X de energia dupla (utilizada para medir a densidade mineral óssea).
●O teste pré-operatório em pacientes de baixo risco (eletrocardiograma, eletrocardiograma de esforço,Radiografia de tórax).
●Antipsicóticos em pacientes idosos
.●Nutrição artificial em pacientes com demência avançada ou câncer avançado.
●Inibidores da bomba de prótons na doença do refluxo gastro-esofágico.
●Colocação do cateter urinário.
●Imagem cardíaca em pacientes de baixo risco.
●Indução de trabalho.
●O rastreio do cancro (teste de esfregaço cervical, antigénio CA-125 para cancro do ovário,Rastreio de antigénio específico da próstata, mamografia).
●Cesariana.
Fonte: Adaptado de Hurley, R. (2014),
 "Os Médicos podem Reduzir o Uso Prejudicial de Drogas no Mundo?", BritânicoMedical Journal, vol. 349, g4289, http://dx.doi.org/10.1136/bmj.g4289.


Eis a lista mais alguns casos comuns de uso excessivo, abusos.
O sobretratamento pode até ser um problema em áreas há muito consideradas do domínio
do subtratamento. 
No caso da malária, o subtratamento pode resultar na progressão da doença para a morte. Isso levou a um tratamento "pressuposto" para todos os pacientes com febre de pacientes endêmicos.
Áreas onde os testes de diagnóstico não estavam disponíveis. Esta resposta levou a um tratamento
antipalúdico. 
Apesar da disponibilidade crescente de testes diagnósticos rápidos (RDTs), o sobretratamento continua a ser um problema (Ochodo et al., 2016). 
O aumento do consumo de antibióticos é  um caso especial que agora se tornou uma prioridade global urgente para a ação, como discutido detalhamento no Capítulo 3. 
O sobretatamento também engloba questões que são menos diretas, tais como cuidados de fim de vida (Quadro 2.4).






NB: - ESTES DADOS SÃO COLHIDOS NO RELATÓRIO DA OCDE SOBRE SAÚDE E SUAS MALEITAS E VIRTUDES, NO ANO DE 2017.
NÃO VAMOS DEIXAR DESCANSAR OS RESPONSÁVES, QUE GASTAM MAL O DINHEIRO QUE LHES DÃO, EM NEGOCIATAS, MUITAS VEZES CORRUPTAS, PARA DEPOIS NÃO TEREM DINHEIRO PARA PAGAREM DECENTEMENTE AOS ENFERMEIROS.

Com amizade,
José Azevedo