quinta-feira, 16 de maio de 2013

META 7 – SPT 2000 [7]


META 7 – SPT 2000 [7]

[Reduzir a Mortalidade Infantil]

 

Até ao ano 2000, a mortalidade infantil na Região deveria ser reduzida a valores inferiores a 20/1000 nados-vivos .

Esta meta pode ser atingida se se verificarem os seguintes pressupostos:

Até ao ano 2000, a mortalidade infantil não deve atingir valores inferiores a 40/1000 nados-vivos em nenhum país da Região nem em nenhum socioeconómico dentro dum mesmo país;

A taxa de mortalidade infantil deve descer abaixo de 15/1000 nos países onde aos valores já estavam, em 1980, abaixo do nível considerado;

Todos os países se devem esforçar por reduzir, de forma sensível, as disparidades entre as regiões geográficas e os grupos socioeconómicos.




Formulação do Problema [Meta 7]

Por volta de 1980, mais de 500.000 bebés morreram durante o seu 1º ano de vida na Região Europeia, do que resultava uma taxa regional global um pouco inferior a 40 mortes por 1000 nados vivos, tendo a gama de vari8ação, nos diferentes países, valores que se escalonavam de 130 e menos de 7/1000.

Em relação a 1960, a mortalidade infantil na Região, vista no seu conjunto, diminuiu de 20%. É indispensável, no entanto, acrescentar que o grau de redução variou segundo os países, verificando-se que a diferença entre a taxa mais elevada e a taxa mais baixa aumentava de 12 a 19.

Na totalidade dos países a mortalidade perinatal registava uma redução quase paralela à tendência decrescente da mortalidade infantil global entre 1950-54 e 1975-79. Se as mortes por doenças dos apare3lhos respiratório e digestivo acusaram uma diminuição notável, a mortalidade por anomalias congénitas não modificou grandemente.

A mortalidade por doenças infecciosas e parasitárias, depois de ter diminuído na década de 60 num certo número de países, manifestou tendência para aumentar. Embora não se tenham informações precisas acerca da distribuição da mortalidade infantil, por causas, nos países em desenvolvimento, um inquérito recente conduzido num desses países revelou que mais de 80% das mortes das crianças de 1 a 11 meses eram devidas a doenças infecciosas ou respiratórias e que, destas, mais de 50% eram totalmente imputáveis a doenças diarreicas. Quanto à mortalidade por causas externas, se diminuiu nalguns países, noutros registou tendência para aumentar.

Se, nalguns países, a mortalidade pós-neonatal continua a estar na origem de uma fracção importante da mortalidade infantil, na maior parte dos países da Região Europeia a atenção centrou-se na mortalidade perinatal. É difícil comparar, de uma maneira válida, a eficácia dos diversos programas levados a cabo em todos os países. O que se pode, apesar de tudo, sublinhar é que um programa, iniciado em 1970, com o objectivo de reduzir a taxa de mortalidade perinatal a 18 mortes por 1000 nados-vivos, até 1980, fez de facto baixar essa taxa até ao valor 13/1000, enquanto que, a continuarem as tendências anteriores, a mesma taxa se situaria em 23/1000 na ausência de qualquer intervenção

 Soluções Propostas [Meta 7]

A prioridade das acções deverá centrar-se em programas destinados a prevenir as mortes infantis devidas a doenças respiratórias, diarreicas e a outras patologias infecciosas e parasitárias. Para isso será essencial zelar para que as populações sejam abastastecidas de água potável e disponham de uma alimentação saudável, difundir os métodos de reidratação oral, em caso de necessidade, e fornecer todos os outros cuidados médicos próprios do nível primário.
Será aconselhável encorajar as grávidas a praticarem o aleitamento materno. Deverão também ser dispensads conselhos e serviços de planeamento familiar o mais largamente possível, para ajudar a prevenir as gravidezes não desejadas, em especial nas mulheres muiro jovens.
Através de um melhor educação dos pais e das crianças e aplicando medidas tendo em vista melhorar a segurança do ambiente, deverá ser possível eduzir a frequência das mortes em lactentes, neste caso as que têm origem em acidentes.
Finalmente, será importante que exista uma maior preocupação na prevenção das insuficiências alimentares, à nascença, actuando de modo a que as mulheres se alimentem correctamente e se abstenham de fumar e de beber álcool.
Na prossecução de todas estas medidas, deverá dar-se uma atenção muito especial aos grupos socialmente desfavorecidos e às comunidades de emigrantes.
Além disso, podem organizar-se programas de preparaçao para a maternidades e para a paternidade, bem como progras de prestação de cuidados pré-natais e obstétricos adequados e de cuidados preventivos apropriados, depois do nascimento. Será, também muito importante, assegurar serviços e actividades de apoio aos grupos de pessoas que são social, cultural e economicamente desfavorecidas.
A fim de poder apreciar em que medida estes programas tiveram êxito, ou, pelo contrário, fracassaram, deve actuar-se através de actividades sistemáticas de vigilância e de avaliação que permitam pôr em evidência as variações da mortalidade infantil, não só entre os países, mas também entre os grupos da população estabelecidos em função de critérios, tais como a classe social, a actividade profissional, o rendimento, o grau de instrução ou o local de residência.
 
NB - Como se tem visto, através dos tempos, o êxito, nosso país, na redução da mortalidade infantil fica a dever-se, grandemente à acção dos Enfermeiros, seja através de partos assistidos por eles, seja através da vigilância e acção concreta, de acordo com as necessidades, após o nascimento.
O perigo que paira sobre a excessiva medicomania do parto, mormente pela prática comercial e industrial excessiva, da cesariana e da secundarização do papel da parteira, que está a perder treino e coragem, são erros, que mesmo que não se goste de ouvir falar neles, sobretudo para ouvidos mais sensíveis, são erros a corrigir, pois o alarme já foi dado com a subida da taxa de mortalidade.
Para já, foi possível inventar umas quantas coisas, pois a morte tem sempre uma desculpa. Mas nenhuma delas se referia à essência do problema.
Ora, se já fizemos melhor; é urgente e necessário ver onde estamos a falhar, tanto mais que, estando a natalidade a baixar devido a 3 factores, SMO: planeamento familiar contra natura; casamentos contra natrura; abortos contra natura.
Aqui estão 3 boas razões contra a Mãe Natureza que deviam ser despolitizadas e entregues aos cuidados dessa Mãe Natureza, depois de desmedicalizadas até ao nível razoável, assumindo a Enfermagem o seu papel que já foi melhor mesmo quando não havia associação destes profissionais do parto e arte de partejar; é uma arte, pois a ciência guarda-a a Mãe para si.
Pensem nisto, Colegas; naturalmente e sem politiquices manipuladoras do real!
 
 

 

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