quarta-feira, 1 de outubro de 2014

OS MAMÕES DO CORONEL FERREIRA

Quando os mais sensíveis ouviram, na TVI as declarações dessa quintessência fenoménica na gestão do CHSJ, comentavam: "estamos em presença de um perfeito nazi", dada a forma como atropelava os mais elementares direitos dos trabalhadores do Hospital.
Discordo dessa classificação, não obstante as semelhanças, mas por ser ainda pior e ser a sombra do autarca, que abusa das suas fragilidades, que, como cada mortal, também tem: uns mais que outros; umas mais, outras menos aberrantes.
Não demonstra a mínima sensibilidade para com os problemas das mulheres:
Por incumbência da Natureza, vão dando continuidade à espécie humana, concebendo e parindo filhos, que se alimentam de leite, enquanto pequenos, como qualquer mamífero.
As leis que protegem a maternidade conferem duas escassas horas, (estão a pensar dar mais), em cada período de trabalho: uma hora antes e outra depois, duas horas antes ou depois, conforme as necessidades e opções.
O coronel das botas cardadas anda a preparar um grupo de mamões matula para irem mamar nas mulheres, que amamentam, para chuparem o leite, se o tiverem, desafiando todos os complexos edipianos, para cumprirem as ordens do coronel. (Como o autarca esperto se pôs ao lado do vencedor antecipado a PM...), vamos ter problemas sérios.
Se a mama não der leite o mamão transmite ao mandante que está seca; não dá leite e lá se vai o direito de a mãe estar duas horas com a cria, porque o coronel acha isso um desperdício de tempo.
As nossas fontes foram mais longe e admitiram, que se trata de um sentimento profundo, íntimo, de inveja por não ter filho.
Será?
Claro que há dúvidas se os candidatos à pesquisa, investigadores do sector de saúde do pessoal, (a que nível de bandalheira chegou um serviço que ajudei a criar em Atenas, enquanto ideia dos países comunitários), tiveram a possibilidade de mamar nas tetas da mãe, enquanto pequenos e querem aproveitar-se desta circunstância para darem largas ao complexo de Édipo, pois tal como o Édipo se atirou à mãe Jocasta, inconscientemente, pois desconhecia essa ligação, estes vão conscientes para a pesquisa, que os vai valorizar curricularmente, com uma experiência inédita.
Perguntaram-nos se isto é possível técnica e legalmente?
O que sabemos é que as horas de contacto da mãe com o filho, no 1º ano de vida, têm a vantagem de manter o contacto mãe-filho seja natural ou artificial a mama, que usa.
O contacto com a mãe está muito para lá da aleitação directa ou indirecta.
Se estivéssemos numa fábrica de encher chouriços, ainda podíamos desculpar estas concepções bárbaras, aberrantes, anómalas, no pior sentido dos termos:
Mas num hospital; que tem como principal obrigação humanizar o que não é humano; dar uma prova de tamanha desumanização é duma irresponsabilidade preocupante.
Mas como a culpa não é dele, pois já demonstrou o grau de (ir) responsabilidade que detém, temos que procurar o culpado, a montante, em quem o mantém em cargo que exige um perfil adequado.
Que dirão e como vão ser os alunos que saem desta escola?

Com amizade e muita apreensão
José Azevedo

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